Amor e Fantasia
2 Capítulo 1
Capitulo 1
Presa Bella tentou por todos os meios sair da manga da menina, mas logo se deu conta de que seus esforços eram em vão. Portanto, como qualquer boa fada, relaxou e decidiu desfrutar da aventura, a meta suprema das fadas.
E certamente ia ser uma aventura.
A primeira parte da viagem lhe pareceu ser de carro. Nunca tinha estado dentro de um carro, mais gostou. Katy tinha dormido e uma suave música invadiu o interior do veículo.
Depois tudo foi mais agitado. Edward levou a sua filha, e a ela também, através do que para Bella pareceu ser uma grande multidão de humanos. Tiveram que esperar e voltaram a ficar parados entre vozes e frenético movimento. E por que tantas línguas distintas?
Por fim, sentaram-se e uma pessoa ajudou ao Edward a prender uma coisa que se chamava cinto de segurança extensível para ele e sua filha.
Bella sofreu uns momentos de ansiedade ao ouvir a Katy chorar e também um rugido enorme seguido de uns tremores, mas a suave voz do Edward a tranqüilizou, embora não a Katy. Logo as vibrações cessaram e se deu conta de que estavam no ar. Ela e outras fadas se maravilharam muitas vezes dos brilhantes objetos voadores que cruzavam o Sidhe, e agora lhe parecia ainda mais incrível encontrar-se dentro de um deles. Sim, ia desfrutar até o último segundo de sua escapada.
Mais com o passar do tempo os músculos endureceram, o pescoço começou a lhe doer e o pé esquerdo ficou dormente. Katy não deixava de se mexer, apesar dos esforços de Edward por fazê-la acalmar-se. Quanto mais se movia a menina, mais calor ela sentia. As asas perderam sua rigidez e estava enjoada.
Viu sua salvação quando Katy encolheu os ombros e disse em tom de queixa:
— Calor, papai.
Mas a Bella tomou de surpresa a força com que saiu expulsa da manga. Rodou e rodou até cair. Desorientada, relaxou e moveu as asas, aterrissando em um dos joelhos do Edward. Ali, estirou-se e voltou a estirar-se para relaxar os músculos.
Katy começou a choramingar.
- Quer um suco de maçã? — perguntou Edward.
A menina continuou choramingando.
- O que está acontecendo é que está cansada. Vamos trocar a fralda e logo você vai dormir um pouco.
Bella os seguiu até um pequeno cubículo onde Edward trocou a fralda de sua filha, mas Katy não conseguiu acalmar-se. Os esforços do Edward para tranqüilizá-la foram em vão, e BElla se deu conta de que ele também estava cansado.
Com a esperança de entretê-la, Bella fez umas piruetas diante do rosto da Katy, mas também não obteve a resposta desejada.
- Vamos — murmurou Paul — tem que dormir um pouco.
Edward saiu do cubículo e a porta se fechou antes que Bella tivesse tempo de sair. Voltava a estar presa.
Bella decidiu esperar, alguém entraria e abriria a porta.
Franziu o cenho ao pensar em suas tentativas falhas de parar o pranto da Katy. Edward estava tenso e desejou poder lhe ajudar.
Se ela fosse um ser humano conseguiria.
Que idéia tão escandalosa, era contra as regras. A transformação de uma fada em um humano estava completamente proibida. Podiam expulsa-la do Sidhe.
Voltou a pensar no rosto cansado do Edward, em seu negro olhar.
Tinha ouvido que algumas fadas rebeldes haviam se transformado em raposas e em lebres durante um breve tempo para poder brincar com seus amigos do bosque. Mas... em humanos? Seria a vergonha das fadas da Irlanda.
Mas já não estava na Irlanda, não?
Bella fechou os olhos e se imaginou a si mesmo embalando Katy. Depois, imaginou acariciando a face do Edward. Suspirou. Podia lhe ajudar... Podia...
Bella abriu os olhos, olhou-se ao espelho... E viu sua imagem humana refletida nele!
Edward fazia todo o possível por acalmar a sua filha, mas Katy estava muito cansada e, se ele tinha aprendido algo durante os dois anos criando-a só era que, quando a menina estava muito cansada nada a acalmava.
