Amor apocalíptico
9 Um pingo de esperança
Notas iniciais
Já era noite e todos estavam se acomodando em seus lugares para poderem descansar, Rick iria vigiar primeiro, claro que não iria deixar sua família por ali perto de um estranho sem nenhum cuidado. Beth e Carl conversavam em um canto e Michonne estava deitada em um dos bancos da igreja enquanto Rick caminhava pelo local, o padre estava sentado ao lado de Daryl que estava distraído observando Beth.
– Vocês estavam indo para algum lugar? – o padre estava com as mãos cruzadas em movimentos meio nervosos.
– Sim – respondeu rispidamente
– E para onde seria? – ele gaguejou, Daryl o deixava com medo
– Porque? – o caipira o encarou
– Está difícil aqui – ele suspirou – eu não queria sair da minha igreja mas eu não posso mais ficar aqui, eu quero ir com vocês.
– Eu não me importo e você nem conhece a gente
– Vocês não iriam me matar, não é mesmo? – ele olhou desconfiado
– Não duvide disso, faremos o que for necessário para nos manter seguros. – Dayl se levantou do banco – Rick, ele quer vir conosco - apontou para o Gabriel
– Por que iria querer ficar com estranhos? – Rick caminhou até ele
– Como eu disse, estou sozinho e antes de vocês passou um grupo aqui, um rapaz chinês ou coreano eu acho com uma moça bonita, um cara que parecia do exército sua namorada, uma garota meio durona e um tal de cientista, falaram que iriam para Washington, que o cientista tinha uma cura para isso tudo, mas eu não quis ir como eles e me arrependo, não quero mais ficar sozinho.
Rick e Daryl se olharam desconfiados.
– Uma cura? – perguntou Daryl
– Quem eram essa pessoas? – Rick se aproximou dele – eles não estão mais aqui, certo?
– N-nnão – o padre gelou com a aproximação do líder – foram embora a dois dias mais ou menos.
– Um coreano com uma moça bonita? – Daryl olhou para Rick – As chances são pequenas mas... Rick podem ser eles.
– Você lembra o nome dessa pessoas?
– Eu não sei – ele engoliu seco – é algum dos seus?
– Responda, você lembra? – Rick o encarou mais sério que o normal, e com um pingo de esperança nos olhos.
– Acho que Abraham, eu não sei, Maggie e Tara e o coreano era Glenn, eu não me lembro mais. – suas mãos suavam de nervosismo
– Graças a Deus – Rick se sentou no chão e colocou as mãos no rosto impedindo as lágrimas – graças a Deus, eles estão bem.
– O que foi Rick? – Michonne se aproximou deles – quem está bem?
– Glenn e Maggie estiveram aqui a dois dias – ele sorrio – Carl... Beth, sua irmã está bem, pelo menos a dois dias, o Glenn também – ele caminhou em direção a seu filho e a loira – eles estão com um grupo que vai para Washington, estiveram aqui também.
– SÉRIO? – a loira se levantou animada – ai meu Deus, a gente precisa ir atrás deles logo, a gente precisa ir. – lagrimas de felicidade escorreram pelo rosto da loira – mas... por que Washington?
– Tem um cientista com eles, diz ter a cura e precisa ir para lá tem algum tipo de campo de proteção e pesquisa – o padre se manifestou
– Tudo bem, você vai com a gente, mas antes preciso lhe fazer três perguntas – Rick ficou de frente para o padre que apenas acenou com a cabeça afirmativamente – quantos zumbis já matou?
– Poucos– ele olhou assustado
– E quantas pessoas já matou?
– nenhuma – ele engoliu seco e gaguejou
– tem certeza? – interferiu Carl
– Claro que eu tenho, eu não faria isso.
– Certo – Rick pois a mão no ombro do padre – não preciso repetir sobre machucar minha família – ele olhou fundo nos olhos de Gabriel – certo?
– Certo – ele deu um passo para trás
– Saímos pela manhã
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– Oi – Daryl se sentou ao lado de Beth no chão
– Oi – ela deu um sorriso delicado
– Está feliz?
– Estou – disse animada – e você?
– Estou bem
– Mas está feliz? – ela o encarou com aqueles grandes olhos azuis
– Estou, Beth – saiu um pouco mais grosso do que ele esperava, mas a loira já estava acostumada.
Ela olhou ao redor e viu Michonne e Rick vigiando por uma janela, o padre estava em uma salinha e Carl dormia tranquilamente num banco. Ela apoio a cabeça no ombro dele, ele hesitou, não queria que ninguém vesse eles, afinal o que pensariam? Ele é velho demais para uma garotinha com ela.
– Beth, não – ele se levantou
– O que foi? – ela se também ficou de pé – qual o problema? Tem vergonha de mim perto de alguém?
– Não é isso – ele falou grosso – já pensou se alguém desconfia? Não quero problemas para mim
– Então eu seria um problema? – ela o olhou com raiva
– Seria, é melhor a gente não manter essa aproximação perto de ninguém – ele se retirou.
– Ótimo – falou para si mesma – vai ser assim então.
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