Notas iniciais
Oláá, aqui está outro capitulo :3

Era Natal, a cidade estava coberta de neve e de luzinhas bonitas, era a minha epoca favorita do ano, não por causa das prendas mas por estar todo o mundo feliz, eu gostava disso. E o Justin estava a minha beira a abraçar-me e dar-me beijos. Até que eu acordei. Odiava sonhar com estas coisas, pois acordava sempre com lágrimas nos olhos. Hoje não me apetecia abrir os olhos, mas tinha, levantei-me com esforço e fui diretamente para o banho, vesti-me peguei nuns quantos livros e pus-los na mochila, desci as escadas peguei numa maça e numa água e estava quase a sair porta fora, mas reparei que a minha mãe;e estava acordada e fui dar-lhe o bom dia. Ela estava sentada no pequeno sofá branco a ver as noticias da manhã, com uma tigela de cereais na mão.

- Bom dia, mãe!

- Olá, filha, tudo bom?

- Tudo bom — Respondi com o meu melhor sorriso.

- Tchau, até logo. — Disse, não esperei resposta, e sai.

Puxei o capucho e preparei-me para a chuva de Inverno, faltavam alguns dias para o Natal e já tudo se começava a preparar como no meu sonho. Apanhei o táxi e como todos os dias pedi-lhe para me deixar um quarteirão a menos do colegio, para não desconfiarem que vim num taxi, como faço todos os dias.

Paguei e começei a correr até a escola, chovia seriamente e o chão estava escorregadio, mas pouco importava o pior que me podia acontecer era me magoar, porque alguém ver as chances eram minimas. Quando entrei, vi imediatamente a Caroline e fui ter com ela, iriamos ter a primeira aula juntas. Durante o resto do dia, vi o Justin uma ou duas vezes, e pelo que Caroline me contou parece que tinha havido uma discussão entre ele e a barbie e parece que acabaram, mas por muito que Caroline pensasse que eu ficaria feliz, não fiquei. Porque afinal de contas, o Justin estaria mal. O dia pareceu lento a passar, aulas e aulas que eu já sabia a matéria repetidamente. Quando finalmente acabou, despedi-me da Caroline e fui diretamente para casa, não me apeteceu ir de taxi, a chuva tinha melhorado e eu fui a pé, nem era assim muito longe.

Estava quase a chegar, quando ouvi alguém a tocar violão, uma musica linda, mas uma voz fenomenal. Uma voz mesmo bonita. Era um rapaz, eu conhecia aquela voz de algum lado, então procurei de onde vinha o som, andei por ali, até que o vi, o Justin sentado nas escadas cá fora á beira do jardim com o violão e a cantar perfeitamente, eu queria me mover, sair dali, pois eu estava demasiado perto e ele poderia me ver — se me visse, claro. — mas não me consegui mexer, nem um musculo. Fiquei ali, fascinada com aquela imagem.

Até que ele parou e olhou diretamente para mim. Fiquei sem ar, quando ele me falou.

- O que é que estás ai a fazer?

Não sei como, mas consegui arranjar coragem para lhe falar ou... mais ou menos.

- hum, desculp... eu já vou... — E virei costas. E senti-lo a correr. — Espera! O meu coração bateu fortemente como não fosse apenas o meu a bater mas milhõe deles.

- O que é que achaste?

- Não percebi a pergunta dele, achar de quê? E porque é que ele queria saber a MINHA opinião?

- Da musica...

- Eu? Eu acho que estava... muito bonita. — Sorri-lhe. Ele delvolveu-me o sorriso, o seu sorriso perfeito. E foi quando eu reparei nos olhos dele, enchados. Como se tivesse estado a chorar... — Estás bem? Estives-te a chorar? — Perguntei, não sei como, eu nunca conseguia falar com mais ninguém a não ser com a minha mae e com a Caroline e já mal, porque é que com ele era mais facil?

Ele passou a mãoo tentando esconder, os olhos mas não conseguiu.

- Hum, uns problemas.

- Podes falar comigo, se quiseres. — Sorri-lhe dando-lhe incentivo. Parece que o tinha surpreendido, o que teria dito mal? Será que não devia ter dito aquilo? Não era normal entre eles? Houve silencio...

- De que colégio és? — Obvio, que ele não me conhecia. Eu era invisivel! Claro, que é que eu estava a pensar? Que derrepente a estrela da escola iria falar comigo assim, oh.

- Do mesmo que o teu. E não, não te vou mentir, como alguma iria. Eu sou do grupo dos invisiveis, daqueles que tu e a tua namorada nem sabem que existem. Por isso, eu sei que não me vais falar mais agora, então adeus. Foi bom falar contigo, como uma pessoa normal. — Virei costas e contive com todas as forças as minhas lágrimas. Até que ele me agarrou pelo braço e me pediu para eu parar.

- Que foi? Eu sei, que não posso falar contigo. Blá, Blá Blá, porque tu és dos acima nos da lista dos populares, e eu nem sequer lá estou, eu percebo...

- Importas-te de te calar? — Disse ele pondo o indicador nos meus lábios. — Eu nunca gostei dessa lista, sabes? Ainda bem, que não mentes, estou farto dessas mentiras e falsidades. E... namorada? Eu não tenho namorada nem nunca tive.

- Então e a bar...taylor ou como que ela se chama? — Vá, eu tinha de saber o que ele quis dizer com aquilo. Mas... passou um carro, batendo numa poça gigante, molhando-nos completamente, ficamos mesmo encharcados. Até que ele desatou a rir e eu ri-me com ele.

Então, ele pos-me a mão á volta da cintura e sussurrou-me ao ouvido.

- Vamos lá para dentro, e vestes-te lá. Não vais para casa assim... Eu tremi, com ele assim a susurrar tão perto de mim. Tão colado a mim.