Amor por acaso
4 Capítulo 4
Notas iniciais
eu estava tão exausta que peguei no sono quase no mesmo instante...
Acordo e abro os olhos com uma dor de cabeça terrível, afinal de contas onde eu estava rolo e fico de costas na cama e vejo Killian ao meu lado e tudo começou a voltar. Bar. Tequila. Sinuca. Aposta. Moto. Apartamento do Killian. Ah, finalmente uma luz estou no apartamento dele e pelo sol que passa na janela dele já é dia. Bom, não vou dizer que ele foi um dos meus melhores casos, já tiveram melhores e apesar daquele físico ele não era “grande coisa” se é que me entendem. Apesar de que mesmo esses anos todos e já tendo tido namorado todas as noites de sexo, de carinhoso a selvagem, mesmo sendo muito bom não posso dizer que é aquela coisa que me preencheu que me fez sentir algo especial, tá isso foi clichê, mas qual a garota que não quer viver um daqueles clichês que se veem em filmes?
Ao sair dos meus pensamentos que só estavam fazendo com que minha cabeça doesse mais, me levantei com cuidado para não acorda-lo, já bastava eu ter dormido ali não queria ter que lidar com uma “conversa de bom dia” também, recolhi minhas roupas e coloquei tentando não fazer barulho e deixei meus saltos para levar na mão, quando termino de me “recompor” olho para ele que continua dormindo. Vou ao elevador e desço implorando internamente por um remédio para enxaqueca e um banho quente. Chego à rua e aquele sol não ajuda, deveriam ser umas nove da manhã, agradeço pelo apartamento ser perto do Granny’s ponho o salto e ando até lá. Vou ao meu quarto entro tiro os sapatos e vou por a banheira para encher enquanto pego um comprimido para dor de cabeça no armário do banheiro e vou até a cozinha pegar um copo d’agua. Enquanto a banheira enchia peguei meu celular para ver que horas eram e tinha uma mensagem da Mulan.
“Amiga você está bem? Estou perguntando porque depois da noite de ontem você deve estar com uma enxaqueca péssima”.
“Eu estou bem sim só uma dor de cabeça mesmo”.
Envio e vou checar se a banheira já encheu. Tirei aquela roupa suja e entrei naquela água morna que fez meu corpo relaxar, molhei meu cabelo, me lavei e fiquei lá dentro com as pernas dobradas e meu queixo apoiado no joelho. Minha dor de cabeça havia passado fechei os olhos e comecei a imaginar o que viria no dia seguinte. Como será que era o filho da prefeita? Tá bom que ele só tem oito anos, mas e se ele não for com a minha cara? A Regina disse que ele não tem muitos amigos, será que é pelo fato de querer passar o tempo que dá com a mãe? até porque ela vive trabalhando pelo que ela me explicou. Por falar em Regina como ela vai me tratar amanhã? não quero nem pensar porque se ela me tratar mal como a previsão das meninas eu vou achar ruim e se ela me tratar bem eu vou ficar muito mais confusa. porque eu? Porque ela me tratou tão gentilmente nas duas vezes que no vimos? Porque essas malditas perguntas não saem da minha cabeça? Arg. Amanhã começa meu novo emprego e espero conseguir as respostas paras minhas perguntas.
Abro os olhos e percebo que estou forçando a mandíbula e apertando minhas pernas contra meu corpo. Saio do banho e vou ao quarto me trocar pego meu celular e envio uma mensagem para a Mulan
“Tem como vir aqui em casa hoje para me ajudar a arrumar as coisas para amanhã?”
“Claro, já estou indo ai”. Meu celular vibrou com a mensagem em menos de um minuto.
