Amor por acaso

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Hey amores, muito obrigada pelos comentários. Como vou fazer algumas surpresas nos próximos capítulos, eu resolvi dar um agrado a vocês, um hot. Curtinho, mas é hot hehehe. Boa leitura.

– Não duvide que meu amor esteja no mesmo patamar. Se não estiver até mais além. – Falo também caindo no sono por estar exausta.

*************

Dois meses se passaram.

Eu estou em casa com um paradoxo em minha mente. Eu sentia como se não houvesse como amar mais Regina, mas ao mesmo tempo sentia que todo dia esse amor aumentasse. Não só o amor por ela, mas o pelo pequeno da casa também.

Muita coisa vinha acontecendo e quase não parecia que eu já estava a três meses naquela casa.

No começo estava mais fácil ter tempo com ela por ela estar trabalhando em casa pela minha condição, mas quando melhorei ela voltou a sua rotina normal. Bom... quase normal, a diferença é que ela chegava na hora do jantar e também voltou a almoçar lá. Alguns dias eu a fazia ir trabalhar só depois do almoço porque acabava acordando para levar Henry para a escola, depois de uma noite intensa entre nós duas, e tinha cuidado ao sair da cama para não acorda-lá. Depois chegava e a prendia na cama pela manhã, ouvindo ela resmungar que isso iria fazer o trabalho ficar atrasado, mas eu sabia que era ali que ela almejava ficar.

Por falar em noites intensas, eu sentia que quanto mais nosso amor aumentava mais o sexo melhorava. Aqueles toques, cheiros e sons vindos dela nunca me enjoarão. Nós só não dormiamos juntas nos fins de semanas porque durante a semana eu acordava antes do Henry para acorda-lo então não havia perigo de ele nos pegar e nos finais de semana ou ele podia acordar antes de nós ou eu estava na casa de uma das meninas.

Nem tudo eram flores o tempo todo, raramente tinhamos briguinhas, mas eram fúteis. Nada muito sério.

Henry quase nos pegou umas três vezes em que nos beijávamos em algum canto da casa, mas era divertido apesar de Regina ficar tensa.

As meninas acabaram por ganhar a confiança da minha linda. Nós saímos algumas vezes quando o pequeno foi para a casa de algum amiguinho (o que vinha acontecendo com bastante frequência). Ruby nos ajudou, no nosso aniversário de namoro de um mês, cuidando dele. E tenho muito de agradecer a ela porque aquela noite foi maravilhosa.

Lembro que naquele dia mandei flores para a prefeitura e quando ela chegou toda sorridente, para o almoço com o buquê na mão, o filho ficou todo enciumado achando que era Robin querendo conquista-la novamente ou algum namoradinho novo. Ela por sua vez me deu um vestido lindo ( azul escuro, até os joelhos, com a cintura marcada, sem mangas, justo no busto e saia rodada) que eu ainda não tive a oportunidade de usar.

" Você achou?"

A mensagem apitou em meu celular, me despertando. Eu estava ajudando Regina nas duas últimas semanas, que pareciam não ter fim.

" Achei sim . O número é 555 — 6345 e o nome que está aqui é Ariel. "

Eu estava no escritório dela com a agenda aberta, a qual ela tinha esquecido em casa.

Regina estava a flor da pele com a correria, andava tensa e estressada.

O dia de ação de graças estava chegando e na cidade sempre tinha um festival com concurso de pratos, barraquinhas, música e tudo mais. As meninas me disseram que aquele dia só perdia para o natal onde a cidade se transformava em um verdadeiro sonho, toda enfeitada e cheia de luzes.

Eu sentia muito orgulho da minha morena por conseguir fazer aquilo tudo sozinha e sabia que a pressão, que já é enorme, aumentava por ela saber que, além de supervisionar tudo para que saisse nos conformes, tinha que se desdobrar para dar atenção ao seu pai. Que vem lhe visitar todo ano uma semana antes do feriado e fica aqui até o dia do festival.

Seu pai chegaria essa noite então eu tentava ao máximo deixa tudo em ordem na casa e ainda ajudar Regina que me enviava mensagens ou me ligava pedindo ajuda logo cedo.

Eu sabia que com tudo aquilo acontecendo ela não se lembraria que nessa segunda estamos fazendo dois meses. Não a culpo, eu realmente percebo como as coisas tem sido exaustivas para ela, mas isso não quer dizer que eu não posso fazer algo de especial para ela.

