Amor X Preconceito
23 Capítulo vinte e dois.
Notas iniciais
Sexta-feira, eu fiquei meio que chateada, teve uma hora que quase apaguei todas as fics. Lembram que eu estava suspeitando que tinham denunciado a fanfic? Pois é, na sexta recebi a advertência, felizmente, não apagaram a fanfic ou bloquearam a minha conta. É isso. rs
Carlisle passou um pouco de álcool em gel em sua mão, ligou o pequeno aparelho que estava próximo a máquina e lentamente passou o produto gélido no ventre de Isabella.
Em pouco tempo o barulho que dominou a sala foi o que o equipamento transmitia.
Os dois pequenos corações que batiam freneticamente atraiu a atenção de todos da sala, até mesmo de Edward que naquele momento não conseguia manter sua postura fria.
- Parabéns Isabella. É um casal. – Carlisle sorriu-lhe de lado, mas em seu olhar estava clara a preocupação.
Havia algo de errado com os bebês.
POV ESPECIAL (BELLA)
“- Parabéns Isabella. É um casal.”
Depois daquelas simples palavras meu mundo simplesmente parou e eu praticamente cai na realidade, aqui, nessa sala, ouvindo o coraçãozinho de cada um dos meus bebês eu tive a constatação de que eu estava sendo mãe e também de que eu não estava pronta para isso.
Um medo sem tamanho me atingiu em cheio.
Como ligar com aquilo? Serão duas vidas, duas vidas completamente dependente de mim.
- Você está bem Bella? – sussurrou Alice estendendo a mão em minha direção para me ajudar a levantar, nesse momento pude capitar o olhar de Edward sobre meu ventre e eu fiz questão de escondê-lo com a blusa que Carlisle me dera, era como se eu sentisse que um simples olhar dele pudesse feri-los.
Assenti lentamente, respirei fundo e desci da maca.
- Carlisle, eu... Eu posso conversar com você? – Edward disse em um tom baixo, mesmo assim parecia convicto de que aquela conversa aconteceria Carlisle querendo ou não.
- Claro meu filho. – Carlisle sorriu como sempre.
Ele via em uma conversa com Edward a chance de trazê-lo de volta para seu lado, perdi a conta de quantas vezes eu havia ouvido aquilo de seus lábios.
- Isabella, me espere lá fora com Alice. Levarei vocês duas para almoçar hoje e bom, depois as levarei para o shopping. Os bebês precisam de roupas e fraudas, não é verdade? – sorriu de lado.
- Está brincando não é papai? – Alice animou-se instantaneamente.
- Por que estaria?
Alice segurou minha mão novamente e me puxou para fora do quarto com um largo sorriso nos lábios.
POV ESPECIAL (EDWARD)
- Eu vi sua cara quando viu os bebês. Tem algo errado com eles. O que é? – exigi saber.
- Acho que isso não é algo que deve ser dito a você, mesmo você sendo meu filho, é contra a ética profissional. Somente os pais da criança...
- Dane-se a ética profissional! – esbravejei. – Se há algo errado com aquelas crianças eu quero saber.
- Por que quer saber? Nem ao menos se preocupa com Isabella.
- Isso não vem ao caso. – sussurrei tentando fugir do assunto.
- Mas é claro que vem. Você e seu irmão sempre me esconderam algo. Pensa que não percebo os olhares de vocês dois para Isabella na mesa do almoço? – rosnou. – Vocês fazem algo de errado, talvez muito errado e pode ter a certeza, não livrarei mais vocês dois de mais nada.
- Quer mesmo saber o que fazemos? – cruzei os braços. – Quem sabe se fosse mais presente na nossa vida você não saberia. Se fazemos algo de errado ou não, acho, que nem deve ser da sua conta. Porque você só é nosso pai porque nos deu a vida... Porque papel de pai, com certeza você não faz, pode tentar fazer, mas não faz.
- Quem você acha que te deu esse carro? Papai Noel?
- Carro. – gargalhei. – Aos oito anos eu não precisava de um carro, aos oito anos eu queria aprender andar de bicicleta, você estava ao meu lado para me ensinar? É claro que não, estava em um plantão nesse maldito hospital. Acho que as vezes você preferiria que ele fosse seu filho, não eu ou Emmett, muito menos a Alice.
- Você não sabe o que está falando. – sussurrou olhando para os papéis em sua mão.
- Não quero que os filhos de Isabella tenham que ter o mesmo pai que eu e meus irmãos. Quero que eles tenham um pai de verdade, que cuide deles, que os ame.
- E quem você me indica para o papel? Você?
- Por que não? – disse em um tom duro o suficiente para que ele percebesse que eu não mudaria de ideia tão fácil.
Respirei fundo e sai da sala.
Eu tinha que resolver tudo isso de uma vez por todas.
Se tem algo que eu aprendi em todo esse tempo é que devemos arcar com as consequências de nossos atos e se aconteceu de Isabella engravidar deverei cuidar dos bebês, porque são acima de tudo e de todos os meus filhos e mesmo que Isabella não permita eu estarei ao lado dela, pelo menos até os bebês nascerem. Depois, os garotos podem fazer o que quiserem com ela. Porque meus bebês já estarão a salvo.
Poucos minutos depois pude ouvir o pigarreio de Carlisle próximo a mim, apenas revirei os olhos.
- EU as levarei para almoçar e para o shopping, leve Jacob e Jasper até a faculdade, o carro de Jasper está lá e eles irão para a casa.
Sem dar chance a ele para responder caminhei em direção as garotas e as puxei pelo braço.
- E papai?
- Ele irá ficar no hospital, como sempre. Houve um chamado mais urgente do que um dia de compras no shopping.
Senti o olhar desconfiado de Isabella sobre meu rosto, mas eu apenas o ignorei.
Quando chegamos no carro, tanto Jasper como Jacob já estavam fora do carro.
- Vocês irão com o Doutor Carlisle, tenho que levá-las para comer algo.
- Não acha que está indo longe demais? – sussurrou Jacob assim que as duas entraram no carro.
- Isso é algo que eu irei determinar.
Entrei no carro e ao ligá-lo só consegui pensar em uma coisa.
Pisar o mais fundo que eu conseguisse no acelerador para ver se aquilo conseguia tirar meu estresse pelo menos o mínimo possível.
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Notas finais
A enquete está no lado direito do site. rs
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