TOBIAS

Fiquei aliviado quando consegui chegar a tempo e impedir que o idiota do Drew colocasse suas mãos sujas na minha garota doce e inocente. Eu passo o verão aqui desde os meus dezoito anos conheço toda essa turma e suas artimanhas. Não quero Tris perto deles, na verdade não a quero perto de nenhum outro homem que não seja eu, mas eu sei que eu estou ficando louco.

Na verdade eu me senti culpado por ter sido pego com Moly, desde o dia que a gente ficou eu tento evitar que ela me veja com outras. Por mais que eu negue as outras já não me satisfazem como antes, eu continuo saindo com elas, mas sempre me pego pensando em Tris.

Eu sei que peguei pesado no que eu disse, e confesso que mereci o tapa, não era o que eu queria dizer, mas fui covarde para dizer que eu a queria do meu lado. Sei que soa egoísta e machista, do tipo eu posso sair com outras e ela não, mas eu não consegui controlar o meu ciúme. Ciúme Tobias, não, você não pensou isso.

De fato eu queria compensa-la por todas as merdas que fiz hoje.

_Onde estamos indo? – Ela perguntou impaciente enquanto íamos na direção do calçamento.

_Vamos pegar um táxi. Confia em mim. – disse piscando para ela.

_ Não sei se devo, da última vez que disse que confiava fui parar na sua cama. – Ri com a expressão de assustada em seus olhos, me lembrando da sua primeira vez, e fiquei excitado só de lembrar. Balancei a cabeça tentando afastar meus pensamentos pevertidos.

_Relaxa Tris não vou te morder. – Dei um sorriso malicioso e completei. – A não ser que você queira. – Ela corou e eu já disse que adoro isso, é interessante saber que mesmo depois de tudo ela ainda cora com tão pouco.

–Idiota. Qual seu problema Tobias, dá para termos uma conversa normal? – Levantei as mãos em sinal de rendição, eu queria consertar as coisas não piorar.

Pegamos um táxi e fomos em silêncio até o ancoradouro. O trajeto foi rápido, na verdade deveria ter sido, mas a eletricidade entre nós chegava a ser palpável. Quando sai do táxi senti uma onda de alivio e de vazio.

Peguei sua mão e vi seus lindos olhos azuis brilharem intensamente quando paramos em frente ao meu barco.

_Você tem um barco. Uau, Quatro, interessante. – Ela pronunciou o meu apelido quando reparou no número 4 gigante estampado no barco. – Uma mansão na Flórida, um barco, o que mais você usa para impressionar as garotas Tobias? – Tris sempre me surpreendia, ela era tão inteligente será que não conseguia enxergar o óbvio.

_Você é a primeira garota que eu trago aqui. – Disse subindo no barco e estendendo a mão para ajudá-la. – Pensei que fosse mais inteligente, não preciso de nada disso para impressionar as garotas com quem costumo sair. Na verdade esse tipo de passeio precisa de tempo, tempo que nós utilizamos para fazer outras coisas.

Ela pareceu pensar no que eu disse. Abriu a boca para falar alguma coisa, mas desistiu, odeio quando ela faz isso.

_ Uau. – Ela deu uma volta olhando tudo ao redor do barco. Peguei sua mão e a levei até a cabine.

_ Pronta para dar uma volta Srta. Prior? – Perguntei sorrindo que nem bobo, sua presença inédita no meu barco me deixou um pouco aturdido.

_ Vamos lá Senhor estou ansiosa, vai me ensinar a pilotar seu barco Tobias?

Adorava como meu nome saia daquela boca linda.

_Não mesmo, talvez outro dia quem sabe, mas podemos começar as aulas agora. – Fui explicando para ela o que fazer, na verdade não era nada demais, mas estava escuro e eu queria que a noite corresse bem.

_Hum, então vai me trazer aqui outro dia? – ri da empolgação na sua voz, era incrível como aquela menina inocente era a mesma nesse corpo cheio de curvas torneadas que me deixava louco de tesão.

–Se você se comportar direitinho pode ser. – Ela riu sarcasticamente.

Estávamos bem longe da costa, quando resolvi dar a Tris o gostinho de segurar o timão. Puxei a para perto de mim e a coloquei entre os meus braços e o timão. Pude sentir sua animação de estar no comando.

_ O que eu tenho que fazer só segurar isso? – Ela perguntou parecendo uma criança com um brinquedo novo, mas eu realmente não conseguia me concentrar com ela tão perto de mim.

_Isso se chama Timão, olhe sempre para a frente e mova-o devagar quando precisar consertar a direção. – Sussurrei em seu ouvido e pude sentir sua respiração falhar. Apertei sua cintura e a puxei para mais próximo do meu corpo. Senti seus joelhos estremecerem e fiquei feliz sabendo que também causava nela as mesmas sensações que ela me fazia sentir.