Já havia encomendado as orquídeas roxas que ela tanto amava e como seu pai chegaria de hoje e não teria como aproveitarmos eu iria preparar o almoço rápido, sair antes de pegar Henry na escola, pegar as flores na floricultura e levar para ela na prefeitura. Assim, mesmo que rapidinho, eu curtiria um pouco minha morena.

Preparei a comida, logo peguei as flores e me dirigi para a prefeitura.

– Pode entrar. — a voz de Regina soou firme assim que bati na porta.

– Com licença. — Entrei com as flores escondendo meu rosto.

– Desculpe-me, mas eu não...

Ela parou de falar assim que tirei as flores do meu rosto e um sorriso enorme tomou conta de suas bochechas. O que me fez sorrir instantaneamente.

– Feliz aniversário, amor. — Eu falei me aproximando e ela se levantou vindo até mim.

Ela pegou as flores, as cheirou um pouco e colocou com cuidado em cima de sua mesa. Veio até mim novamente, me abraçando forte com os braços em volta do meu pescoço e os meus em sua cintura.

– Eu amei as flores. — Ela diz em meu ouvido e logo olha em meu olhos — Eu te amo.

Ela cola nossos lábios e me beija ainda sorrindo, mas ela para de me beijar e seu sorriso some.

– O que foi?

– Eu me esqueci totalmente do nosso aniversário. Não comprei nada para você. — seus olhos preocupados fitavam os meus — Me desculpe de verdade, meu anjinho. É tanta coisa com que ando me preocupando e...

– Shhhh — a interrompi — Eu sei que você anda sobrecarregada, não precisa se preocupar. — colei nossas testa ainda olhando em seus olhos castanhos — Eu já tenho o melhor presente de todos. Você. — avancei contra sua boca novamente a beijando suavemente enquanto lhe conduzia até ela se apoiar em sua mesa.

" "

Minhas mãos apertaram sua cintura e impulsionaram seu corpo para cima, fazendo com que ela sentasse na mesa, sua saia subisse e eu me encaixasse em sua pernas.

Continuei beijando sua boca e uma de minhas mãos foi de encontro ao seu centro. Movimentei minha mão, massageando aquela área o que a fez gemer e apertar suas mãos em meu quadril, me puxando mais para si.

Uma mão dela foi parar na barra da minha calça assim que passei a morder seu pescoço.

Ela abriu o botão da minha calça e abaixou, pôs a mão dentro da minha calcinha assim que fiz o mesmo nela. Ela penetrou dois dedos em mim e fez minhas pernas bambearem. Me mantive firme e penetrei três dedos nela a fazendo gemer alto. Continuamos em movimentos profundos enquando eu mantia minha outra mão apoiada na mesa para não fraquejar. Ela chupava e lambia meu pescoço me fazendo ficar mais fraca do que já estava.

Em alguns minutos senti aquela sensação crescente e deliciosa chegando a mim então levantei o rosto de Regina e a beijei. Nosso gemidos se misturaram em meio ao beijo e nos entregamos, a outra, juntas.

Ela apoiou sua testa em meu ombro, ainda ofegante.

Ela desceu da mesa e ajeitou sua saia, eu puxei minha calça e fechei.

" "

– Se quando você vier à prefeitura for ser assim eu vou acabar ficando mal acostumada. — Ela diz com um sorrisinho, pondo o cabelo atrás da orelha.

– Então vou ter que vir mais vezes.

Eu ia abraça-lá e alguém bateu na porta.

– Um momento, por favor. — Regina falou um pouco alto e voltou a me olhar — Deve ser o comitê de decorações. Eu tenho uma reunião com eles hoje. — Ela falou em um tom mais baixo.

– Tudo bem. Eu tenho que ir buscar o Henry. Então, de qualquer forma, eu já estava de saida.

Eu ia em direção a porta e ela pegou em minha mão.

– Eu amei o presente, só para constar. — Ela me deu um beijo na bochecha devagar e me fez sorrir — Eu te amo. — sussurrou em meu ouvido antes de soltar minha mão.

Ela abriu a porta e algumas pessoas que eu não conhecia se encontravam sentadas nas cadeiras de espera da recepção.

Logo ela recuperou sua compostura, a mesma de quando vim para a entrevista, e chamou as pessoas para seu escritório.

Regina normalmente tinha uma secretaria, mas ela estava afastada por ter tido bebê a pouco tempo.

