Amor de amigo?
2 Dentro do templo
— Jura gênio? – a pergunta irônica saiu da boca da mãe da noiva. Kushina estava usando um belo quimono rosa, fez que os comentários em volta se iniciassem.
Jun, ficou ajoelhada ao chão, virou-se para a família – caso para a mãe e o irmão que trinta segundos depois da pergunta irônica, já tinham sede de vingança bradadas – em silêncio, como se estivesse apenas disposta a observar, até que se cansou e abaixou o rosto.
Gritos efusivos, pela desistência do noivo, foram dados, pelos que não desejavam o casamento.
Era fato conhecido que os Uchiha, eram pessoas frias e insensíveis. Porem, tendo em visto a covardia de Shisui – Jun escutava a discussão iniciada entre sua mãe e o tio de Shisui, Fugaku, que representava o pai do noivo — a noiva não aguentou por muito tempo a sua letargia.
— CALEM A BOCA! – Soltou um brado tão forte quanto a mãe quando estava irritada. Começou a levantar-se, sendo ajudada por seu pai. – ninguém vai correr atrás de Shisui para obriga-lo a se casar comigo. – falou encarando Fugaku, que parecia prestes a ativar sua linhagem sanguínea para primeiro acabar com Kushina – fato esse não consumado a anos – e depois trazer o sobrinho pela orelha, fazendo o que havia sugerido. – Shisui não é nenhum moleque e se não quis casar comigo, hoje, agora... – Ela estremeceu, apertando os olhos. Não iria chorar. Não na frente de quase meia Konoha. – Ele deve ter tido bons motivos.
— JUN! – O berro de naruto fez que ela lançasse um olhar irritado ao loiro, que usava um quimono laranja. – O que esse filho da mãe...
— Eu proíbo você de sair catando confusão com qualquer Uchiha. – ela ordenou, no tom que sabia fazer o irmão ficar com medo. – E se for atrás de Shisui... – ela deixou a ameaça vaga no ar. Naruto engoliu em seco. Quando Jun ameaçava, vagamente... Bem, somente a dupla Itachi Shisui não tinha medo. Quer dizer, Itachi, porque naruto jurava que já tinha visto Shisui estremecer com o olhar que Jun reservava a poucos... E que vinha sempre acompanhado de um ou os dois braços quebrados... — Como a festa já esta paga, não tem sentido vocês não aproveitarem... – ela apertou o braço do pai.
Ela precisava sair. Sozinha. Não ter nenhuma testemunha da coisa que planejava fazer.
— Tem certeza do que está falando? – a preocupação estava mais que estampada na voz de Kushina.
— É claro mamãe. Afinal de contas, pagamos todo o bufe para nossa família e amigos... Espero que todos aproveitem bem. – beijou o pai, aproveitando-lhe para lhe sussurrar. — não deixe a mamãe e Naruto correrem atrás de Shisui... Hoje e nos próximos dias.
— Jun. – Minato apertou a filha, que lhe sorriu. Não radiante, como quando essa historia tinha começado. Um sorriso triste, para consolar um pai, que tinha mais interesse em torcer ele mesmo o pescoço do Uchiha ao impedir que sua explosiva esposa o fizesse.
Preciso apenas ficar um pouco sozinha, papai. Eu já disse hoje que te amo?
Minato sentiu-se desmoronar ao escutar. Jun usava poucas aquele artificio, mas Minato assentiu.
— Tambem te amo, hime-chan.
Minato beijou Jun na testa, antes que a ruiva, de cabeça erguida, saísse dos seus braços, em direção as portas do templo.
— Minato, o que vamos fazer? – Kushina raras vezes usava aquele tom de lamentação, mas o hokage de Konoha a abraçou pelos ombros.
— Vamos ao lugar do bufe. Jun precisa ficar sozinha agora, querida... E Fugaku precisamos depois conversar.
O líder do clã Uchiha assentiu, virando-se para o filho mais velho, que simplesmente havia desaparecido.
Fugaku bufou, pensando, não pela primeira vez, que Itachi deveria aprender a ficar longe de Jun. pois não havia dúvidas para ele, quem seu filho estava seguindo.
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