Notas iniciais
Pessoal meu primeiro conto finalizado, espero que gostem. Yuiga Hoshizora

“Ódio e amor... Podem realmente coexistirem?” Me fiz essa pergunta por tanto tempo, onde já nem sei mais o que essas duas palavras querem dizer. Ano: 400 a.C. Homens e deuses se unem para ferirem uns aos outros com guerras sem sentido, sangue derramado, devastação queimando como chamas numa lareira ao resplandecer da noite e gritos pela manhã... Uma nova era chegou, os deuses do grande Olimpo se reúnem entre suas doze casas para o famoso “πρόκληση από τον υπέρτατο θεό”. Em outras palavras significa “O Desafio do Deus Supremo”, com o passar de cada cem anos ocorre um duelo para definir quem irá governar toda Grécia antiga, sendo os deuses: Zeus, Hera, Poseidon, Atena, Hades, Deméter, Apolo, Ártemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dionísio. Contudo humanos e seres místicos como: bruxos, magos, fadas, ninfas, valquírias e feras mágicas acabam sendo inclusas, clãs criados por seus respectivos deuses, com o qual os participantes do clã vencedor terá o direito de requisitar qualquer desejo ao seu deus no fim de tudo.

— Muito bem! Já chegaram todos... O CONSELHO DAS DOZE CASAS DO OLIMPO COMEÇA AGORA! – Zeus tem como não gritar em plena manhã? Assim você acaba prejudicando minha beleza divina.

— Silêncio Afrodite, ninguém liga para isso, apenas sente-se e vamos acabar com isso de uma vez. – Disse Atena sobe uma voz forte e autoritária. – Tsk! Velha rabugenta...

— Olá, meus cumprimentos a todos.

— Poseidon seja bem-vindo. Sente-se ao meu lado e daremos início ao quarto “πρόκληση από τον υπέρτατο θεό”. — Poseidon elegante e másculo como sempre. – Comentou Afrodite com uma voz sedutora seguido por um olhar hipnotizante.

— Afrodite... N adianta me olhar com esses olhos rosados, apesar de seu tremendo corpo extremamente sexy e excitante, deixe-me em paz, após esta reunião nos tornaremos inimigos e não mostrarei piedade como da última vez.

— Não esperaria menos de meu homem. – Com um sorriso maléfico entre seus doces lábios tentadores, Apolo indaga um certo questionamento. – Zeus onde está Hades?

— Acredito que irá chegar num segundo... Sinto cheiro de morte banhada em desespero.

— “...” Irmão... Por que me chamou tão depressa? Estava em meio baquete sobre o conflito de dois homens... Suas almas eram tentadoras.

— Hades apesar de ser tão lindo com esses olhos tão escuros quanto o próprio véu da noite, cabelos longos, unhas compridas, tirando sua altura sendo praticamente perfeita de todos os outros deuses, entretanto ainda não consegue dizer nada além de sua fome por almas... – Reclamou Afrodite chateada.

— Chega! Que comecem os jogos, reúnam seus melhores guerreiros, se preparem para tudo, Oráculo disse que desta vez haveria lágrimas no Olimpo significando somente uma rota... A MORTE. – HEHE... Mal posso esperar. – Sorriu friamente Hades perante o discurso de Zeus.

Os deuses se encararam uns aos outros com olhares de amor, vingança, desejo, raiva, aflição, honra, ódio e perseverança. Logo após um breve instante de silêncio, Apolo diz seu discurso final.

— Desejo uma boa luta irmãos e irmãs, pode ser minha última vez que piso neste solo sagrado, queimarei qualquer um que ousar ficar em meu caminho.

— Que assim seja! Inicia-se o quarto “πρόκληση από τον υπέρτατο θεό”.

Bosque negro. Uma pequena vila oculta localizada no meio de uma floresta erguida pela montanha do norte, nomeada de tal maneira devido a tremenda penumbra que é erguida pelo anoitecer, mas existe outro fator ainda mais importante derivado deste título, bruxos e bruxas são nativos e criados nesta cidade, muito tempo atrás era uma simples floresta carregada pela sua estupenda flora e dominada pelos animais locais, entretanto bruxos vieram para cá em busca de tranquilidade no intuito de praticar magia negra sem ninguém incomodar, com o passar dos anos a floresta foi se esvaindo, sua flora desaparecendo dando vida as trevas sempre que caíra à noite, animais sendo usados em sacrifícios derramando-se sangue no solo deixando ele por sua vez decadente e inutilizável para plantações, rodeada por árvores mortas, coberta por uma neblina densa, tornamos uma das vilas mais tenebrosas de toda a Grécia.

