Amor de Belieber.
12 vem comigo.
UMA MÊS SE PASSOU, e ele não ligou.
Ultima mensagem recebida: Ash, desculpe não falar, mas eu agora estou ocupado. Não sei quanto tempo aqui vou ficar... mas parece que vai ser longo, pois o Scooter quer arranjar uma casa aqui para nós. Desculpe, por tudo isto. Prometo que quando poder eu vou ter com voçê... mas por agora não dá. Eu amo voçê, espero que saiba disso.
Promessas. E mais promessas. Ele pensa que eu aguento com isto tudo? Esta mensagem tinha sido a da semana passada, eu continuava sem responder porque... não sei, talvez por que o tentava... hum... esquecer? Claro, que não era para o esquecer. Nunca o ia conseguir esquecer. Mas talvez, para... não pensar nele. Sim. Parece-me uma boa resposta.
Ontem, ele tinha aparecido na mtv... e bem, wow, quando o vi eu fiquei completamente chocada. Ele crescia cada vez mais, já tinha várias musicas no topo e todas aquelas raparigas a gritar de volta dele... eu só senti inveja — e podem pensar que elas é que deviam ter inveja de mim- mas pensem só. Porque haveriam? Elas estavam com ele, não eu. E para mais, porque haveriam mesmo de ter inveja? Supostamente ele não tinha namorada.
O que aconteceu ontem no programa foi mesmo isso.
Entrevistador: — Então, Justin? E namoradas? Parece que têm aqui várias opções... — Muitos gritos — ao que eu... bem, ouço.
Ele tinha respondido, que não. Sim, ele tinha dito NÃO com cada letra que a palavra têm. Sem mágoa nem dor. Coisas que eu senti logo a seguir, chorar. Eu chorei, chorei e chorei, só por causa dele, nem sei porquê... eu não costumava chorar, eu não gostava de chorar, fazia-me sentir... fraca. E eu não era fraca.
Mas não conseguia parar, sempre que limpava uma gota, caíam mais duas, e era dificil aguentar toda aquela dor no coração. Porque eu tinha coração, ao contrário dele.
24 horas tinham se passado, e eu continuava no mesmo estado, até que alguém bateu na porta do meu quarto.
— Ashley! Levanta-te miuda! Sê a garota forte que eu conheço desde pequena. — Gritava Caroline do outro lado, ela era tudo o que eu precisava agora, eu agoa precisava da minha amiga, da minha verdadeira amiga. Levantei-me limpando as lágrimas, sem efeito nenhum e abri a porta.
Mal a vi, abraçei-a e desatei a chorar de novo, sentia-me envergonhada comigo própria, talvez dos piores sentimentos que se pode ter. Chorei não sei por quanto tempo, ouvindo as palavras de Caroline dizendo que ele não merecia... mas merecia, eu sabia que sim.
— Ele disse que... iamos passar o Natal... juntos. — Murmurava eu entre soluços. — Eu quero o de volta.
— Por que é que não tens? Se o queres luta por isso. — Dizia ela.
"Luta por isso" estas palavras ficavam na minha cabeça fazendo eco, lembrando-me que essas palavras existiam e que eu não era fraca. Eu não ia desistir assim tão facilmente. Não podia, ia contra a minha natureza, ia contra o que me estava no sangue, foi então que decidi fazer malas e comprar... bem dois bilhetes de avião e mais dois para o concerto em Nova Iorque do meu rapaz. Sim, porque enquanto ele não oficializasse tudo, ele continuaria a ser o MEU rapaz.
Partia-mos amanhã de manhã, eu e Caroline iamos até Nova Iorque... eu ia conseguir...
Faziamos as duas as malas, e punha-mos no saco tudo o que precisavamos.
— Tens a certeza que queres fazer isto? Vais ter de ser forte, muito forte, sister.
— Eu sei... mas eu consigo. Ele é aquilo que eu quero, tudo aquilo que eu sempre quis, e eu vou lutar.
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