Amor X Preconceito
35 Capítulo trinta e três.
Notas iniciais
Queria agradecer as carinhas novas que estão aparecendo na fic. Sério, acho que nessa altura do campeonato eu não conseguiria mais nenhum leitor novo. Tipo assim, quando vejo que a fic tem muitos capítulos me dá uma preguicinha de ler. g.g
Queria agradecer também as leitoras que leem todos os capítulos, que acompanham desde o inicio, que comentam todos os capítulos, que não comentam, que recomendaram, que não recomendaram. Só pelo fato de ler, sou grata.
Não estranhem, é que a fic ta chegando ao final e ta caindo a ficha '-'
Minha primeira fic que chega a tantos capítulos e que consegue tantos comentários. Acho que a maioria de vocês já passaram por isso e sabem o que é. Enfim, obrigada.
– Droga. – Bella protestou e Edward olhou para ela assustado. Ela o queria.
Edward esticou a mão e pegou seu celular.
– Espero que tenha um bom motivo para me interromper Alice.
– Sou eu, Cristian.
– O que está fazendo com o celular da minha irmã?
– Alice disse que tinha que falar com você, mas não conseguia parar de chorar.
– O que aconteceu? – suspirou.
– Jacob está morto.
– O que?!?
Meu coração pode virar mó, minha face pedra,
Trair e ser traído, e morrer: Quem sabe? Somos cinzas e pó.
– Lord Alfred Tennyson, “Maud”
Uma leve garoa caía nas ruas de Forks, era algo comum, mas levando em conta o que aconteceria naquele dia dava um ar dramático ao ato, a população que há alguns dias não passava de um pouco mais de três mil pessoas agora havia quase duplicado. As pessoas circulavam pelas ruas, quase todas elas com trajes pretos. Aquilo era uma forma de demonstrar o quanto estavam tristes.
Os olhos de Edward estavam negros, sua aparência não era uma das melhores. Ele encarava o espelho a sua frente tentando inutilmente dar um nó descente na sua gravata.
– Droga! – resmungou ao fracassar pela vigésima vez naquele dia.
A batida frequente, que há dois dias se tornara seu som favorito, atraiu sua atenção para a porta, de qualquer forma, ele não parou de fitar o espelho.
– Quer ajuda? – A voz suave de Bella fez com que sentisse vontade de sorrir.
– Por favor? – se virou para Bella que vestia um vestido preto.
Bella deu um meio sorriso e se aproximou dele. Ele estendeu a gravata em sua direção e ela pegou com as pontas dos dedos.
– Acho que você tem sorte de eu ter sido sua madrasta antes de ser sua noiva. – ela concluiu o laço da gravata. – Se não fosse por isso, você iria completamente esfarrapado. – ela forçou um sorriso.
– Obrigado por ter me lembrado disso. – resmungou abrindo a porta do quarto.
Bella deu um meio sorriso e esticou a mão para fechá-la novamente.
– Bella, nós temos que ir para o... – respirou fundo, não conseguia acreditar que o amigo havia morrido. – Para o enterro de Jacob.
– Você está mesmo mal. – ela suspirou direcionando sua mão ao rosto dele. – Sei que isso é difícil, mas você tem que ficar bem. Pelos bebês.
– E por você? – forçou um sorriso.
– Sim, e por mim.
Edward sorriu, agora verdadeiramente, e aproximou seus lábios dos de Bella. Aos poucos seus lábios começaram a se mover em sincronia com os dela. Bella sorriu em meio ao beijo e se afastou.
– Emmett e Jasper estão nos esperando para irmos.
– Mande-nos ir. – Edward deu um meio sorriso. – Quero terminar o resto do meu dia ao seu lado.
– E vai. Mas você tem que ir também. Ele era seu amigo e apesar de eu não achar que ele mereça... Você precisa ir.
– Tudo bem. – ele segurou a mão dela. – Promete que ficará ao meu lado?
– Sim. Ficarei ao seu lado, sempre.
Ele a puxou mais para perto e caminhou em direção à porta da casa, em seguida, cada um entrou em seu respectivo carro e rumou em direção ao cemitério nas proximidades de La Push.
[...]
O volvo prata de Edward andava em alta velocidade pelas ruas de Forks em direção ao cemitério. Ao estacionar o carro, Edward olhou para o rosto de Bella e respirou fundo.
– Nunca me senti bem em lugares como esse. – Edward sussurrou olhando para as suas mãos. – Me lembro da minha mãe.
– Ninguém gosta desse lugar. – sussurrou Bella. – Sempre me lembro dos meus pais quando passo por aqui. – completou com amargura.
