Amor ou Ódio?

8 Capítulo VIII - Um tempo sozinhos.


A chuva caía forte lá fora, o vento era devastador, e tudo o que os condes podiam fazer era basicamente... Nada. Sentaram um de frente para o outro, se encarando sem dizer uma palavra, pensativos.

Logo o loirinho se pronunciou, tentando quebrar o silêncio:

— Então... Shieru... O que está achando de passar uns tempos comigo?

— Pra ser sincero, no inicio acho que eu queria te matar, me matar, ou algo do tipo. Mas... Até que está sendo legal. Você não é tão irritante assim... Só às vezes. – O conde disse.

— Ah, que bom. Eu acho. – O outro riu.

Um forte trovão fez ambos estremecerem.

— Será que vai demorar muito a passar essa chuva? – Ciel perguntou, olhando pela janela.

— Não sei... Um cara do hotel disse que daqui a uns dois dias vai estar tudo bem.

— Dois dias?!

No mesmo momento em que o menor falou, todas as luzes se apagaram por causa de outro trovão.

— Err... Talvez três. – Alois coçou a cabeça, sem jeito.

O conde suspirou, sentando-se novamente de frente para o mais velho. Tudo estava escuro, com exceção de uma vela acesa em cima da cômoda, esta iluminava parcialmente o rosto dos jovens.

— Ciel, tem alguma ideia do que fazer?

— Nenhuma... – Respondeu o conde.

— Então podemos falar de coisas aleatórias.

— Certo, tipo, o que faremos quanto a Claude e Sebastian?

— Aquela vadia ruiva de quinta categoria sabia onde eles estavam... – O loiro comentou, lembrando do shinigami.

— Mas por sua causa, não será dele que ouviremos a resposta.

Lembraram-se da discução no beco e começaram a rir. Assim que retomaram o fôlego, o moreno voltou a falar:

— Hey, você havia prometido me contar o que mais queria... E como eu falei, promessa é divida.

(Comentário da autora: lembram do Capítulo V?)

— O-o que?! Eu não posso contar outro dia? – Implorou o outro.

— Não. Fale logo sua loira desnaturada.

— É a tua avó! Mas... Sério... Eu tenho mesmo que dizer?

O menor assentiu com a cabeça, fazendo o outro respirar fundo, nervoso.

— Certo, porém você tem de prometer não me matar ou algo do tipo. – Trancy.

— Ta bem. Agora desembucha!

— Eu... O que eu mais quero... É você.

...

Alois on

Nesse momento, vi minha vida passando diante dos meus olhos... E ela era uma merda. Esperei alguma reação vinda da parte do pequeno, mas este apenas ficou estático, raciocinando sobre o que acabara de ouvir.

Enfim, resolveu dizer algo:

— Devia ter dito antes.

— Não está bravo? – Perguntei confuso.

— Não... Só preciso de um tempo para me acostumar com a ideia, eu acho. – Ele fitava o chão.

— Hey, Shieru. – O chamei.

Assim que Ciel me olhou eu o beijei, mesmo sabendo que este provavelmente nunca mais falaria comigo por causa disto, mas eu precisava experimentar aqueles lábios nem que fosse uma única vez. Afastei-me aos poucos, sem tirar os olhos dele.

— Desculpe. Se quiser pode me matar agora. – Disse.

— Cale a boca...

Ele puxou a gola da minha camisa e me beijou, logo se afastando, completamente corado.

— Hum... – Eu devia parecer no mínimo surpreso.

— Pare de me olhar assim! Isso irrita. – Ciel ainda estava todo vermelho.

— Isso realmente aconteceu?

O moreno se levantou e saiu do quarto, deixando-me sozinho. Suspirei, indo até a cama e me deitando.

Alois off

Notas finais
Ficou um capítulo pequeno, mas acho que valeu a pena porque neh.... Finalmente e-e kkk