— Aylaaa! Aylaaa! Em que lugar ele se meteu?

— Senhor Astolfo viu onde o Ayla está?

— Vi ele passando logo pela manhã indo em direção a floresta Mãe Gaia.

— Ah certo! Obrigado senhor. – Por nada minha pequena, tem um caminho um pouco antes da entrada da floresta onde leva à um lago secreto, sempre o vejo fazendo este percurso.

— Preciso correr e alerta-lo sobre o mestre Hades, tenho uma importantíssima mensagem à entrega-lo.

Vejo flores brandindo sobe o raiar do sol, esse cheiro doce das rosas ao meu redor, sem contar tremenda paisagem esverdeada contaminando todo o lago tornando ainda mais belo, me pergunto porque em meu vilarejo não consigo testemunhar esse sentimento, talvez por conta do chão corrompido ou pela vegetação morta, mas esse doce aroma...

— Amor? Está me ouvindo? – Perguntou Celine meio irritada.

— Ah... Estou sim meu amor, apenas flutuava em meus pensamentos. – No que pensava?

— Como uma dríade de cabelos longos esverdeados quase como se refletisse o próprio bosque, olhos castanhos, lábios tão doces quanto mel, pele branca e macia imitando as nuvens ao seu redor, acabou se apaixonando por um temível bruxo.

— Ayla meu amor entenda uma coisa, pelo fato de você ser um dos bruxos mais poderosos da cidade não significa que não irei te amar, seus cabelos longos demonstrando a própria escuridão do anoitecer, olhos avermelhados exalando uma forte tonalidade vinho, nariz pequeno e minha parte favorita são seus lábios macios no qual adoro beija-los, em outras palavras eu te amo muito meu doce lorde das trevas.

— Minha dama iluminada meu amor por você aumenta cada vez que vejo seu sorriso, suas doces palavras, sem contar esses belos momentos deitado sobe suas divinas pernas. – O que faria sem mim Ayla? – Sinceramente não tenho ideias...

Descansando sobre seu colo, vendo seu sorriso clareando toda floresta, tornando todo meu corpo gélido em brasas de um vulcão com seus beijos, pode um homem feito eu ter o direito de amar tamanha mulher? Questionei-me inúmeros dias sobre isso e mesmo assim não encontro resposta para tal pergunta.

— Meu amor temo o fim de nossos encontros, nossa senhora Atena convocou todas as valquírias e dríades para uma reunião urgente, devo partir ao amanhecer.

— Sinceramente não vejo frutos neste meio caos, uma guerra para decidir quem irá liderar a Grécia? Isso é tolice e infantilidade para pessoas tão poderosas. – Diz Ayla revoltado.

— Infelizmente para nós dríades, espíritos das florestas, também odiamos esta ideia infame, entretanto nossa rainha Leffiya atualmente se encontra no grande salão do leste passando informações para deusa Atena sobre pontos estratégicos no decorrer de cada floresta. – Acha que o Bosque Negro está na linha de guerra? – Amor sua cidade não tem efeito algum sobe minha magia ou de meu povo, então dificilmente terá alguma interferência lá, tem estado preocupado?

— Um pouco... Apesar de transparecer minha falta de interesse sobre aquela cidade, ainda é meu lar de nascença, então sim. – Meu amor seja mais sincero com seus sentimentos vai... Porém amo esse seu estilo sério as vezes.

— Humpf! Celine você não tem jeito... – Hehe! Às vezes eu...

— ESPERE! Tem alguém se aproximando sinto uma leve magia exalando à cem passos daqui.

— Tsk! Não vou poder aproveitar nem mais um pouquinho com você Ayla. – Ressaltou Celine com uma voz emburrada.

— Tenha paciência meu amor logo nos veremos de novo, até lá tentarei entrar em contato o mais breve possível. – Certo! Estarei esperando ansiosamente.

