Amor por acaso
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Hey, amorecoss. Sorry pela demora, mas finalmente estou de férias EHHHHHHH. Boa leitura.
– Bom dia, Emma. — ouço a voz fina da ruiva me seguindo, a caminho da cozinha.
– Bom dia. — respondo apenas por educação.Começo a preparar o café, e ela se senta no balcão e fica me observando, me deixando incomodada. Não sei ao certo o quanto ela ouviu ou viu ontem à noite, e espero muito que só tenha visto minha mão dada com a de Regina.– E então Emma... — ela fala tentando acabar com o silêncio, mas continuo de costas para ela — Você é de onde? Porque quando eu morava aqui, não me lembro de te conhecer.– Na verdade, eu sou de Boston. – E se mudou por quê? – Nada específico. — dou de ombros. Não quero ficar enrolando conversa com ela.Ela fica calada por mais um tempo enquanto eu termino, mas não para de me olhar um minuto sequer.– Você tem namorado?Me viro para ela com as sobrancelhas juntas.– Isso importa para você por que...? – Porque eu estou solteira e bom...- ela me olha e morde o lábio inferior.Não respondo. Termino a lancheira.– O café está pronto. Pode se servir. Eu tenho que subir para chamar o Henry. — minha voz sai baixa e não consigo olhar para ela. Fico um pouco assustada com o jeito que ela falou. Devia estar apenas tentando mexer comigo, nada que merecesse minha atenção.–-------------------------------------------------------------------É quinta feira à noite, e estou indo na Biblioteca deixar o livro que acabei de ler para Henry.Depois daquela conversa estranha na cozinha, as coisas começaram a ficar um pouco desconfortáveis. Zelena parecia estar em todo lugar ao qual eu ia sozinha. E quando saíamos, eu, ela o pai dela e Henry, a ruiva não desgrudava de mim. Ela começou a me elogiar, mas eu logo dava um jeito de sair daquilo. Era um pouco constrangedor.Eu mal posso falar com Regina. Só conversamos com poucas mensagens, mas ela está cada vez mais cansada, ocupada e estressada com o festival e as visitas, então acho melhor não lhe por mais problemas na cabeça.Zelena também conhece boa parte das pessoas da cidade, incluindo Mulan e Ruby — que me mandaram ter cuidado porque, por mais que a maioria das pessoas na cidade achem Regina uma megera, eles tem a plena consciência de que Zelena é vinte vezes pior. Ela é manipuladora e brinca com os sentimentos das pessoas, porque é a forma de se sentir melhor do que a irmã em alguma coisa.O pai de Regina, por outro lado, é um amor. Ele me contou histórias sobre as filhas, de quando eram pequenas, e claro que eu me cativei pelas de Regina.Ele me contou que, uma vez chamaram ele na escola, e lhe pediram que conversasse com ela para que parasse de fazer perguntas difíceis ao professor, porque ele não conseguia responder e ficava envergonhado diante da classe. Me falou também sobre a vez em que entrou em uma briga para defender Zelena, e que foi isso que causou aquela pequena cicatriz no lábio superior dela.Eu sorrio ao andar pelo corredor e imaginar cada peripécia que ela fizera, porém ao abrir a porta da Biblioteca, me deparo com a pessoa que eu menos quero ver no momento.Zelena está sentada em uma das poltronas com um livro, e sorri ao me ver. Me dirijo rapidamente à estante para poder ir embora o quanto antes, mas quando me viro ela está do meu lado, e dou um pulo com o susto que levo.– Calma. Sou só eu. — ela diz chegando mais perto e pondo a mão em meu ombro. Dou um passo para trás, encostando na prateleira e sinto um nó na minha garganta.– Eu... eu tenho que ir. — me esforço para dizer aquilo, mas cada palavra sai gaguejada.– Por que? Fica um pouco aqui comigo. — ela fala baixo, colocando uma mão em minha bochecha, me deixando sem reação.– Zelena, olha, eu não quero ser grossa com você, mas isso aqui não vai rolar.Tento tirar sua mão de mim, mas ela se aproxima e sua mão desce para minha nuca. Eu tento sair daquilo, mas aqueles olhos azuis se aproximam cada vez mais e ela me prende no canto entre a prateleira e a parede. Coloco minhas mãos em seus ombros tentando empurra-la, mas é em vão.– O que está acontecendo aqui? — meus olhos vão direto na porta da Biblioteca, e encontram uma Regina de braços cruzados olhando furiosa para aquela cena. Por um instante fico aliviada que ela tenha chegado antes da irmã dela me beijar, mas logo sinto o desespero me preencher por dentro, por acreditar que ela possa achar que estava de fato acontecendo algo ali.Zelena finalmente tira as mãos de mim e se vira para a irmã olhando-a com cara de tédio.– Nada que seja da sua conta, itmãzinha. – É da minha conta, no momento em que está acontecendo dentro da minha casa. — ela responde sem um pingo de paciência na voz e me fuzila com o olhar. Engulo um seco e tento pensar em algo para dizer, mas é como se eu não conseguisse formular nenhuma frase na minha cabeça.– Já parou para pensar se fosse meu filho que se deparasse com essa cena? Zelena, eu quero que desça comigo para conversarmos. Zelena bufa e revira os olhos andando até a irmã e antes de sair, Regina fala:– E eu esperava mais de você, Emma. — ela me olha com raiva, entretanto sua voz tem um quê de decepção.