Tinha-lhe dado os brinquedos que levava para a viagem, contente de que os assentos que havia a seu lado estivessem vazios. Agora a estava embalando e lhe cantando uma canção de ninar, mas Katy parecia empenhada em protestar e em lutar contra o sono que tinha. Por que os vôos de volta sempre pareciam mais compridos que os de ida?
Apenas se formulou a pergunta quando viu o par de sapatilhas de cetim mais peculiar que tinha visto. Edward sorriu.
Seu olhar passou por uns delicados tornozelos, umas bem formadas pernas e umas firmes coxas que desapareciam sob um vestido azul. Com quadris perfeitos, estreita cintura e uns seios arredondados, a mulher que tinha diante era... Edward supôs que era um exemplo perfeito de feminilidade.
E quando lhe viu o rosto não se sentiu decepcionado: uns brilhantes olhos azuis esverdeado, um nariz arrebitado e uma massa de cachos acobreados que acariciavam uns ombros bronzeados.
Momentaneamente, Edward se sentiu como se tivesse sido enfeitiçado.
Ela encolheu os bronzeados ombros.
- Estou aqui para te ajudar.
A voz dela era tranqüilizadora e seu sotaque inconfundivelmente irlandês.
Mostrando seu agradecimento, Paul sorriu.
- Obrigado, mais Katy está de mau humor e não acredito que queira a companhia de uma pessoa desconhecida. Nem sequer eu posso acalmá-la.
Não obstante, em vez de assentir e partir como ele esperava que fizesse, aquela mulher retirou os brinquedos de Katy do assento que dava ao corredor.
- Tolice — respondeu ela sentando-se com um movimento ágil e ligeiro.
A malha do vestido rangeu quando ela se sentou e ao Edward surpreendeu ser tão consciente da presença dessa mulher.
- Dê-me ela. — disse ela — Eu adoro as crianças pequenas.
Era evidente que essa mulher não sabia nada de crianças. Katy nunca consentiria que uma desconhecida a tomasse nos braços quando estava tão cansada e de mau humor.
- Parece-me que não compreende...
Ignorando-o, a mulher estendeu os braços e, com ternura, acariciou um dos braços de Katy.
- Como está minha preciosa Katy?
Edward esperava que sua filha lançasse um chiado; entretanto, Katy lhe deixou estupefato quando olhou à desconhecida e, com os olhos cheios de lágrimas, disse:
- Minha senhora.
Ao momento, a menina sorriu e se inclinou para os braços da desconhecida.
A risada da jovem era musical. Rindo, tomou à menina em seus braços e não pareceu se incomodar que Katy lhe passasse as mãos pelo rosto e ficasse olhando-a intensamente nos olhos. A menina parecia hipnotizada, e ele sorriu travessamente ao pensar que sua reação tinha sido muito parecida com a de sua filha.
- Senhora — sussurrou Katy uma vez mais. A menina sorriu e uma última lágrima deslizou por seus olhos negros.
Edward não saía de seu assombro ao ver que sua filha se acomodava nos braços da mulher. Em instantes, as pálpebras da menina começaram a fechar-se e ficou muito quieta.
- Não posso acreditar — murmurou ele — Não posso acreditar.
A mulher sorriu.
- Meu nome é Edward — disse ele apresentando-se.
Preferia evitar dar seu sobrenome; quando a gente descobria sua identidade, comportava-se com ele de uma maneira artificial e forçada. Também preferia evitar as limusines e viajar em primeira classe. Gostava que as pessoas se comportassem naturalmente e que lhe tratassem como a qualquer outra pessoa normal.
- Eu sou Isabella.
Bonito nome. E muito apropriado. Essa mulher tinha a delicadeza e a graça das folhas balançando ao vento.
Edward piscou. Fazia muito tempo que não pensava nesses termos. Quando escrevia, essa classe de comparações era algo natural e imperativo em seu trabalho, mas já fazia dois longos anos que não colocava nenhuma idéia criativa no papel. Estava muito ocupado com a vida real.
- Encantado, Bella. Então... Vai visitar os Estados Unidos?
- Vou a América.
Por seu tom de voz, essa mulher não parecia saber que os Estados Unidos e América eram o mesmo; não obstante, a idéia era muito absurda. Todo mundo sabia...