_T-tobias, você está me desconcentrando. – Ela murmurou mais para ela do que pra mim. Vi que já estávamos bem longe, fui diminuindo a velocidade do barco até pararmos. Bem, de longe ainda podíamos ver a costa, mas no mais era só mar, o céu, Tris e eu.

Puxei seu braço a levando até a proa e a puxei para ao chão. Deitei no chão e ela me acompanhou.

_ Linda! – Tris suspirou ao ver a lua perfeita sobre nós.

A lua estava linda realmente, mas não conseguia não olhar para Tris. Me virei e me apoiei no cotovelo para olhar mais de perto. –Concordo, linda! – Ela me olhou percebendo a ambiguidade, mas decidiu ignorar.

_Isso é perfeito Tobias, poderia ficar aqui por horas. – ela estava realmente fascinada e eu também, mas o motivo era outro.

_Você está com fome? – Perguntei quando meu estômago me lembrou que não havia comido nada ainda, mas na mesma hora arrependi da pergunta, Jonas, o cara que cuidava do barco para mim sempre deixava alguma coisa no frigobar quando sabia que eu vinha para cá, mas não tinha conferido.

_Estou, mas não quero voltar ainda. – Levantei e a ajudei levantar, feliz com sua resposta, também não queria voltar, torci para ter alguma coisa para comermos.

Descemos a escada que dava para o interior da cabine, fui até o frigobar esperando encontrar alguma coisa, enquanto Tris analisava tudo curiosamente, apesar de não ter nada de mais, uma cama pequena, um banheiro apertado, um mesa com duas cadeiras e um frigobar. Felizmente encontrei umas latas de refrigerantes, sucos, cervejas e até uma garrafa de champanhe. Tinha uns três sanduíches naturais que pareciam comíveis e umas frutas. Pelo menos daria para aguentar mais algumas horas e fiz uma nota mental par agradecer a Jonas depois.

_O que vai querer? – Ela foi até o frigobar pegou um suco de uva e um sanduíche natural e se sentou na mesa. Eu peguei um sanduíche e uma coca e a acompanhei.

Era engraçado como a conversa entre a gente fluía, conversamos sobre seus pais, sua infância, Tris falava sem parar e eu estava gostando de ouvi-la, até que ela mencionou meu pai.

_O que ele falou de mim? _ Perguntei com raiva, mas curioso, ele deve ter falado um monte de merda sobre mim.

_Nada demais, só me pediu para tentar pôr um pouco de juízo na sua cabeça, mas quando respondi que para mim você era responsável e ajuizado ele não tocou mais no assunto, na verdade ele nem falou mais nada comigo.

Não sei porque, mas fiquei feliz em ver que Tris me defendeu para aquele troglodita que é o meu pai.

_Então você me acha responsável e ajuizado Beatrice? – Falei tirando uma com a cara dela.

_ Sim, tirando o fato de dormir com uma mulher por noite, e chegar bêbado em casa, acho que sim, mas omiti isso. Você é um cara legal Quatro, apesar de toda essa marra e a necessidade de revezar as mulheres na sua cama e descarta-las depois.

Ela disse sério essa última frase e sabia que tínhamos voltado ao ponto inicial. Fiquei triste em ouvir isso, me fazia sentir um canalha, tá eu era as vezes, mas não com ela. Eu não disse nada e ela continuou.

_Vocês não se dão muito bem né? – Perguntou quase sussurrando. Meu relacionamento com meu pai nunca foi grande coisa, mas não queria falar sobre isso.

_Não Tris, e não quero falar disso. – Ela assentiu e tocou minha mão, acho que para me confortar. Sempre que falava dele me sentia mal.

Um simples toque fez meu corpo acender e sem pensar eu me levantei e a puxei para mim. Abracei seu corpo e comecei a acariciar seus cabelos, eu a queria, e queria agora, meu corpo clamava por ela e sei que ela também queria. Olhei em seus lindos olhos e não resisti colei minha boca na sua.

O beijo era quente e se intensificava a cada segundo, pressionei-a contra a porta, agarrando suas coxas e puxando seus cabelos devagar. O meu amiguinho lá embaixo parecia que ia explodir quando entrava em contato com o corpo dela. Desejava isso desde quando acordei sozinho na minha cama, depois da nossa noite juntos.

Ela me empurrou devagar parando o beijo para respirar, aproveitei para olha-la melhor e quase enfartei com a visão do seu corpo naquele pedaço de pano branco que ela chamava de vestido. Ela estava um tesão e eu não queria parar. Tentei beija-la novamente, mas ela interrompeu.

