Amor e uma Dose de Esperança

2 Uma estranha surpresa!


As celas eram subterrâneas e a entrada extremamente fortificada contra qualquer tentativa de fuga. Porém, há muito tempo, alguns dos presos tentaram criar outra saída que foi fechada assim que descoberta, mas ainda existia. E Lorena sabia de sua existência.

Ela saiu do castelo e caminhou com passos silenciosos até essa entrada esquecida, jurava que ninguém a havia visto. Com alguma dificuldade conseguiu abrir a portinhola que fechava um túnel escuro e frio que levava até as celas. Ela carregava uma tocha para iluminar seu caminho, até encontrar outras luzes que faiscavam logo em frente. Sabia que era a cela de Pedro, pois estava isolada (crimes como o dele não podem ter chance de se espalhar) e por um segundo se arrependeu de estar ali, pensou em voltar, mas respirou fundo e se aproximou das grades.

Ele estava sentado no chão e havia umas poucas tochas acesas no lugar. Pedro a encarou e levantou uma sobrancelha surpreso. Ela tentou manter uma postura firme diante dos bonitos olhos azuis que a fulminavam. Ele foi o primeiro a falar: "Rainha?”.

_Então, você é o ladrão que se diz apaixonado por minha filha?

_Claro, sou completamente apaixonado por ela-respondeu rapidamente e contendo o riso.

_Falso.

Tão simples foi notar que ele não sentia nada pela menina...

Ele quase gargalhou.

_Muito inteligente da sua parte. Já devia ter imaginado que ninguém é capaz de se apaixonar por aquela garota.

_Está sendo muito prepotente para alguém que vai ter a cabeça cortada em alguns dias.

_Exatamente. Acho que não vai fazer diferença se eu for educado ou não.

Lorena concordou enquanto abria o cadeado da cela.

_Mas você foi um tolo-disse entre risadas enquanto entrava na cela-Acreditou mesmo que entraria para a família real?

Ele se levantou e ficou frente a ela.

_Não sei onde estava com a cabeça quando quis isso. Ser um ladrão tem lá suas vantagens.

Ela curvou os lábios num sorriso divertido.

_Que tipo de vantagem um miserável pode ter? Vocês não têm o que comer ou onde cair mortos. Carregam uma vida vazia o tempo todo...

_Quem é você para falar de vida vazia?-ele a interrompeu e se aproximou por detrás dela. Suas mãos se encostaram por um longo segundo. Até que ele sussurrou em seu ouvido-Ao menos eu não me casei tão nova com alguém tão velho... Não precisei ter um filho desse velho.

Ela estremeceu com essas palavras e foi para longe dele. Encostou-se à parede com a respiração ofegante. Ele a olhava de um jeito estranho e ela estava quase com ódio.

_Sua situação não está tão melhor que a minha, seu verme interesseiro-disse enquanto trancava o cadeado.

Em seguida, foi embora a fortes passadas.

Porém, aquela cena ficou em sua cabeça, se repetia, e cada vez mais ela não sabia como se sentir.

***

O dia amanheceu e Liz continuava sem comer, Lorena perdia-se em pensamentos e Luís dava a devida punição aos guardiões.

Ao todo, eram cinco, mas somente um pagaria o pior preço. Eles estavam numa fila, tremiam por dentro e suavam enquanto Luís falava.

_Vocês foram os piores guardiões que eu podia ter... Vocês tinham tudo e cometem um erro desses. Infelizmente, terei que rebaixa-los, agora vocês vão limpar os arredores do castelo, mas espero que o façam sempre em silêncio ou irão acabar como... -Luís apontou para o homem da ponta-ele.

Outros guardas o seguraram pelos braços e apoiando seu pescoço em um resto se tronco qualquer, lhe cortaram a cabeça.

O rei assistiu satisfeito e até sorriu um pouco depois.

O dia passou lento... Naquela noite, Liz ainda não havia desistido da greve de fome.

Notas finais
Oláaa, agradeço por ter lido e agradecerei mais ainda se fizer um comentário! hahaha Abraços de urso!!!