Amor por Acaso.
13 Robôs
Notas iniciais
Bruce decidiu que não iria fazer a cirurgia com a colocação do pino, afinal, Natasha era uma caso especial, por causa do soro em seu corpo. Ele simplesmente fez o processo que consiste em exercer uma tração, ou certa pressão sobre o membro, fazendo com que os topos da fratura fiquem alinhados. O que proporcionou certa dor, mas acabou logo, e depois usou uma tala para estabilizar o osso, todo esse processo levou em média, meia hora.
– Prontinho. — Banner disse sorrindo, assim que terminou de colocar a tala em Natasha.
– Obrigada doutor... — ela disse agradecida.
– Não foi nada. — ele respondeu. — Eu estava notando os seus... colegas.
– Como assim? — Natasha perguntou confusa.
– O Steve e o Barton, eles ... ah! quer saber, não é nada.
– Amm... tá bom. — Natasha concordou mesmo estando um pouco desconfiada.
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Tony, Steve, Thor e Clint se encontravam no laboratório de peças, JARVIS estava terminando de escanear os sujeitos de metal.
– O que você acha Capitão? — Stark se virou para Steve.
– Eu acho que isso foi só o começo de algo maior. — Steve respondeu sério.
– Sim, com certeza. — Tony concordou.
– Vocês ouviram o que ele disse, " ele chegou para concertar essa humanidade", ou algo desse tipo. — Thor falou.
– Ele... ele quem? — Barton se questionou.
– É o que todos queremos saber. — suspirou Steve.
– " Senhor, o escaneamento foi concluído" — a voz de JARVIS informou.
– Ótimo, informações por favor. — Tony disse, batendo uma palma.
– "São inteligências artificiais assim como eu, senhor, aproximadamente um metro e noventa e dois de altura, um peso de 70 quilos cada um." — JARVIS passava as informações. — " O material com que foram feitos corresponde os metal do escudo do Capitão Rogers, vibranium. Porém, esses exemplares estão um pouco menos resistentes que o vibranium original."
Tony suspirou pesadamente, ele coçou os olhos ansioso.
– Como assim não tão tão resistentes? — Tony perguntou para JARVIS.
– " O vibranium utilizado nesses exemplares não é original, puro, senhor. Como se eles fossem somente projetos mal feitos."
– Como se esse metal fosse um tipo de cópia do puro? — Clint perguntou.
– "Exatamente" — JARVIS concordou.
– Então, o lugar que eu e a Agente Romanoff achamos, provavelmente era um dos lugares onde estão sendo fabricados essas coisas. — Tony falou para os companheiros. — Deve ter muitos daquele em outros lugares do país.
– Você está dizendo então, que alguém ou algo, está preparando um exército dessas coisas para " concertar" a humanidade? — Steve perguntou para Tony.
– Por enquanto sim, é o que eu acho.
– Ótimo, já não bastava o Loki? — Clint murmurou. — O que há de tão errado com a humanidade afinal?
– Pois é. — Tony suspirou. — Alguém pode chamar o Doutor pra mim?
– Eu chamo. — Steve se manifestou imediatamente, ele estava querendo mesmo voltar para a enfermaria, para ver como Natasha estava.
Clint olhou desconfiado enquanto Steve se retirava, indo ao encontro de Banner.
Ao chegar na sala onde Bruce e Natasha estavam, Steve entrou.
– Bruce, o Tony quer que você vá até o laboratório de peças.
Bruce assentiu, ele terminou de guardar alguns objetos e saiu em silêncio. Steve olhou para Natasha, ela estava sentada na maca, bebendo água. O braço direito estava com uma tala.
– Oi. — Steve disse, se aproximando da maca.
– Oi. — Natasha sorriu. — O que está acontecendo lá?
– O Tony fez algumas descobertas. — Steve respondeu. — Depois você vai ficar sabendo, mas por enquanto, tem que descansar.
Natasha bufou e riu.
– Só você mesmo Steve. — ele olhou sorrindo. — Eu só quebrei o braço, daqui a no mínimo três dias já está curado.
– Mas como assim? Três dias... é impossível. — Steve falou confuso.
– Steve, meu sistema imunológico é muito desenvolvido, minhas células se multiplicam muito rápido. — Natasha explicava pra ele com pesar. — Eu sofri experiências em laboratórios e... não posso ficar doente, meu envelhecimento é lento, também não posso ficar bêba...
– Não pode ficar bêbada. — Steve completou. Ele sentou ao lado dela na maca. — Parece que temos mais coisas em comum do que eu achava. — Steve sorriu docemente.
– Sim, nós fomos cobaias. — Natasha sorriu tristemente. — Vítimas de super-soros.
Steve riu, os dois suspiraram.
– Só sei que algo maior está por vir. — Steve disse, olhando para ela.
– Sim, e eu aqui, com a porcaria do braço quebrado. — Natasha resmungou.
– Para com isso. — Steve sorriu. — Não é tão ruim assim, como você mesma disse, daqui a três dias vai ser como se nada tivesse acontecido.
Steve se levantou e foi até uma bancada do laboratório, apanhou um pincel de escrever em quadros, voltou e se sentou ao lado de Natasha de novo, com cuidado segurou o braço machucado dela e começou a escrever em um lugar mais claro no plástico/tecido da tala.
– Steve, não acredito nisso... — Natasha começou a rir, Steve terminou de escrever, assim ela pôde ver o que ele tinha feito.
Em uma parte branca da tala, escrito em tinta azul escura, estava um recado de Steve.
" Vai passar...
Steve Rogers."
E na frente do nome dele, uma estrela um pouco mal feita, para deixar registrado que foi o Capitão América que escreveu. Natasha gargalhou quando viu.
– Steve seu palhaço. — ela sorria.
– Contanto que eu veja você sorrindo... — ele respondeu.
Natasha se surpreendeu com a resposta, ela sorriu e olhou para o chão, tímida.
– Tudo bem, agora vamos ver o que o Tony e os outros estão fazendo. — Natasha se levantou da maca, ela e Steve foram juntos até o laboratório de peças, se informar da mais nova ameaça aos Vingadores.
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