Amor de Belieber.
14 oi?
Notas iniciais
“Apesar de respirar, estava morto até me encontrares. Depois vieste… e despertaste-me.”
Aqui estamos nós. Eu e Caroline em Nova Iorque, num dos melhores hotéis da cidade (sim, porque a minha mãe e a de Caroline juntaram dinheiro, e fizeram esta grande surpresa) e bem... aqui estavamos.
Em busca do adolescente mais procurado e conhecido aqui da cidade, feitas tontas á espera que o elevador chegasse ao nosso andar. O show era hoje á noite e eu estava uma pilha de nervos, só de pensar que o ia ver outra vez, o dono dos meus pensamentos, do meu corpo e o dono do meu coração. Tinha muitas saudades dele, mas sabia que me ia arrepender de fazer isto, de vir até aqui, vir ter com ele... voar por meio-mundo até ele, uma coisa que eu sei que não iria fazer por mais ninguém, a não ser por ele.
Tenho medo que esta noite não corra como Caroline diz — que vai correr tudo bem e que vão ficar juntos outra vez — , porque provavelmente não vamos, eu nem sei se ele já me trocou por uma famosa qualquer ou por uma fã daquelas todas que ele tinha, e acreditem que já são muitas e maior parte são todas milhões de vezes mais bonitas que eu.
Também quem não se sentiria insegura como eu sinto agora? sabendo que o seu namora... ou quero eu dizer ex-namorado está rodeado de garotas perfeitas?
Tudo isto dói, dói saber o quanto fomos felizes e como ele acabou com todo esse conto de fadas num piscar-de-olhos. Mas no fim de tudo, aqui estava eu á procura dele a tentar encontra-lo — não sei para quê, por que o que eu provavelmente o que irei fazer quando o vir vai ser, relembrar-me daquela palavra "não" e desatar a correr chorando — vim aqui lutar, certo? E se estou aqui é porque vou ter forças para continuar, vou enfrenta-lo e dizer tudo o que me vêm á cabeça, tudo o que me está preso no coração e ouvir cara-a-cara ele dizer-me que acabou. É incrivel como um garoto nos pode fazer sentir tanta dor com poucas palavras não é? E não é incrivel a maneira como nós aguentamos tudo isto e continuamos a lutar por ele? Pois é.
Não dei conta, que estava perdida entre pensamentos até que o elevador parou e as portas abriram. Dei conta de algumas pessoas a entrar dentro do elevador enquanto nós saiamos, mas não me apeteceu olhar para a cara de ninguém.. até que enquanto passava por alguém, um perfume familiar me chamou á atenção, tentei não olhar, mas não resisti, o perfume era demasiado familiar e.. meu.
Olhei então discretamente e vi um rapaz — pelo menos acho que era um rapaz, porque ele estava com oculos de sol e carapuço — o que fez com que eu não reconhece-se quem era. Não liguei então, e voltei para a beira de Caroline que me esperava com um ar do tipo "oi?" eu sorri vendo aquilo. E segui-a até ao nosso quarto, pensando ainda quem poderia ser.
P.O.V Justin
Não podia ser. Era impossivel. Ela estava no Canadá. Não era possivel ela ter passado por mim, mesmo agora. Aquela rapariga que passou por mim, não podia ser ela aquela rapariga era diferente de Ash, aquela garota não podia ser a minha Ash, a minha Ash não era assim tão forte como aquela, quando a olhei por traz dos meus oculos escuros de disfarçe e olhei para os seus olhos, tinha uma força gigante talvez ainda maior da que tinha visto da ultima vez nos olhos dela.
Poderia ser? Ela poderia estar aqui? Tão perto de mim assim? Como?
Agora sim eu senti, dor. E se ela estivesse aqui para vir ter comigo? Eu tinha sido muito egoista, e para mais eu acabava de começar a "namorar" com a Villegas porque ela precisava de fama e bem, aqui estava eu para ela me usar, o pior era mesmo que Scooter já tinha dito á imprensa e deveria sair já amanhã em todos os jornais da cidade.
Eu teria de a encontrar hoje á noite, não sei para fazer o quê nem saberia o que dizer, mas pelo menos ficaria a saber se ela era capaz de me perdoar — uma coisa impossivel , mas desde que a vi aqui, já acredito em tudo — e esquecer tudo, seguir em frente com a vida dela e ser feliz. Sim, era isso que eu queria mais do que alguma coisa, por que talvez e só talvez vendo-a feliz isso poderia atenuar a minha dor, fazendo com que eu fosse capaz de a suportar. O olhar dela não me saia da cabeça e poder saber que estavamos no mesmo sitio fazia-me querer arrancar as portas do elevador e começar a correr á procura dela, e quando a encontra-se, agarra-la e nunca mais a voltar a largar. Queria poder me perder nos seus cabelos dourados e poder ficar a ouvir a voz doce dela cantando a musica que ouviamos, eu queria.
Voltando á realidade, as portas do elevador abriram-se e segui o meu caminho até ao meu quarto, pensando nas probabilidades de a poder encontrar hoje no show, ou até mesmo de a encontrar aqui no hotel, talvez se perguntasse á mulher da recepção, ela poderia me dizer se a minha Ash, estaria aqui.
Mas bem, eu tinha de esperar. Iria organizar as minhas ideias e fazer as coisas bem desta vez, pelo menos desta vez.
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