Amor X Preconceito

27 Capítulo vinte e seis.


Notas iniciais
Me desculpem pela demora do capítulo. Juro que iria sair antes, mas minha semana anda muito corrida. Como segunda inicia minhas provas, irei postar logo hoje para dar um gostinho de quero mais para vocês #I'mbad. Esse capítulo ficou maior no meu caderno, juro, mas aqui nem ficou tão pequeno. Ficou maior que a maioria dos outros. Aposto que vão querer me matar pelo que aconteceu nele, mas... Antes disso queria dizer: Sejam bem vindas as novas leitoras que comentaram e obrigada a Gabriella Marie Cecchin e Gnoma que recomendaram a fanfic. Esses últimos 5 meses com essa fanfic estão sendo ótimos. Então é isso, vamos ao que interessa.

- Por que não me deixa em paz? – sussurrou Isabella olhando para as mãos. – Deixe que eu tenha pelo menos um dia feliz...

- Um dia Feliz? – Edward riu descaradamente. – É isso que quer?

- Não tenho direito?

- Pessoas com você não tem direito a nada que não seja desprezo. – sussurrou. – Sairemos no sábado à noite. Apenas eu e você.

- Por que acha que eu sairia com você?

- Porque não é um pedido e sim uma ordem.

- Senhor Cullen? – A voz estridente e evidentemente estressada adentrou no recinto trancando a porta atrás de si com frieza, rapidamente, atraiu quatro pares de olhares frios com emoções indecifráveis para sua direção. – Admito que quando ouvi esse chamado e soube que eram vocês não consegui acreditar.

- Delegado Volturi. – Edward falou com convicção e esboçou um sorriso mostrando que tudo estava em seu perfeito controle.

Mesmo ali, em frente de Aro Volturi um dos maiores especialistas, requisitado mundialmente para fazer com que crimes raciais fossem facilmente resolvidos e pagos, Edward continuava com a postura inabalável. Quanta ironia...

- Fico surpreso com a sua visita, Sr. Cullen. – O homem de meia idade pôs-se atrás da mesa sentando-se em seguida em uma confortável cadeira. – Tiveram sorte, eu já estava de saída.

- Quanta sorte nós tivemos. – Ironizou Jacob suspirando.

- Sem gracinhas Black, você não é conhecido por nossa gente como sendo o mais esperto, imagino como Billy se sente em respeito a isso.

- O que quer dizer com isso?!? – O rapaz ergueu a sobrancelha e parou instantaneamente de ironizar a situação. Odiava ouvir de seus defeitos, principalmente quando colocavam seu pai no meio.

Aro balançou a cabeça ignorando a pergunta que julgava ser idiota e prosseguiu sem nenhuma pausa:

- Não consigo entender... Vocês tem uma fama tão boa entre nós, como conseguiram ser peigos?

- Soldado Riley.

- O retirante.

Edward assentiu.

Flash Black

Os becos daquela grande cidade fazia com que os rapazes se sentissem em paz. A adrenalina correndo em seus sangues fazia com que eles pudessem sentir o controle em suas mãos. Cada um deles estavam devidamente compostos por suas máscaras. Depois de tanto tempo iriam entrar em ação novamente e algo que nenhum deles poderia negar é que mal poderiam esperar para aquele momento.

- Por aqui. – A voz dele expunha superioridade e certeza, era inevitável que a vontade de segui-lo não aparecesse espontaneamente.

Com graciosidade eles deslizavam pelas ruas, até entrar em um prédio aparentemente abandonado conhecido por ser ponto do tráfico e de prostitutas. Ali rolava de tudo. Aquela era a famosa Zona Negra.

O local perfeito para pessoas com aquele tipo de personalidade, porém muito perigoso pela presença constante de viaturas de policiais, mas aquela era a graça do negocio. A constante relação com o perigo.

Jacob mordeu o lábio inferior fechando os olhos ao sentir o aroma de um perfume barato de uma das prostitutas do local.

- Essa será a melhor noite de nossas vidas. – murmurou seguindo com o olhar cada passo da mulher, estava hipnotizado.

- Concentre-se. – resmungou Jasper colocando as mãos no bolso de seu casaco. – É a vez de Emmett se divertir.

- Não me importo de oferecer minha vez para ele. – deu de ombros.

- Está virando marica Cullen?

- Não. – Emmett sorriu de lado. – Apenas tenho uma mulher de verdade, não preciso brincar com vadias.

- Essas são as melhores, meu caro. — Com passos largos se aproximou de uma morena, a mesma que havia passado por ele minutos atrás, uma morena de estatura mediana e pele clara. Para Edward, ela se parecia com a Bella.

- Boa noite. – A voz rouca de Jacob fez com que a garota suspirasse e jogasse a cabeça para trás.

- Olá. – sussurrou a garota de aparência juvenil se virando. – Quer meus serviços? – Foi direta.

Era óbvio que a pobre coitada era inexperiente e cheia de temores.

- Como se chama? – Jacob perguntou de forma carinhosa... demais.

- Bree. – murmurou com as mãos trêmulas.

- Bree. – sorriu de lado. – Belo nome, me chamo Jacob. – Seu primeiro erro, dizer seu verdadeiro nome para a vitima. – Quantos anos você tem?

- 17.

- Ótimo. – ele enlaçou suas mãos nas dela. – Conhece a cidade?

