Amor e Poder: O Esquadrão da Morte

32 Capítulo 32 - Verdades e mentiras...


Notas iniciais
Boa tarde amores!! Mais um capítulo fresquinho e uma coisa importante que quero que lembrem antes de me crucificarem nos capítulos finais:

=> Essa fiction é baseada na história de um juiz capixaba, Alexandre Martins de Castro Filho....ele morre no final!! #ficadica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Martins_de_Castro_Filho

Boa leitura!!! Bjs

Os corpos estavam tão juntinhos e quentinhos que Santana não queria nunca mais sair dali, afinal se o paraíso existisse realmente, o nome dele era Brittany Pierce. A loira acariciava delicadamente os cabelos da namorada, com cuidado beijava cada cantinho do rosto, do pescoço, fazendo a morena ficar toda arrepiada todas as vezes que dava pequenas mordidinhas em seu queixo...Santana quase se entregava aquele momento tão único e especial, mas todas as vezes que olhava nos olhos da loira lembrava-se que tinha algo que a incomodava, precisava decidir se contaria ou não a ela a verdade...Brittany começava a beijá-la safadamente, passando a língua de forma mais sensual sobre seus lábios quando Santana interrompeu, precisava começar corretamente aquela história, mesmo que para isso precisasse arriscar a confiança que tinha de Quinn e toda a equipe do Ministério Público...

- Antes que as coisas comecem a ficar quentes e eu me perca em você precisamos ter uma conversa séria Britt. Quero que me responda com toda a sinceridade que possa existir no que você sente por mim, eu posso confiar em você cegamente?! Posso confiar em suas mãos a minha vida e minha carreira profissional?! Perguntou Santana séria, deixando Britt intrigada com a pergunta e com o rosto preocupado da morena.

- Não só pode como deve Santana. Prometo que nada mais vai te acontecer, que não vou deixar ninguém, nem mesmo minha família fazer nada que possa te colocar em risco ou te prejudicar meu amor. Mas porque está voltando a esse assunto, aconteceu alguma coisa, lembrou de algo daquela noite do atentado?! Perguntou Britt, apreensiva.

- Não. Ouça o que vou te falar com atenção e antes de tomar qualquer decisão lembre-se do que acabou de me prometer...amanhã bem cedo, quando o sol ainda estiver nascendo, a Polícia Federal, o Ministério Público e todo um aparato judicial vão invadir sua casa em busca de provas que incriminem sua família, assim como você em relação ao envolvimento de vocês com o crime organizado e mais especificamente com o esquadrão da morte. Eles tem dois mandatos, um para essa busca e outro para a prisão temporária da sua irmã para investigar o assassinato de uma ex-namorada dela cujo corpo foi encontrado no cemitério clandestino do esquadrão. Soube disso hoje a noite quando Quinn esteve aqui e precisava te contar porque uma relação tem que ter confiança e verdade Britt. Disse Santana, preocupada com a reação da loira, que ficou em silêncio por alguns minutos, apenas olhando para o teto.

- Sei que o sangue que circula em minhas veias é o mesmo sangue deles, e isso me dói demais San; sei que minha reação deveria ser sair correndo daqui e ir até lá, tentar apagar todo e qualquer vestígio de provas contra eles, mas sei exatamente o que aconteceria depois...eles continuariam a enganar as pessoas, a achar que são indestrutíveis e principalmente continuariam a matar...é difícil para mim ainda acreditar que eles são responsáveis por tantos crimes como você mesma já me disse, mas preciso deixar as coisas acontecerem, e se eles forem inocentes como eu quero que sejam, eles terão que provar isso. Disse Brittany, virando-se para Santana e a abraçando com força, os olhos estavam cheios de lágrimas, afinal sabia que estava entregando a própria família, mas sabia que era preciso. Santana a abraçou e a acolheu em seus braços, deixando que chorasse até adormecer por algumas horas...era contar o tempo até que seu telefone tocasse, seria a mãe, desesperada do outro lado da linha com a prisão da filha mais nova...iria doer, mas precisava deixar o mundo cair para ter certeza de que poderia reconstruí-lo de forma limpa junto à família Pierce.