Após nosso longo beijo de despedida ela se esvaio entre o bosque e sumiu perante as árvores deixando um sorriso alegremente forte, mantenho essa imagem consumindo meus nervos pois doí-me admitir que pode ser a última vez vendo-te tão magnifica quanto estava hoje, fico trémulo só de imaginar te perdendo meu amor, farei o possível para não ocorrer tamanho evento, meu destino se aproxima e cumprirei da maneira no qual for me dada, entretanto não deixarei ninguém tocar em ti.

— Aylaaa! Finalmente te encontrei.

— Melissa... O que faz aqui? – Lorde Hades mandou convoca-lo imediatamente.

— Aquele homem nojento mandando garotinhas fazerem seu trabalho sujo.

—Ehh... Não foi tão difícil afinal, mas ele mandou entregar esta carta e disse que se eu te encontrasse ele me daria uma boa recompensa. – Afirma Melissa demonstrando um grande sorriso em seu rosto.

— Melissa agradeço por me entregar isto, contudo não confie naquele homem, vá para casa e fique lá, tome cuidado ao voltar.

— Você não vai voltar também? – Vou, porém, irei num certo lugar descobrir o que Hades deseja. — Certo Ayla, se cuida e até logo.

— Até minha pequena, logo nos veremos.

Pequenos passos dados junto de um sorriso confortante, Melissa voltou ao vilarejo sobe uma pequena magia lançada por mim, não confio de maneira nenhuma em Hades, seguirei as coordenadas desse mapa pelo qual me enviou e dar um fim nisso.

— Hades! Apareça!

— Calma... Calma... Pequeno bruxo, não é porque eu o convidei que deveria sair agindo de qualquer forma, foi difícil me encontrar? – Perguntou Hades com uma voz particularmente suave.

— Não muito, decifrei as coordenadas chave e me teleportei para cá.

— Esse sim é o meu Ayla. – Hades pare de enrolar, me diga logo seu plano dessa vez.

— Ayla, Ayla... Continua calmo por fora, entretanto bem esquentado por dentro, mas vamos ao que realmente interessa sendo meu plano para esmagarmos os outros clãs e deuses, farei Atena se curvar perante meus pés. – Hades... Esse seu ódio por ela será uma das causas de sua derrota.

— SILÊNCIO BRUXO! – Gritou Hades indignado. – Esqueceu quem governa essas terras? Esqueceu quem eu sou? Esqueceu quem lhe fornece poder? Olhe como fala humano.

— Você não passa de um ser desprezível, sua magia corrompe nossas terras, sua sede por almas amedronta nosso povo, usando medo para governa aqueles utilizadores das artes sombrias ou os pobres coitados nascidos com as trevas sem nem se quer ter direito de escolha.

— Pequeno Ayla... Para um bruxo de seu nível sempre te achei meio mole, mesmo sendo forasteiro sinto um grande vinculo entre você e a cidade dos bruxos, devo deixar minha marca lá? Banhada com sangue seguida por um desespero avassalador? Ou melhor... Posso começar tornando aquela garotinha minha amada serva. – Hades deixe-a em paz.

— HEHE! Contudo existe uma no qual minha libido arde em chamas... Uma dríade no meio da floresta Mãe Gaia... Ela deve ser tão deliciosa.

— HADES! JÁ CHEGA! MAIS UMA PALAVRA SOBRE ELA E EU... – Você o que? Me jogar bolinhas de fogo ou me aprisionar? Me poupe humano, sei muito bem dos seus envolvimentos românticos com essa dríade, seria mesmo triste se eu soltasse um mínimo palpite a Atena e vê-la sendo executada por traição... SERIA MARAVILHOSO!

— ...

— Sem palavras pequeno bruxo? Me perguntava se iria me aprisionar como da ultima vez, faça exatamente o que eu disser e deixo sua garota em paz.

— Então diga-me logo.

— Amanhã darei inicio no clã do leste, ou seja, vamos bater de frente com aquela vagabunda da Atena, mal posso ver ela tirando aquela cara arrogante no qual sempre faz no Olimpo. SERÁ ESTUPENDO! Só de imaginar... Já fico ansioso...

— Hades desgraçado, não ia deixar a Celine fora disso?

— HEHE! Então o nome dela é Celine... Interessante, está ficando cada vez mais divertido essa guerra, mas respondendo sua pergunta, falei que deixaria em paz, porém não posso fazer nada se ela segue a doce Atena.

— Sua Víbora... Poderia agora mesmo te acorrentar e te mandar para as profundezas do tártaro novamente.

