Amor de Amigo
4 Capitulo 4
Pois é as coisas mudam e naquele mesmo ano não foi diferente, eu não via mais Finn e pra mim não fazia diferença eu era uma garota popular agora, tinha outros amigos e na minha vida não tinha espaço pra pessoas insignificante. Certo dia depois das aulas fui para casa me arrumar, iria ao cinema com a meninas do meu novo grupo de amigos.
— Vai aonde?
— No cinema com a minhas amigas.
— Não vai não.
— Por que? Já fiz meu dever, não tem porque não deixar.
— Filha você não está esquecendo de nada não?
— Não que eu saiba.
— E o Finn?
— O que tem ele?
— Não são mais amigos?
— Somos, quer dizer eramos, sei lá.
— Você mudou muito minha filha.
— Não mudei não, só conheci pessoas novas.
— E deixar os antigos por novos é legal? Filha ele ta sofrendo.
— O Finn sempre ta sofrendo reparou?
— Desisto Rachel.
Ela se virou e ia indo pra cozinha.
— Espera mão.
— O que foi?
— O que o Finn tem?
— Athan foi convocado pra guerra...
Aquilo me deu um panico que nem ouvi minha mãe terminar de fala, sai correndo porta a fora. Adentrei a casa de Finn e corri direto pro seu quarto, ele estava sentado na cama inerte.
— Finn?
Ele me olhou e eu corri pra abraça-lo e ai ele caiu no choro, e chorou até dormir. Fiquei com ele ai no meu colo por horas temendo que ele acordasse.
— Finn, meu filho chegue. Rachel?
Disse tia Anny ao abrir a porta do quarto.
— Ele chorou até dormir.
— Que bom, faz dias que ele não dorme.
Tentei me mexer mais Finn não deixava, Tia Anny me ajudou a me livrar dos braços dele e ajeita-lo no coxão.
— Não Rachel, fica comigo.
— Eu fico, eu fico.
E voltei a me sentar na beira da cama e dar a mão para ele. Pude perceber as bolsa que se formavam embaixo de seus olhos, aquilo acabou comigo, como pude abandona-lo assim? Eu sabia o horror que Finn tinha em relação ao exercito, seu pai havia morri em uma guerra, sua família foi jogada na rua, sua mãe teve que trabalhar pra cuidar dos dois filhos, quando Athan ficou de maior foi ajudar a mãe no sustendo de casa, pra agora ser tirado deles como fizeram com seu pai. Tia Anny ia saindo do quarto.
— Tia você ta bem?
Ela sorriu tristemente.
— Não.
E saiu do quarto fechando a porta atras de si. Eu me sentia completamente culpada por não estar ao lado da família que eu tanto amava, acabei pegando no sono, acordei já passava das 2h da manhã, decidi beber água e fui pra cozinha, no meio do caminho encontro tia Anny chorando na sala.
— Vai dar tudo certo.
abracei ela e choramos juntas, fiquei com ela até ela se acalmar, acabei voltando para o quarto de Finn. No outro dia acordo com dois braços envoltos em minha cintura, minha cabeça no travesseiro, a cabeça de em minha barriga, apesar dos pesares eu sorri com aquela cena, era bom ser Finn por perto. Acariciei seus cabelos, ele se moveu um pouco e se espreguiçou.
— Bom dia!
— Bom dia, Rachel.
Ele analisou o quarto e pareceu se lembrar do que havia acontecido.
— Eu apaguei.
— Graças a Deus.
— Fazia dias que eu não dormia.
— É sua mão disse.
Comecei a me levantar e arrumar meu cabelo.
— Onde vai?
— Pra casa, se meu pai descobri que dormir aqui, no seu quarto, na mesma cama ele me manda pra marte.
Consegui faze-lo sorrir.
— Brincadeira, minha mãe sabia que estaria aqui, só preciso ir mesmo, mas eu volto.
Dei um beijo em sua bochecha e ia saindo.
— Obrigado Rachel!
— Pelo que?
— Por ter ficado comigo essa noite.
— Se deveria estar me xingando por ser uma amiga tão ruim.
— Mas você não é.
Eu voltei e me sentei frente a ele.
— Sou sim, eu te abandonei.
— Mas esteve comigo ontem.
— Mesmo assim, não é certo, eu tinha que estar aqui quando recebeu a noticia, eu tinha que segurar sua mão quantas noites fossem, eu sou uma péssima amiga.
Me surpreendi quando ele me abraçou apertado.
— Você é a melhor das amigas.
Alguns meses se passaram 6 pra ser mais exata, quando tivemos a noticia que Athan estava voltando sã e salvo, foi um motivo de alivio pra todos, principalmente pra mim que não aguentava mais ver Finn triste ou chorando, passei quasse um mês dormindo na casa dele, eu era a unica que consegui faze-lo dormir, depois vieram os pesadelos e foi a pior época, e graças a Deus acabou, ou pelo menos achei que tinha acabado.
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