Amor por Acaso.
38 Enfrentamentos
Notas iniciais
Todos os vingadores estavam em silêncio dentro do quinjet, a caminho para a torre.
Tony estava totalmente mergulhado em pensamentos, ainda lembrava da ilusão que tivera. Ou será que era uma previsão? Ele estava cada vez mais confuso em relação a isso. Stark decidiu que ele não deixaria que isso acontecesse aos seus amigos, de forma alguma!
Natasha estava sentada ao lado de Steve, que se mantinha calado e quieto, as vezes ele dirigia um olhar para ela e soltava um sorriso torto, mas nada além disso. Romanoff remoía a cena dela acalmando o Hulk, e não sabia bem o por que, mas não conseguia pensar em mais nada.
De vez em quando, ela olhava rapidamente e discretamente para Bruce, que estava sentado em um canto do quinjet, sozinho. Ela o observava por poucos segundos e desviava o olhar.
Depois de um tempo que pareceu uma eternidade para cada vingador, eles chegaram finalmente a torre. Assim que o quinjet aterrissou na base de pouso, Natasha, Tony e Bruce levaram Clint para a área médica.
– Sabe, eu deixo vocês acelerarem com isso... por que eu estou levemente incomodado com essa cratera na minha barriga. – Clint disse ironicamente, enquanto a maca era empurrada sobre as rodinhas, a caminho da enfermaria.
– Relaxa aí Gavião, estamos quase lá. – Tony disse, sentindo uma pontada de culpa pelo que tinha acontecido com o colega, novamente lembrando da visão.
Continuaram empurrando a maca até chegarem na ala médica, Clint foi posto em outro leito, dessa vez conectado a várias maquinas e dispositivos. A doutora que iria tratá-lo chegou sorrindo, ela era do estilo japinha, com os olhos puxados, cabelos pretos presos num coque, branca.
– Vamos consertar isso rapidinho. – ela disse calma.
Natasha estava em pé, ao lado da maca de Barton.
A doutora conectou vários fios e dispositivos em Clint, mexeu e remexeu em várias telas e hologramas.
– Essa nova tecnologia medicinal é maravilhosa, vai ser como se isso nunca tivesse acontecido ao seu corpo Barton. – Stark explica.
Era revolucionário, o machucado ou dano era consertado e o local ferido ficava praticamente perfeito, dentro de minutos.
– Isso vai revolucionar a medicina. – Tony diz, orgulhoso.
– Onde essa máquina estava quando eu quebrei meu braço mesmo? – Natasha perguntou para Tony.
– Estava em andamento... – Bruce respondeu rindo.
Natasha soltou um meio sorriso.
– Não se preocupe Barton, hoje mesmo você estará inteiro pra sua namorada.
Clint riu.
– Eu não tenho namorada... – ele respondeu, e olhou de canto para Natasha, que sorriu de maneira irônica.
– Isso eu já não posso consertar. – a doutora falou, fazendo os outros rirem.
(...)
Depois de uma hora mais ou menos, reuniram-se os vingadores exceto Barton e Natasha, para conversarem sobre o ocorrido do dia.
– Então pessoal, o que vamos fazer com o cetro? – Bruce perguntou.
Banner estava sentado numa mesa, em que havia uma bancada na frente. Thor, Steve e Tony estavam em pé, em frente a essa mesa.
– Acho que seria melhor se eu levasse ele de volta para Asgard. – Thor comenta. – Afinal, lá é o lugar dele.
– Hum, não sei... – Stark resmunga.
– Não sabe o que? – Thor pergunta, suspirando.
– Olha, eu acho que ele não estaria seguro lá, quer dizer, ele já foi roubado antes, por que não seria de novo?
– Simplesmente por que Loki está morto. – Thor diz, bastante sério.
Steve e Bruce trocam olhares tensos, receosos de se meter.
– Eu sei mas, vai que...
–Olha, vamos falar sobre o cetro depois. – Steve sugere. – Vamos esclarecer o que aconteceu lá hoje.
– Sim, tinha mais alguém lá. – Bruce falou. – Além dos agentes da Hydra.
Stark estremeceu de pensar nisso, ele tinha certeza de que havia sim alguém lá, e não gostava nem da ideia de descobrir quem era.
– Eu não sei, mas acho que tinha a ver com o Ultron. – Steve completa.
– Como assim? – Stark diz, confuso.
– Bom, o Ultron deixou bem claro que não gosta de nós. – Steve esclarece.
– E daí? Só por causa disso, qualquer um que venha encher nosso saco vai ser culpa dele?
– Você está defendendo aquela coisa? – Thor pergunta indignado.
– Eu não estou defendendo, apenas tentando pensar logicamente. – Tony retruca.
– Você não quer é aceitar de que ele vai tentar acabar com a gente. – Steve diz. – Você não consegue suportar que fez algo de errado não é?
Tony se vira para ele, com uma expressão desafiadora.
– Olha Rogers, eu só estou tentando fazer vocês raciocinarem de que talvez o Ultron não seja uma ameaça.
– Bom, acontece que nós estamos raciocinando perfeitamente bem. – o Capitão responde ríspido. – Você que não estava quando fez aquela coisa!
– Gente, gente... – Bruce se levanta do banco e olha para os dois, numa tentativa de acalmá-los. – Não vamos discutir novamente, por favor.
– Pra você é fácil ficar defendendo o Tony também, não é? – Thor diz. – Você também ajudou a criar aquele robô.
– Eu não estou defendendo ele, eu só estou dizendo para...
– Rapazes.
A discussão dos colegas foi interrompida pela entrada de Natasha e Hill no local.
– Tenho informações de que vocês vão gostar. – Natasha conclui. – E vê se param de brigar por um minuto.
– O que ela está fazendo aqui? – Tony aponta para Hill.
– Eu chamei, ela me ajudou a descobrir quem eram as outras pessoas que estavam lá, além dos agentes da Hydra. – Natasha diz. – E com uma ajuda do Clint também.
– E vocês conseguiram descobrir quem era? – Steve pergunta.
– Sim, e acho que vocês vão querer ver isso...
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