— Não dessa vez Ayla, o confronto já começou bem antes do amanhecer de hoje, sangue derramado, gritos, aflição, MEDO, tenho absorvido tudo isso e meu poder sobe disparadamente nem mesmo você tem capacidade contra mim.

— Hades...

— Ouça com muita atenção garoto, amanhã vamos atacar debatendo de frente, cuide das valquírias e eu atacarei as dríades por sua vez evitando a cura das valquírias e irei até Atena para matá-la.

— Deuses não morrem – Afirmou Ayla num tom seriamente frio.

— Na verdade nos deuses não somos tecnicamente imortais, temos nossos pontos fracos também e sei exatamente o dela.

— Você não presta. –Agradeço pelo elogio pequeno Bruxo, agora vá e se prepare para o fim neste magnifico caos.

Desapareci de lá o mais rápido possível, como aquilo ganhou habilidades para ser um deus eu nunca irei descobrir, há certas coisas neste mundo onde são tão injustas quanto o amor, preciso contatar Celine quanto antes e avisar para se esconder ou se preparar, não tenho nem tempo de ir a vila alertando todos ali presente para se esconderem nessa guerra sem fim. Prometemos um ao outro casarmos e sumir nas montanhas levando uma vida pacífica, desde este dia lancei uma magia nela caso sempre que necessitasse de ajuda ou quisesse comunicar-se comigo numa situação de emergência ela ativasse, no entanto não funciona, preocupo-me se Atena tenha descoberto e removido dela, pois se foi realmente esse o caso ela não estará mais aqui para me abraçar. Teleportei dentro de minha casa afim do meu ultimo recurso, minha runa das terras vorazes, com ela posso canalizar minha mana convertendo em mensagem encaminhando diretamente a ela, ponto negativo é o fato dela extrair dez por centro da minha vida vital, mas vou arriscar de qualquer maneira.

— Exodos... Tirantus... MANIFESTOS. Busco aquela no qual chamas Celine Vamperan filha da rainha Leffiya Vamperan, ouça-me destino conecte sua linha entre nós, oferecendo minha energia, peço-te o fio celeste e conceda-me essa chance. – Celine? Meu amor... Consegue me ouvir?

— Ayla? É você? – Sim, sou eu, tudo bem aí?

— Está sim amor, na verdade tem tropas reunidas por todo palácio da deusa Atena, minha mãe e minha irmãs estão no salão discutindo assuntos nos quais não tenho ideia do que se trata.

— Sei... Me acalma tanto saber que você está bem.

— Fico feliz por ter pensado em mim, mas aconteceu algo amor? Não é do seu feitio agir dessa maneira e esse não era aquele feitiço proibido de comunicação?

— É sim...

— Ayla você me prometeu! Não usaria nunca mais feitiços onde machucasse a si próprio, amor me conte porque agiste de tal maneira?

— Sendo franco eu... Celine? CELINE? O feitiço foi quebrado?

Merda, merda, merda, se meu feitiço foi descoberto a Celine pode estar bem enrascada, na pior das hipóteses Atena deve ter descoberto então preciso correr imediatamente, irei me teleportar para a frente da montanha do Leste, avaliarei defesas junto de toda guarda do castelo e invadirei.

— Muito bem... — PARADO BRUXO! Em nome da deusa Atena você está preso, levem-no para dentro do castelo.

Fui coberto por uma venda, apesar de ter visão mágica não conseguia usa-la, sinceramente odeia magia divina.

— Tirem a venda dele. Prazer humano, me chamo Atena, diga-me qual seria seu nome?

— Argh... Onde que eu estou? – Lembre-se que aqui é minha casa, portanto sem perguntas e sim respostas, agora ultima vez, quem é você discípulo da magia negra seguidor de Hades? – Perguntou Atena exalando uma voz grossa e astuta.

— Me Chamo Ayla, descente do clã Lua Negra, filho do antigo imperador Liatus Lua Negra.

— Lua Negra... Esse nome não me estranho.

— EI! Onde está Celine?

— Aquela dríade traidora? Mandei para prisão, será executada por traição e atos de fornicação, só não esperava que o suposto amante dela viria assim de bandeja até nós.

—Grhh! Soltem-na! Ela não estava fazendo nada de errado, eu a contatei...