Edward sacudiu a cabeça e perguntou:
- É sua primeira visita ao estrangeiro?
Ela assentiu.
- Sim, é.
- Nesse caso, deve estar muito ansiosa pela viagem.
Edward viu excitação no brilho desses olhos turquesa, o que a fazia ainda mais formosa.
Se isso era possível.
O sorriso da mulher se ampliou e foi quando Edward se deu realmente conta de que sim podia parecer ainda mais formosa, e era pelo sorriso.
- Sim, estou.
Edward sorriu, gostava do sotaque irlandês.
- Nunca estive tão anciosa em minha vida — acrescentou ela.
Edward lançou uma rouca gargalhada.
— Compreendo. A primeira vez que eu fui à Irlanda também queria ver tudo.
- Isso é o que terá que fazer saborear a aventura. É uma boa forma de viver.
- Sim, estou de acordo — disse ele — Vai passear ou trabalhar?
- Eu não faço nada que não seja por prazer.
Edward ficou imóvel. Durante um instante, pensou que essa mulher estava paquerando com ele, insinuando sexualmente. Mas deu-se conta rapidamente de que na expressão dela só havia inocência. De fato, tinha sido uma afirmação singela, algo estranho em pessoas adultas.
- Não sei de nenhum trabalho — disse ela encolhendo-se de ombros — Mas pode ser que seja uma experiência interessante e divertida.
- Vai estar com familiares ou amigos?
Edward sabia que não devia meter-se em assuntos que não lhe concerniam, mas não pôde evitar perguntar. Sentia uma grande curiosidade.
- Não, não conheço ninguém na América — Bella fez uma pausa — Quer dizer, exceto você e Katy.
Algo dentro dele recuperou vida.
— Acreditava que tenha um plano, mas não tenho. É impossível planejar uma aventura.
Como não tinha nenhum plano? Ia desembarcar de um avião em Nova Iorque sem mais nem menos, e ver o que acontecia? Assaltavam-lhe mil perguntas que exigiam resposta. Tinha reserva em um hotel? Tinha suficiente dinheiro? Acaso não sabia que não era aconselhável que uma mulher viajasse sozinha? Tinha a alguém em caso de emergência? Poderia...?
- Tudo sairá bem. Sempre é assim.
Seu rosto devia ter demonstrado a preocupação que sentia a julgar pelas últimas palavras de Bella. Entretanto, a doce inocência dela despertou nele um incontrolável desejo de protegê-la.
Bella cravou esses olhos azuis esverdeado nele.
- Acredito que é hora de que me conte algo sobre você. A única coisa que me disse é que a primeira vez que foi a Irlanda queria ver tudo. Tem feito isso? Viu tudo?
Edward não deixava de se surpreender com os olhos brilhantes de Bella, atraindo-o, fazendo querer revelar todos seus segredos. Sacudiu a cabeça para desfazer-se dessa ridícula idéia.
- A primeira vez que fui visitar seu formoso país foi em circunstâncias muito distintas a esta.
Bella guardou silêncio, parecia esperar que ele continuasse falando.
- A primeira vez foi em viagem de lua de mel — disse ele.
A lembrança de Maire o entristeceu, mas não era o momento adequado para deixar que as sombras se apoderassem dele.
- Estupendo. Devem ter passado muito bem.
- Sim, assim foi. E nossa segunda viagem foi também maravilhosa; foi quando anunciamos que íamos a ter uma menina. Bom, a verdade é que não tivemos que anunciar nada, não havia mais que ver minha esposa.
A lembrança era muito dolorosa. O passado era o passado, melhor permanecer no presente.
- Mas desta vez fomos apenas Katy e eu. Minha esposa, Maire, morreu ao dar a luz. Apresentaram-se complicações inesperadas durante o parto. Ninguém esperava o que ocorreu. Aconteceu faz dois anos.
“Mas ainda sigo sentindo um imenso vazio” acrescentou em silêncio.
Fazendo um grande esforço, Paul se sobrepôs à dor.
