Amor e Poder: O Esquadrão da Morte

16 Capítulo 16 - Bem vindos ao fundo do mundo...


Notas iniciais
Eu juro que estava boazinha, feliz e contente, mesmo sendo avacalhada por uma maluca ai..mas ai vem a Sahra e Heiddger falar da outra menina da fic (que não tem nada haver com minha crise, ela é fofa e as fics mais fofas ainda...love tbm!!)...

Mas eu sou ciumenta sabe, fico extremamente má quando fico assim...então desconto nas personagens!! Ai vai capítulo duplo!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

“O sindicato do crime tem um nome e um cemitério próprio: o esquadrão da morte e seu cemitério clandestino”...esse era o título da capa do jornal que David lia logo cedo na mesa do café; estava irritado e levemente contrariado, Brittany aproximou-se e sentou na mesa, vendo a capa do jornal preocupou-se com a informação da capa e perguntou ao pai...

– O que fala essa reportagem sobre o esquadrão pai?! Perguntou a loira, servindo-se de café e comendo uma torrada com patê. A mãe e Kitty já estavam à mesa, por milagre a loira mais nova acordara cedo, afinal só saia da cama depois do meio dia.

– Parece que acharam um cemitério clandestino em um terreno aqui mesmo na cidade com vários corpos enterrados em covas rasas. A repórter que escreveu a matéria fala que é obra do esquadrão da morte, e que inclusive eles tem nomes de possíveis suspeitos da execução de uma das vítimas encontradas e identificadas no cemitério...Amanda Tavares. Disse o homem olhando fixamente para a filha mais nova, que baixou a cabeça e continuou a refeição matinal.

– O que você acha disso tudo pai?! Esquadrão da morte, cemitério clandestino, garotas mortas...parece coisa de filme de suspense. Disse Britt, tentando ver a reação do pai diante daquelas notícias, que ela ainda não sabia terem sido escritas por Santana Lopez.

– Acho tudo um palhaçada Britt. Essa história de esquadrão da morte é notícia para vender jornal, coisa de repórter sensacionalista que quer crescer com notícias falsas, invenções bizarras. Esse cemitério deve ser algo dessas quadrilhas de traficantes e vagabundos da cidade, e nada tem haver com esquadrão ou coisa parecida. Disse o homem de meia idade, desviando o olhar da filha, que insistiu no assunto.

– Mas em Brasília, assim como aqui depois que cheguei, ouvi rumores que ligavam nossa família ao esquadrão da morte. Fui enfática em dizer que nunca tivemos ligações com grupos de extermínio ou coisa parecida, sejam eles formados por traficantes ou por policiais e representantes dos poderes públicos. Disse a loira, ainda encarando o pai.

– Isso é coisa de quem quer me derrubar aqui no estado e sujar você no congresso nacional. Lembre sempre que nossos piores inimigos são aqueles que estão próximos a nós...isso é coisa de alguém que quer nos derrubar filha, mas não vale a pena se desgastar com isso!! Disse ele, encerrando o assunto e saindo da mesa para atender uma ligação. Mesmo de longe Britt pode ouvir parte da conversa até o pai se retirar e ir para o escritório que mantinha em casa....ele falou claramente...“Eu acordei com o telefonema do Marcos me mandando comprar essa porra de jornal. Espero que tenham uma atitude rígida não só com as duas sapatonas do capeta, como também com quem escreveu essa merda...” Brittany, que já tinha visto a capado jornal e sabia que era onde Santana trabalhava, folheou-o rapidamente e foi até a reportagem de duas páginas inteiras..falava sobre a tal menina que havia sido identificada, sobre as ações do MP para desbaratar o esquadrão, assim como o possível envolvimento de políticos e famílias conhecidas da cidade nas ações criminosas do grupo. No fim da página a assinatura que Brittany tanto temia...Santana Lopez. O olhar ficou vago e perdido, enquanto Kitty, vendo que a irmã estava estranha pego o jornal de sua mão e entendeu logo...tratava-se de uma notícia escrita por sua morena.

