Amor ou Ódio?
6 Capítulo VI - Viagens... Para onde?
Sete horas da manhã, o conde havia acabado de acordar...
— “Alois, que mania é essa que tem com o meu braço hein?” – Pensou ele.
O loiro estava novamente agarrado ao braço de Ciel, que teve de levantar-se fazendo o mínimo de barulho possível para não acordá-lo. Em seguida foi até a cozinha e pegou algo para comer, o dia estava ensolarado, mas não estava calor.
Não demorou muito para o maior descer as escadas, sonolento.
— Bom dia. – Ciel.
— Bom dia... – Alois disse enquanto bocejava.
— Você dormiu mais que eu, como pode estar com sono? – O moreno perguntou incrédulo.
— Sei lá, vai ver sou mais preguiçoso.
— Disso eu não tenho dúvidas...
— Ora, cale-se. – O mais velho disse fingindo irritação.
O moreno apenas deu uma risadinha e acenou com a cabeça para que o outro se sentasse à mesa, que já estava posta. Tomaram café da manhã e foram para a sala assistir TV, ou encarar a TV enquanto pensam em outras coisas para ser mais exato...
— Aliás, tenho que mandar alguém consertar a janela neh. – Trancy lembrou.
— Ou pode esperar Claude voltar, acho que não deve demorar tanto assim... – O menor disse.
— Mas, então terei de ficar no seu quarto até lá. – Falou o loiro já esperando que o conde mudasse de ideia.
— Ok, acho que não vou morrer por isso então tudo bem. – Ciel.
Alois ainda um tanto surpreso, agradeceu ao outro como de costume: abraçando-o e o derrubando no chão.
— Alois, sabia que você não é leve como uma pena e ta me esmagando? – O pequeno falou.
— Ata, foi mal... De novo. – O outro riu.
Eles se levantaram.
— Temos algum plano pra hoje? – Ciel.
— Hum... To entediado. Vamos viajar? – Trancy.
Não era bem isso que o conde tinha em mente quando fez aquela pergunta, afinal, ambos não poderiam simplesmente fazer as malas, pegar um dinheiro e sair... Ou será que poderiam?
...
O menor imaginava que o que estavam fazendo não era nada sensato, mas eles também não eram! Então, eis as malas, eis a grana, eis o Alois saindo porta a fora e Ciel acompanhando-o, contra sua vontade.
— Para onde estamos indo? – Perguntou o conde.
— Ora, nãos é óbvio? Para um cruzeiro, que vai parar em algum lugar durante uns dias e nos deixar aqui de volta depois. – O loiro respondeu.
— E que lugar é esse? – O menor parecia desconfiado.
— E eu vou saber! É caro, deve ser legal. – Estava bom demais pra ser verdade neh...
Após um pouco de caminhada, carona, e mais uns quilômetros, chegaram ao porto e embarcaram no navio de luxo que os levaria para... Algum lugar do mapa. Ficaram em uma cabine relativamente confortável, havia comida (finalmente algo descente!), camas confortáveis e uma pequena escotilha para observar o mar e as ilhas que passavam.
“Até agora, tudo bem.”, pensava Ciel Phantomhive. Tantas foram as vezes em que as coisas deram errado, que este começava a estranhar quando davam certo, mas também, ele tinha razão, é raro algo dar certo para estes dois.
Depois de horas, até mesmo dias, a preocupação do moreno já estava passando... Tudo ia muito bem, estavam se divertindo. E por fim, chegam ao local cujo não sabiam onde era.
— Bem vindos ao Hawaii. – Um guia turístico se apresentou.
— Sério?! Hawaii? Ah, então era por isto que estava tão quente! – Alois.
— O que?! Mas então já deveríamos ter voltado faz tempo! E nossos deveres? Obrigações? E Sebastian e Claude? – O conde começou a se apavorar.
— Calma... Aproveite o momento, a gente vai estar em casa daqui a alguns dias, sem estresse. – O loiro era completamente o oposto do pequeno.
— SEM ESTRESSE? QUEM DISSE QUE EU TO ESTRESSADO?! Eu to ótimo! – Ciel.
— Ok neh... “Bipolaridade?” – Trancy.
O hotel em que iriam ficar hospedados durante alguns dias era rústico e muito bonito por sinal. Deixaram suas coisas no quarto e saíram, afinal, precisavam de roupas dignas para o clima da região...
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