Amor X Preconceito
44 Capítulo quarenta e um.
Notas iniciais
- Nosso pai acabou de morrer. Não vai ficar tudo bem.
- Alice, você ouviu tudo o que ele fez, não vale a pena sofrer por alguém como ele...
- Todos nós temos o direito do perdão.
- Eu sei disso Alice, mas ele, ele não tinha esse direito. Agora vamos, me ajude. Tenho que limpar minhas digitais da arma e sair daqui antes que a policia chegue.
Edward agiu rápido, limpou suas digitais da arma e em seguida arrumou a cena do crime para que ficasse parecendo com um suicídio, levou Alice até onde Rosalie estava e a trancou da mesma forma. Alice cuidaria de explicar tudo o que havia acontecido para Rosalie. Edward saiu de casa, entrou no carro e simplesmente sumiu.
“E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Ap 20:11-15)
A morte de uma pessoa pode causar impacto diferente perante a sociedade a partir de seus feitos. Quando uma pessoa é taxada como boa, significa que durante sua vida terrena ela produziu muitos bons frutos, porém nem sempre isso é necessariamente verdade.
Forks é uma cidade pequena e seu número de habitantes não pode ser contado como significativo. Carlisle produziu grandes feitos lá, isso fez com que ele fosse conhecido como um homem bom. Todo cidadão daquela pequena cidade conhecia alguém que foi salvo por aquele homem que hoje estava sendo enterrado, contudo, somente seus amigos mais íntimos e uma pequena parte de sua família sabia o que ele guardava na sua essência.
Na maior parte de sua vida Carlisle trouxe desgraça por onde passou. Não poupou nem a vida de quem dizia amar e agora estava ali sendo enterrado ao lado de sua falecida esposa, seu irmão, seus pais e Emmett, seu filho. A maior parte dos habitantes da pequena cidade haviam gastado suas economias e se deslocado para Berlim na esperança de prestar suas últimas homenagens para aquele “generoso” médico. Aquilo causava nojo aos conhecedores de sua verdadeira história.
Edward estava próximo ao corpo de seu pai, seus braços estavam entrelaçados ao redor do pequeno corpo de Alice e ao lado de Alice estava Rosalie fortemente amparada por Cristian. Todos quatro, naquele momento, estavam enterrando algo importante para si. Até mesmo Cristian que soube de tudo há pouco tempo.
Ao encarar o corpo de seu pai Edward via a liberdade que nunca teria ao lado dele. Via a vingança pela morte de sua mãe. Sabia que deveria se sentir triste, mas simplesmente não conseguia, sentia-se completo, sentia que Isabella estava perto dele naquele momento e de certa forma estava feliz porque aquilo era uma parte de sua vingança. Com o irmão ele sentia-se péssimo, o amava mais do que qualquer coisa. Edward era responsável por ele, não cumpriu seu trabalho. Perdeu mais que um irmão, perdeu seu melhor amigo. Mesmo com a dor que sentia não conseguia chorar. Suas lágrimas secaram quando percebeu o que havia feito. Seu filho estava longe, sabe-se lá onde, mas ele não perderia tempo. Iria atrás de seu filho, explicaria tudo para Tânia, iria vê-lo crescer e dar-lhe netos. Ele seria diferente de Carlisle e até mesmo de Edward. Seria um homem bom, construiria uma família. Uma família de verdade. Edward se redimiria através de seu filho.
Alice enterrava ali sua falsa vida. Descobrira sua verdadeira origem e enfim iria conseguir dar as costas para o homem que sempre fingiu amá-la. No fundo sentia-se triste, não só por ter que dar adeus para Emmett, mas também por Carlisle. Ele foi o único pai que conheceu, sempre carregaria a tristeza consigo. Não só por seu irmão, mas também por o homem que acabara com sua vida. Ela era assim e nada conseguiria mudar. Tinha seus princípios.