– Parece que as coisas não vão ficar boas para ela Britt. Disse Kitty, olhando para a irmã e tentando entender a preocupação dela. Como Britt também já conhecia Santana, Kitty achou que ela estava preocupada não com a morena, mas com a própria irmã, que era apaixonada pela jornalista.

– Acha que papai pode fazer alguma coisa contra ela?! Perguntou Britt, meio assustada com áquela conversa que acabara de ouvir. Kitty, percebendo que a irmã poderia tentar se aprofundar em coisas que não lhe diziam respeito foi enfática...

– Não...papai não é envolvido nessas coisas Britt, deixa de ser boba. Ele falou isso em relação a mover um possível processo contra quem liga nosso nome aos esquadrão, nada além disso. E além do mais vou conversar com ele sobre a San ser minha namorada e ele vai aliviar para ela, tenho certeza. Disse a loira, se retirando da mesa e indo em direção ao escritório do pai. Britt ficou ainda por ali, não que fosse acreditar que a família tinha haver com aquilo, mas a conversa do pai parecia um pouco exasperada, ainda bem que se tratava de um possível processo, e nada mais. Saíra logo depois e foi para a assembléia, tinha coisas demais para fazer em relação aos seus projetos de lei, ao trabalho como deputada.

A manhã para as outras meninas fora normal, com exceção de Quinn, que cedeu aos pedidos da namorada e passou boa parte do tempo na cama, namorando; por mais que sentisse algo muito especial e diferente por Rachel havia sido Marley que lhe acompanhara nos momentos mais difíceis da vida, da faculdade e do mestrado...era ela que sonhava ter uma vida de casada e que ainda via como sua esposa. Aquela manhã ao lado da namorada fez a loira tomar uma decisão difícil, iria parar aquela história com Rachel e voltar a tê-la apenas como uma colaboradora das investigações...estava decidida.

Chegando ao Ministério Público chamou Berry em sua sala separadamente e foi dura e enfática, não queria mais contato com a menina que não fosse apenas profissional...falou do relacionamento, dos momentos difíceis que passou para terminar a faculdade e a inserção no mestrado, assim como toda a força que Marley havia lhe dado; achava injusto a traição, como não tinha coragem de deixar a namorada por algo novo e desconhecido preferia cessar aquela história antes que ficasse grande demais e fizesse todas elas sofrerem. Rachel fingiu entender e disse ainda que Quinn não havia passado de diversão de momento para ela, o que feriu a loira intimamente, mas não deixou transparecer. Logo a morena saiu da sala e foi para os arquivos, queria pesquisar tudo que fosse necessário aos seus estudos e deixar logo aquele lugar, sentia-se usada e jogada fora pela promotora.

Santana, por mais empolgada que estivesse com a noite com Brittany, ainda sentia-se próxima e amiga de Emily, o que a fez não falar nada sobre o fato de ter ficado com outra pessoa. Sentia que magoaria a menina, por isso preferiu não revelar nada, afinal Britt era uma Pierce, seria como afundar sua carreira. A latina-asiática por sua vez sentia a morena distante, mas preferiu não tocar no assunto, ainda mais depois que percebeu o clima tenso entre Quinn e Rachel, era melhor dar atenção as duas e deixar a história dela com Santana caminhar a passos lentos, sem conversas desconcertantes.

A tarde voou para as quatro, que se concentraram em investigar a possibilidade de um dos pistoleiros do esquadrão, que havia sido capturado, depor e contar tudo que sabia sobre os mandantes de vários crimes...aquele pistoleiro talvez fosse a chave para ligar a família Pierce ao esquadrão, por isso liam com calma todo o processo do sujeito, as acusações que recaíam sobre ele, assim como a possibilidade de reduzir sua pena se ele colaborasse...Quinn queria proteção máxima para o sujeito na cadeia enquanto ela não conseguia colher seu depoimento, e fazia várias ligações pedindo empenho inclusive da polícia federal no caso.

