Amor por Acaso

4 Emiliano Ruíz


Notas iniciais
Escrita com Ines Amazona

Comandante: Isso é uma ordem, Capitã. – disse o Comandante, sendo bem enfático.

Cris: Com todo o respeito, senhor, mas sou perfeitamente capaz de proteger o Rusty, é o meu trabalho, o meu dever. E eu posso cumpri-lo.

Emiliano: Vamos combinar Capitã. Se você fosse mesmo muito capaz, o Comandante não teria mandado me chamar, concorda?

Cristina dispara um olhar fulminante para Emiliano e em seguida para o Comandante, seu pai. Ela saiu da sala furiosa, seu pai estava desafiando ela como filha e como capitã de uma divisão inteira, mas não iria deixar assim.

Cristina teve um dia de trabalho bem estressante, mal sabia ela que seu estresse estava só começando. Ao chegar em casa, ela percebe que esqueceu a chave do apartamento, então toca a campainha e é recebida por Rusty.

Rusty: Esqueceu as chaves, Cris?

Cris: Pois é. E aí, como foi passar a tarde com a Rosário? – pergunta Cristina com um sorrio para ele.

Rusty: Ela é legal. Acho que se eu tivesse uma vó, ia querer que fosse como ela. -de repente, Cristina sente um cheiro delicioso na cozinha.

Cris: Nossa!... Mas o cheiro tá ótimo, viu?

Rusty: A Rosário e o tio tão fazendo risoto acham que é esse o nome da comida.

Cris: Tio?... Que tio?

Rusty: Um policial. Ele veio mais cedo, disse que era amigo seu.

Cris: É Sanchez ou Rivas, o nome dele?

Rusty: Não. ... É... Como é mesmo...?

Cristina não precisou ouvir mais nada, tirou a arma do coldri e começou a andar bem devagar.

Cris: Se esconda, Rusty.

Rusty: Mas...

Cris: Não discuta. Vá se esconder. -o garoto obedece. Ela anda bem devagar e aparece de uma vez na cozinha.

Cris: Mãos ao auto! – grita ela. — Rosário leva o maior susto.

Ros: Ai, meu Deus do céu!

Emi: Eu juro que eu só ia abrir a lata de ervilhas. – disse ele com os braços erguidos.

Cris: Você?! – exclama Cristina. – Mas o que diabos está fazendo aqui?!

Emi: Ajudando a Rosário a fazer o jantar, aliás, a Rosário é uma cozinheira de mão cheia. – disse ele sorrindo.

Cris: E você, Rosário?! Por que deixou esse idiota entrar?!

Ros: Porque ele disse que era amigo seu, filha. Disse que foi seu pai que o mandou.

Cris: E você acreditou?! Ele podia ser um bandido disfarçado!

Ros: Filha, eu não sou tão burra quanto pensa. – disse se sentindo ofendida.

Emi: É verdade, Cris. Ela ligou pro departamento e falou diretamente com seu pai, antes de me deixar entrar. Verificou o número do meu distintivo e tudo, sua Nana é muito esperta. – disse sorrindo.

Cris: Não chama ela de Nana! Só eu posso chamar!... Vem aqui, Nana. – disse ela abraçando Rosário. – Desculpa, eu não quis ser grosseira. É que eu me assustei, só isso.

Ros: Tudo bem, filha. Vou ver se o risoto está pronto. Fiquem à vontade. – disse ela indo pra cozinha.

Emi: Ficar à vontade é uma boa. – disse ele se sentando no sofá.

Cris: Pode ir se levantando do meu sofá e indo embora, agora!

Emi: Ah, Cris!... Isso não é jeito de tratar um convidado.

Cris: Em primeiro lugar, é Capitã Maldonado pra você; e em segundo lugar, eu não o convidei pra vir aqui!

Rusty: Já posso sair? – disse Rusty escondido dentro do armário do corredor.

Cris: Pode Rusty. – disse ela. – Não é nenhuma ameaça. É só um idiota que se acha esperto.

Emiliano tinha um sorriso sarcástico que tirava Cristina do sério.

Rusty: Ainda bem. Aquele armário tava ficando apertado. – disse sorrindo e sentindo o cheiro de comida boa no ar. – O jantar tá pronto, tio?

Emi: Tá quase. A Rosário está terminando.

Rusty: Se a Cris não tivesse surtado, né? – disse o garoto.

Cristina olha com cara de reprovação para o garoto, que entende o recado e vai para a cozinha ajudar Rosário.

Cris: Foi o Comandante que te deu o meu endereço, não foi? – ela pergunta.

Emi: Sim. ... Ele está preocupado com você. Não pode culpa-lo. Ele é o seu pai.

Cris: Ele não confia na minha capacidade. Sempre foi assim.