– Você vem aqui muitas vezes?
Bella olhou para o lado e deu de ombros.
– Às vezes.
– Me desculpe por isso.
– Eu sempre desculpo. – sorriu retirando o cinto.
Edward olhou para trás e suspirou.
– Eles chegaram. – ele saiu do carro e abriu a porta para Isabella. – Não sei se tenho direito de falar isso, mas seja o que Deus quiser.
– Todos podem contar com ele. – Bella riu baixo e roçou os seus lábios nos de Edward. Ele a tomou pelas mãos. – Vamos.
Edward e Bella se juntaram a Alice e Jasper e Emmett e Rosalie.
Os olhos de Alice estavam vermelhos , visivelmente abalada, Jasper a apoiava e atrás dos dois estava Carlisle. Ele sorriu ao avistar Bella, contudo, se virou andando em direção a Billy, pai de Jacob.
Bella sentia-se descolada ao lado de todos eles. Ela sentia o olhar raivoso de Billy contra seu corpo, talvez ele fosse como o filho, sua reação instantânea foi se encolher.
– Você está se sentindo bem? – sussurrou Edward ao sentir a reação de Bella.
– Só senti uma sensação ruim. – suspirou olhando em direção ao caixão.
O corpo de Jacob estava pálido, seus lábios roxos eram as únicas coisas que restaram do seu antigo rosto. Agora, a figura que estava ali, imóvel, era completamente diferente do homem que um dia Bella conheceu. Se antes Isabella sentia nojo dele, agora, o nojo havia sido duplicado. Pelo menos sua aparência externa estava tão repugnante quanto à interna.
– Fico feliz que tenha vindo Edward. – Uma voz dura fez com que Bella se assustasse. – Jacob iria querer ver todos nós quatro juntos. – ele olhou para Bella enojado. – Só não gostaria de ver essazinha ao seu lado, tenho certeza.
– Então, ainda bem que ele não está aqui para nos ver.
– Como pode dizer isso? Jacob era como se fosse nosso irmão...
– Mas não aceitaria a minha mulher, pelo menos segundo você. – deu ênfase em MINHA mulher. – Mesmo que estivesse vivo, se fosse assim, o consideraria como morto. – completou calmamente.
– Se eu fosse você me arrependeria de ter dito isso. – ele se aproximou de Edward ameaçando batê-lo.
– Por quê? Sabe James, nunca entendi para que tanta devoção a ele. Jacob nunca se importou com você.
James parecia abalado, mas logo se recompôs.
– Não é verdade!
– Edward. – a voz de Bella não passou de um sussurro abafado.
– Jacob sempre riu de você por isso James. – Edward puxou Isabella e começaram a andar em direção a Jasper e Emmett. – Sinto muito por isso. – disse em tom irônico.
James ficou encarando Edward sem ação, mas permaneceu o resto da cerimonia distante.
O enterro de Jacob durou um pouco mais de uma hora e meia e após tudo isso Edward voltou ao carro com Isabella ao seu lado. Bella bocejou e encostou a cabeça na janela.
– Não vejo a hora de ter os bebês, me sinto tão cansada.
– Imagino. – Edward riu e esticou a mão para tocar no rosto de Bella. – Acho que vou sentir saudades de sua... hm... barriga?
Bella olhou para Edward e apenas sorriu ficando a paisagem fora da janela. O carro estava tão acelerado quanto antes, mas algo diferente aconteceu. Um barulho estridente fez com que o corpo de Bella tremesse. O horror tomou onda do rosto de Edward e o controle do carro escorregou por sua mão. A única coisa que os dois sentiram em seguida foi uma forte pancada e a visão escurecendo.
– Vamos ver quem é que se importa com quem. – A voz de James foi a última coisa que Bella ouviu até perder completamente a consciência.
POV BELLA
Uma dor aguda na região do meu ventre fez com que eu me desesperasse e me mexesse desconfortável. Eu conseguia sentir algo confortável abaixo de mim, mas eu não conseguia abrir meus olhos. Mais um chute e meu coração acelerou, a realidade me tomou com força. Meus bebês!
– Edward. – sussurrei tentando levar minhas mãos até minha barriga. Eu queria ver se meus bebês estavam bem. – Edward. – choraminguei. Onde ele estava?
Forcei meus olhos a se abrirem e foquei meu olhar na escuridão. Fechei meus olhos novamente, desespera, e os abri. Agora a realidade tomou conta dos meus olhos. De onde avistei Edward sentado em uma cadeira. Ele estava preso. Olhei para os meus braços. Ele estava tão preso quanto eu.
Continua...
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