Amor em Silent Hill
6 Amor Em Silent Hill
Notas iniciais
Dedico aos que estão acompanhando a serie desde o inicio.
Decido a L A Wentz!
Dedico a Hockear (Sou eu 8D)
Não havia monstros eu pensei enquanto andava pelas ruas secas da cidade. Eram frutos dos meus pensamentos, tinha de ser. Desejei ser mais um sonho, porém não queria mais acordar neste lugar. Ver aquelas cenas sinistras começaram a embrulhar meu estomago. Uma vontade de vomitar sugou todo o meu chague. Cuspi sangue no chão de tal forma que senti todos os meus órgãos deixarem de trabalhar por dez segundos.
Se eu continuasse sofreria ainda mais? Mas se parasse viveria em sonhos de paz? Nesta cidade tão oposta comandada por prédios abandonados. Eu quero sair daqui, mas agora tudo esta parecendo impossível. A arma levada em uma de minhas mãos não iria me salvar, só aumentar meu tempo de sofrimento. Não tenho como fugir e se tentar irei prolongar, como já dito, a dor de estar para morrer. Seja em sonho ou na realidade esta cidade não se enquadra em nenhuma ocasião, mas se encaixa perfeitamente no nada dos pensamentos. É como um poema gótico sem fim, mas limitado ate o infinito acabado.
Meu corpo adentrava a cidade cada vez mais. Não estava passando pelos mesmos lugares. Estava em outro tipo de lugar (ainda era Silent Hill), mas parecia ser o centro abandonado o que antes fora o apogeu do local.
-O que é isso?-palhaços começaram a dançar em minha volta. Não tinham corpos, apenas um tecido colorido. A mascara escondia o nada chamado de face. Eles corriam dançando. Faziam de tudo para me chamar a atenção. Dava medo, mas era cômico. A cidade estava me fazendo, de alguma forma, sorrir.
-Quer dançar?-perguntou uma voz feminina familiar. Quando virei para ver quem era atrás de meu corpo. Aqueles cabelos loiros me envolveram. Meu grande amor estava na minha frente.
-Emily...-eu ainda sabia seu nome. Eu nunca havia o esquecido. Ela não havia mudado em nada. Estava com um vestido totalmente negro envolvendo seu corpo, mas deixando suas pernas vivas ate o limite.
-Quer dançar?-aquela voz... aquele cheiro. Eu toquei em seu corpo e então notei estar revivendo o novo começo.
Começamos a dançar, mas a musica parou de alguma forma não mais tocou. Escutar a melodia era apenas a respiração sem vida transmitida pelo corpo de Emily, esta era a melodia. A melodia... a melodia...
-O silencio é o que dançamos. Kuro isso não é a realidade nem mesmo um sonho. É o NOWHERE!
Suas palavras transformaram a cidade abandonada em um campo branco e meus olhos conseguiram notar o nada pela primeira vez em minha vida. Emily estava nua em minha frente, o mesmo valia pra mim.
-Kuro, Silent Hill não é uma cidade ruim.
Era a palavra dela contra as minhas visões ao longo do passeio macabro a cidade. Pela primeira vez eu estava discordando, através do meu olhar, com a verdade, talvez, criada por Emily.
-Quando ela morreu você também não acreditou nas palavras dela. Então não julgue com seus olhos esse momento como a primeira vez!-uma outra voz ouvi sair dos lábios pálidos de Emily.
-Quem é você? Quem é você para me fazer sentir essas dores! É você quem esta fazendo isso! Esta destruindo meu coração colocando a minha verdadeira razão de chorar! Emily não é você! Não... e... e... Sai daqui!
-Eu sou o Nada-o corpo de Emily controlado pela voz abraçou o corpo caído de Kuro.- sua depressão o trouxe ate essa cidade da mesma forma que lhe faz sentir dores e mais dores pelo sentimento do amor. Os palhaços de agora pouco representam a felicidade que ainda dorme em você, mas que já desistiu de viver.
-Eu só queria ter Emily comigo, isso é egoísmo, mas isso quer dizer amor.
-Ela também quer ficar com você, mas ela já notou que não pode, ainda não.-o corpo de Emily parecia estar se consumindo em apenas um ponto. O coração. Mesmo com tudo isso a voz continuou e eu continuava a chorar.-Por isso se tornou a carta de amor que cai, agora, em suas mãos.
Eu conseguia sentir o coração dela como se ele, mas é ele, estivesse comigo. Abri o envelope ainda sentado no nowhere.
“É tão ruim ser uma carta para você, mas sei que meu coração esta aqui contido em suas mãos sendo uma nova carta de amor com uma missão.
Estranho é uma cidade de sofrimento vir a ser os sentimentos de amor que sinto por você, talvez porque seja o melhor palco para lhe dizer.
Vou rimar as estrelas quando elas brilharem, sempre irão. Continuam assim mesmo depois de mortas, talvez ate com mais força.
É confuso isso tudo que escrevo, não é?
Não é para entender, esse é o clima de Silent Hill, mas é para compreender o quando, apenas, agora, sempre eu te amei e te amo.
Entre realidades e sonhos, não importa o quando tente sofrer. Eu vou estar sempre aqui com você.”
Ass: Emily
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