_Tobias eu...eu não posso fazer isso. Eu não sou igual a você, na primeira vez eu prometi que não ia me apaixonar, mas não acho que eu possa evitar se isso continuar acontecendo entre a gente. – Ela custou terminar a frase, estava arfando assim como eu, seu corpo também me desejava e sei que só interrompeu porque estava com medo.

Eu a entendia muito bem, também não queria que isso acontecesse, mas no fundo eu sabia que corria o mesmo risco. Fazia três anos que eu prometi a mim mesmo que não me apaixonaria por ninguém, e tudo estava indo como planejei, até Tris chegar. Me encantei por ela desde a primeira que a vi.

_Eu sei gatinha, eu também estou com medo, mas eu quero tanto você, e sei que você também me quer. – Respondi enquanto beijava seu pescoço e apertava aquela bunda gostosa. Esfreguei o Sr. Eaton em sua coxa para que ela pudesse entender o meu desejo. Ela gemeu e eu ficava cada vez mais louco de tesão. – Vamos viver um dia de cada vez, eu gosto de você princesa, eu só preciso de um tempo. – Eu não sabia o que estava fazendo, mas eu queria tanto ela que chegava a doer, e não era só sexo, eu a queria para mim.

Assim como eu ela estava explodindo de desejo, acho que parou de pensar, pegou a barra da minha camisa e foi tirando-a devagar, passeando os dedos pelo meu peito, e deixando um rastro de fogo por onde passava.

Eu queria vê-la peladinha de novo, virei a de costa, abri o fecho do seu vestido e ele caiu no chão aos seus pés, e lá estava aquele corpo delicioso só para mim. Sim ela era só minha, só eu estive ali mais ninguém.

Tris estava só com uma calcinha branca minúscula de renda, eu conseguia ver tudo, não estava mais aguentando, queria entrar nela com força, mas eu sabia que com ela eu precisava me segurar. Peguei a no colo e a coloquei na cama. Comecei a beijar o seu corpo, começando pelo pescoço, dei umas chupadas de leve, desci para seus seios. Mordendo e chupando o direito, enquanto puxava e brincava com o esquerdo, alternando-os.

_To-bias, por favor. Ahh... – Ela gemia de prazer e eu ia ao delírio. Abri minha calça e tirei o tênis rápido enquanto ia descendo os beijos pela sua barriga.

_O que foi princesa o que você quer? – Passei os dedos na sua bucetinha e gemi, ela estava molhadinha, pronta para mim. Me ajoelhei na cama e dei uma mordidinha na sua virilha.

_Tobias, eu não aguento mais.

_O que você quer Tris, me fala linda. – Passei a língua massageando seu clitóris e suguei seus lábios saboreando todo aquele mel.

_Você Tobias, dentro de mim, agora. – Ela puxou meu cabelo com força, me trazendo para mais próximo dela. Beijei sua boca com força.

Tirei a calça e a boxer, liberando meu pau que já estava a ponto de explodir. Tris olhou para ele com desejo. Peguei a camisinha, me ajoelhei na cama e coloquei devagar. Ela parecia não perder nenhum detalhe.

Me deitei em cima dela e esfreguei meu pau naquela bucetinha molhada, Tris não parava de se contorcer debaixo de mim.

_Droga Tobias, entra em mim. – Ver aquele anjo falando essas coisas para mim, estava me matando não aguentei mais e me enterrei nela. Ela gemeu alto e eu ia aumentando as investidas devagar.

_Tão apertada princesa, desse jeito eu gozo rapidinho. – Estava louco, seu perfume, seu corpo, nunca senti um desejo tão grande por mulher nenhuma, ela era minha perdição. Não queria quebrar a promessa que fiz a mim mesmo alguns anos atrás, mas não queria ninguém dentro dela, não queria que mais nenhum homem provasse daquele mel. Aqui era o meu lugar, só meu.

_Mais rápido Tobias, ohh, por favor – Ela estava perto, meti com força e mais rápido sentido que eu também estava bem perto.

_Goza para mim neném...goza – Senti ela estremecendo dentro de mim, não aguentei e gozei junto com ela.

Me deitei ao seu lado e a puxei para o meu peito. Eu a abracei com força, não queria que ela saísse dali, eu a queria para sempre nos meus braços e ficamos em silêncio por um tempo, apenas sentido o calor dos nossos corpos juntos.

Tris acariciava o meu peito, descendo suas mão macias pelo meu abdômen, seguindo todo o caminho da felicidade, não demorou muito para ficar excitado de novo. Fiquei por cima dela e beijei sua boca, ela abriu passagem para minha língua.

–Pronta para o segundo round? – Sussurrei no seu ouvido e mordisquei sua orelha fazendo a arrepiar. Fui surpreendido quando Tris passou as pernas ao redor do meu corpo e impulsionou o seu corpo sobre o meu ficando montada em mim, me deixando uma visão perfeita do seu corpo nu, apertei seus seios redondos e firmes gemendo baixinho.

