Notas iniciais
Resolvi postar dois capítulos no mesmo dia. Mas só esses... amanhã tem mais!

Ontem o meu dia foi um merda, literalmente. Tirando a parte que Caíque realmente voltou na hora do almoço e ficou falando comigo o resto do dia. Não que isso seja uma coisa tão boa assim, mas pelo menos me tirou do tédio. A gente tava começando a cansar em se falar só por mensagem, e ele perguntou se poderia me ligar hoje. Concordei, e no momento, por algum motivo, estou nervosa. Ele disse que ligaria quando chegasse do trabalho, o que quer dizer que falta menos de uma hora, já que seu expediente acaba no fim da tarde. O que eu acho mais engraçado entre eu e ele é que apenas três semanas, três semanas e parece que nos conhecemos há anos. Ouvi a porta do quarto bater.

— Pode entrar. – falei num tom mais algo.

Minha mãe abriu a porta.

— Nós vamos ao mercado, quer ir? – perguntou segurando meu irmão no colo.

— Humm... não, obrigada. Hoje foi cansativo, prefiro descansar. – respondi.

— Nós vamos ao MC Donald's na volta... tem certeza? – perguntou arqueando a sobrancelha.

— Tenho certeza que a senhora vai trazer o meu hambúrguer com batata frita – disse sorrindo, e ela sorriu também. — Estou realmente cansada, mamãe. – continuei.

— Ok, tudo bem. Tome cuidado, e qualquer coisa ligue para o seu pai, ok? Te amo.

— Claro, não vai acontecer nada. Não esqueça do meu lanche, hein. Te amo também. – respondi e ela fechou a porta.

Uns minutos depois, vi o carro dos meus pais sair da garagem. Tá, eu não estava tão cansada assim, foi só uma desculpa pra ficar sozinha porque Caíque iria me ligar, mas ela não precisava saber disso.

Falando nisso, Caíque estava demorando tanto que eu já estava entendiada. Liguei a televisão, desliguei. Liguei o som, desliguei. Abri meu livro, li um, dois, três capítulos, fechei. Meus pais chegaram em casa, e nada do Caíque. Ok, eu já estava ficando preocupada. Ele nunca demorou assim.

Eu desci, comi o MC Donald's que meus pais trouxeram, na sala, assistindo masterchef com eles. Olhei no relógio, e já era quase dez da noite.

Levantei do sofá.

— É, acho que eu vou dormir. Boa noite! – falei indo em direção a minha mãe, dei-lhe um beijo, depois no meu pai, depois depositei um beijo na bochecha do meu irmão que já estava dormindo no colo da minha mãe, e subi.

Eu já estava tão preocupada, que minha mente já tinha começado a pensar em coisas ruins, e isso só piorava. Abri sua conversa, e ele não estava online desde a hora que meu deu tchau, no almoço. Então, eu resolvi ligar pra ele.

Chamou uma, duas, e na terceira vez, ele atendeu.

— Caíque? O que houve? Você sumiu! – falei rápido.

— Quem é? Não é o Caíque. – uma voz feminina respondeu. Estranhei.

— E cadê ele? – perguntei com a voz falha.

— Amor, tem uma garota querendo falar contigo no telefone. – disse a menina, ignorando minha pergunta.

Amor?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.