Rosalie havia perdido um homem que considerava como tio. Carlisle sempre foi um bom homem para ela, mas agora que ela sabia de toda a verdade não conseguia deixar de odiá-lo. Ela também estava perdendo Emmett. Dizia para todos que o amava mais que a própria vida. Isso era a única coisa que conseguia mantê-la em pé naquele momento. O saber que era aquilo que ele gostaria de ver. Ela em pé e quem sabe amando novamente.
Ao lado de Rosalie estava Cristian, todos poderiam dizer que ele fora o que menos sofrera por causa de Carlisle. Ele não conseguia se sentir triste pela morte nem de Carlisle nem de Emmett. Ambos eram responsáveis pela destruição da vida de sua melhor amiga, mesmo assim ele estava ali presente, não por Edward e nem pelos dois homens que estavam no caixão, mas sim pelas duas garotas que obviamente precisavam dele. Isabella não iria querer ver as duas amigas desamparadas. Apenas por aquele motivo fazia um esforço para não acabar com Edward na frente de todos.
- Nesse dia tão triste para a família Cullen e amigos peço que todos nós rezemos para que Deus encontre uma maneira de confortá-los. – Um representante da igreja de Berlim sussurrou aquelas simples palavras e mesmo em um baixo tom conseguiu a atenção de todos presente. – Carlisle foi um homem muito bom, não é preciso dizer quantas pessoas ele ajudou para provar isso. Infelizmente não conseguiu suportar a dor de perder um filho e escolheu deixar-se levar para esse lado. Decidir acabar com sua própria vida para muitos pode ser considerado uma fraqueza, para a igreja é considerado pecado, mas para mim, como pessoa é um destino louvável. – O senhor sorriu. – Ele decidiu dar as costas para a vida terrena e ir para um estado divino, ficar ao lado de Deus. – ele olhou para Edward e Alice. – Vocês não podem deixar que suas vidas parem. Principalmente você minha jovem. – ele olhou para Rosalie. – Emmett se foi muito jovem, ele tinha um futuro pela frente. Um futuro que pelas últimas escolhas que ele fez seria com você. Emmett deixou um pedacinho dele com você Srta. Hale. Você continuará a vida dele sem esquecer-se de sua própria. Mais uma vez peço para todos presente que rezem pelos familiares e amigos próximos dessas duas pessoas. Rezem para que eles consigam conforto e superem a falta que sentirão desses dois entes queridos. Rezem para que Carlisle e Emmett consigam encontrar a luz.
Todos presente abaixaram a cabeça e ficaram por um minuto em silêncio em sinal de respeito.
- Os filhos de Carlisle gostariam de falar alguma coisa? – O silêncio foi interrompido.
- Não... – Alice conseguiu gaguejar.
- Então creio eu que poderíamos prosseguir...
- Senhor... – A voz tão conhecida por Edward chamou a sua atenção. – Gostaria de prestar minha própria homenagem para Emmett e Carlisle. – A figura de uma mulher de estatura mediana saindo da multidão chocou não só Edward como a todos. Os cabelos negros dificilmente não seriam reconhecidos. Aqueles olhos jamais seriam apagados.
- Isabella... – Edward sussurrou saindo de seu estado de choque.
POV ISABELLA
Na minha mente, tudo parecia girar, ao meu redor, nada parecia existir. Minha sensação é que tudo havia parado... Menos eu.
Meus olhos circulavam pelo cemitério. Um cemitério muito diferente daquele onde meus pais foram enterrados. O chão era coberto de grama, os túmulos não era simplesmente um acumulo de terra, mas sim luxuosas estruturas de mármore, até ali ficava claro a diferença entre o mais afortunado na vida terrena e o menos.
Tantas pessoas haviam se locomovido de suas cidades para estar ali agora e eu fazia questão de ver apenas uma. Precisava acabar com Edward para finalmente poder parar e viver. Mesmo assim aquela ideia não me agradava. Dei alguns passos para frente e não consegui evitar o sorriso que se apossou de meus lábios ao ver Alice. Tão pequena. Seu corpo estava apoiado no de Edward, mas onde estava Nathaniel?
Dei alguns passos para frente facilmente passando pelas pessoas que um dia me criticaram, me chamaram de interesseira ou simplesmente de sortuda por um dia ter tido os dois Cullen na palma de minha mão. Não sabem o que eu daria para nunca ter conhecido nenhum deles. As pessoas me encaravam e cochichavam.
