Amor a Toda Prova

2 Capítulo 2 - As coisas como elas são!


Do quarto Nakina podia ouvir os passos do rapaz cada vez mais próximos...

Ele vacilou na porta por alguns instantes e totalmente, desarmado entrou. Ao olhar para onde ela estava...

- Porque essa cara de espanto? – fala Nakina se levantando, mostrando que os selos haviam sido quebrados. – Pensou que aquelas coisinhas me prenderiam por muito tempo?

- Como conseguiu sair? – pergunta Lantis assustado.

- Ora, só estava esperando à hora certa. Eu sempre soube como sair. – ri – Só me faltava um pouco de tempo, o que você me deu de sobra hoje. – fala com arrogância na voz e um olhar desafiador.

Lantis sem perder tempo impunha sua espada em sinal de defesa mantendo Nakina longe da afiada lamina que nesse momento estava entre os dois.

- Eu não voltarei para nosso mundo. Lá já não é o meu lugar. – se aproxima do anjo receoso. – Eu não quero te matar. Volte para Illyria e viva sua vida. Deixe a minha em paz.

- Paz?! – fala irônico. – É isso que você quer? – abaixa a espada cravando-a no assoalho. –Paz?Não me faça rir!Você está acabando com a paz nesse mundo e quer ficar em paz? – sua face calma tomou uma coloração avermelhada e seus olhos serenos se tornaram firmes.

- Pelo que parece. – ri-se. — Você não é de todo bom. Isso que vejo em seus olhos é ira? – aproxima-se de Lantis colocando suas mãos machucadas, pelo selo, na espada cravada no assoalho.

- Ninguém nesse mundo mortal é completamente bom ou completamente mal. Esse é o equilíbrio. – fala afastando Nakina que se aproximou mais dele.

- Mas eu não sou uma mortal. — aproximou-se, afastando a mão do rapaz que impunha considerável distância entre eles.

— Essa conversa terá um fim agora. Você pode parecer imortal, mas não é!Eu também não sou... Sou apenas um enviado, um meio imortal. – novamente ele desvia das provocações de Nakina e retira sua espada do assoalho, apontando-a para a menina. — Eu posso ser um enviado para te capturar, mas ninguém nunca me disse que eu deveria tratá-la bem. Aceite!Volte por bem para Illyria.

- Lamento!Não voltarei.

Nakina se afastou rápido de Lantis e retirou uma pequena estaca da cintura que logo se materializou em uma espada flamejante, desferindo um ataque luminoso contra Lantis que desviou no ultimo segundo, acertando somente alguns fios de cabelo do rapaz.

- Muito bom guerreiro! – ri enquanto empunha sua poderosa espada indo novamente contra o rapaz que também à ataca.

- Agora isso tudo vai acabar!!!! – com um movimento rápido Lantis lança a garota para bem longe e mostra sua espada, que nesse momento começa a ser envolvida por um manto azulado. Então com um corte no ar ele lança seu ataque contra Nakina. O poderoso ataque destrói o quarto onde eles estavam e acerta Nakina e cheio deixando-a inconsciente.

- Acabou tão rápido como começou.

Em silencio ele a pega nos braços e lava-a até o carro, onde dali a pouco, depois que ele arrumasse as malas, partiriam para Nagoi onde se localizava o portal para Illyria, já que Hegle não havia dado sinal algum o que era muito estranho.

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A noite era calma e sem lua, o céu azul escuro ostentava algumas poucas estrelas. Um vento gélido soprava acariciando os cabelos castanhos do jovem rapaz. Caminhando sem rumo. Toda a sua mente estava anuviada. Tantas coisas diferentes de seu mundo que nada fazia sentido. Carros passando apresados pela rodovia, caminhões e motos cantando pneus. Ele estava meio perdido, não tinha o menor senso de direção. Nem sabia como ele tinha parado naquela estrada. Estava tudo tão confuso. Passará um dia todo caminhando sem cessar a procura do caminho para Nagoi.Podia não saber onde estava mais de uma coisa se recordava.Deveria ir a Nagoi se encontrar com Lantis.

O anjo de cabelos castanhos e olhos extremante verdes seguia pela auto-estrada, cambaleante como um bêbado. Sentia uma dor constante no pescoço e possuía uma marca arroxeada no braço esquerdo. Com quem não se importava com a vida, andou para o meio da estrada, parando. Olhou para as duas direções. Observou um carro vindo veloz em sua direção. Não se moveu. Sequer piscou. Ao longe pôde se escutar o barulho agudo dos pneus cantando no asfalto. O carro parou a pouca distancia do homem. Que se dirigindo a janela do veiculo se debruçou sobre ela visualizando uma linda figura feminina, amedrontada pelo que acabara de fazer. Seus olhos azuis tremiam de medo e sua pele alva se tornara sem vida. Ignorando o total desespero da moça, com uma foz firme e doce ao mesmo tempo, o homem se pronunciou.

- A senhorita poderia me dar uma carona? – pergunta encarando-a.

A moça nada pode fazer devido ao susto. Temia que aquele homem tão educado fosse um louco. Mas ao encará-lo pode notar que ele não lhe faria nenhum mal. E com a mesma cordialidade o respondeu..

- Claro. Pra onde vai?

Também ela não tinha motivos para sentir medo, a essa altura de sua vida sua única vontade, era morrer. Perderá os pais e o noivo em um acidente de avião. Toda a herança da família foi roubada por um antigo sócio do pai. Agora estava pobre sem um lugar para morar ou o que vestir, sobrará apenas com o carro e uma garrafa de uísque, deixado por piedade no veiculo.. Nada a deixava com medo. Dar uma carona àquela hora da noite para um desconhecido não era nada.

- Nagoi. – responde calma abrindo a porta do veiculo branco.

- Muito bem – fala com um sorriso triste no rosto. – Agora vou para Nagoi.

Finalmente Hinay tinha um caminho a seguir, levaria aquele misterioso homem, com vestimentas peculiares, a Nagoi.

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Lantis pegava a estrada, à noite. O céu ostentava poucas estrelas e um vento gélido adentrava no veiculo pela pequena abertura no vidro. Nakina estava no banco de trás do veiculo, em um sono profundo. Não um sono espontâneo. Mas mesmo assim, um sono. Presa pelas mãos e pés com o selo sagrado.

“Eu não vou lhe dar chances de escapar dessa vez.” Pensava enquanto olhava a estrada se tornar deserta e fria à medida que percorria o asfalto castigado pelos caminhos e carros que passam diariamente por ela. Ao longe como que no topo de uma montanha uma luz branca, brilhante e intensa, começava a se aproximar deles cada vez mais rápido.... As luzes faziam com que a íris dos olhos do rapaz se contraísse violentamente, ele, por uns breves instante fecha os olhos e quando a luz se aproxima....

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Continua...................