Amor ou Ódio?

5 Capítulo V - Faxina em casa... Ou quase isso


Notas iniciais
Yoooooooo Minna-san, demorei mas postei, espero que gostem desse capítulo, eu achei fofo na minha opinião >

Nove da manhã, ninguém acordado, nenhum movimento na Mansão Trancy, até que se ouve um barulho (ou estrondo) vindo do quarto de Alois. De imediato, o moreno acorda e vai ver o que aconteceu.

— Alois? – O conde bateu na porta.

— Entre. – Pôde ouvir-se a voz do outro dizer.

O menor abriu a porta, deparando-se com o loiro sentado no chão, com diversas roupas, livros, objetos e demais coisas espalhadas pelo quarto.

— Não sei se eu pergunto “por que” ou “como”... – Ciel disse arqueando uma das sobrancelhas.

— Eu estava procurando meu anel... E quando fui olhar em cima do guarda roupas acabei caindo.

— Ok, isso explica a bagunça, você aí no chão e essas roupas espalhadas. – O moreno estendeu a mão, ajudando o outro a se levantar.

— Pois é... Me ajuda a procurar?

— Certo, onde você acha que pode estar?

— Já olhei no quarto todo, não sei mais onde posso ter deixado! – Trancy.

— Hum... – O conde caminhou até o banheiro e voltou com o anel em mãos. — Nunca pensou e olhar em cima da pia? Se abrisse a porta daria de cara com ele.

— Obrigado! – Alois o abraçou e pegou o anel, colocando-o no dedo como de costume.

— Sinceramente... Bem, agora temos uma coisa a fazer, limpar a casa toda já que certos mordomos resolveram visitar Nárnia.

— Pois é neh... Que tal começar pelo meu quarto? Ele ta precisando de uma geral agora que eu baguncei todo.

— Baka... – Ciel.

Os dois buscaram vassouras, panos, produtos e mais. Começaram juntando o que havia no chão, qualquer um que passasse por ali diria nunca ter visto tanta dificuldade em limpar um cômodo na vida.

— Eu não nasci pra ser empregada porra, limpar isso é impossível! – Alois disse jogando o pano no chão.

— Só faltou dizer que acaba com a sua unha e sair gritando que nem uma garotinha.

— Que foi?! Acaba mesmo com a minha unha, mas não vou gastar minha voz pra sair gritando por aí.

— Alois, você tem problemas... – Ciel.

— Eu sei! Mas tudo bem, não sou o único no mundo.

— Com certeza não, agora volte a arrumar essa droga de quarto.

— Ahh... Mas eu to cansado, não podemos parar um pouco? – O loiro fez bico e se ajoelhou.

— Comigo isso não cola, pega a vassoura e vá varrer o corredor.

— Seu chato! – Alois fez como pedido.

Após algumas (muitas) horas eles haviam limpado quase tudo, cozinha, sala, corredores e o quarto do maior, só faltava o quarto de hóspedes em que Ciel estava.

— Morrer teria sido mais preferível a limpar tudo isto. – Trancy.

— Não discordo totalmente... – O mais novo falou se jogando na cama.

— Cinco minutos de descanso? – O loiro perguntou já sentando-se ao lado do conde.

— Sim. – Ele deu-se por vencido.

Ciel fechou os olhos por alguns instantes, parecia até que estava dormindo. O maior observou-o de perto com um sorriso bobo no rosto, após, afastou-se, ficando de pé.

— Certo, vamos terminar isso de uma vez... – Os olhos claros percorreram cada parte do cômodo, contente por notar que o quarto nem estava tão bagunçado assim.

O conde levantou-se também e ajudou o outro com a limpeza do local, em alguns minutos estava tudo brilhando e finalmente poderiam desfrutar do merecido descanso, ou era o que pensavam...

A campainha tocou, para a surpresa de Alois, já que este raramente recebia alguma visita. Desceu as escadas e abriu a porta, revelando o vazio, apenas o jardim podia ser observado... Então quem...?

— Deve ter sido alguma criança sem o que fazer. – Concluiu o loiro, fechando a porta novamente.

Outra vez, a campainha é ouvida. E nada.

— SE FIZER ISSO MAIS UMA VEZ EU VOU AÍ E TE DOU UM TABEFE NA CARA! – Gritou o maior, fechando a porta e saindo.