—SILÊNCIO BRUXO! Sei que na casa de Hades vocês usuários de magia negra não conhecem respeito, por isso aqui digo para agir de forma calada, já basta meu braço direito, a rainha dríade Leffiya ter ido defender sua filha.

— Escute-me ao menos. – Já disse para ficar em silêncio certo? Estou de péssimo humor hoje, mais uma sequer respiração sua e arrancarei sua língua imunda.

— Minha deusa a câmara de execução está pronta.

— Certo! Já irei descer, mas antes...

Mãos ascendendo ao máximo, olhos transbordando ódio, rapidamente expoli as valquírias onde ali me mantinham preso e gritei desesperadamente.

— ATENA! Solte ela agora.

— Oh... Muito bem bruxo eu aceito seu desafio, Atalante não interfira.

— Sim senhora!

— VENHA BRUXO! – Gritou Atena espantando todos ali presente.

Nosso duelo estremeceu o solo, estrondou os céus, atiçamos inúmeras florestas ao redor do castelo, estava movido pela esperança de salvar minha amada, usando tudo que podia contra aquele monstro de cabelos longo, pele extremamente densa, voracidade além da compreensão humana e sua impetuosa lança, sabia que não venceria, mas jamais deixaria Celine sobe tais condições.

— AHHH! Ergam-se! Mortos que ainda odeiam o mundo, voltem e me ajudem nesta batalha antes do fim. DAGUS MORTIUS.

— Pobre bruxo, chamando esqueletos para duelo de faca, vou acabar com eles e você.

Um giro somente dela destruiu toda minha leva de esqueletos e avançou como um raio em mim, usei tudo ao meu favor, feitiços de sombra, gelo, fogo, destruímos quase todo palácio, praticamente esgotado para usar qualquer magia me ajoelhei pela minha falta continua de mana.

— Humpf! Já cansou bruxo? Não temas darei um fim nisso imediatamente.

— Ahh... Não imaginava que fosse tão forte, como Hades estava estupendamente confiante em te enfrentar?

— Hades? Fala daquele verme escondido atrás dos escombros para me atacar sorrateiramente? Saia daí víbora nojenta.

— Opa... Fui descoberto... erro meu tentar me esconder e aproveitar uma chance contra ti. – Miserável, manda um lacaio ao invés de vir de frente?

— Ele? Na verdade, foi um complemento para chegar até você, Atena hoje sua arrogância irá decair assim como esse seu belo rostinho.

— Seu verme...

HADES! Como assim complemento? – Indagou Ayla.

— Pequeno Ayla até me esqueci de ti, veja bem, aquela ameaça a sua namorada dríade foi um perfeito início ao meu plano, sabia que tentaria contata-la o mais rápido possível logo após nossa conversinha, então me disfarcei de valquíria e me infiltrei entre o castelo para avisa-la a nobre Atena.

— Tinha notado algo estranho neste momento, contudo como a informação foi verídica não enxerguei motivos para desconfiar.

— Só foi esperar e... Bam... Estamos onde estamos.

— Hades seu... Monstro... Vou te pegar...

— Ayla, nem forças para levantar tens, devo acabar logo com seu sofrimento? Adoraria saborear sua alma pelo resplandor do luar após meu duelo com Atena.

Hades se aproximando vi meu fim batendo em minha porta lentamente, sinceramente queria ter meus momentos finais ao lado de Celine, acho que o destino não seria amigável comigo depois de ter feito tantas atrocidades no passado, se for assim então que seja.

— NÂOOO! ALGUÉM AJUDE O AYLA POR FAVOR!

—Essa voz... Celine?

— Sim meu amor, sou eu, irei aí te curar agora mesmo.

— CELINE! VOLTE! – Ordenou Atena.

— Mas... – Quem te soltou?

— Eu Senhora!

— Por qual motivo Atalante? – Na hora da execução tinha concedido um último desejo a ela.

— Então foi esse o desejo...

— Deusa Atena por favor, faço o que for depois, mas salve meu Ayla. Por favor.

Os olhos de Atena não mostravam dúvida, mas havia certa hesitação ao ver Celine gritando desesperada para me salvar e sua mãe tentando puxa-la para trás, neste momento tudo se passava em câmera lenta, juntei meus últimos resquícios de força e avancei sobre Hades, porém, seu sorriso maléfico brandou novamente.

