— Você ficaria com um cara que não está dentro dos padrões?

— Sim, por que não?

— Ficaria com um cara que usa óculos?

— Qual é o problema em usar óculos? Eu não vejo nenhum.

— O que você considera inaceitável?

— Falta de caráter, machismo, falta de empatia e compaixão pelo outro, egoísmo, egocentrismo, falta de educação. Você disse que me conhece, certo? Eu também não estou dentro dos padrões, mas espero encontrar alguém para quem eu esteja na medida certa. Espero ser alguém que tenha mais a oferecer do que a tal da casca.

— Você é esse alguém, sabia?

— Você... você me acha bonita?

— Você nem imagina o quanto. Eu gosto de você do jeitinho que você é. Só queria arrancar essas angústias que te atormentam, porque queria te ver sorrindo mais vezes. Você tem o sorriso mais bonito que eu já vi.

— Eu queria tanto ver você.

— Sou um cara comum.

— Não, não é. Estamos conversando há tempos e você não enviou fotos da genitália, tampouco me faltou com o respeito, consegue sustentar uma conversa sem apelar para baixarias. Eu gostaria de te conhecer. Pessoalmente. É sério.

— Por quê?

— E você ainda pergunta por quê? Eu quero ficar com você!

Notas finais
Opaaaa... Mariana direta e reta no papo. (eu não escrevi estilo whatsapp pra não extrapolar a cota de palavras rs) Desculpem eu não escrever muitos textões nas notas, estou postando essa fic e espero que ela faça companhia a alguém, em alguma noite longa e solitária. Foi um desafio que impus a mim mesma quando a ideia veio: a de escrever os capítulos em até 200 palavras (em um ou outro ou dá menos ou mais, mas a média se mantém) e ser direta ao assunto. Acabei gostando do casal, do jeitinho fofo desse romance e já pensei em me desafiar os mesmos 20 e tantos capítulos, aumentando de 200 pra 500 palavras, contudo tive alguns imprevistos em outubro, decretei minha saída em definitivo do Wattpad e desde então, oscilo entre momentos de profunda tristeza porque foi uma cagada ter trocado (isso em 2015) o Nyah por lá, sendo que aqui eu era muito mais feliz e muitas vezes me sinto uma merda de escritora porque nenhuma editora se interessou pela minha arte, penso em procurar outra vocação perdida, mas, sei lá, tem horas em que é preciso saber parar. Não pra sempre. É pra ouvir o coração e retomar a direção.