Amor apocalíptico

2 Consequências da chuva.


Notas iniciais
Ok, estou muito animada por que tem gente lendo a história, então um presente aos meus leitores, sei que postei um capítulo ontem mas não faço questão de postar hoje também. Boa leitura queridos.

A chuva durou a noite toda, foi passando conforme o amanhecer chegava, um errante batia na lateral do carro fazendo Daryl se irritar e sair de seu pequeno conforto para acabar com ele. Depois de resolver o problema deu uma boa olhada ao seu redor, e não fazia ideia onde ele estava, tinha apenas arvores ao seu lado, e uma longa estrada.

Ele não dormiu nada aquela noite, cochilou por apenas 1 hora, estava cansado mas sabia que não podia continuar ali. Resolveu acordar Beth e quando tocou em seu braço sentiu seu corpo quente como o inferno.

Era só o que me faltava, ela está queimando de febre, mais um problema para eu cuidar. Ele a chamou, estava um pouco preocupado.

– Beth, acorda, precisamos sair daqui. Você está bem? – ele ajoelhou em frente ao carro para poder ficar mais próximo dela – Acho que você está com febre, vamos. Levante.

Ela abriu os olhos com dificuldade, parecia estar péssima, estava molhada, a água da chuva escorreu para dentro do porta-malas e a molhou completamente. Estendeu a mão para o Daryl para que ele pudesse ajudá-la a levantar.

– Minha cabeça dói – ela falou com uma fraqueza na voz

– Tem um pouco de gasolina no carro, entre, a gente procura uma lugar para ficar, podemos achar uma casa e com sorte medicamentos. Quando chegarmos lá caçarei alguma coisa pra comer.

Eles entraram no carro e seguiram em frente cada vez mais longe da prisão, Daryl olhava Beth as vezes, estava um pouco preocupado, péssima hora para uma gripe, ainda mais depois da epidemia que afetou as pessoas da prisão, Beth estava tremendo de frio, sua roupa molhada não ajudava em nada.

Ele tira o seu colete e oferece a ela, ela olha sem pegar.

– Pega, você está morrendo de frio, vamos garota – ele joga o colete em cima dela.

– Tão delicado – sussurrou

Como sempre ignorada...

Ele dirigiu por 40 minutos, finalmente apareceu algumas casas, ele resolveu ir na mais próxima, tinha cinco errantes rondando a casa, Beth estava dormindo, ele preferiu estacionar em uma distância segura dos errantes, deixou ela dormindo e pegou sua besta, atirou de longe nos zumbis, pegou de volta suas flechas e retornou ao carro.

–Beth, chegamos – sem sucesso – Tá acordada? – ele chacoalha seu ombro.

Droga ela está apagada.

Ele pega Beth no colo, e vai até a porta da casa, por um momento esqueceu que podia ter zumbis ou até mesmo pessoas lá dentro, e nesse momento ele não sabia o que era pior encontrar, depois da queda da prisão com o ataque do Governador ele decidiu que não confiaria mais em ninguém, não existe mais pessoas boas no mundo.

Ele entrou na casa, a porta estava destrancada, e quando se deu conta tinha um errante indo em sua direção, sua besta estava enroscada em seu braço direito, mas era difícil fazer algo com Beth no colo, ele viu a arma dela em sua cintura, fez um malabarismo para pega-la, e atirou na cabeça do zumbi, por sorte era só um. Sabia que não podia fazer barulho demais ou gastar munição, que pelo azar deles estava se sessando, havia apenas cinco balas na arma de Beth, e mais quatro na de Daryl.

Ele colocou a loira no sofá que estava a sua direita, colocou a mão em sua testa, ela ainda estava queimando de febre. Deu uma olhada em todos os cômodos da casa para ver se estavam seguros e sozinhos. Foi para a cozinha após sua ronda, abriu os armários a procura de comida. Havia por sorte postes de manteiga de amendoim, barra de cereal, e algumas garrafas de refrigerantes, nada muito saldável. Próximo objetivo era encontrar remédios para gripe, lembrou que quando foi procurar medicamentos para as pessoas doente na prisão Hershel havia lhe passado alguns remédios específicos, mas infelizmente não tinha nenhum na casa.

