Amor por Acaso.
34 Discurso sobre paz
Notas iniciais
– Então, vão se juntar a mim? – o robô, ainda sentado no trono pergunta para os gêmeos.
– E o que vamos ganhar com isso? – Pietro pergunta
O sujeito de metal faz um som como se estivesse respirando fundo.
– Eu dei uma olhada nas atividades de vocês nos últimos meses. – ele fala tranquilamente. – E sei que vocês tiveram alguns problemas com as manifestações que estão ocorrendo.
Wanda olha de relance para o irmão, que também parecia desconfortável. O governo estava em conflito, muitos cidadãos andavam fazendo protestos contra os heróis e contra pessoas por assim dizer... “diferentes”, com dons especiais, assim como os dois irmãos.
O povo andava dizendo que os heróis estavam se tornando uma ameaça a população, e que atrapalhavam mais do que ajudavam. Pietro e Wanda já tinham causado problemas nessas manifestações, pois é claro, não concordavam com elas.
– Eu sei que vocês estão se sentindo ameaçados por essa série de protestos que vem ocorrendo... – o androide continua. – Eu também não concordo com isso, afinal, qual o problema de ser... diferente?
Os irmãos apenas continuaram em silêncio, realmente era compreensível que o tal sujeito não concordasse, afinal, ele era um tanto diferente.
– Qual seu nome? – a moça pergunta após alguns segundos de silêncio.
– Eu sou Ultron. – ele responde com voz grave e cheia de emoção. Criado e projetado para impedir que qualquer coisa acabe com a paz no nosso país, e no mundo.
– Criado por quem? – Pietro fica curioso.
– Por alguém que inclusive, preciso destruir.
– Quem? – o rapaz insiste.
– O homem de ferro, Tony Stark. – ele diz num tom desdenhoso, mas com uma pitada de admiração. – Uma pessoa brilhantemente inteligente, realmente... Mas ao mesmo tempo tão ingênuo.
– Quer dizer que o bilionário Tony Stark fez você? – Mercúrio pergunta num tom meio debochado. – E por que quer matar ele?
Um momento de silêncio. Ultron não diz nada, apenas suspira.
– Eu estou tentando explicar isso a vocês. – ele parecia estar começando a ficar impaciente. – Eu quero a ajuda de vocês para destruir o Homem de ferro e os companheiros dele, os Vingadores. E depois todos os heróis que restarem. Se conseguirmos isso, eu vou dominar o controle, e toda essa perseguição do povo contra vocês irá acabar, pois quem governará... será nós mesmos.
– Mas você não está fazendo isso só por caridade eu imagino... – Wanda diz. – Tem algo que você também quer não é?
Ultron ri.
– Nada mais justo que isso. – ele fala. – Como eu já disse, eu fui projetado para salvar o mundo,as pessoas olhariam para o céu, e veriam a esperança... Mas só a um caminho para a paz, sua extinção, eu tirarei a esperança deles primeiro. Esses heróis dizem que querem a paz, mas semeiam o caos, e eu vou acabar com isso.
Silencio novamente.
– Vou mostrar algo para vocês, algo lindo. – Ultron diz, ele se mexe no trono e se levanta devagar, causando expectativa nos gêmeos. A curiosidade de ver como era esse tal de Ultron já estava de pinicar.
Ele se levanta, mas continua de costas, o pano que estava sobre suas costas e cabeça, escorrega e cai no chão, deixando a mostra as costas de metal do robô. Ele era definitivamente mais alto, robusto e maior que o outro que havia trago os dois ali.
Ultron se vira para eles...
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O quinjet dos Vingadores pousa no terreno branco e macio. A neve cobria toda a floresta européia, todos desembarcam.
– É isso pessoal. – Steve diz. – Já sabemos o que fazer, eu e Nat entramos, Bruce e Clint ficam aqui passando informações se acontecer algo, Thor e Tony vão...
– Vamos sobrevoar a área e entrar depois. – Tony interrompe, e olha para Steve sorrindo orgulhoso. – Eu mesmo determino o que fazer ta Capitão.
Steve ri.
– Ok, ok...
– Certo, então vamos logo com isso, por que eu não quero virar um picolé aqui... – Barton comenta, olhando ao redor, para a neve que caia levemente. A respiração de todos estava condensando e saía branca, quando soltavam o ar.
Stark começa a rir.
– Que comentário interessante. – ele diz rindo, e olha para Steve. – Senti uma indireta.
– O que? – Barton fica confuso por um momento. – Ah, me desculpe Capitão, eu não queria...
– Tudo bem, eu sei. – Steve olha para Tony. – Isso é coisa só do Stark mesmo.
– Pelo menos eu tenho senso de humor... – Tony resmunga.
– Tá, tá... – Natasha interrompe a conversa. – O Clint tem razão, se ficarmos aqui batendo papo vamos congelar. – ela olha para Steve e sorri. – Enfim, vamos logo.
– Vamos. – o Capitão concorda.
Todos olham na direção do grande castelo de estilo medieval, e suspiram. Era a alguns metros deles, 500 talvez, mais no alto de uma grande colina, ou montanha.
Thor e Tony levantam vôo, na direção da grande construção, e se perdem no horizonte enevoado.
Steve e Natasha começam um trote na direção da entrada da grande construção.
– Pronto pra mais uma missão juntos Capitão? – Natasha pergunta num tom brincalhão, enquanto os dois continuavam indo na direção do castelo.
– Sempre estou. – ele responde. – E você?
– Sempre, principalmente sabendo que se acontecer qualquer coisa, um escudo vai me proteger, certo?
O capitão solta um sorriso enquanto anda.
– Ainda bem que sabe...
Ela sorri, e os dois continuam.
Clint e Bruce continuam perto da nave, prontos para qualquer coisa.
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Os irmãos eram guiados por Ultron, por vários lugares do esconderijo subterrâneo.
– Nós já havíamos sido informados desses tais Vingadores... – Wanda fala para Ultron, enquanto os três andam. – Quem nos achou a algum tempo, também queria destruí-los.
– Como podem ver, não sou o único que enxerga a realidade. – Ultron responde, ele andava a frente dos dois. – Muitos estão percebendo que esses heróis são uma ameaça.
– Sim... acho que sabemos que essa é a verdade. – Wanda diz, e olha para o irmão, então, o rapaz segura a mão da irmã, como gesto de apoio.
– O que você quer que façamos? – Pietro pergunta.
Ultron se vira para eles e ri por um segundo.
– É assim que eu gosto... – ele respira fundo. – Vamos atrás deles agora mesmo, nós três...
– Então o que estamos esperando?
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