- Ela não estava morta? – ouvi alguém sussurrar.
- Quem disse que não estou? – sorri de forma irônica e aumentei a velocidade de meus passos, só percebendo o que havia feito quando parei atrás de Edward.
Dei um longo suspiro, não consegui evitar.
- Nesse dia tão triste para a família e Cullen e amigos peço que todos nós rezemos para que Deus encontre uma maneira de confortá-los. – Só então me dei conta da presença daquele homem ali.– Carlisle foi um homem muito bom, não é preciso dizer quantas pessoas ele ajudou para provar isso. Infelizmente não conseguiu suportar a dor de perder um filho e escolheu deixar-se levar para esse lado. Decidir acabar com sua própria vida para muitos pode ser considerado uma fraqueza, para a igreja é considerado pecado, mas para mim, como pessoa é um destino louvável. Ele decidiu dar as costas para a vida terrena e ir para um estado divino, ficar ao lado de Deus. Vocês não podem deixar que suas vidas parem. Principalmente você minha jovem. – ele olhou para Rosalie. – Emmett se foi muito jovem, ele tinha um futuro pela frente. Um futuro que pelas últimas escolhas que ele fez seria com você. Emmett deixou um pedacinho dele com você Srta. Hale. Você continuará a vida dele sem esquecer-se de sua própria. Mais uma vez peço para todos presente que rezem pelos familiares e amigos próximos dessas duas pessoas. Rezem para que eles consigam conforto e superem a falta que sentirão desses dois entes queridos. Rezem para que Carlisle e Emmett consigam encontrar a luz.
A postura de Edward não demonstrava nada, mas eu sabia que por dentro ele estava muito abalado. Emmett era mais que um irmão para ele e no fundo ele amava também seu pai. Eu vi Edward abaixar a cabeça e todos ficaram em silêncio por um momento. Não consegui repetir o gesto, apenas o encarava. Gostaria de dizer que vê-lo daquela forma tão vulnerável me fazia feliz, porém não era verdade. Fui invadida por uma necessidade quase que insuportável de abraçá-lo, pedir perdão por tudo que fiz e dizer que, se ele quisesse, tudo ficaria bem entre nós dois. Eu estava aqui agora. Poderíamos criar nosso filho juntos, quem sabe conseguiríamos ser uma família do tipo... Feliz.
- Os filhos de Carlisle gostariam de falar alguma coisa? – O silêncio foi interrompido.
- Não... – Alice conseguiu gaguejar.
- Então creio eu que poderíamos prosseguir...
- Senhor... – Meus lábios se moveram por conta própria. – Gostaria de prestar minha própria homenagem para Emmett e Carlisle.
- Isabella... – Ouvi Edward sussurrar meu nome fez com que um leve tremor percorresse por meu corpo. Olhei em sua direção e acabei encarando-o nos olhos.
- Edward. – sorri de lado e assumi uma postura completamente fria, aquilo tinha surgido tão naturalmente em mim. Olhei para Alice e quando a vi com os olhos cheios de lágrimas me dei conta de quantos erros havia cometido.
- Senhorita, – o representante da igreja parecia estar pensando nas palavras certas para dizer para mim. – creio que não seja da família...
- O senhor está enganado. – Sorri em sua direção. – Fui casada com Carlisle e tenho que admitir que ele fez muitas coisas boas para mim. – sussurrei. – Ele salvou minha vida, se tornou meu melhor amigo e me deu uma casa. Contudo, tenho que admitir também que se não fosse por ele nada disso teria acontecido. Se não fosse por ele, meus pais estariam vivos agora, eu não teria quase morrido duas vezes – fiz questão de frisar a palavra duas olhando para Edward. – Minha pequena garotinha não teria morrido e quem sabe quantas famílias estariam unidas agora. – olhei para Alice. – Não falo isso para dizer que seu irmão seja uma má pessoa. Não preciso dizer isso para vocês saberem a verdade. Mas cada um de vocês sabe o passado de Carlisle?