Em casa, Quinn ainda não havia conseguido pegar no sono...era quase meia noite quando decidiu ligar para Rachel sabia que a menina não deveria estar dormindo ainda, precisava lhe contar a verdade. Procurou o telefone na bolsa com a qual havia saído mais não achou, assim resolveu fuçar a casa, afinal sentia que não conseguiria dormir, a ansiedade pela ação do dia seguinte, assim como a angústia por ter mentido para Rachel a consumia por dentro. Meia hora depois de fuçar tudo chegou à conclusão de que havia deixado ele em algum lugar, possivelmente no carro. Pensou em ligar do telefone fixo, mas acordaria Santana, que ainda estava convalescente...decidiu então esperar amanhecer para conversar com a namorada, assim que terminasse a ação na casa dor Pierce ligaria e contaria tudo sobre a gravidez de Marley. Deitou-se de novo e voltou a pensar em como seria no dia seguinte, a ação seria logo cedo e ela iria junto, queria ver a cara dos Pierce, especialmente a cara de Brittany Pierce...

No apartamento de Berry a menina, deitada no sofá da sala, pensava em como seria difícil para

Santana decidir se contaria ou não a verdade para Brittany...sentia que a latina estava realmente apaixonada, e se colocava no lugar dela; a verdade poderia prejudicar toda a investigação de Quinn, mas pensando melhor na conversa que tivera com Santana, tinha certeza do que a amiga faria...ela contaria a verdade a namorada, afinal tinha algo muito parecido com a própria Berry, acreditava que o melhor caminho para uma boa relação era ser sincera e verdadeira. Já estava quase cochilando no sofá quando percebeu que algo vibrava em sua escrivaninha...era um celular, que de longe não conseguia reconhecer; saiu das aconchegantes almofadas e foi até ele, percebendo que se tratava do celular de Quinn, que tocava insistentemente e no visor o número que aparecia tinha nome...Marley. Berry pensou bem, pensou em se manter afastada dele e não atender, mas simplesmente o impulso foi mais forte...

- Alô Quinn...alô?! Responde Quinn, sei que está ai do outro lado da linha, estou ouvindo sua respiração. Disse Marley, assim que o telefone foi atendido. Rachel não sabia se respondia ou se simplesmente se mantinha calada...não sabia o que fazer!! Quando pensou em responder Marley voltou a falar...

- Olha Quinn, me ouça se não quer falar comigo...sei que é tarde, sei que não quer conversar, mas você precisa me ouvir. Isso não foi um desejo só meu, foi um desejo nosso, então não vou assumir isso sozinha. Sei que você vai tentar fugir da sua responsabilidade agora que arranjou outra piranha para sua vida, mas não se trata mais de mim e de você, se trata de um bebê que é nosso, que está dentro de mim e que tem o meu e o seu sangue. Eu juro que se você não assumir a sua responsabilidade eu vou tirar esse bebê e vou jogá-lo na porta do Ministério Público, assim toda vez que olhar para a cara da piranha que está comendo vai se lembrar que foi responsável pela morte do seu filho e pelo fim da sua carreira...juro Quinn Fabray!!! Disse Marley, desligando o telefone com força em seguida.

Rachel ficou em choque com tudo que havia acabado de ouvir, ainda não conseguia conectar todas aquelas informações que acabara de ouvir nos gritos de Marley do outro lado da linha...Quinn não só havia omitido aquela gravidez, mas também parecia estar querendo deixar Marley sozinha em um momento tão difícil; como poderia ser tão desprezível a ponto de deixar uma mulher que esperava um filho seu sozinha, por causa de uma outra relação?! Não que achasse que gravidez era motivo para manter uma relação já desgastada, mas esperava que Quinn pelo menos tivesse assumido os cuidados com a gestante e com o bebê, o que pela fala de Marley não parecia ser o que Quinn optara por fazer. Agora precisava tomar uma decisão definitiva sobre sua história com a promotora, e sabia muito bem qual era, precisava apenas ter coragem...