Retornou ao sofá onde deixou Beth deitada, e agachou ao seu lado.

– Beth? – tentaria o quanto fosse preciso para acordar ele – Tem um pouco de comida aqui, você precisa ficar forte para sarar logo, preciso de você bem.

Ela abriu os olhos lutando para ficar acordada, suas mãos estavam tremulas.

– Oi – falou tão baixo que se ele não estivesse pertinho com certeza não teria ouvido ela – Onde a gente tá Daryl?

– Entrei na primeira casa que encontrei, você dormiu o caminhos todo – ele se levantou – Vou trazer algo para você comer.

Ela se sentou no sofá fazendo um esforço enorme, era incrível como ela é fraquinha para aguentar qualquer doença. Daryl voltou com dois potes de manteiga de amendoim e duas garrafas de refrigerante e entregou um de cada para ela.

– Obrigada – ela sorriu, e tinha um sorriso tão doce e sincero, ela era doce, delicada como uma rosa.

Daryl se sentou no chão na frente do sofá que a loira estava, preferiu deixar o espaço pra ela, e também ele não é do tipo que fica próximos das pessoas.

Depois de comer ela se levantou e foi em direção a escada que dava para os quartos no andar de cima.

– Vou achar roupas secas, se ficar com essas vou piorar – ela subiu as escadas falando.

Entrou num quarto que estava escrito Anna na porta, o quarto que estava fez ela se lembrar do seu, ela se sentou na cama e ficou encarando um porta-retratos que tinha no criado mudo, era da família que morava ali, deduziu, os pais e dois filhos. Ela sentiu uma dor enorme ao olhar aquela foto, as lembranças de seu pai sendo decapitado passou por sua cabeça, lembrou de Rick gritando, e os tiros que foram disparados contra o pessoal do Governador, ela tinha ficado encarando o sangue de seu pai escorrendo pelo gramado, lembrou de Maggie chorando, foi tudo tão difícil, não pode conter as lagrimas que escorria por seu rosto.

Eu sou forte, preciso parar de chorar. Como será que a Maggie está? Sei que minha irmã é muito mais forte que eu, ela deve estar com Glenn, e deve estar me procurando. Enxugou seu rosto e engoliu o choro.

Ela foi até o guarda-roupas e começou a procurar algo que a servisse, escolheu uma blusa e uma calça jeans como sempre, pegou um casaco que parecia ser bem quente, ela ainda estava com febre, e estava alta. Daryl bateu na porta e entrou logo em seguida

– Achou roupas, que bom – ele a olhou por um breve momento, não reparava muito em Beth, não achava certo – Sua febre ainda está alta?

– Um pouco, acho melhor a gente ir nas outras casas e procurar remédios.

– A gente não, eu vou e você fica, está fraca Beth. Não pode ficar gastando o pouco de energia que tem andando por ai, e se tivermos que correr de algum bando de zumbis? Você fica – ele falou um pouco bravo, o que foi estranho pra Beth, estavam tendo uma conversa normal. Mas logo aceitou, afinal se trata de um Dixon, e sabemos que eles são grossos por natureza.

– Ok mandão, eu fico – ficou encarando ele com aqueles olhos grandes e azuis até ele desviar o olhar e se retirar do quarto.

Daryl pegou sua besta e foi até a casa do lado, bateu na porta e esperou silenciosamente para ouvir se tinha algum zumbi lá dentro, estava vazia, ele foi a procura de comida e medicamentos, por sorte nessa casa tinha alguns remédios para dor, mas não tinha comida. Ele repetiu esse processo bater e esperar silenciosamente em mais três casas. Estava com duas sacolas cheias, mais remédios, sopas enlatas e encontrou garrafas de água.

Está na hora de voltar. Por algum motivo desconhecido ele sentiu vontade de saber como Beth estava. Talvez só estava preocupado com o trabalho que ela daria a ele.

Notas finais
E ai pessoal, gostaram? Espero que sim, eu gostei de escrever esse capítulo. Até o próximo.