Amor de Luz
10 Mais dúvidas surgiram
Notas iniciais
__ Abra já esta porta! – ordenou-me meu pai.
__ Não, me deixe em paz! Não vou mais sair desse quarto. Vão embora! – respondi aos gritos e soluços me jogando na cama.
Não insistiram mais. Parece que desceram. Uma estranha sensação estava em minhas mãos. Estavam queimando. Já havia sentido isso antes, mas passou. Adormeci em seguida.
“__ Desculpe-nos pelo incômodo duque, ela vai estar na igreja no dia planejado. – Disse Soraia ao levá-los a porta.
__ Perfeito Senhora! – respondeu o duque com um ar superior em quanto ia embora. “
Essa parte não tinha ouvido, mas na manha seguinte uma empregada veio trazer meu café e me contou. Foi à pior das noites que já tive. Fui tomar um longo banho ante de comer. Minhas mãos ainda queimavam e uma terrível dor de cabeça tinha começado.
Tentei ficar o mais relaxada possível, me vesti, tomei o café, e criei coragem de ir a cozinha pegar um remédio para passar a dor de cabeça. Tive sorte de não encontrar ninguém no caminho de ida, mas na volta...
__ Então saiu do quarto, queridinha! – agarrou-me Soraia. – Que bom que esta bem!
__ Me largue! – gritei dando um empurrão só para que me soltasse. Mas logo em seguida levei uma bofetada.
__ Como ousa me empurrar garota! – em quanto ela falava essa frase, segurou bem firme em meus pulsos, como já estavam doloridos e com a força que ela os segurou comecei a gritar de dor.
Ninguém ouvia meus berros? Onde estavam? Já que estamos sozinhas e não tinha ninguém para escutar meus gritos de socorro e dor, consegui achar uma maneira de me soltar e sai correndo para meu quarto, novamente. Meus pulsos ficaram marcados. Uma bela área roxa estava para se formar.
Ela dissera muitas outras coisas a mim, só que não consegui escutá-la, pois a dor estava intensamente grande, e ainda não parou, mas pelo que me lembro era sobre eu estragar a noite passada como sempre fiz e muitas outras coisas.
Passei a manha e um pouco da tarde trancada no quarto.
__ Filha precisamos conversar! – era a voz do meu pai do outro lado da porta, mas não respondi. Não queria ver ninguém além do Kevin. – Abra essa porta! Terei que abrir eu mesmo então?
Foi então que abri a porta, sem vontade nem uma, mas era meu pai. __ O que quer falar? – perguntei convidando-o a entrar e sentar-se.
__ Muito bem, você já esta bem grandinha para saber que não vou durar para sempre e precisa ter alguém que cuide de você por mim, já que sua mãe não esta mais conosco terá de ser outra pessoa, não acha? E quem seria melhor para isso? Um marido.
Prestei bastante atenção em todas as palavras que saíram de sua boca.
__ Mas pai eu não o amo, nem ao menos o conheço e nem gosto dele. E vocês não podem escolher um marido para mim.
Ele se levantou, abriu a porta e disse: __ Você vai se casar querendo ou não. Não queria que fosse assim, mas não temos escolha! E tente ser um pouco mais civilizada com Soraia.
Não consegui dizer nada. Ninguém mais veio me perturbar de novo.
Fiquei a noite toda sentada na janela à espera de Kevin e pensando. Do que meu pai estava falando em não termos mais escolha?
Faltavam agora quatro dias para o casamento e três para que Kevin viesse me buscar. É tão chato esperar.
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