Já era meio da tarde quando Finn chegou ao MP e foi levado direto a sala da promotoria, onde estavam as quatro meninas. Chegou e nem se apresentou, foi direto dar um forte abraço na amiga que não via a muito tempo...era amigo de infância de Rachel e sempre foram namoradinhos quando ainda pequenos, assim como cresceram juntos no mesmo quintal, estudaram juntos em várias escolas e só perderam um pouco o contato quando a menina entrou na faculdade. O abraço foi longo e carinhoso, o menino era grande e cobria quase todo o corpo da morena, o que deixou Quinn constrangida e irritada, afinal ele estava quase engolindo a pequena com seu corpo gigante e gordo...

– Desculpe meninas, sou Finn Hudson. Conversei ontem a tarde com Emily e combinamos que hoje viria conversar com o resto do grupo. Sou policial militar e estou aqui para ajudar no que for preciso durante as investigações de vocês. Disse o menino, estendendo a mão para Santana e em seguida para Quinn, que o deixou no vácuo, sendo extremamente mal educada. E levando um beliscão disfarçado de Emily, que percebeu o ciúme nos olhos da amiga.

– Que bom que vai se juntar a nós Finn Hudson...espero que seja mesmo confiável como Rachel diz e que possa nos ajudar a desmascarar esse grupo de criminosos infiltrado dentro das instituições públicas como a própria polícia e o judiciário. Disse Quinn, meio ríspida, mas aceitando que o menino seria um bom aliado.

– Por Rachel seria capaz de morrer ou matar senhorita Quinn Fabray. Admiro muito essa pequena e quando a senhorita Emily fez contato comigo dizendo que Rachel tinha me indicado foi como acender uma chama dentro de mim...ajudaria essa baixinha até no inferno se fosse preciso. Disse Finn, com um olhar extremamente apaixonado para o lado de Rachel, que sem graça, saiu da sala com Santana, fingindo ir buscar uns documentos para que Finn lesse as ações com as quais elas estavam envolvidas. O menino continuou conversando animadamente com Emily, sob o olhar irritado de Quinn, que nada podia fazer para voltar atrás na idéia de tê-lo como parceiro; estava claro que no mesmo dia que ela havia dado o pé na bunda da morena um babão apaixonado e gente boa havia voltado com força total para a vida dela....desgraça pouca era bobagem para a loira!! Na sala ao lado Rachel contou tudo que havia sido dito por Quinn a ela, a morena ficou irritada com a atitude covarde da loira e decidiu que iria ajudar a amiga a fazer muita raiva nela...as duas morenas uniam forças mais uma vez contra Quinn, o que deveria ser no mínimo desesperador, afinal Santana Lopez e Rachel Berry eram terríveis quando queriam.

Brittany já na assembléia teve contato com inúmeros companheiros de partido, assim como políticos amigos de sua família, que babavam a menina como se fossem seus fãs, afinal a presença dela ali traria mais prestígio à assembléia, assim como possíveis novos recursos federais...milhões de dinheiro que poderiam ser gastos com falcatruas ou desviados dos cofres públicos. Além disso ali dentro mesmo David tinha inúmeros parceiros políticos que faziam parte de inúmeros esquemas de desvio de dinheiro e de crimes maiores, o que Britt pode perceber já no primeiro dia junto aquele grupo de deputados. Passou boa parte do dia isolada preparando algumas leis, e foi no fim do dia que ouviu algo que na hora passou batido, mas que depois fez todo sentido do mundo. Já saia do prédio da assembléia quando foi parada por um conhecido deputado estadual do mesmo partido que ela e o pai...o homem a cumprimentou e foi enfático...

– É um enorme prazer ter uma Pierce aqui em nossa assembléia Brittany. Você é muito bem vinda e deve ficar o tempo que precisar para abrandar todos esses murmurinhos sobre sua família. Disse o homem, que aparentava uns quarenta e poucos anos e se chamava Will. Brittany lhe estendeu a mão em respeito ao cumprimento e tentou sondá-lo...

