Tirei meu orgulho fora do meu peito

Substituí por um sorriso teu

Agora que me deixaste, não posso reverter o que foi feito

E de orgulho, perdi todo o meu

Caí em lágrimas e gotas de álcool barato

Para tentar esquecer essa dor melancólica

Agora em meu rosto, abato

Aquilo tudo que acreditava quando te via

Oh moça, pequena, inocente

Criança que brinca com um coração despedaçado

E ainda sorri, mostra-me teu sorriso descente

Pois esse teu falso sorriso já conheço de um passado

Choraste ao pensar em meu amor

Mas não via que a única que não amava era tu mesma

O quão vale o ser humano que sente uma dor

Hoje me vejo como pútrida e nojenta lesma

Em meu véu de prantos úmidos

Choro como um condenado à morte

Pensamentos chulos

Tornam-me um ser de pouca sorte

Não soubeste me dar teu amor

Enquanto que eu, tudo fazia para te consolar

Mais enquanto vivo eu for

Nunca mais irei de tua beleza lembrar

Afogaste teu coração em um rio de sangue

Pelo simples medo de sentir algo puro

E agora reinventa um coração sujo, podre

Pois não soubeste conservar o teu

Meus versos se perdem nessas palavras sem sentido

Minha poesia ruim agora é dirigida à ti

Nem mais podemos ser amigos

Sem que você olhe para mim, sem rir

O quão errado fui eu para merecer isso

Merecer teu desprezo, teu rancor

Meu ser agora, deseja apenas o sumiço

Pois não agüenta mais lembrar do teu “amor”

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!