Amor e Poder: O Esquadrão da Morte
14 Capítulo 14 - Tudo como tem que ser...
Notas iniciais
Recebi várias mensagens e vou responder por aqui pois todas tinham basicamente duas perguntas:
1 - Eu não namoro com ninguém do Nyah; tenho meus dois amores do coração (Pão e Van), mas não são meus namorados. (não sou bígama, nem bi!!kkkkkkkk)...
2 - Não estou chateada com ninguém, só triste com uma pessoa especificamente...amo vocês demais!! :)
Vamos encerrar esse assunto, já deu!! Boa leitura pôneis!!!
A tarde chegou e com ela o primeiro encontro das quatro meninas desde a praia e todo aquele domingo de pegação...Quinn chegou mais cedo no MP e recebeu algumas informações complexas e perigosas, por conta disso assim que o restante do grupo chegou ela pediu que todas se dirigissem a sua sala, tinha o semblante pesado e preocupado. De posse de uma gravação em CD ela abriu o notebook e começou a explicar o que acabara de saber...
– Bom meninas, pensei que nossa segunda-feira começaria tranqüila, mas acho que pensei errado, pois começou da forma mais agitada possível. Meus planos eram que hoje sentássemos para começar a examinar as possibilidades de investigação dos responsáveis pelo cemitério clandestino, mas quando cheguei aqui recebi essa caixa. Falou Quinn mostrando uma pequena caixa, cujo conteúdo era um CD e um bilhete. Logo Emily pegou o bilhete e leu em voz alta para todo o grupo:
“Provavelmente hoje é segunda-feira pela manhã...você e sua amiga promotora devem estar bem humoradas e dispostas a infernizar vidas, mas espero que leiam esse bilhete atentamente antes de sair por ai escavando buracos e desenterrando corpos. Não temos medo de matar, acho que vocês já perceberam, muito menos de tirar do nosso caminho pessoas como vocês, que insistem em proteger bandidos, tirar o sossego de pais de família e homens de bem. Entendam uma coisa...o esquadrão da morte não existe!! O que existem são pessoas de bem que limpam a cidade de dejetos humanos...ladrões, assassinos, pistoleiros, gente que é a escória da humanidade...se isso incomoda a vocês é sinal de que também são dejetos humanos, e como tal, acabarão sendo também eliminadas. Deixem isso enquanto ainda têm tempo, e vida...e assistam o CD com carinho, assim não terão dificuldade para identificar todos aqueles corpos que encontraram no “nosso jardim”!!”
O grupo ouviu aquilo ainda em choque, Emily estava trêmula enquanto lia e os olhos ficaram marejados, afinal nunca havia sido ameaçada de morte; quando Quinn colocou o CD no notebook começaram a assistir algo ainda mais assustador...era uma sequência de gravações de pessoas amarradas com arames farpados, amordaçadas, muitas sofrendo violência física e sexual e sendo violentamente espancadas...homens e mulheres, alguns aparentavam menos de 18 anos, era assustador. Ao fim de cada sessão de violência a vítima recebia um único tiro na nuca, característico de execuções sumárias de grupos de extermínio que agiam livremente na cidade. Rachel e Santana viraram os rostos várias vezes, aquilo era assustador demais até para a jornalista, que cobrira muitas notícias de homicídios, mas nunca daquela forma, presenciando o suplício das pessoas. Quando um rosto conhecido apareceu na tela foi demais para Rachel...era Amanda. A menina começou a chorar e só conseguiu parar quando fora abraçada por Quinn, que a colocou em seus braços e acalentou seu pranto. Ao fim da gravação um homem encapuzado advertia...“Essa não é uma obra de ficção...espero que tenha entendido o recado!!” Ainda em choque, o grupo precisava definir o que fazer.
– Recado bem direto...parece que em menos de uma semana já começamos a incomodar o esquadrão. Disse Emily, ainda meio perdida com o vídeo e a carta.
– O que faremos agora?! Não quero ver vocês duas sendo torturadas e assassinadas como a Amanda e todas aquelas pessoas do vídeo Quinn...isso é surreal!! Falou Rachel, com um tom de voz extremamente desesperado.
– Rachel tem razão, vocês duas estão correndo perigo, o que fazer agora, desistir como fizeram as poucas promotoras que ficaram vivas?! Perguntou Santana, também abalada com o vídeo.