Emi: Vocês dois tem um relacionamento bem conturbado. Precisam de uma terapia em família. Sair pra acampar, pescar, assistir futebol... Ou no seu caso, o balé. – disse Emiliano sendo sarcástico.

Cristina estava farta queria socar ele e dar um chute na bunda dele para que ele fosse embora.

Cris: Nana!... Cubra os ouvidos do Rusty!

Ros: Certo, já estão! – disse ela da cozinha.

Cris: Obrigada!... – disse ela olhando para Emiliano. – Agora, por que você não vai a merda?!

Emi: Agora não posso tenho que proteger você e o garoto, até que o serialkiller seja pego, ou morto, ou você dar um tiro na testa dele. – ele a olhou sério de seu uma bela gargalhada a deixando ainda mais brava.

Ros: Venham o jantar está servido. – ela chega bem na hora que Cristina estava preste a pegar sua arma de ar um tiro nele.

O jantar estava maravilhoso, até Cris se rendeu a deliciosa comida, riram e contaram coisas engraçadas durante o jantar.

Emi: Então que dizer que antes de ser a durona Capitã Maldonado, foi rainha do baile da escola e miss belezura, isso é que eu chamaria de virada de 360º, digamos de "bela a pistoleira".

Ros: Minha menina sempre foi linda, e além de durona ela é..

Cris: Nana, por favor.

Rusty: Cris tenho uma duvida?

Cris: Qual?

Rusty: Se seu pai é o Comandante da policia, ele manda em você ou você manda nele? – todos se olham e a gargalhada corre solta.

Ros: Que Carlos não nos ouça, mas ele é doido pela minha menina, ele manda nela Rusty, como chefe, mas como pai, ele sempre cede ao caprichos de Cris.

Rusty: Ah entendi.

Cris: Bom o papo tá bom, o jantar estava delicioso, mas tem um garoto que precisa dormir, pois amanhã tem aula.

Rusty: Oi , perai, eu não vou voltar para uma escola, que todos me apontam e falam coisas de mim.

Cris: Calma, valentão, Eu chamei uma amiga que é professora e vai te ajudar aqui em casa mesmo. – ele solta um ufa...

Ele se despede de todos e vai para seu quarto, Rosario enquanto conversavam limpou a cozinha e foi para seu quarto. Cris e Emiliano ficaram sozinhos.

Cris: Quer uma? – falou mostrando para ele um cerveja.

Emi: Aceito. Hoje o dia foi complicado.

Cris: E como! E então agora pode ir, a patrulha chegou e estamos bem.

Emi: Cris, ou melhor, Capitã, eu ficarei aqui, pode ser no chão, no sofá, mas só sairei daqui quando o seu pai, o comandante mandar.

Ela bufa, mas não fala nada, eles tomam a cerveja, depois ela vai até o armário do corredor, pega toalhas e lençóis e um cobertor e leva para Emiliano.

Cris: Bom como Rusty está no quarto de hospedes, você ficará no meu escritório, não é nenhum 5 estrelas mas o chasie é bem confortável, as vezes duro lá. – ela caminha a abre um porta, ele a acompanha.

Emi: Melhor que muitos que já dormi. – ele pega as coisas dela e sorri. – Posso usar o banheiro para tomar um banho, e fazer minhas higienes?

Cris: Claro, se precisar de algo mais tem no gabinete do banheiro, como shampoo, sabonete, escova de dentes e tudo mais. — ela mostrava tudo para ele, quando se vira para sair ele esta bem atrás dela, praticamente colado a ela, com a aproximação eles sentiam o aroma um do outro. – Boa noite.

Emi: Boa noite Capitã. – Cris vai para seu quarto e fica pensando no seu dia, na noite que mesmo que turbulenta foi bem agradável.

Cristina tomo um banho quente e demorado, depois pega uma camisola, estava mais para camiseta de jogar de hóquei e seu livro, tentou ler, mas acabou indo pra a cozinha pegar um copo de água.

Ela passa pelo escritório na volta, já que a porta estava entreaberta e olha todo aquele homem, lindo, másculo, tapado somente da cintura para baixo, ela sente seu corpo se arrepiar só de olhar, e sai dali.

Emiliano que não estava dormindo, olhava para ela ali parada com aquela camiseta, mostrando as pernas lindas e sexy. Quando ela sai do seu campo de visão ele sorri.

Emi: Isso vai realmente ser bem interessante, até divertido eu diria. – ele sorri bem malicioso, ainda com a cena dela parada na porta com as pernas de fora.

No quarto Cristina não conseguia dormi pensando na imagem dele.

Cris: para com isso Cris, ele só esta aqui temporariamente. E será breve, uma breve passagem.

Na manhã seguinte.....