Eu não chamei a Ruby por ter certeza de que além de ela estar dormindo, por ainda ser dez e meia, depois de ontem, se é que dormiu, ela não me ajudaria em nada com as coisas que quero conversar com a Mulan e tudo mais. Enquanto espero a Mulan chegar preparo algo para comer estava morrendo de fome, faço um sanduiche para mim e enquanto á espero jogada no sofá assistindo TV. Após um tempo ouço uma batida na porta e digo para entrar já sabendo que era a Mulan, ela entra e se senta ao meu lado me cumprimentando e me perguntando como foi a noite e se minha cabeça já tinha melhorado, digo resumidamente o que aconteceu e que estou bem melhor.
Mulan sabe como ninguém me confortar e sabe sempre o que dizer, mas não sei se falo com ela sobre essas questões que tanto me atormentam sobre como a minha vida vai mudar amanhã a partir do momento que eu entrar naquela casa e todas as inseguranças que venho me questionando.
– Ei!! Emma o que está acontecendo? – ela fala estalando os dedos em frente ao meu rosto ao perceber minha expressão aturdida e que eu não estava prestando a mínima atenção ao que ela dizia.
– Hã? –digo sacudindo a cabeça retornando minha atenção a ela- Nada, eu estou bem.
– Ah é? Então você acabou de ouvir o que eu disse?- ela questiona com uma sobrancelha arqueada.
– Claro- digo esfregando uma mão na nuca entregando que não tinha a menor ideia do que ela havia acabado de falar.
– Emma fala sério, você ao menos ouviu alguma coisa do que eu disse nos últimos cinco minutos? –ela me olha com preocupação.
– Ai Mulan me desculpa mesmo, você sabe que eu não gosto de ficar falando dos meus conflito internos e sem sentidos. — falo franzindo o cenho
– Emma, me fala o que está acontecendo você quase nunca se abre e de jeito nenhum que seus sentimentos não são importantes- ela levanta meu queixo fazendo com que eu olhe diretamente para ela.
– Eu não sei o que está acontecendo Mulan. Porque eu estava até feliz de ter conseguido o emprego de babá achando que a Regina iria ser uma patroa legal e que ser babá não iria ser tão difícil e ai você e a Ruby começaram a falar aquelas coisas dela e me deixaram meio com pé atrás e me fez pensar em como não me dou bem com crianças e isso ativou todas essa inseguranças... O ponto é que eu não sei se consigo.
Despejei tudo que estava pensando na Mulan o que era um acontecimento raro não só por não expor muito meus sentimentos, mas também porque eu não gostava de parecer frágil diante de ninguém além da Mula, mesmo que eu faça isso hoje em dia, levou um tempo para me abrir com ela também. Após me ouvir atentamente ela disse com um olhar compreensivo:
– Olha Emma, você não tem que pensar nessas coisa eu e a Ruby falamos aquilo sobre a Regina, mas nós nem mesmo trocamos umas três palavras direito com ela aquilo era só pelo que ouvimos não quer dizer eu ela seja essa pessoa horrível que todos falam. E quanto a não ser boa com crianças você sabe tão bem quanto eu que logo você se acostuma e dá um jeito como sempre faz, então não precisa de toda essa pressão desnecessária que você está colocando em si mesma porque tudo vai dar certo e você vai conseguir se adaptar rápido.
– Está vendo é por isso que eu te adoro. — abraço a Mulan e ela retribui.
Nós ficamos conversando vendo filme e depois a ela me ajudou a arrumar minhas coisas para o dia seguinte às malas com todos os meus pertences que nem era tanta coisa assim, só roupas fotografias essas coisas. Fizemos uma comida para nós e chamamos Ruby quando nos ligou no final da tarde, finalmente nos dando sinal de vida. Ela apareceu conversamos e fizemos palhaçadas até tarde da noite e após isso nos despedimos e fui dormir para estar preparada para o dia de amanhã.
Saio do meu fusca e me dirijo a casa, chego à porta da mansão da prefeita carregando as malas e toco a campainha, a porta se abre e vejo um garoto com cara de birra.