– Não, eu nunca vou desistir...só se me matarem ou me tirarem desse cargo. Vamos seguir em frente, com mais cuidado que nunca, mas em frente sempre. Acho que a primeira coisa a fazer é chamar alguém de confiança da polícia e pedir uma investigação desse vídeo, com ele podemos talvez não só investigar as pessoas mortas, mas também os executores, que mesmo de capuz, talvez dêem alguma pista de suas identidades. Disse Quinn, tirando o CD do notebook e recolocando-o na caixa, aquilo era alvo de investigação e precisava de alguém de confiança para fazê-lo.
– Eu tenho um amigo muito confiável e correto que é da polícia e talvez possa nos ajudar, se me autorizarem faço contato com ele e peço que venha aqui até o fim do dia conversar com vocês. Disse Rachel, mencionando seu amigo Finn Hudson, colega de infância que sempre foi considerado um exemplo de pessoa e de amigo.
– Ótimo Rachel, precisamos de um cara bom que nos ajude infiltrado dentro da polícia militar...ele além de poder investigar esse vídeo e o bilhete pode talvez nos ajudar até mesmo com proteção e informações de dentro da instituição policial. Disse Quinn, pegando o número do menino que Rachel havia anotado em um pedaço de papel, ligaria e marcaria um encontro ainda naquele fim de dia, era urgente.
– Eu iria te pedir para divulgar a informação do cemitério clandestino no jornal, mas pelo jeito temos que deixar isso o mais quieto possível, caso contrário vocês duas podem correr mais risco. Disse Santana, olhando para as duas promotoras.
– Não Santana...muito pelo contrário. Quero que escreva sua matéria com detalhes, informando inclusive os detalhes dos corpos encontrados no cemitério e a possível identificação de Amanda; caso seja possível quero que seja publicado amanhã mesmo...quero publicizar isso tudo e deixar claro que não vamos recuar, muito pelo contrário, vamos contra-atacar...disse Quinn, batendo na mesa com força e dando um susto no grupo, que logo começou a rir do próprio pânico causado entre elas. Santana soltou um grande sorriso e afirmou
– Vou escrever essa notícia bombástica, te mando para ler até o meio da tarde e já faço contato com minha chefe, com certeza ela coloca isso na capa amanhã mesmo Quinn...vamos contra-atacar esses loucos e mostrar que não temos medo de ameaças!! Disse a latina, toda empolgada, afinal a guerra iria começar.
– Eu não quero que você corra riscos Quinn...tem certeza que a melhor defesa é o ataque?! Perguntou Rachel, o medo estampado em seu rosto. Quinn foi em direção a morena, passou os braços em sua cintura e deu um longo beijo na menina, fazendo com que Emily e Santana começassem a zuar as duas, chamando-as de “casal 20”...
– Eu não vou correr mais riscos do que já corria quando assumi essa investigação...prometo que vou me cuidar, e se você estiver por perto tenho certeza que ficarei ainda mais bem cuidada. Disse Quinn aprofundando o beijo e colocando Rachel cuidadosamente sentada em sua mesa. Santana e Emily vendo que a coisa iria esquentar trataram de sair da sala e ir para a sala adjacente, Santana iria trabalhar em seu artigo do jornal e Emily pegou o telefone de Finn e iria fazer o contato com o menino...alguém ali precisava trabalhar!!
Ao fim do dia tudo estava organizado...Santana escrevera um artigo bombástico e depois da leitura de todas encaminhou para Mercedes, que ficou boquiaberta com os furos de reportagem da latina..aquilo iria vender igual a água!! Emily fez contato com Finn, que logo foi ao Ministério Público e se interou de tudo que estava acontecendo...era um policial jovem e honesto, sentiu-se lisonjeado e totalmente empolgado por poder participar das investigações e colaborar com a prisão dos membros do esquadrão da morte, mesmo que para isso tivesse que combater seus próprios amigos de corporação. Já Rachel e Quinn estudaram alguns processos juntas, leram e releram a carta de ameaça para tentar achar pistas, namoraram...namoraram...e namoraram...a sala da promotora virou palco de putarias boa parte da tarde, só sendo interrompidas quando Santana começava a fazer gracinha gritando e dizendo que era Rachel se masturbando na sala...Quinn não entendia a brincadeira, mas com certeza ainda iria apertar a morena para que ela desse uma boa explicação para aquela zuação.