Não deu tempo de nem três passos e a situação se repete, mas, desta vez um bilhete é encontrado no chão. Alois o pegou e leu, indignando-se a cada palavra.

— QUEM FOI O FILHO DE UMA BOA MÃE QUE ESCREVEU ESSA COISA LINDA PRA EU MATAR?! – Trancy.

— O que houve agora Alois? – Ciel apareceu diante dele.

— Aconteceu que alguém resolveu avisar que o Claude e o Sebastian irão demorar a retornar.

— Como assim? Deixe-me ver isto aqui. – O menor tomou a carta da mão dele.

Não conseguiu reconhecer a caligrafia, nem a maneira de escrita, o que continha no bilhete era o que o loiro havia dito, mas quem avisaria tal coisa? Provavelmente alguém a mando de Sebastian, já que Claude não possuía o mínimo costume de dar certas satisfações...

— Bem, pouco importa agora, podemos usar este tempo para provar que sabemos nos dar bem sozinhos, não é? – O moreno deixou o bilhete para trás e pôs-se a andar em direção ao jardim dos fundos. Sendo seguido por Alois.

O conde sentou-se em um pequeno banco dali e observou um canto qualquer, distraindo-se em seus próprios pensamentos. Trancy o olhou durante um tempo, e depois fechou os olhos, deitando-se no gramado.

Shieru... Se pudesse fazer qualquer coisa agora, mesmo que impossível, o que faria? – O mais velho disse ainda de olhos fechados.

— Eu não sei... Acho que já consegui quase tudo o que queria, e sou orgulhoso demais pra admitir certas coisas. – Ciel desviou a atenção para o outro. — E você?

Alois abriu os olhos e corou levemente.

— E-eu? Bem... Qualquer hora te conto. “Tipo na hora em que você ou eu já estiver morto sabe. Afinal, se disser agora é capaz de eu ser assassinado!” – Disse o loiro.

— Prometa não se esquecer de me contar hein? – Falou o menor.

— Está bem... Eu prometo... Pera aí, não posso desprometer? É que já me arrependi sabe.

— Não, promessa é dívida, falou vai ter que cumprir. – Ciel riu.

O outro cruzou os braços e fez bico como uma criança que acabara de perder a discução com os pais, o que fez o moreno apenas rir mais da situação. “Quem diria que aqui poderia ser divertido...” pensava o jovem conde, deixando escapar um pequeno sorriso, que não passou despercebido pelo maior.

Ciel on

Por incrível que pareça, não estou mais contando dias para ir embora daqui, na verdade, perdi a conta do tempo em que estou na Mansão Trancy, eu e Alois estamos nos dando relativamente bem, exceto por algumas coisinhas que ele apronta, mas fazer o quê? É o Alois afinal.

Pergunto-me onde Sebastian se meteu. Algo ele deve estar tramando, ou apenas curtindo com a nossa cara... Mordomo akuma infeliz.

Ciel off

Assim que começou a escurecer ambos voltaram para a mansão e pegaram algo para comer, dando graças aos céus por existir comida congelada que só precisa esquentar, afinal, viver apenas de bolo não dá neh...

(Comentário retardado da autora: Pra quem conhece Death note, L discorda totalmente sobre a tese de não poder viver só de bolo e-e)

Após comerem, dirigiram-se cada um para seu quarto. À noite a chuva caiu forte, junto de raios e trovões que causavam verdadeiros estrondos no céu e no local em que caiam. Um dos raios atingiu a árvore que ficava ao lado do quarto de Alois, quebrando parte da janela deste.

O loiro, que levou um susto, foi até o quarto do menor e bateu na porta.

— Entre, o que houve? – Ciel.

— Tempestade, árvore, janela quebrada, chuva, medo, posso dormir aqui? – Explicar uma situação nunca foi tão simples, não é Alois?

— Ok, mas se eu for lá amanhã e a janela estiver intacta, eu quebro a tua cara.

O maior assentiu com a cabeça e deitou-se ao lado do outro.

— Boa noite... – Sussurrou Trancy.

— Boa noite. – O conde respondeu no mesmo tom, fechando os olhos.

E assim seguiu a noite...

Notas finais
Notaram que a coisa ta começando a andar pra frente entre esses dois hein? e------e Tipo, sem ameaças de morte, sem muitas brigas.......