Amor e Poder: O Esquadrão da Morte
3 Capítulo 3 - Caminhos que se encontram...
Notas iniciais
Espero a contribuição de vocês para os próximos...
Boa leitura!!
Coisa importante: a personagem da Quinn é inspirada em um Juiz da minha cidade...seu nome é Alexandre Martins de Castro Filho...sugiro que leiam algo sobre ele para não se assustarem com o decorrer da fiction...e eu posso mudar o desfecho dela,esse é o lado bom de se escrever ficção...não surtem!! :)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Martins_de_Castro_Filho
Passava das duas quando a orientadora de Rachel chegou, a menina já estava acostumada a chegar e ficar algumas horas brincando com o cachorro ou conversando com a senhora que trabalhava na casa da professora, que sempre esquecia que havia marcado com Rachel e chegava atrasada. Era uma das principais estudiosas da área social do país, mas no quesito pontualidade e acesso a modernidade era nota zero.
– Boa tarde pequena Rachel!! O que faz por aqui temos alguma coisa marcada ou veio estudar na minha biblioteca particular?! Começou a senhora de cabelos grisalhos, de aproximadamente sessenta anos.
– Marcamos orientação hoje, não lembra?! Mandei inclusive um sms para seu celular senhora Cristina. Disse Rachel, já confusa se realmente tinha ou não aquela orientação marcada.
– Haaa é mesmo pequena Rachel, temos orientação. Não vi sms nenhum pois meu celular está sem bateria e eu sinceramente ainda não sei mexer nele desde que fui obrigada pela universidade a ter um, mas sente-se, tenho ótimas novidades para nossa pesquisa ter um salto de qualidade. Dizia a senhora olhando para o aparelho celular como se fosse um grande monstro desafiador.
– Deixa que eu lhe ensino a fazê-lo funcionar, parece difícil mas no fim vai achar tudo muito natural. Disse Rachel, pegando o carregador que estava sobre a mesa e conectando ao aparelho...a professora observava bem surpresa de como aquela “coisa” funcionava.
– Pequena Rachel a partir de amanhã você vai fazer um estágio extra-curricular no Ministério Público. Na verdade não é um estágio, consegui com alguns amigos que você pudesse acompanhar as investigações sobre a formação e atuação do esquadrão da morte, vai ter acesso a alguns processos, alguns promotores e poderá circular por lá, sentir como andam as investigações. Foi algo bem difícil de conseguir, afinal todos querem que isso não caminhe como deve caminhar, mas como sou considerada a inimiga número um daqueles que querem fazer a corrupção vencer a lei, abriram essa exceção para provar que a investigação está sendo séria.
– Então eu vou poder circular e ter acesso aos arquivos sobre a formação daquela quadrilha de psicopatas?! Perguntou Rachel, com um sorriso lindo no rosto iluminado pela possibilidade de ter acesso a documentos que só promotores podiam ler...era um sonho de consumo para sua pesquisa, era tudo que ela podia querer para ter um diferencial em sua dissertação.
– Exatamente nerdizinha. Lembre-se que é uma responsabilidade muito grande, precisa ter cuidado com tudo que lê, não vai poder sair por ai dividindo isso com amigos e parentes curiosos sobre matadores e assassinos, não vai poder copiar nenhum material de lá...vai ter que ser algo muito responsável. Consegui isso, pois confio no seu potencial e embora eu seja rígida e pegue no seu pé quase sempre, confio em você para me substituir quando eu me aposentar na universidade...faça isso bem feito e seu passaporte para meu mundo começará a ser carimbado. Disse a professora, passando a mão nos cabelos de Rachel, sendo carinhosa com a aluna favorita. Rachel sorria como nunca, estava tão feliz que queria pular no pescoço da professora, mas sabia que iria apanhar se fizesse aquilo, por isso se conteve e voltou a conversa sobre a pesquisa, era o primeiro dia feliz desde que Kitty havia terminado com ela e sua vida se transformara em um marasmo totalmente voltado para a vida acadêmica...agora tinha certeza que valeria a pena se dedicar integralmente a pesquisa, seria uma professora universitária.