O fim do dia chegou e logo as meninas se separaram...cada uma em sua casa se comprometeram a continuar a pesquisar e investigar algumas coisas pendentes, com exceção de Santana, que embora não tenha dito uma só palavra sobre seu “encontro”, passou boa parte do dia ansiosa por ver Brittany; aquilo a incomodava, afinal sabia que de certa forma estava traindo a confiança das meninas e ao mesmo tempo enganando Emily em pensamentos, mas sentia que precisava daquele primeiro encontro, mesmo que fosse para descartar a possibilidade de ajuda à Brittany. Logo que chegou em casa tomou um banho demorado, colocou uma roupa leve e foi ver um pouco de TV e comer alguma coisa, logo a loira chegaria. Eram sete e quarenta quando o porteiro interfonou e permitiu que a menina subisse, Santana estava ansiosa, mas tentou de todas as formas esconder o sentimento e o incômodo pela presença da garota, que chegou toda empolgada para dividir com Santana suas descobertas.
– Trouxe algumas reportagens de jornais que achei na internet, assim como uma cópia de uma CPI estadual sobre o crime organizado aqui em nossa cidade...foi tudo que achei; na verdade nada indica que minha família esteja envolvida. Disse Britt, feliz pela constatação que nada indicava que sua família pudesse ser formada por monstros envolvidos em vários crimes. Santana ouvia a loira meio triste, afinal a investigação dela era rasa e sem foco...não tinha a menor chance de ser considerada razoável.
– Britt meios de comunicação, assim como políticos são comprados, corrompidos...você é política e sabe muito bem disso. Eu acompanhei essa CPI, que foi uma vergonha estadual!! Esses deputados eram em sua maioria envolvidos em todo tipo de falcatrua possível, sem idoneidade alguma para investigar nada. além do mais esse jornal que você pesquisou é de um grande empresário da cidade...acha mesmo que ele citaria o nome do seu pai em alguma reportagem, correndo o risco de ser massacrado por ele?! Disse a morena, tentando, no entanto, não pegar pesado com a loira, afinal percebia que ela era de certa forma ingênua, mesmo sendo política e vivendo entre cobras no congresso. Britt estava com o rosto triste, percebia que sua pesquisa tinha sido tosca, sem utilidade alguma.
– Desculpa tomar seu tempo com essas bobagens Santana, achei que tinha feito uma mega pesquisa, mas na verdade pareço uma adolescente de ensino fundamental. Sei que pareço retardada, mas no fundo sou uma boa pessoa e bem intencionada. Disse Britt, baixando a cabeça triste. Sentia-se uma criança, e estar em frente a Santana e mostrar sua fragilidade era demasiadamente desesperador...ainda mais quando isso estava diretamente ligado a sua família. Santana aproximou-se da menina afim de dar-lhe seu apoio, sentia que ela estava mal com as descobertas toscas e quis acalmá-la, mesmo sabendo que a verdade seria dura para ela.
– Tenha calma, não parece uma estudante de ensino fundamental, digamos que, de ensino médio...disse a latina, sorrindo com aquela cara que deixava qualquer um caidinho por ela. Britt sorriu pela primeira vez desde que percebera que a coisa era mais complexa, Santana fazia ela se sentir a vontade e sem a necessidade de ser “a deputada”...
– Tudo bem jornalista esperta, como devo começar a me sentir sendo a aluna do ensino médio enquanto você é a jornalista phodona que vai me ajudar a aprender a fazer pesquisas?! Disse a loira, aproximando-se um pouco mais da latina, que pode sentir a respiração de Britt bem próxima ao seu rosto.
– Vamos lá...primeiro tem que fazer sua pesquisa em pequenos jornais, nada de grandes mídias, elas são as primeiras a se vender aos grupos de extermínio como o esquadrão da morte; segundo...nada de investigar coisas feitas por políticos, tipo CPI´s..políticos não são os seres mais confiáveis, desculpa a franqueza!! Disse Santana, dando uma gargalhada que deixou Britt excitada sem nem saber ao certo porque...a morena tinha a risada linda e gostosa, o jeito de jogar o corpo para trás quando sorria que era convidativo; pegou nos dois braços da morena, fingindo que iria prendê-la e ameaçou...
– Caso continue falando mal dos políticos como um todo vou te amarrar e te torturar com requintes de crueldade. Disse Brittany, dobrando o corpo da morena no sofá e sentando-se sobre o corpo dela...as mãos de Santana presas nas suas, os corpos se tocando em partes mais que íntimas, bocas próximas o suficiente para sentirem que era inevitável resistir...ou se entregavam e deixavam tudo acontecer ou se afastavam e esqueciam aquele contato com tanta intensidade e sentimentos, tinham a escolha em suas mãos...
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