_Primeiro eu quero tentar algo. – Ela se abaixou e sussurrou no meu ouvido levando nosso amigo a loucura. – só me diz se não tiver bom ok.

Ela não esperou pela minha resposta e foi deixando beijos pelo meu corpo, chupava cada parte do meu peito, do meu abdômen, já estava arfando, quando ela segurou meu pau subindo e descendo as mãos em movimentos contínuos, ela me olhou e passou a língua na cabecinha, sugando o líquido que já estava ali, depois desceu a língua pelo corpo do meu membro e eu já não estava aguentando quando ela o abocanhou com força. Meu pau entrava e saia da sua boca enquanto seus olhos não deixavam os meus, segurei em seus cabelos para manter um ritmo que me permitisse ficar o maior tempo possível ali olhando aquela cena, mas eu estava muito perto de gozar e não poderia fazer isso em sua boca, apesar de ser o melhor boquete que já recebi, não podia esquecer que era o primeiro dela. Tentei me afastar, no entanto Tris apertou mais a sua boca ao redor do meu pau. Eu gemi explodindo de prazer dentro daquela boquinha gostosa. Assisti Tris engoli toda a minha porra, era irreal. As imagens dessa noite ficariam para sempre na minha memória, o meu anjo conseguia ser quente quando queria, ela era carinhosa, linda, meiga e sexy, sim muito sexy.

Ela se deitou em cima de mim, deu um sorriso tímido, e perguntou:

_Foi bom? – O quê? Eu queria rir da pergunta idiota, mas ela pareceu ansiosa pela resposta, será que ela não viu como quase me matou de desejo.

_Foi ótimo, quase morri de tesão. – Ela corou e eu não aguentei mais tive que ri da sua inocência.

Beijei sua boca e percebi o desespero em que ela contribuiu, percebendo que meu anjo ainda queria mais. Apertei seu quadril, enquanto ela se esfregava no meu pau, meu Deus eu não ia aguentar, meu anjo estava ficando insaciável.

Peguei um pacote de camisinha e a entreguei. Ela me olhou confusa, mas pisquei para ela a encorajando, ela rasgou o papel laminado com os dentes me dando um puta tesão. Expliquei como fazer e ela foi colocando devagar.

_Cavalga em mim princesa...- Ela levantou o quadril e eu me encachei nela. Ela se apoiou no meu peito e foi pegando ritmo, descendo e subindo. Eu estava pirando com a visão dos seus seios fartos balançando, eu ainda ia gozar neles, pensei comigo, não estava mais aguentando e comecei a mexer os quadris investindo cada vez mais fundo dentro da minha princesa. Gozamos juntos e desabamos na cama.

Estava quase adormecendo quando Tris me chamou.

_Tobias, temos que ir. – Eu a puxei para mais perto de mim, não queria ir, queria acordar com ela do meu lado. Afundei meu rosto no seus cabelos sentindo o cheirinho de morango.

_Princesa relaxa, eu quero tanto acordar com você na minha cama. _ Ela me deu um beijo diferente dos outros, um beijo calmo, carinhoso, doce.

_ Sabe que se eu ficar as perguntas amanhã vão apenas aumentar. E com certeza não vai querer que saibam que estávamos juntos. – Bom ela estava certa com relação as perguntas, conhecendo Chris como conheço a inquisição estava armada, mas o que eu mais queria era que todos soubessem que Tris e eu estávamos juntos, por mais que tentasse evitar eu não conseguia mudar o fato que eu estava apaixonado. Quatro estava de quatro, ri com a metáfora clichê. Mas por enquanto era melhor mesmo esperar, eu realmente precisava de tempo.

...

Chegamos por volta das quatro da manhã, estava tudo quieto, mas Tris não quis arriscar.

_Vou entrar primeiro. – Ela disse parando na porta para me olhar. Seu olhar era confuso.

_Está com vergonha de ser vista comigo Srta Prior? – Perguntei segurando seu rosto.

_Não é isso, só não quero que saibam antes de você ter certeza do que quer. Não quero que me comparem as suas outras. – Ela me olhou triste e eu a puxei para os meus braços será que ela não entendia que para mim ela nunca seria igual a elas.

_Tris elas não minhas, e já disse que eu só preciso de tempo, você nunca será igual a elas, porque você é bem melhor.

Ela assentiu, mas tenho certeza que não estava convencida.

A vi entrar e dei a volta na casa, sabia que não ia conseguir dormir, então me joguei na grama, debaixo de coqueiro para refletir. Ao lembrar de tudo só conseguia sorrir. Acho que adormeci pouco depois e sonhei com ela.