- Enfim, devido a curta idade de Katy, não pude voltar para a Irlanda até agora — Edward se perguntou por que estava falando de assuntos tão pessoais, não era próprio dele — É obvio, os avós da Katy tinham ido a América para o parto de sua neta, mas eu queria que Katy visse o lugar onde sua mãe nasceu e se criou.
Edward olhou Bella e ficou perplexo. Uma profunda tristeza parecia emanar dela e os olhos e brilhavam com lágrimas contidas.
Uma profunda ternura se apoderou dele. Essa mulher era capaz de uma grande compaixão.
- Certo, vamos, não fique assim.
Edward estendeu o braço e lhe acariciou o rosto. No momento em que lhe tocou a pele, suas intenções de reconfortá-la se dissiparam.
A pele do Bella era suave e surpreendentemente cálida.
Edward retirou a mão rapidamente. Um súbito sentimento de culpa se apoderou dele devido à disparidade entre o tópico da conversação e o prazer que tinha sentido ao tocar a essa mulher.
Era evidente que o que havia dito havia afetado a Bella. Com cuidado para não tocá-la na forma em que seu subconsciente queria fazê-lo, edward murmurou:
- Isso aconteceu há muito tempo. Katy e eu estamos bem, agora.
Não obstante, Bella não parecia de tudo convencida.
Do momento em que se olhou no espelho e se viu em forma humana, era como se todas as emoções e sensações que podia sentir se multiplicaram por cem.
Não estava segura de como havia se transformado em um ser humano, a experiência era nova para ela. Não obstante, era consciente de que tinha quebrado uma das regras sagradas do mundo das fadas; e se refletisse seriamente nisso, assustar-se-ia enormemente. Portanto, decidiu não pensar no que tinha feito; ao menos, não no momento, quando estava tão entrosada com Edward.
Sabia de antemão que Edward era uma criatura maravilhosa, entretanto, ao aproximar-se pelo corredor do avião até o assento que ele ocupava e com olhos humanos, sentiu algo que não havia sentido nunca. E quando Edward a olhou com esses olhos escuros, ela temeu que as pernas fossem deixar de sustentá-la.
Não tinha pensado no que ia dizer lhe uma vez estivesse diante dele, e não tinha sentido explicar-lhe quem era. Por nada do mundo queria que Edward a considerasse uma louca. Portanto, tinha decidido adotar o papel de uma desconhecida, ademais, para ele, ela era precisamente isso.
O coração tinha pulsado com uma fora inusitada ao tomar a Katy em seus braços pela primeira vez. É obvio, já sentia afeto por ela na Irlanda, mas ao tomá-la nos braços, uma sensação acolhedora a tinha embargado até deixá-la quase sem respiração.
Não obstante, o efeito que tinha tido nela descobrir da morte de Maire tinha sido algo para o que não estava preparada. É obvio também no Sidhe ocorriam desgraças e ela sabia o que era a tristeza. Mas as fadas tinham por norma evitar os fatos desagradáveis e passar seus dias brincando e divertindo-se.
A profunda tristeza que a embargava naquele momento não ia dissipar-se com um bater de asas e umas piruetas.
Embora Edward a houvesse tentado reconfortá-la, o que tinha provocado nela foi uma sensação... muito peculiar. Bella havia sentido um súbito e imenso calor em todo o corpo e um estranho formigamento na barriga.
Bella não tinha nem idéia do que era o que lhe estava passando, a única coisa que sabia era que gostava do toque da pele de Edward com a sua. Quando ele afastou a mão, ela sentiu uma profunda solidão.
Estava começando a descobrir que as emoções humanas eram muito fortes e poderosas.
- Falemos de coisas um pouco mais agradáveis — sugeriu Edward.
Bella supôs que a intenção dele era dissipar a tristeza que ambos sentiam e, com um sorriso duvidoso, ela assentiu.
- O que poderia dizer sobre mim mesmo? Vejamos... Bom, Katy e eu vivemos nos subúrbios da cidade de Nova Iorque, na casa em que eu me criei. Meu pai tinha umas cavalariças.
- Eu adoro os cavalos. No lugar de onde eu venho são considerados um dos animais mais nobres.
