Amor ou ódio?
4 Tudo bem, quando acaba bem!
Notas iniciais
– Wow, essa realmente me surpreendeu — começou Adrian -, foi tipo: "Há! Te peguei!" Ou algo assim..
– Só não conta para a Dani — fiquei com medo -, se ela souber... tô frito!
Fomos para o ponto de ônibus de sempre; conversamos sobre macacos e aquele gato que foi eu "salvei". Eu até esqueci da.. minha suposta namorada. O ônibus chegou, subimos e ficamos em pé.
– Leo..
– "..faz tempo que quero te dizer isso, mas não tive coragem. Por favor, largue ela e.. venha comigo!" — Lola interrompeu o Adrian e fez essa estória amedrontadora.
– Por favor, me poupe das suas.. suas... — esqueci como se fala — Como é mesmo, Adri?
– Adri?! — Lola hesitou.
*Modificando*
– PARA! NÃO MODIFICA NADA! — exclamei.
– Hein? — tentou falar de uma maneira fofa.
– Eu sei muito bem que quando você faz isso imagina eu e o Adrian fazendo... Aquelas coisas! É frustrante e.. — parei quando percebi que ela estava nas nuvens.
– Nem tenta, Leo — Adrian tentou me consolar.
Chegamos no ponto de descida. Passamos pelo porteiro e falamos:"Bom dia". Fomos para sala e sentamos em nosso lugar.
– Então, pegador~ — falou comigo um ser pelo qual esqueci o nome — Soube que você está namorando a Lola. Pegando a aluna problema, hein?
"Desculpe, mas esse cara tem problema?! "Pegando a aluna problema", eu tenho cara de idiota? Sério, vou fazer macumba pra esse cara parar com palhaçada; mentira, até parece que isso funcionaria!" — foi o que eu pensei.
– Hum.. — fiquei me remoendo por causa de "Hum.."
– Cara, volta pro seu lugar, o professor tá vindo. — Adrian me ajudou. Mas quando aquele cara virou as costas; ele começou a rir — "Pegando a aluna problema"..
– Calado — fiquei bravo.
– Então você sempre gostou da Lola, não é? — perguntou uma voz do nada.
– Nem, mas esse tipo de coisa é.. — me toquei quem era. — Não, não, não! Eu não estou namorando ela e..
– Darling, vamos ver Boku no Pico, hoje? — Lola perguntou de repente.
"Alguém, por favor, me socorre!! Que merda é essa de Boku do Pico?! Socorro! Mãe me ajuda!! Vou ficar traumatizado pelo chute da Dani e o troço de Boku sei-lá!!" — foi o que eu pensei.
– Espero que faça a Lola feliz — olhou para frente — Por favor, não a magoe.
– S-sim.. — fiquei confuso.
A escola terminou e eu ainda não sabia o motivo daquela resposta. Fui para casa de ônibus. Para minha surpresa, Dani estava do meu lado. Fiquei olhando para ela e depois para outro canto. Quando percebi que, alguém tava passando a mão nela. Não pensei muito e logo agi.
– Senhor, se continuar sujando ela com essa merda de mão, vou enfia-la na sua bunda pra ver se você gosta — ameacei-o.
– E-era brincadeira..
– "Brincadeira", hum.. — falei analisando — ..também vou fazer uma!
Quando o ônibus parou joguei-o para fora.
– Está bem? — perguntei preocupado.
– S-sim.. Obri.. obrigada..
– De nada.
No fim, ela agarrou suas mãos na minha blusa — ela estava tremendo, por pouco não chorava — e seguimos em viagem.
Levei-a para casa, não queria nem pensar em vê-la desse jeito novamente.
– Então.. até amanhã.. — falou sem graça.
– Até!
Cheguei em casa oito horas. Minha mãe estava me esperando chegar para eu passar o tempo com a minha "namorada". E eu tive que ver o tal de Boku do Pico, nunca mais, nunca mais mesmo! Eu quero ver aquela coisa — vomitei até umas horas pensando naquilo.
"Merda, merda,merda!! Nunca mais quero ver aquilo novamente!! Acho que vou..." — e vomitei.
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