Amor ou Ódio?

10 Capítulo X - De volta ao lar, ou quase isso


Notas iniciais
Yo, minna! Desculpem pela imensa demora. Eu estava atualizando outra fic minha com mais de três meses de atraso. Mas enfim, gostaria de agradecer infinitamente por todos que comentam e favoritam a fanfic, pois a opinião de vocês é o que me mantém motivada a escrever ^-^ Boa leitura!

Era fim de tarde. Alois foi o primeiro a abrir os olhos, a energia elétrica havia voltado. O loiro andou até a janela e abriu uma fresta, espiando por entre esta os estragos causados pela tempestade. Tinha parado de chover, mas o céu ainda estava nublado. Ele voltou-se para o conde, que ainda jazia deitado em sono profundo.

Shieru... Você disse para que eu te acordasse quando servissem o jantar. – Trancy o cutucou.

— Eu posso morrer de fome por mais algumas horas, me deixa dormir. – Balbuciou Ciel, fazendo bico.

Era simplesmente adorável vê-lo agindo de maneira tão infantil. Tão adorável que o maior não resistiu e roubou-lhe um beijo, curto e simples, mas que fora retribuído pelo moreno.

— Agora acordou, neh? – O mais velho riu.

— Ora, cale a boca... – Ele levantou e foi até o banheiro lavar o rosto.

— Se quiser jantar, sugiro que coloque uma roupa decente... Mas acho que você fica bem mais bonitinho assim. – Alois sorria travesso.

Só então Ciel notou que estava apenas com a parte de baixo do conjunto de um pijama qualquer (provavelmente, estava tão cansado que se esquecera de colocar a blusa). O conde corou rapidamente e pegou a primeira roupa que avistou, se trancando no banheiro e saindo logo em seguida, já vestido.

Ambos desceram as escadas e foram até a sala onde serviriam o jantar. Estavam mortos de fome (e a comida do hotel era muito melhor do que as coisas que eles vinham tentando preparar na mansão, afinal).

Quando finalmente retornaram ao quarto, o loiro se pronunciou:

— Então... Agora que a tempestade parou, vamos voltar para casa?

— Provavelmente, pela manhã. – Afirmou o menor.

— Que pena, apesar de tudo, aqui foi divertido. – O outro sorriu de canto.

— Sim. Mas temos compromissos a cumprir. Aliás, me admira o fato de que aqueles mordomos infelizes não tenham dado as caras ainda.

— Pois é.

Assim, o silêncio tomou conta. Então, os garotos arrumaram as malas, ajeitaram o quarto e separaram as roupas do dia seguinte. Ciel ficou lendo, enquanto Alois o observava com um ar distraído e curioso.

— Você não cansa? – Perguntou o conde.

— De quê? – O outro arqueou uma sobrancelha.

— De ficar parado, me olhando.

— Não. – Ele riu.

O Phantomhive fechou o livro e sentou-se de frente para Alois.

— O que foi? – O Trancy se assustou.

— Eu demorei tanto tempo pra perceber... É incrível como pude ser tão lerdo. – Ciel riu pelo nariz.

— Tudo bem. Antes tarde do que nunca. – O loiro abriu um largo sorriso e logo foi surpreendido com um beijo, não muito longo, mas profundo e inesperado o suficiente para lhe tirar o fôlego.

–-x--

A manhã chegou logo. Os jovens saíam do hotel junto de suas bagagens, assim como vários outros hóspedes. A viagem fora tranquila, ambos conversaram sobre todos os acontecimentos ocorridos nos últimos dias (que não foram poucos) e antes que notassem estavam em casa.

Ciel on

Sentei-me no sofá, observando a mansão. Era engraçado admitir, mas me acostumei com este lugar, assim como me acostumei com Alois e suas loucuras, com a rotina sem horários e todo o resto. Mas logo as coisas voltarão ao normal eu estarei sozinho com Sebastian, um mordomo akuma que nem se deu o trabalho de mandar explicações sobre sua saída inesperada.

Senti alguém tapar meus olhos e sussurrar ao meu ouvido as palavras “adivinha quem é”. Sorri de canto.

Ciel off

— Estamos sozinhos aqui, quem mais seria? – Arqueei a sobrancelha e ele deu de ombros.

— Não sei... E se um ladrão misterioso tivesse invadido a casa e te feito de refém? –A imaginação do mais velho era impressionante.

— Em primeiro lugar, nenhum ladrão tamparia meus olhos e diria isso. – O moreno argumentou.

— Podia ser um estuprador, um maníaco, vai saber. – Riu o outro.

— Você pensa em cada coisa... Acho isso bem improvável, mas como nossa vida toda foi feita de improbabilidades, só me resta concordar. – Disse o conde, por fim.

Ambos foram para a cozinha, pegaram o que havia de mais simples para ser preparado e cozinharam. Também conversaram (e brigaram) durante a refeição, por isto, mais tarde tiveram de limpar a bagunça causada pela pequena discussão durante a mesa (afinal, todos fazem guerra de comida de vez em quando).

A lua cheia já iluminava o céu na hora em que eles foram descansar, o único barulho vinha dos animais noturnos que saíam em busca de suas caças e tudo parecia tranquilo, até demais...

Então, um estalo foi ouvido no andar de baixo.

Notas finais
Esse capítulo ficou um pouco curto e talvez menos empolgante que os outros, mas era necessário, desculpem. E aí, o que estão achando? Se notarem algum erro, por favor me avisem, não sei se revisei muito bem o cap... ^--^'