— Ei... Atena lembra no Olimpo... Quando atirávamos flechas negras?

— Ahn? Um momento... ATALANTE PROTEJA AS DUAS!

Antes de Atena terminar a frase, Hades mirou exatamente no seu alvo, não em quem imaginava, mas sim na pessoa mais frágil da sala.

— CELINE NÃOOOO! – Gritou desespero Ayla usando suas últimas forças para ir até ela.

— Hades... VOU TE MATAR! – Venha minha doce guerreira, hoje um de nos deuses irá sucumbir as trevas.

A flecha negra rapidamente corrompeu seu doce pele, minhas lágrimas de sangue se esvaiam ao vê-la sobe meus braços diante da situação, e com seus últimos esforços estendeu-se suas mãos ao meu rosto e me disse:

— Meu amor... Perdão não pude fazer nada para ajudá-lo.

— Celine... Não se esforce demais, vou pensar agora num jeito de remover isso.

— Não, meu tempo aqui esgotou, sinceramente queria ter te apresentado a minha mãe, ela recusou te aprovar, mas sei que ela gostaria ainda sim de você.

— Meu amor irei te proteger, aonde quer que estiver, vou te defende.

— Ah... Sei muito bem disso... Eu te amo Ayla.

Seus braços caíram, o brilho no qual a rodeava desapareceu e naquele instante notei o que eu morri junto com ela, mas não havia caído, olhei ao redor e avistei meu alvo sendo golpeado rapidamente por Atena, foquei meu último respingo de mana e gritei:

— ATENA RECUE!

Rapidamente ela pulou para trás e arremessou sua lança divina entre as entranhas de Hades o prendendo na parede.

— É bom saber o que está fazendo bruxo, isso não terá volta.

— Sei muito bem disso, entretanto deixa a alma de minha amada nas mãos daquele monstro é inaceitável.

— Certo! Atalante tire todos daqui! – AGORA DEUSA ATENA!

— Rainha Leffiya venha... Sua filha já não está entre nós.

— Bruxo não aprovo vocês, mas por favor cuide de minha Celina no fim. – Disse Leffiya numa voz triste.

— Pode deixar! Promete fazer o possível.

Segundos depois todos deixaram o castelo arruinado, restando somente eu e Hades, nos encarando no momento final.

— Pequeno bruxo... suas chances de me vencer é quase nula, quando te matar irei saborear a alma de sua namorada junto da sua.

— Hades... Isso acaba agora... MASMORTUS: SELAMENTO DE ALMA

— Ayla desgraçado, quer me aprisionar de novo?

— Sim, mas dessa vez irei garantir de você nunca mais sair.

— AYLAAAA!

— IGNUS SEPTAR!

Um clarão surgiu nos sugando para o tártaro, garantir para ele permanecer por pelo menos um milênio aprisionado em sua própria terra, enquanto eu estiver aqui farei duas coisas, uma impedir sua saída e por fim, ficar ao lado da mulher que amo para sempre.

— Hm... Ayla?

— Sim, minha doce dama.

— Mas se você está comigo significa...

— HAHA! Mesmo vendo todos esses lugares obscuros, coberto por almas e esse lago sem fim, ainda se preocupa comigo?

— Claro que sim, eu sou sua esposa afinal.

— Esposa?

— Não sou? – Perguntou Celine demonstrando careta.

— Ah... O quão fofa você consegue ser? Mas sim minha amada esposa, eu te amo e te protegerei para sempre.

— Também te amo, mesmo nosso amor não sendo aprovado, não desejaria ninguém melhor no fim.

Mesmo diante do abismo final, nos beijamos como se nada tivesse acontecido, seguimos pela eternidade buscando entender cada vez mais como nosso louco destino funciona.

— Deusa Atena...

— Diga Leffiya.

— Realmente iria matar minha filha?

— Posso ser fria, mas não imoral, no momento em que a capturei contatando o bruxo, ela estava com um sorriso tão magnifico esculpido no seu rosto onde logo notei o sentimento entre eles, sabiam a probabilidade de serem capturados, temiam serem descobertos, mas o amor deles os manteve juntos independente da situação.

— Por favor esteja bem Celine...

Nesta noite, a lua estava com seu brilho total iluminando toda costa Leste, juntando todas as dríades ali derramando lágrimas, cantando sobe meio caos.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!