- Bom, já não temos cavalos em minha casa. Quando morreu meu pai, minha mãe teve que se desfazer do negócio porque não podia mantê-lo sozinha. Não me interessava trabalhar na criação de cavalos. Suponho que terá que ter uma habilidade especial para trabalhar e comunicar-se com os animais, uma habilidade da que eu careço. Portanto, o negócio foi vendido.
Bella sabia que o trabalho era algo muito importante para os humanos, algo inerente a sua existência. Não tinha sido isso uma das primeiras coisas que Edward tinha perguntado a ela? Portanto, Bella lhe perguntou por seu trabalho.
- Sou escritor — respondeu Edward — Autor de novelas.
Bella sabia de livros.
- Então, conta contos?
Edward sorriu e o coração de Bella palpitou com força.
- Eu escrevo novelas de terror.
— Oh. Nesse caso, você gosta de assustar aos meninos, não é isso?
Edward se se pôs a rir.
- Não, escrevo livros para os maiores.
Bella abriu muito os olhos.
- Nesse caso, escreve bem, mais sobre coisas desagradáveis.
- A verdade é que faz bastante tempo que não escrevo.
Desde a morte de Maire. Bella sabia, embora Edward não houvesse dito. Se não tivesse Katy em seus braços o teria abraçado. A necessidade de reconfortá-lo era intensa. De novo, pensou na magnitude das emoções humanas.
- Mais é algo que tenho que seguir em frente — disse-lhe Edward — Meu editor me persegue. Quer que lance um livro novo e o quer o quanto antes.
- Isso é porque têm confiança em ti.
- O que quer dizer? — perguntou ele em voz baixa.
- Se seu editor... — Bella não estava segura do que era um editor, mas não era tão estúpida para não dar-se conta de que tinha a ver com os Livros — Se seu editor não pensasse que é capaz de fazer seu trabalho bem, procuraria outro.
Edward ficou olhando uns momentos e foi então quando Bella viu uma mudança nele. Viu-o endireitar as costas e os ombros, e viu como lhe brilharam os olhos.
- Obrigado, Bella. Acredito que necessitava que alguém me dissesse isso.
Edward suspirou.
Um enorme prazer se apoderou dela ao ver que tinha lhe levantado o ânimo.
- É obvio, tenho que solucionar alguns problemas antes de começar a trabalhar. O principal é Katy — acrescentou Edward.
Bella teve a impressão de que Edward estava falando consigo mesmo.
- Suponho que poderia escrever quando Katy estivesse dormindo. Porém, não posso contar que a inspiração me venha quando eu quero. Existem também as creches e suponho que encontrarei uma adequada...
Edward se interrompeu de repente. Olhou Bella fixamente.
- Isabella, disse que vai procurar trabalho. Disse que não tem um lugar para ficar. Poderíamos nos ajudar mutuamente.
Isabella ficaria muito feliz em ajudar no que pudesse.
- Depois de te ver com a Katy... É possível que seja uma pergunta estúpida, mas tenho que fazê-la — disse Edward — Tem experiência com crianças?
- Eu adoro crianças! Tenho passado o dia inteiro brincando com elas.
Edward sorriu.
- Sabia. Katy está gostando muito de você.
- Katy é um encanto.
- Nesse caso, o que acha de minha oferta? O que acha de viver com a Katy e comigo? Pagarei um bom salário. Terei que olhar suas referências, mas...
Bella, atemorizada, fechou os olhos. Não tinha referências. “Por favor, que não olhe minhas referências. Sou boa e quero a Katy, isso é tudo”.
- Bom, não, não acredito necessário — disse Edward de repente — É evidente que é uma boa pessoa e Katy confia em ti. Eu também.
Isabella abriu muito os olhos. Era como se seus pensamentos tivessem magia. Não sabia o que havia pensado nem se ocorreria novamente, mais estava encantada com o feitiço.
-Como já disse, vivo nos subúrbios da cidade — continuou Edward — Prometo que te levarei para conhecer Nova Iorque e, quando voltar à Irlanda, poderá falar com seus amigos dos lugares que visitou.
Os olhos dele brilharam de entusiasmo, um entusiasmo que contagiou a ela.
- Que mudança se deu as coisas! — exclamou Bella sobressaltada de emoção — Fala como se tudo fosse ser uma aventura. E uma boa aventura.
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