- Senhorita, por favor. – O senhor tentou me impedir de falar.
- Edward não é assim por ser um filhinho de papai rebelde e Emmett também não era assim por esse motivo, se fosse por isso Alice seria igual. – Olhei para a pequena mulher que agora conseguia ficar perfeitamente em pé. – Alice é uma das melhores pessoas que já conheci, a propósito. – respirei fundo. – Carlisle matou a mãe de seus filhos logo após o parto de Alice, fez com que seus avós a odiassem. Matou seu próprio irmão, sangue de seu sangue, só porque sua mulher estava apaixonada por ele.
- ISSO É CALÚNIA! – alguém gritou atrás de mim. – CARLISLE ERA UMA ÓTIMA PESSOA.
- Por que salvou algum membro de sua família? – me virei para procurar o dono da voz. – Ele pode ter salvado algumas pessoas, mas quanto ao número de pessoas que ele não salvou. Já se perguntou se não foi maior? E quanto ao número de pessoas cujo ele causou a morte?
- Bella... Por favor. – A voz de Alice fez com que eu parasse instantaneamente de falar.
- Meu... – ela mesma parou de falar e se corrigiu. – Carlisle não era um santo, mas por favor, eu lhe peço, não estrague a imagem que eles tem dele. Não agora, não aqui.
Tenho que confessar que conseguia entender Alice. Ela era melhor que eu e Edward juntos, apesar de saber que não era filha de Carlisle não iria querer que a imagem do pai ficasse “suja”.
- Tudo bem. – sussurrei e logo em seguida senti a mão de Edward segurar meu braço. O toque de sua pele na minha me causou arrepio, aquela era uma sensação tão boa...
- Precisamos conversar. – Em sua voz não havia nenhum sinal de delicadeza ou respeito. Ela era fria e dura. Parecia a voz daquele Edward. O Edward de quem um dia morri de medo.
- Precisamos? – Ergui a sobrancelha e sorri cinicamente em sua direção.
Edward nada disse apenas me puxou afastando-me da multidão. Esperei tanto por aquele momento e agora não sabia o que dizer ou fazer. A única coisa que conseguia fazer era olhá-lo. Andamos o suficiente para não conseguirmos ver mais ninguém. Edward parou e soltou o meu braço, olhou em meus olhos, mas nada falou. Não me atrevi a pronunciar palavra alguma também.
- Por que sumiu por tanto tempo? – A voz dele era carregada de angustia. Ele estava deixando com que eu soubesse o que ele sentia, mesmo assim eu não disse nada apenas fiquei calada. – Como conseguiu ficar tanto tempo longe de nosso filho? – sussurrou.
- Não fiquei. – foi apenas o que eu disse.
- Não ficou? – Edward deu um sorriso irônico e andou em minha direção, a distância entre nós dois era de poucos centímetros. – Sabe o quanto foi difícil vê-lo chamar outra mulher de mãe quando eu queria que fosse você que estivesse conosco? – ele respirou fundo.
- Claro Edward. Você que fez com que isso acontecesse. Você que pôs aquela lá dentro de sua casa e deixou que ela cuidasse de nosso filho.
- Queria o que? Que eu cuidasse de Nathaniel sozinho? Isabella, eu fiquei abalado quando soube de sua morte. – ele parecia estar sendo sincero. – Nathaniel chorava praticamente o dia todo. Eu estava ficando louco com tudo isso.
- E Tânia estava lá para te dar um apoio? – sussurrei. – Por favor Edward...
- Não. Quase coloquei nosso filho na adoção e ela percebeu a loucura que eu estava fazendo. Ela adotou nosso filho e permitiu que eu ficasse com ele.
- Ela adotou nosso filho? – gaguejei. – Como permitiu que ela adotasse nosso filho? – gritei.
- Para mim você estava morta. Eu iria ficar com ela. Não precisaria da guarda dele para ficar com ele. – a probabilidade dele ficar com ela me causava enjoo.
- Nunca pensou que talvez vocês se separassem? Nosso filho ia ficar com uma qualquer!