Sai de lá com um sorriso no rosto. Está tudo correndo tão bem para mim no quesito amor que eu não tinha como não sorrir o tempo todo.

Passei na escola para pegar o pequeno que me recebeu com um beijo no rosto e voltei a dirigir.

– O vovô já está lá em casa?

– Ele avisou sua mãe que só vai chegar de noite.

– Você vai adorar ele. Mamãe sempre fica mais feliz quando ele está aqui. Se bem que ela anda meio diferente e você também.

– Diferentes? — Engoli em seco. O garoto era esperto e não era ingênuo...

– Não sei. Acho que ela arranjou um namorado, mas ela quase não sai de casa e tem passado mais tempo lá. Você também anda mais alegre, mas sei que não está namorando porque você me prometeu que iria me perguntar se eu aprovava antes de namorar. — O rosto dele era analítico, o que era engraçado em uma criança tão nova.

Eu me lembrava daquela promessa e não iria quebrar, mas só perguntaria se ele está de acordo quando Regina estivesse pronta para falar.

– E se eu namorasse alguém que eu tenho certeza de que você aprovaria, eu poderia demorar um pouquinho antes de te falar?

– E como tem tanta certeza de que vou gostar desse cara?

– Quem disse que é um cara?

Olhei para ele de lado esperando que ficasse surpreso, mas ele só falou:

– Desde que ela não te roube de mim e seja bonita eu acho que posso esperar.

– Ela é linda.

– Duvido que seja tão linda quanto você ou a mamãe.

Permaneci calada e contive o sorriso, era melhor eu parar antes que acabasse falando demais.

As tardes na mansão nunca eram entediantes. Henry e eu sempre arranjamos algo para fazer e quando ele ia para algum amigo ou tinha dever, eu tinha uma biblioteca inteira para explorar.

Já eram umas 19:00 horas quando bateram na porta. Henry estava no banho e eu estava cozinhando. Enxaguei a mão, peguei um pano e fui até a porta.

Abri a porta e um senhor adorável sorriu para mim. Regina não parecia muito com o pai, a não ser os olhos.

– Você deve ser, Henry. O pai da Regina. — Falei estendendo a mão e retribuindo o sorriso simpático dele.

– E você deve ser a Emma. — Ele fala apertando minha mão — Minha filha me falou muito bem de você.

Não pude conter o sorriro bobo quando ele a entregou, mas logo sai do transe quando Henry passou como um foguete ao meu lado, abraçando seu avô.

Era incrível ver como o pequeno o amava mesmo que não fosse seu avô de fato. Regina havia me explicado que como Henry tinha sido adotado muito novo, ele nunca havia se sentido como se não pertencesse aquela família. Até porque a família que ele conhecia ( alguns tios da Rgina de NY, os primos e seu pai) não lhe tratava como diferente.

– Ah... O senhor não quer que eu te ajude com as malas?

Ele saiu do abraço e me olhou.

– Na verdade não precisa porque...

– Aqui, pai. — Uma mulher o enterrompeu, me chamando a atenção para atrás do homem em minha frente.

Observei uma ruiva, de cabelos cacheados e olhos azuis, chegando logo atrás, puxando algumas malas.

– Quem é ela vovô? — Henry perguntou, aparentemente tão confuso quanto eu.

– Sua mãe não te falou sobre mim? — O garoto negou com a cabeça.

– Ela é sua tia Henry. — O avô dele falou me fazendo arregalar os olhos e sentir um desconforto crescente em meu estômago.

– Acho que a titia merece um abraço. — A ruiva soltou as malas e abriu os braços com um sorriso no rosto. O garoto foi com um pouco de receio, mas a abraçou.

Meus olhos se estreitaram com raiva. Como ela podia ter coragem de vir depois do que fez para a irmã? Porém, eu não podia trata-lá mal, não é escolha minha se ela fica ou não.

– Prazer, Zelena. — A ruiva estendeu a mão pra mim, e o sorriso dela me lembrava muito o da irmã.

Pelo que Regina me falou dela, olhando sua forma de agir, eu só podia pensar que ou ela estava sendo muito sinica ou ela se tornou uma pessoa até que "simpática" , se é que posso chamar assim sendo que nem, ao menos, conheço ela.

–Emma. — Fiz um certo esforço para ser simpática, mas só conseguia pensar em como Regina lidaria ao ver a irmã em sua casa.

Notas finais
E então... quais as teorias que já pipocam na cabecinha de vocês? Kkkk Comentem o que estão achando. Beijos e até o próximo.