Depois de voar de Brasília para sua cidade, Brittany finalmente estava em casa...a mãe a esperava ansiosa, sentia falta da filha mais velha e mais dedicada. Brittany sempre fora exemplar nos estudos desde muito nova, formou-se em medicina, mas acabou seguindo a carreira política do pai; primeiro vereadora, mas como sua votação havia sido expressiva, resolveram voar ainda mais alto...com 25 anos foi eleita a deputada federal mais jovem e bem votada do país, um fenômeno das urnas brasileiras. Personalidade forte, decidida e determinada, herdou do pai o jeito para lidar com os adversários, mas da mãe a doçura para conquistar seu eleitorado, em sua maioria feminina. Lésbica assumida e solteira a pouco mais de um ano, desde que o último namoro havia acabado por conta de brigas e distanciamento devido ao trabalho...sentia-se só e por vezes recorria as “profissionais”, essas não lhe enchiam o saco querendo amor e companhia...não tinha tempo para isso.
– Como está minha loirinha linda e poderosa?! Perguntou a mãe, abraçando Brittany e caminhando com ela pelo jardim em direção a entrada da casa.
– Cansada!! Brasília não me deu trégua mãe, parece que querem seu sangue, que querem te destruir o tempo todo. Quando você decide não fazer alianças com aquele bando de sangue-sugas e corruptos eles tentam de toda forma denegrir sua imagem, destruir sua reputação...não sei se nasci para isso. As vezes acho que deveria largar tudo e voltar para a medicina, que sempre foi minha paixão. Disse a loira, aconchegando-se nos braços da mãe.
– Nada disso!! Você nasceu para brilhar, prova disso foram os resultados das urnas...você é um fenômeno e se continuar assim logo chegará a presidente da república...já pensou sobre isso?! Minha filha presidente da república!!
– Bom....se depender dos últimos boatos que rolaram em Brasília sobre o envolvimento de vocês com os crimes do esquadrão da morte, não chego nem a terminar o mandato mãe. Disse a loira, olhando dentro dos olhos da mãe, que se esquivou do olhar e da conversa.
– Isso é coisa de gente que não tem muito o que fazer, querem nos destruir mas não vão conseguir, pode ter certeza meu docinho. Vamos comer alguma coisa e esquecer essa conversa por agora...pensamos nisso depois!! Falou a mãe, saindo em seguida para a cozinha. Brittany estava preocupada, queria saber que conversas eram aquelas que estavam circulando em Brasília que davam conta de seu pai ser um dos cabeças do esquadrão...aquilo era inadmissível!! Ficou um pouco no sofá descansando e criando coragem para subir para o quarto e tomar um banho, logo viu a irmã chegando da rua...sentia falta daquela maluca.
– Heiii baby!! Mamis disse que chegaria hoje, só por isso estou em casa agora. Disse a outra loira, pulando em cima da irmã no sofá. Era a mais nova das duas, ainda procurava um caminho a seguir, na verdade Britt nem sabia se ela procurava mesmo ou se fingia que procurava, afinal dava tanta dor de cabeça para os pais que não dava para saber se queria algo para o futuro.
– Deixa de ser caozeira Kitty Pierce...aposto que está em casa porque não tem nada melhor para fazer sua safada. Disse Britt, abraçando a irmã e jogando no chão, como faziam quando brincavam de luta na sala.
– É...você tem um pouco de razão!! Tô parada em uma gata morena linda, ela nem sonha quem eu sou, acha que lanchamos sempre no mesmo lugar porque eu também sou jornalista e trabalho ali por perto...na verdade lancho lá direto porque é perto da casa do Puck, aquele mala que sai comigo direto para as baladas. A mina é linda irmã, to querendo pegar ela tem uma pá de tempo, mas a guria não me deu nem o telefone ainda...amarradinha!! Disse Kitty, se referindo a Santana Lopez. Ambas haviam se encontrado algumas vezes em uma lanchonete perto do jornal onde a morena trabalhava; a loira puxou conversa, tentou dar algumas cantadas na latina, mas ainda não tinha tido sucesso.
– Ok...tomara que essa “mina” seja linda mesmo e que conquiste seu coração, você troca de namorada como troca de roupa Kitty. Vou subir, tomar um banho depois me fala mais sobre ela...quero saber quem vai ser dona do coração da minha irmã vadia. Disse Britt rindo a valer, se dirigindo as escadas de acesso aos quartos...queria um banho, uma comidinha gostosa e descanso.
