Notas iniciais
Eu gostaria de me desculpar por não ter postado sexta como eu tinha prometido, mas é que fiquei sem tempo, e ontem sai com umas amigas. Agora estou postando e espero que vocês gostem. Não recebi muitos leitores mas eu escrevo porque gosto. Aproveitem!

— Que porra é essa? — eu gritei.

Passei Jane na minha frente em direção a saída. Eddie logo atrás.

— Ai deles se destruírem minha casa de novo! — Jane exclamou.

— Querida, acho que o mais importante agora são nossas vidas.

— Eddie, o que exatamente eles querem fazer?

— Eu não sei. Na verdade, amigão, aqueles não se parecem com eles...

— John! Não são agentes! — Jane berrou no momento em que nossa janela explodiu.

Joguei meu corpo contra o dela, protegendo-a da chuva de cacos de vidro que nos atingiu. Catei uma arma embaixo do tapete e Jane já havia pegado uma. Nos levantamos e atiramos sem pensar, pelos buracos na janela. Eu queria muito proteger Jane, porque ela carregava minha filha, e era minha joia mais preciosa.

Logo que conseguimos escapar, entramos no carro de Jane, que estava atrás na garagem, com Eddie no banco de trás. Ele berrava todo tempo, me impedindo de ouvir Jane pestanejando e reclamando.

— Para onde estamos indo?! — urrei por cima dos gritos de Eddie e Jane.

— Para um hotel. — ela falou quando tudo se acalmou. — Vamos nos hospedar esta noite. Vou ligar para Jessie e descobrir o que está acontecendo. Você, Eddie, vai pra casa.

— Por que não ficam na minha casa? — Eddie sugeriu o que eu estava pensando, mas a expressão de Jane respondeu tudo: sem chance.

O hotel que paramos não era nada de luxo. Era muito parecido com o da vez que capturamos Ben. Jane já chegou correndo para o banheiro. Depois de cinco minutos ela abriu a porta, parecia acabada. Eu abri os braços para confortá-la num abraço, e ela veio manhosa.

— Isso é normal?

— Claro, querida. Enjoos fazem parte.

— Parece que eu enjoo mais que as outras. Minha cabeça está explodindo. Estou nervosa. Quase mataram-nos de novo!

— Eu fico de guarda, por que você não deita um pouco?

— Estou muito suja. Toma um banho comigo?

— Se um dia eu recusar isso, pegue uma arma e atire na minha cabeça. — respondi, brincalhão.

...

Pov Jane

Depois de me divertir um pouco com John eu liguei para Jessie, minha melhor amiga e colega de trabalho.

— Estou tentando identificar os atacantes, parecem... — de repente ela parou. — Jane?

— Sim?

— Lembra-se da Rússia?

— Claro.

— Tenho a impressão que são os mesmos homens da máfia russa.

— Mas nós os derrotamos!

— Aparentemente nem todos. Aqui está: Vladmir Scherbítsky.

— Eu me lembro deste nome! Espere um pouco... — minhas memórias estavam embaralhadas. Rússia, foi uma das minhas piores missões. Levei um tiro na barriga e passei perto da morte. Quem atirara? Scherbítsky. — Meu Deus, Jessie! Estou com grandes problemas aqui.

— Eu sei, Jane!

— Não, você não faz ideia. — com isso eu desliguei. Havia algo mais sobre Vladmir que eu não gostaria de desenterrar do meu passado. Que John não descobrisse.

— Então? — ele perguntou.

Ah, como eu o amava! Aqueles olhos, aquela boca... Como eu poderia contar tudo a ele? Mentindo, uma vozinha sussurrou na minha cabeça. Suspirei, exausta. Nosso casamento quase fora por água a baixo por causa de mentiras estúpidas.

— John, temos um problema. — eu me sentei em seu colo, o que o agradou. Tudo me lembrava muito Bogotá, como eu não conseguia passar muito tempo perto dele sem sentir o calor de seu toque. — Eu conheço nossos perseguidores. São da máfia russa.

John arregalou os olhos.

— Ah, uau, isso é mau.

— Eu sei. Mas fica pior...

Era agora. A hora da verdade. Eu contaria a ele sobre meu segredo? Ou manteria tudo com estava? John estava tão mais carinhoso, tão mais... O homem sexy e incrível que eu conheci em Bogotá. Optei por omitir a verdade, o que não era totalmente mentira.

— Nos conhecemos, eu e os mafiosos, quero dizer. Em uma missão, tentei destruí-los, e foi minha primeira, e única, acrescentei para impressioná-lo, missão falha. Sobraram alguns, e aparentemente, querem me ver morta.

— Há quanto tempo foi isso?

— Quatro anos.

— Já éramos casados, Jane. — ele arqueou as sobrancelhas.

— Eu sei, meu amor, mas você também já fez coisas assim.

John tracejou uma linha de beijos da minha clavícula a minha boca. Ele não estava bravo, claro que não, ele não sabia de tudo. Passamos uma noite maravilhosa juntos, mesmo naquele hotel sujo na beira da estrada. John era meu primeiro e único amor.

...

Eu me despedi de John com um abraço e um beijo, pois tinha que trabalhar, e John também. Desde aquela briga com as agências nós pensamos em nos infiltrar em outras, mas minha lealdade às garotas e de John a seus parceiros era maior do que tudo aquilo.

No caminho do trabalho, minha cabeça martelava sobre a mentira. Será que estávamos no caminho de mais uma crise? Ainda mais com um bebê no meu ventre. Eu estava passando por um beco para cortar caminho quando avistei uma sombra. De um homem. Bem alta. Meu coração tropeçou. Eu não tinha muito medo dos ladrões de NY, mas... Tinha a ligeira impressão de que aquele não era um marginal comum.

— Sentiu minha falta, Janni? — o sotaque era mais que revelador.

— Vladmir. — eu me virei para ele, tentando aparentar mais corajosa do que realmente me sentia. — O que faz aqui?

— Você sabe o que eu quero. Assuntos inacabados, irmãzinha. Você precisa pagar pelo que fez.

Aí estava. A revelação. Vladmir era meu irmão. Não adotivo ou de consideração, mas meu irmão. De sangue.

Flashback on

Eu e Vladmir descíamos uma ladeira de neve, eu segurava sua mão para não escorregar. Estava muito frio, e as roupas pesadas dificultavam nossa corrida. Não era a Rússia. Era Montana, em um inverno rigoroso. Estávamos fugindo de valentões que atormentavam meu irmão na escola.

Ele não conseguia aprender o inglês, era tudo muito difícil para ele. Nossos pais tinham morrido há pouco tempo, ainda na Rússia, e nós estávamos sozinhos.

— Janni? — ele chamou.

— Sim?

— Não posso mais correr. Deixe que eles me batam. Fuja você. E escute bem, não ligue para o que ninguém disser de você, você é uma menina linda. — todas essas palavras foram pronunciadas em russo.

— Eu jamais abandonaria você, Vlad.

Notas finais
Então, o que acharam da revelação? Espero que gostem da ideia! Beijinhos