- Não fale assim de Tânia. – sussurrou levando a mão até seu rosto. – O que eu fiz... – ele balançou a cabeça.
- Onde está Nathaniel?
- Eu não sei Isabella.
- Como assim você não sabe?
- Eu estou correndo perigo de vida. Não quero expor Nathaniel ao mesmo tipo de perigo, mandei Tânia levá-lo para longe logo após a morte de Emmett. Tive que ameaçá-la para que ela o levasse sem mim.
Nathaniel não estava com Edward por minha culpa. Agora ele poderia estar em qualquer lugar por minha culpa. Meus joelhos tremeram e meu corpo ficou pesado, eu podia sentir meu corpo cair, mas não tinha força o suficiente para me manter em pé. Senti os braços de Edward ao redor de meu corpo, ele não estava me segurando, mas sim me abraçando. Abraçando-me com força. Lágrimas caíram por meu rosto, escondi meu rosto em sua nuca e senti seu cheiro.
- Eu fiquei louco quando percebi que havia te perdido Isabella. – Ele sussurrou em meu ouvido enquanto acariciava meu cabelo. – Nunca mais faça isso. – fechei meus olhos com força.
A que ponto eu havia chegado?
Edward segurou com cuidado meu rosto e o levantou, fez com que eu olhasse em seus olhos. Seu rosto ficou mais próximo do meu, ele se abaixou um pouco mais e simplesmente me beijou. Eu não consegui impedi-lo, também não queria que isso acontecesse. Simplesmente retribui o beijo. Permiti-me beijá-lo como se aquela fosse à última vez. Não conseguia raciocinar. Quando finalmente nos afastamos ambos estávamos sem fôlego.
- Por que fez isso? — perguntei feito uma idiota.
- Porque eu... — ele parou de falar e se afastou um pouco. – Porque percebi o quanto é doloroso viver em uma realidade em que você não existe Isabella e tenho certeza que isso não pode ser outra coisa se não amor.
- Você me ama?
- Eu te amo. De um jeito completamente errado, mas eu te amo.
- Mas você não pode me amar. – falei inconscientemente.
- Claro que eu posso. – Ele segurou meu rosto em suas mãos. – Isabella você é a melhor pessoa do mundo. Mesmo depois de tudo que eu, Jacob, Jasper, Emmett fizemos você conseguiu nos perdoar. Você fez com que eu enxergasse a humanidade de uma forma diferente. Qualquer outra pessoa em seu lugar enlouqueceria.
- Eu enlouqueci. – rebati.
- Não Isabella. Você continua sendo a mesma garota de alguns anos atrás, apenas um pouco mais forte, mais sofrida, mesmo assim a mesma garota.
Não consegui dizer para ele que aquela garota não existia mais. Não consegui pensar na hipótese de pronunciar tudo o de ruim que causei para ele ou para sua família. Não conseguia dizer que não havia perdoado ele, não até agora. A única coisa que conseguia ter certeza que poderia fazer era abraçá-lo como se aquela fosse à última vez.
- O que vamos fazer? – sussurrei.
- A única coisa que podemos fazer. – deu de ombros. – Ficaremos juntos. Eu, você e Nathaniel.
- E se não encontrarmos?
- Nós iremos encontrá-lo Isabella. – Edward sorriu puxando-me novamente para seus braços. – Teremos a vida toda para isso.
- Isso parece ser algo bom. – concordei fechando meus olhos.
No final percebi que realmente há algo melhor que a vingança. Nunca poderei apagar o que fiz, da mesma forma que ele não poderá fazer nada em relação aos seus erros, mas tanto eu quanto Edward teremos a oportunidade de fazer coisas boas um pelo outro. Estaremos juntos e acima de qualquer coisa, qualquer preconceito, sinto que o amor irá prevalecer.
Notas finais
Mais uma vez obrigada, obrigada, obrigada. Obrigada mesmo a todos que acompanharam a fanfic desde o prólogo até aqui. Obrigada aos leitores novos, aos leitores fantasmas, aos leitores que comentam... Enfim, a todos os leitores.
Nos vemos em breve.
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