– Sim, vim abafar um pouco esses rumores que estão se alastrando e indo bater em Brasília...bandido bom é bandido morto caro deputado, não é possível que limpar a cidade desses restos humanos seja crime. Disse a garota enojada com o que dizia, mas precisava disfarçar para tentar descobrir algo sobre a ação criminosa que diziam que os Pierce estavam envolvidos.

– Concordo plenamente com você. Parece que está seguindo os passos brilhantes de seu pai e em breve deve assumir a cadeira mais importante desse país...de presidente da república!! Diga a ele que é para ficar tranqüilo, somos “irmãos” e o “partido” ainda hoje vai resolver algumas coisas relativas aquelas notícias veiculadas naquele jornalzinho de merda. Mande um abraço para ele, sua mãe e sua irmã...diga a eles que nada mais sairá em jornal algum. Disse o homem, saindo antes mesmo que Britt pudesse perguntar algo. A loira ficou assustada com aquelas informações, especialmente com a parte que ele falara sobre o jornal; pensou em ir para casa e ligar para Santana, mas no meio do caminho decidiu que iria direto à casa da latina, seu sexto sentido dizia que precisava vê-la e conversar sobre o tal Will queria saber o que ela tinha sobre ele.

No Ministério Público o grupo, que agora contava com Finn, passara a tarde toda pensando algumas estratégias de interrogatório e possíveis vantagens que poderiam ser oferecidas ao réu preso, para que contasse tudo que sabia. Estavam esgotados e iam em direção ao estacionamento, quando Finn ofereceu-se para levar Rachel em casa assim como Emily para levar Santana em seu carro...como ambas costumavam ir embora de lotação ou ônibus, aceitaram imediatamente deixando Quinn emburrada e extremamente irritada com aquele bonecão do posto...como dizia o ditado, o cara nem bem tinha entrado no ônibus e já queria sentar na janela...era um folgado, reclamava a loira com a amiga, que se despediu.

– Vou levar a San em casa e quando chegar te ligo, vou procurar nas minhas coisas as informações mais detalhadas sobre esse tal preso que é considerado pistoleiro número um do esquadrão...esse cara é um arquivo vivo, precisamos tirar tudo dele!! E vê se você se acalma, afinal deu o pé na bunda de Berry, não pode ficar dando chiliquinho por causa do grandão que parece caidinho por ela. Disse Emily, provocando a amiga e depois saindo antes que a menina descarregasse sua raiva nela. Quinn se despediu e foi também em direção ao seu carro, iria buscar Marley no trabalho aquela noite, a menina ligara toda pidona, querendo ir ao shopping com a namorada. Sem que nenhum deles percebesse o carro de Emily começou a ser seguido por um furgão assim que deixou o estacionamento do MP, a noite de terça-feira, que parecia calma e igual a tantas outras começava a apontar para um desfecho trágico...

Britt, que já estava com o carro parado do outro lado do prédio de Santana, viu quando o carro de Emily se aproximou da entrada do condomínio e parou lentamente...Santana desceu e parou para despedir-se de Emily e pegar sua bolsa, afinal já tinha visto Britt parada do outro lado da rua, queria que a promotora fosse embora logo antes que visse a loira...

Os acontecimentos que se seguiram foram extremamente rápidos: o furgão que seguira o carro de Emily por todo o percurso até a casa de Santana parou atrás do carro da promotora, um homem desceu abaixou-se e rapidamente voltou ao furgão, que saiu em disparada. Brittany, de longe vira que alguma coisa rolara para debaixo do carro de Emily, mas não teve tempo de fazer nada..em alguns segundos uma grande explosão e um bola de fogo tomara conta do carro, que parecia totalmente em chamas e sem chance de ninguém sobreviver tempo o suficiente para ser salvo...

Notas finais
PS: estou brincando com as meninas, pelo amor de Deus, não me interpretem mal!! :)