No Ministério Público, Quinn Fabray dava sua primeira coletiva sobre quais passos seguiria para desbaratar o esquadrão da morte. Santana Lopez era uma das repórteres que estava inscrita para as perguntas. A morena tinha que colar nela, então tinha um plano...precisava que desce certo, senão se queimaria com a garota e perderia sua chance de dar um up em sua carreira.
– Pode nos dizer quais são os principais crimes que estão sendo investigados e atribuídos ao esquadrão da morte senhorita Quinn Fabray?! Perguntou uma das repórteres inscritas para a coletiva.
– Latrocínios, assassinatos, desaparecimento dos cadáveres, espancamentos e tortura de presos, furto e tráfico de armas de uso exclusivo das Forças Armadas, tráfico de drogas, liberação de internos dos presídios para a prática de delitos os mais diversos, desvio de carros roubados já apreendidos pela Polícia Civil, adulteração de motores, falsificação de documentos, corrupção, jogo de bicho. Está bom para você ou quer mais? Perguntou Quinn, sorrindo para a repórter.
– Como pensa em investigar tantos crimes, cometidos em sua maioria dentro das instituições policiais senhorita?! Como o Ministério Público pensa em fazer isso?! Perguntou outra repórter.
– Percorrendo caminhos minha cara repórter. Buscamos apreender a emergência dos chamados grupos de extermínio, especialmente nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Para tanto, achamos ser necessário entendermos como estes grupos começaram a se articular, onde primeiro tiveram visibilidade, quem começou a transformá-los em salvadores da pátria contra os chamados “inimigos da ordem”. Esses grupos começaram para fazer justiça contra bandidos em comunidades, cresceram e se especializaram em todo tipo de crime. Vamos investigar isso, chegar nos cabeças desses grupos e depois desbaratá-los. respondeu Quinn, segura e firme como havia planejado. Na seqüência, a pergunta seria feita por Santana Lopez, era sua chance de dar um cheque-mate na aproximação de Quinn....
– Todas as investigações anteriores ou levaram suas representantes a morte, ao afastamento ou simplesmente foram farsas, fingimento de investigação. Como será a sua forma de lidar com isso senhorita Quinn Fabray?! Vai morrer, se afastar ou fingir fazer a investigação?! Perguntou Santana, causando grande desconforto em todos na sala, afinal ninguém tinha tido coragem de tocar naquelas questões.
– Pergunta tensa essa sua...como é seu nome?! Perguntou Quinn, querendo voar no pescoço da repórter abusada, mas linda.
– Santana Lopez. Desculpe ser direta, mas jornalismo é isso...não sei fazer diferente. disse Santana, sorrindo e ficando ainda mais linda.
– Está certa...faça seu trabalho da forma como acredita ser a mais coerente, assim como pretendo fazer o meu. Respondendo a sua pergunta...não pretendo morrer e nem me afastar, mas não vou me vender e fingir uma farsa. Logo...vou até o fim nessa investigação, não tenha dúvidas. Disse a loira, desafiando a morena.
– Desculpe dizer isso, sei que já fiz minha pergunta, mas tenho dúvidas sim...acho que passará pelas investigações como todas as outras, gostaria de te desafiar a fazer diferente. Disse a morena, sendo petulante, mas causando um burburinho imenso entre todos os presentes...como conseguia ser arrogante, petulante e linda ao mesmo tempo. Quinn a olhou por alguns minutos, respirou profundamente e respondeu ao ataque da latina.
– É um bom desafio...só posso provar que farei diferente com o tempo, e provarei Santana Lopez. Acompanhe com seu jornal as investigações e terá prova disso, eu nunca perco um desafio. Disse Quinn, já se preparando para aproxima pergunta. Santana deu seu golpe final, era agora ou nunca.
– Deixe-me acompanhar de perto seus passos em relação às investigações, sem publicações não autorizadas...assim terei certeza de que o desafio está sendo enfrentado e vencido...aceita ou arrega?! Perguntou Santana, dando um cheque-mate na loira que não teve saída.
– Ok Santana Lopez, você conseguiu o que queria!! Espere-me depois da coletiva e vamos ver a viabilidade disso...desde que isso fique gravado aqui...não poderá publicar nada que não seja autorizado por mim!! Próxima pergunta, por favor. Disse a loira, tentando tirar o foco da armadilha que a latina havia lhe feito cair. Agora era pensar uma forma de lidar com aquela pentelha, afinal não conseguiria se livrar dela com facilidade...Quinn Fabray agora tinha uma sombra morena...e linda!!
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