- S...im.

- Então o que fazemos aqui? – sorriu. – Leve-me para um hotel. Te darei a melhor noite de toda a sua vida.

- Mostre-me a grana. – disfarçadamente Jacob olhou para trás e Edward assentiu.

- Não confia em mim?

- É claro que não. Se fosse direito não viria aqui, não é mesmo?

- Talvez eu seja apenas um turista em busca de diversão.

- Turista de onde?

- Europa.

- Não tem porte Europeu... – Bree murmurou.

- Só por que sou moreno? Vamos logo. – Jacob puxou Bree pela mão e discretamente digitou algumas palavras no celular.

[...]

Os dois estavam em um lugar afastado da cidade, Bree estava jogada no chão da estrada, seu corpo coberto de sangue. Os olhos negros de Jacob, sem nenhuma piedade, fora a última coisa que Bree viu na vida.

- Não se mexa. – Ordenou uma voz vinda de trás dele.

Fim do Flash Black

- Bree era uma de nossas melhores agentes. – Aro balançou a cabeça. – Dei confessar que me surpreendi com a velocidade que vocês agiram, Riley disse que só demorou 30 minutos para seguir vocês.

- Como os acharam? – Emmett sussurrou.

- Denuncia anônima.

“- Isabella.” – Pensou Edward.

- Chamei Carlisle, a essa hora ele já está chegando.

- Ótimo. O papai Cullen. – resmungou Jacob.

- Papai Black também irá vir. – Aro deu de ombros. – Você vai precisar se explicar muito bem. Furioso é pouco para o estado em que ele se encontra agora.

- E meu pai? – Aquela foi uma das poucas vezes em que Jasper se pronunciou.

- Senhor Hale está em Londres a trabalho deu a Carlisle a responsabilidade de cuidar de você.

- Dois irresponsáveis ausentes.

- Senhor Volturi? – Um senhor devidamente uniformizado surgiu na porta. – Os responsáveis desses rapazes chegaram.

- Mande-os entrar. – ordenou. – Boa sorte. – Murmurou para os garotos.

Jasper se encolheu assim que viu a figura de Carlisle atrás de si. Após um pouco mais de duas horas conversando conseguiram negociar para deixar a história fora da mídia. Carlisle teve que se controlar e muito para não bater em seu filho ao ouvir sobre as suspeitas de agressão a Isabella.

Seis meses. Seis meses de serviço comunitário era a única coisa que eles fariam por terem acabado com quatro vidas.

- Conversamos em casa. – Vociferou Carlisle enquanto saia da delegacia rumo ao aeroporto.

Dois dias depois

A chuva constante alertava Isabella sobre o que em breve aconteceria. Finalmente, depois de dois dias apenas ouvindo os pedidos de desculpas constante de Alice e Rosalie, ela estaria em casa. Ansiava por um colchão quente e macio, por uma noite estável quem sabe até nos braços de seu melhor amigo, Carlisle.

- Finalmente. – sussurrou Alice batendo a porta do carro com força e adentrando na casa desesperada, como se o mundo fosse acabar naquele instante, de certa forma, iria.

Rosalie abriu a porta novamente e saiu em seguida, calmamente, ajudou Isabella a sair do carro também.

- Está tudo bem? – sussurrou a loira e Bella, simplesmente, assentiu.

- Obrigada por se preocupar. – Forçou um sorriso.

- Eu não sabia que Jasper...

Bella respirou fundo, deveria saber que qualquer conversa naquele momento iria tomar aquele rumo.

- Não precisa dizer nada. – a cortou. – Eu juro.

- Obrigada. – suspirou Rosalie abrindo a porta de casa para que Isabella entrasse.

O clima dentro da casa estava milhões de vezes pior do que o de fora dali.

Rose apertou o braço de Bella dando suporte para que a garota não desabasse.

A figura de Alice apareceu com os olhos marejados enquanto fitava os três garotos. Todos três olhavam para Isabella com um olhar “pedinte” de perdão. Isabella se encolheu. Aquele não era o lugar dela.

O barulho de “alguém” descendo as escadas atraiu a atenção de Bella.

Carlisle estava com o rosto cansado, parecia que havia ficado dias sem dormir.

- Como foi à viagem garotas? – Sua voz saiu arrastada.

- Ótima. – Bella fingiu entusiasmo.

- Então, imagino que você esteja cansada, mas... Poderíamos conversar em meu escritório?

- Em seu escritório? – gaguejou Edward.

- Tudo bem. – Bella deu de ombros e sorriu um pouco.

Carlisle deu as costas e rapidamente Bella pôs-se na escada.

- Gostou do meu presente? – sussurrou dando um meio sorriso.

Notas finais
Desculpem os erros de ortografia ou pontuação, eu estava digitando rápido porque minha mãe está no meu pé para estudar g.g
Enfim, não sei se perceberam, mas eu deixei algo claro nesse capítulo: Aro e Billy Black são farinha do mesmo saco dos garotos. Talvez por isso Jacob seja assim problemático.
Não descrevi a morte da Bree, porque sei que algumas leitoras não gostam de coisas violentas, então, achei melhor deixar para o finalzinho da fanfic. Talvez o Beward agora ande de verdade. Mesmo com a vingança da Bella começando a rolar.
Agora... Fui! -q