Amor X Preconceito
25 Capítulo vinte e quatro
Notas iniciais
https://lh5.googleusercontent.com/-TH_9vRLp3rk/UADm_DesXRI/AAAAAAAAAZE/3FgSbTPTWDk/s640/capt.png
– O que esses bebês têm Irina?
– De quem é isso? – sussurrou.
– São... São da minha mulher. – Edward gaguejou, mas logo se recompôs.
– Bom, essas imagens podem estar erradas. – sussurrou virando-se para encarar Edward.- Mas tudo indica que um dos bebês tem uma mal formação do Tubo Neural.
– E o que isso quer dizer?
– Um dos bebês não tem o encéfalo e nem a calota craniana completa Edward. Esse bebê – ela tocou na tela do computador. – tem Anencefalia.
POV ESPECIAL (ISABELLA)
Tic Toc Tic Toc
Minha cabeça martelava, parecia que tudo iria para o ar a qualquer momento e eu explodiria deixando para trás tudo ao meu redor.
Um menino e uma menina. Uma menina e um menino. Ok, um casal. O sonho de qualquer mulher em sã consciência em meu ventre e como eu estava? Enlouquecendo... Completamente deprimida, na verdade.
A cada dia que se passava o dia do meu parto se aproximava e com aquela aproximação eu ficava cada vez mais preocupada, sabia que isso era errado, poderia fazer mal para os bebês, mas era inevitável. Várias eram as hipóteses de como os bebês poderiam ser e uma delas era eles nascerem idênticos ao Edward. O que seria de mim se eles nascessem assim? Ah, claro, uma garota morta.
Se Edward e seus amiguinhos não me matassem depois do parto, com certeza, eu teria que encarar três pares de olhos verdes diariamente, porque eu sei que pela “atual” personalidade do Cullen ele nunca se afastaria dos meninos, o que era mortalmente assustador para mim.
Como mãe eu tenho que pensar no melhor para meus filhos e com certeza estar com o pai não é a melhor coisa do mundo.
Tic Toc Tic Toc
Aos poucos parecia que eu ficava cada vez mais louca com aquela situação.
Respirei fundo.
Um problema atrás do outro, eu estava paranoica.
Se Carlisle descobrisse que meus filhos na verdade são seus netos, ele nunca mais conseguiria confiar em mim. Conhecendo-o como conheço, faria com que eu casasse com Edward e meus planos iriam todos por água abaixo.
Tic Toc Tic Toc
– Droga! – Esbravejei ao sentir a faca que estava em minhas mãos cortar a minha pele. – Mas o que importa é que eles estão bem... – sussurrei voltando aos meus devaneios.
– Nervosa saumensch? – Eu reconhecera aquela voz em qualquer lugar.
– O que deseja Senhor Jacob? – murmurei virando-me na direção dele.
– Sabe... – ele sorriu se aproximando de mim. – Sempre te achei tão... Bonitinha. – Sua mão foi direcionada ao meu rosto, tentei me esquivar, mas ele o segurou com força. Eu poderia jurar que ficou a marca.
Balancei minha cabeça e me encolhi nervosa.
– Se isso for um elogio, agradeço. – Sussurrei voltando a me virar para a pia e abrindo a torneira, coloquei minha mão embaixo da água e reprimi o gemido de dor.
– Por que acha que eu te elogiaria saumensch? – As mãos de Jacob foram postas em minha cintura, fiz careta tentando me afastar.
– Porque talvez sinta atração por mim. – Tentei afastar sua mão respirando fundo.
– Não consigo entender a atração que vocês mulheres sentem pelo Cullen. – Jacob virou meu corpo em sua direção fazendo com que eu encarasse os seus olhos.
Foi inexplicável a raiva que se apossou de meu corpo naquele instante. O nojo de ter as mãos de Jacob ao redor do meu corpo superou a vez que fui estuprada por Edward.
– O que faz aqui com ela Jacob? – Em falar em Edward, ai está ele para me deixar ainda mais nervosa.
O tom raivoso de sua voz realmente me assustou.
– Acha que apenas você tem direito a se divertir com ela? – Um sorriso idiota surgiu nos lábios de Jacob.
– Minha casa. Minhas regras. – Edward se aproximou de mim, mas permaneceu encarando Jacob com um olhar raivoso. – Ninguém, a não ser eu, toca em Isabella.
– Você e o seu pai que é com quem ela se deita todas as noites.
– Minha casa. Minhas regras. – Tornou a repetir puxando-me pelo braço. – O que pensa que está fazendo com ele aqui? – sussurrou em meu ouvido.
– O que você pensa que está fazendo? O que acha que sou sua? – Esbravejei fingindo estar irritada, mas tremendo pelo o que ele poderia fazer por dentro. – Sua casa, suas regras? – Sorri descaradamente me afastando. – Fique sabendo que a casa é do meu marido e eu falo com quem eu quiser. Agora, com licença. – Sorri de lado subindo para meu quarto e me jogando na cama.
Finalmente meus planos estavam dando certo.
POV EDWARD
– Quando iremos voltar para o nosso ritmo normal? – A voz de Emmett me despertou enfim dos meus devaneios.
Onde eu estava com a cabeça para defendê-la daquela forma? Não consigo acreditar que praticamente voei para cima de Jacob, um dos meus, para defender Isabella, uma garota qualquer que por mais que estivesse grávida dos meus filhos, dois bastardos, não merecia tal respeito.
– Por mim eu começaria por está que mora sobre seu teto. – Jacob murmurou se aproximando de mim.
– Jacob, o que eu precisarei fazer para enfiar em sua cabeça que com Isabella ninguém irá mexer?
– Está realmente gostando dela meu irmão? Pois está indo contra todos os nossos conceitos ao tentar protegê-la.
– Eu? Gostando de uma saumensch? – ri. – Faça-me o favor Emmett. Está ficando louco.
– Edward, teu histórico te condena. – Jacob fez questão de se meter comigo novamente.
– Acho que deveremos ir para a Califórnia, aproveitamos as férias da faculdade, o sol e tudo mais. Diremos para todos que faremos uma viajem “só” para garotos. – Disse Jasper.
– Acabaremos com um ou dois lixos e aproveitaremos a Califórnia. – concordou Emmett animado.
Ótimo. Tudo estava resolvido, agora só preciso de um motivo para levar Isabella comigo. Tenho que mantê-la sobre minha supervisão, ainda mais agora com James solto pelo mundo.
Uma leve batida na porta seguida pelo aroma enlouquecedor de Isabella fez com que eu tivesse uma certeza. Ela havia me enfeitiçado.
Notas finais
Qualquer dúvida: http://ask.fm/JulyCarter
Querem conversar sobre a fanfic? julycarter-fanfics.blogspot.com.br
criei um chat lá.
Fale com o autor