Notas iniciais
Espero que gostem é a primeira vez que escrevo para um desafio.

Eu me chamo Camus Vier Gregory, sou francês e tenho 55 anos. Ai vocês devem estar se perguntando por que um francês tem um sobrenome grego? É simples eu sou casado com Saga Gregory que é um grego muito bonito de 60 anos.

Estamos casados há 29 anos e temos dois filhos lindos Isaak de 20 anos e Hyoga de 19 anos. E antes que me pergunte eles são adotados, pois afinal homens não engravidam não é mesmo?

Eu e Saga nos amamos muito mais nem sempre foi assim, na época em que o país estava em guerra nós estávamos lá e tínhamos nossos companheiros. Bem não estamos aqui para relembrar o passado do meu marido e sim o meu então vamos lá.

PRIMEIRA LEMBRANÇA

No ano de 1927 quando eu tinha apenas 18 anos fui convocado para a guerra e tive que deixar meus pais sozinhos com meu irmão mais novo Dégel que na época tinha apenas 12 anos.

Despedi-me da minha família amada e fui para a base onde eu deveria me apresentar e lá chegando fui levado a uma sala onde havia mais jovens da mesma idade que eu, mais nenhum me chamou mais atenção que aquele lindo jovem loiro de olhos azuis e sorriso fácil no rosto. Milo Acelo era o nome dele e assim que nossos olhares se encontraram eu sabia que estava perdido.

Vi Milo se aproximando de mim mais antes que ele pudesse falar alguma coisa um homem que tinha aparência de ser um pouco mais velho que a gente entrou na sala e subiu no pequeno palco improvisado.

-Bom dia a todos eu sou o Primeiro Sargento Saga Gregory e fui orientado a dar as devidas explicações aos novos soldados e de acomoda-los em seus dormitórios e de explicar quais serão suas funções.

Saga fez seu discurso falando sobre o que era ou não permitido e os valores que nós os novos soldados deveríamos ter e depois disse que ficaríamos em dois em cada quarto e que eles mesmos já haviam feito à divisão e eu quase caio pra trás quando ele disse que eu ficaria no mesmo quarto que o Milo.

-Olá muito prazer eu me chamo Milo. O loiro me falou assim que ficamos a sós no quarto.

-Muito prazer Milo eu me chamo Camus. Eu falei mais reservado.

-Eu não sei por que eu senti que seremos muito próximos assim que eu te vi lá na outra sala.

-Eu também senti o mesmo Milo.

-E então ruivo me fala de onde você veio e da sua família. Milo pediu e se sentou na cama alheia.

-Bom eu sou francês mais vim para a Grécia quando tinha cinco anos e meu irmão mais novo Dégel estava na barriga da nossa mãe.

Assim nós ficamos conversando por um tempo e depois fomos dormir com sorrisos nos rostos.

No dia seguinte levantamos cedo e depois que tomamos banho e colocamos as roupas próprias para treinamento nós fomos tomar café da manhã e nos sentamos ao lado de Aiolia que estava com cara de poucos amigos.

-Bom dia. Milo e eu cumprimentamos juntos.

-Bom dia. Aiolia respondeu somente.

-Por que você está com essa cara Aiolia? Eu perguntei preocupado.

-Por que eu fui perguntar para o Aiolos por que não nos colocaram no mesmo quarto ele me disse que como ele chegou antes de mim aqui ele já dividia o quarto com o Saga.

-E o que tem de mais nisso? Eu e o Camus também dividimos o quarto.

-Mais o Saga não é um simples soldado é o Primeiro Sargento e não deve dormir em uma cama de solteiro como a gente.

-O que você está querendo dizer Aiolia? Milo perguntou confuso e eu o achei muito fofo.

-Que eles dividem a cama Milo.

-Atenção todos os novos soldados eu sou o Segundo Tenente Mario mais podem me chamar de MdM. Eu quero que todos vocês me acompanhem a sala de treinamentos.

Fomos para a sala de treinamento com o MdM e ficamos treinando combate corpo a corpo até a hora do almoço onde tivemos autorização para tomarmos um banho antes de irmos comer.

Milo foi tomar banho primeiro e logo em seguida eu fui e quando sai do banheiro vi Milo sentado na cama dele pensativo.

-O que foi Milo? Perguntei enquanto colocava minha roupa.

-Eu não entendi o que o Aiolia quis dizer quando falou que o irmão dele e o Saga dividem a cama.

-Hora Milo eles não tem duas camas de solteiros e sim uma cama de casal e dormem juntos nessa cama. Ele não precisava ficar imaginando coisas.

-Só isso?

-Sim. O que mais eles poderiam fazer? Para minha sorte Milo apenas sorriu e nós fomos almoçar.

Meses haviam se passado desde que chegamos aqui e nós ainda não havíamos saído para a guerra. Apenas ficávamos treinando duro para quando tivéssemos que sair para guerra estivéssemos preparados.

A cada dia que passa o Milo ficava mais belo com o corpo todo trabalhado por causa dos duros treinamentos. Não que eu e os demais também não tenhamos encorpado mais, pois estávamos todos com músculos definidos mais o Milo era o que mais se destacava entre todos nós.

Um ano se passou nessa rotina até que o dia mais temido para nós chegou. Iriamos ter que sair da base para lutar. Saga nos chamou para nos dar a noticia.

-Bem soldados vocês já estão na base há um ano e agora chegou o momento de provarem que todo o treinamento de vocês valeu a pena. Iremos sair em frente de batalha.

Depois das conversas paralelas e de muitas expressões de medo Saga respirou fundo antes de tomar a palavra novamente.

-Bom sugiro que preparassem sairemos em uma hora.

