Notas iniciais
É, meus amores. Amor e Armas chega ao seu último capítulo. Espero, de coração, que vocês tenham gostado.

Elisabeth pousou o livro que lia no colo e fechou os olhos sentindo o sol lhe aquecer. Como era repousante apenas deixar o tempo passar. Prestar atenção nas flores que cresciam nos canteiros e no movimento continuo do sol de verão. Nada de ficar extremamente focada em limpar armas e afiar lâminas, embora isso ainda fosse rotineiro em sua casa.

Sua casa. Ela virou-se e fitou o seu lar. Uma aconchegante casa repleta de amor. Não era majestosa como Pemberley, mas era de uma família igualmente amorosa e feliz.

Agora que a praga havia sido exterminada, as pessoas estavam voltando a terem vidas normais. Até o trono havia sido restaurado. A jovem rainha Vitória havia assumido e, parecia que a Grã-Bretanha entraria em uma nova era de prosperidade.

Após voltarem a Rosings, ela e Darcy começaram a viver a sua história de amor. Como não podia deixar de ser, os momentos de tórrida paixão eram entremeados com inflamadas disputas, já que ambos eram igualmente teimosos e orgulhosos. Mas nada que não se resolvesse com batidas de pés no chão, olhos semicerrados, duelos de espadas e beijos enlouquecedores.

A longa amizade entre Darcy e Bingley e o amor que sentiam pelas esposas os fizeram comprar propriedades próximas uma da outra. E na divisa delas, eles construíram um dojo para que elas tivessem onde treinar. Porque a praga havia sido exterminada, mas nem por isso a Sra. Darcy e a Sra. Bingley haveriam de abandonar as artes marciais.

E com tais professoras, Kitty, a Bennet mais nova e Georgiana se tornaram guerreiras impecáveis. Que somado a beleza das duas lhe renderam diversos pretendentes. Afinal quem não haveria de querer se unir a duas das famílias mais importantes de Hertfordshire?

Com sua missão completa, Chang, Mei Li e Wuang retornaram a China. Wuang voltou ao seu mosteiro sendo recebido amorosamente por Mestre Liu.

Chang retornou ao seu posto no exercito imperial. Passou anos antes que ele conseguisse esquecer a bela guerreira inglesa, mas no fim, sabia que ela estava bem e feliz. E isso que importava para ele. Mas nenhuma outra mulher conquistou seu coração.

E Mei Li... se tornou a primeira concubina do Imperador. Mas a Cidade Proibida era um lugar de muitos mistérios e Mei Li acabou se tornando a Imperatriz de toda a China. Corria a boca pequena que o Imperador passava muitas luas sem visitar as concubinas, por que a Imperatriz era muito boa em agradá-lo. Isso ou ele temia a perícia de Mei Li com as adagas.

Para a felicidade completa da Sra. Bennet, a convivência entre o Coronel Fitzwilliam e Lydia havia rendido frutos. Lydia era o frescor que contrabalançaria toda a seriedade do Coronel. Talvez ele fosse capaz de controlar a futilidade dela, coisa que o senhor Bennet não conseguira controlar na mãe, apenas tolerar.

Quando a filha de Jane e Bingley já iniciava nos treinamentos das artes marciais, Elisabeth também se tornou mãe de uma linda menina de olhos negros. Assim que Catherine Elisabeth Darcy começou a andar, foi flagrada por seus pais a imitar os gestos que a priminha mais velha fazia. O legado de Mestre Liu continuaria nas gerações seguintes.

Mary, a irmã erudita era a única ausência sentida. Assim que os portos foram abertos novamente, ela embarcou numa viagem de autoconhecimento. Em sua última carta dizia estar bem visitando mestre Liu e que ele mandava votos de tranquila felicidade às suas discípulas mais queridas.

Elisabeth estava perdida nesses pensamentos quando Darcy se aproximou dela.

— Tão contemplativa, Elisabeth... — ele se inclinou e beijou o alto da cabeça dela. — O que passa por essa cabecinha inquieta?

— Nada que possa lhe preocupar. — Darcy se sentou ao seu lado e Elisabeth pôs sua mão sobre a dele no banco. — Pensava em tudo o que nos acontecera nos últimos meses. Jane e Bingley, nosso casamento, a guerra contra Wickham... Mal posso acreditar no que ele nos revelou! E se ele realmente tivesse matado você, Darcy, eu não saberia o que fazer.

— Não se preocupe mais, minha amada. Wickham foi um erro que, felizmente, já está esquecido.

Darcy disse aquilo apenas para tranquilizar sua esposa. Mas ele nunca esqueceria o homem que pensara ser seu amigo, mas que o odiava desde sempre. E que na verdade era seu próprio sangue também.

— E Cathy? Onde está? – perguntou Darcy para afugentar os sombrios pensamentos.

— Jane e Bingley a levaram para brincar com Philippa. Ela ama estar com a prima. Embora, em alguns momentos, Jane me disse que ela tem o gênio igual ao meu.

— Ora... uma outra Huang Mei?

— Darcy! — Elisabeth o repreendeu.

Ele sorriu para a esposa um de seus meio sorrisos tortos, mas seus olhos brilhavam com malícia.

— Quer dizer que estamos sozinhos?

— Sim. Mas por quê...

A pergunta que Elisabeth faria ficou no ar porque, sem aviso, Darcy a pegou nos braços. O livro que estava em seu colo caiu aberto no chão.

— Darcy! O meu diário!

— Não se preocupe. Você terá muito o que escrever nele depois.– a voz profunda e rouca dele em seu ouvido fez com que Elisabeth sentisse um calor a incendiando.

E ele a levou para dentro da casa.

Nas páginas que se abriram ao soprar da brisa se podia ler a última escrita.

" E desde então sou feliz com o homem mais orgulhoso, arrogante e maravilhoso que possa existir: o Sr. Fitzwilliam Darcy.

E quem poderia imaginar que os planos casamenteiros da minha mãe dariam tão certo..."

FIM

Notas finais
Eu só tenho que agradecer as visualizações, os favoritos e os comentários cheios de amor que a história recebeu. Muito obrigada e mil beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!