– AH! Você deve ser a “babá”- diz ele com ironia. – Entra logo, minha mãe está na cozinha é só seguir o corredor, eu até te levaria lá, mas eu não quero perder tempo. –diz ele com uma cara de tedio e indo para dentro da casa deixando a porta aberta para que eu possa entrar.
Ai que bom, já chego com o garoto me tratando desse jeito estou vendo que minha estadia vai ser bemm legal. Já que o garoto me deixou lá na porta me injeto confiança mesmo com as minhas mãos já suando de nervosismo e entro, quando dou alguns passos timidos para dentro da casa a Regina aparece com uma cara não tão receptiva quanto a que ela usou nas duas vezes que conversamos.
– Ai está você, já chegou tarde achei que não iria mais aparecer. — disse ela em um tom impaciente com uma mão na cintura.
– A...é...que... -digo quase sem nenhum som, de repente minha voz havia se esvaído junto com a coragem que tinha juntado para entrar porta adentro.
– Bom, vejo que já conheceu o Henry. – fala já vendo minha expressão meio assustada o que é raro, pois na maioria das vezes eu escondo muito bem minhas expressões.
– Como você sabe?- falo tentando não atropelar as palavras com meu nervosismo aparente.
– Primeiro pelo que já vi você é muito bem educada para sair entrando na casa das pessoas sem ao menos bater. E segundo você está com uma cara assustada, ou seja, já viu que ele não gostou muito da ideia de ter uma pessoa cuidando dele.
– É mais ou menos. – não sei para onde olhar, só sei que se olhar para sua cara que no momento está sem um pingo de paciência eu fujo dessa casa.
– Venha eu vou te mostrar o seu quarto. –disse já subindo rapidamente a escada que levava ao segundo andar da mansão, fui aos tropeços pelos degraus com dificuldades com as malas.
Ela me apresenta o quarto, pequeno, simples, todo branco incluindo os moveis com uma cama de solteiro um guarda roupas e um criado mudo. Senti-me meio claustrofóbica naquele espaço pequeno, mas iria ter de me acostumar. Após deixar minhas coisas no quarto ela me mostrou onde ficava o banheiro, seu quarto, o do Henry, sala, copa e cozinha e por mais que eu não entendesse o motivo ela me tratava de uma forma muito fria e direta. E então ela falou que eu poderia ir ao meu quarto arrumar minhas coisas e depois ir me juntar ao Henry, pois ela iria volta para a prefeitura e a noite ela me passaria algumas “regras” da casa, fiquei meio receosa depois dessa parte mais do que eu já estava, não sei por que eu já não tinha saído daquela casa e ido embora acho que era essa coisa que eu tenho de não desistir fácil por mais que as coisas estejam difíceis. Após arrumar minhas coisas no guarda roupas desci para ver como Henry estava. Estava no sofá jogando videogame ainda com a cara fechada então tentei ver se conseguia que ele, ao menos, me aceitasse como babá.
– E então garoto, que jogo é esse? – sentei-me no sofá tentando ser o mais simpática possível.
– É Henry! E não te interessa você não entenderia. — disse com a cara amarrada e uma voz de garoto mimado. Eu realmente não estava gostando daquele garoto.
– Olha HENRY, eu entendo muito de jogos e sou muito boa em vários. –tentei mais uma vez abrir uma brecha.
– Eu não estou interessado sobre você. E já que agora é minha babá porque não busca água para mim?- ele pausa o jogo e me olha desafiando como se esperasse que eu retrucasse, o que eu já estava quase fazendo.
Segurei-me e disse:
– Tudo bem. — me levantei e fui a cozinha buscar a água.
Quando voltei à sala ao pisar porta adentro não sei em que tropecei só sei que cai de cara no chão e...
Acordo assustada molhada de suor. Levanto da cama, foi tudo um pesadelo, Vou a cozinha e tomo um copo d’água volto para cama olho no relógio ainda são três da manhã, fecho os olhos para voltar a dormir e torço para que aquilo não aconteça e que eu não tenha mais pesadelos...
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