Após Regina fechar a porta, deslizo minha costas pela parede até sentar no chão. Respiro profundamente me dando conta do quanto estou ferrada. Eu não havia feito nada de errado, mas Regina é ciumenta, e se fosse o contrário, eu não gostaria nem um pouco de vê-la quase beijando alguém que eu odeio.Me levanto e desço para beber um copo d'água, e vejo os duas indo em direção ao escritório. Espero que entrem e vou atrás delas. Fico atrás da porta. Sei que essa não é a atitude mais madura do mundo, mas eu preciso saber o que elas vão conversar. – O que você pensa que está fazendo? — Regina braveja.– O que foi? Só você pode brincar com a Emma? — posso ouvir a voz venenosa de Zelena rebater.– E quem disse que a Emma é meu brinquedo?– Ah! Faça me o favor, não é irmãzinha?- ouço alguns passos lá dentro, e sei que é a ruiva porque sua voz se movimenta junto — Vai mesmo me dizer que você não se aproveitou nem um pouco daquela babá? Porque olha, se fosse babá do meu filho e com aquele corpo... — ela suspira. Engulo um seco e sinto meu olhos arderem e logo se encherem de água. Mas não por tristeza, e sim por raiva. Essa mulher me dá cada vez mais nojo.Como ela consegue dizer isso, e não se achar um lixo? Quero entrar naquele escritório e lhe dar um tapa naquela cara que me dá repulsa, mas ouço Regina começar a falar.– Você não fale assim da Emma. Ela não é brinquedo de ninguém. Ela trabalha aqui em casa, e merece respeito. E se você falar dela assim novamente, eu não vou esperar que vá embora com o papai. Eu mesma te coloco para fora daqui. — não posso ver nenhumas das duas, mas tenho certeza que Regina está com o nariz enrugado, como sempre fica quando está brava.– Awn, que gracinha — Zelena fala como se falasse com uma criança — A Regininha defendendo a namoradinha. Que lindo, não? — logo o tom ácido volta a sua voz — Seria uma pena se a cidade toda ficasse sabendo das duas...– Primeiro, você não tem como provar que tenho algo com ela. Segundo, o que te faz ter tanta certeza de que realmente tem algo entre a gente? E por que acha que me importo com o que você ou a cidade pensa sobre mim?– Nossa... Você acha mesmo que eu caio nessa de "Regina durona"? — Zelena desdenha — Regin, você é uma fraca. Sempre se importou com a opinião alheia, e sempre vai se importar. E além do mais, você acha que não vejo como aqueles olhos verdes te seguem pela casa sempre que você passa perto?– Mesmo que ela me olhe, não significa que tenho algo com ela. É só uma empregada. Acha mesmo que eu teria algo com ela? Você sabe que tenho bom gosto. Ela é só ingênua.– Tem certeza? Porque para mim parece que você sente algo por ela.– Você me conhece muito bem para saber que eu não amaria alguém como ela.Essas palavras soam como socos. Como ela pode dizer aquilo? Sinceramente, esperava que Regina dissesse qualquer coisa, menos isso. Ela continua a falar, mas eu não ouço mais com clareza, pois começo a andar de volta para o meu quarto antes que fizesse alguma bobagem. Eu sei que ela pode ter dito aquilo por medo de abrir nossa relação para a irmã, mas não precisava falar daquela forma.Fico deitada pensando no que ela disse. Como aquelas palavras podiam machucar tanto? Me fazem sentir como se eu fosse uma tola por ama-lá, e acreditar no que ela me dizia."Eu sei que aquilo não foi culpa sua. Ainda está acordada?"É uma mensagem da Regina.Doí ver como ela age, como se não tivesse falado aquilo para a irmã. Eu disse que não ia desistir dela, mas isso porque achei que ela me amava de verdade. Agora estou confusa, porque não sei se ela tem tanto medo e disse aquilo, ou se ela é uma megera como a irmã, e só está brincando comigo.Não sei se quero de fato acabar com nosso relacionamento. Preciso de tempo para pensar então vou ficar um pouco mais distante durantes esses dias. Começando por não responder suas mensagens.Me levanto e vou até o quarto de Henry. Me deito do seu lado, e o abraço.– Emma? — ele cochicha sonolento ao me ver ali com ele.– Eu posso dormir com você hoje? — cochicho de volta, mas ele não responde. Só puxa seu cobertor dividindo-o comigo, me dá um beijo na bochecha, e abraça meu pescoço voltando a dormir.Uma coisa não me deixa dúvidas. Por mais que eu não fique por Regina, eu ficaria por Henry, porque eu não conseguiria ficar sem o amor que o garoto tem por mim.
Notas finais
E então, quem ai já quer me matar? Kkkkkk comentem o que estão achando. Beijinhos. See you. ❤❤❤
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