Bem depois disso todos voltaram para o quarto e quando eu entrei vi que Milo estava me olhando com os olhos cheios de lágrimas. Preocupei-me e logo me sentei ao lado dele na cama.

-O que foi Milo?

-Eu estou com medo Camus.

-Eu também estou Milo mais vamos ficar juntos e nada de mal vai nos acontecer.

-Você promete que vai voltar pra mim?

-Eu prometo. Depois disso eu olhei para o Milo com carinho e de repente nossos rostos foram se aproximando lentamente até que nossos lábios se encontram timidamente. Durante todo o beijo não tivemos pressa apenas estávamos aproveitando o sabor um do outro e demonstrando todo nosso sentimento com esse ato. Separamos-nos quando o ar se fez ausente.

Não trocamos uma palavra apenas nos beijamos mais enquanto não dessa a hora de sairmos para a guerra. Na hora que tivemos que sair apenas com um olhar fizemos nossa promessa de voltarmos vivos.

A batalha era um cenário terrível. Corpos dos nossos colegas de batalha caiam a cada minuto ao nosso lado e também corpos dilacerados dos inimigos. O cheiro de sangue e morte estava espalhado por todos os lados.

Os gritos de Saga mandando que a gente avançasse a medida os inimigos iam recuando o medo nos rostos de alguns e a esperança nos rostos de outros nos faziam ter força para continuar atirando e avançando.

O fato de ver os inimigos baterem em retirada não apaga a dor de ver Aldebaran e Mu mortos. Dois companheiros e amigos leais que morreram com tiros na cabeça. Depois de terem visto os inimigos recuarem Saga em fim nos mandou recuar de volta para a base.

Conseguimos chegar inteiros na base mais o sentimento de tristeza pela morte de Aldebaran e Mu era visível no rosto de cada um de nós.

Eu apesar da minha tristeza pela morte dos meus companheiros só queria chegar perto do Milo e o abraçar fortemente e dizer a ele que vai ficar tudo bem. Antes que eu pudesse chegar perto do meu loirinho ouvimos a voz de Saga.

-Soldados eu quero parabeniza-los pela conquista de hoje e dizer que a morte dos soldados Aldebaran e Mu não foi em vão. Eles entregaram suas vidas em prol de um bem maior e por isso sempre devemos nos lembrar deles toda vez que entrarmos na batalha e pensar que eles queriam um mundo em paz e sem guerra para que pudessem ser felizes.

Saga deve ter feito um longo discurso mais eu estava mais interessado em chegar perto do meu loiro e o abraçar. E foi o que eu fiz assim que cheguei perto dele.

-Me leva para o quarto Camus. Milo me pediu com a voz embargada pelo choro.

-Sim mon ange. Falei apenas e depois o amparei até o quarto que dividíamos e depois que estávamos lá Milo me avisou que iria tomar um banho e eu arrumei nossas camas para nos deitarmos depois que eu também tomasse um banho.

Não demorou muito para que Milo saísse do chuveiro e logo eu entrei e também não me demorei muito e assim que sai do banheiro vi Milo sentado encolhido na minha cama.

-Está tudo bem mon ange?

-Eu posso dormir aqui com você?

-Pode Milo. Assim eu me deitei abraçado com Milo na minha estreita cama de solteiro.

No dia seguinte acordei com Milo me dando vários beijos no rosto. Sorri com isso.

-Bom dia mon ange.

-Bom dia ruivinho.

-Ruivinho? Perguntei arqueando a sobrancelha.

-É um apelido fofo que arranjei pra você.

-Fofo é você sabia? Falei deitando ele na cama e me deitando em cima dele.

-Você não vai me beijar ruivinho?

-Só estava esperando você pedir. Depois que terminei de falar nossas bocas se encontraram novamente e nos beijamos de maneira calma apenas apreciando o momento. Nos separamos por falta de ar e sorrimos quando nossas barrigas roncaram em sintonia.

-Eu vou tomar um banho pra gente ir tomar café. Eu falei me levantando de cima do meu loiro.

-Camus eu posso tomar banho com você? Milo me perguntou envergonhado.

-Pode. Eu falei com um sorriso tímido e logo Milo arrancou toda a roupa e entrou no chuveiro comigo.

Era a primeira vez que eu e o Milo nos vimos totalmente sem roupas. Ficamos completamente envergonhados e tímidos no começo mais depois começamos a nos olharmos com carinho e sorrimos um para o outro.

-Passa sabonete na minha costa ruivinho?

-Passo mon ange.

Assim eu peguei o sabonete e depois que o Milo fez um coque com o cabelo dele eu comecei a passar o sabonete lentamente na costa do meu loiro até que eu cheguei ao bumbum dele e percebi que era arrebitada e durinha. Me senti constrangido e voltei com o sabonete para a costa dele.

-Ruivinho me deixa passar sabonete em você também? Milo me pediu com um sorriso tímido.

-Deixo. Foi á única coisa que eu consegui responder.

Milo fez um coque com os meus cabelos e depois foi passando o sabonete suavemente na minha costa e depois que esfregou tudo direitinho ele me disse que eu já poderia me virar. Terminamos de tomar banho e depois que nos trocamos fomos tomar café da manhã com sorrisos bobos nos lábios.

FIM DA PRIMEIRA LEMBRANÇA.

Aquele dia foi uma experiência fantástica para nós dois, pois conseguimos nos olharmos nus e apesar da vergonha que estávamos sentindo conseguimos decorar cada pedacinho dos nossos corpos. Eu sabia que eu era do Milo e ele era meu mais que estávamos indo com calma. Estávamos aproveitando tudo lentamente sem pressa e sem afobação.