Amor X Preconceito

19 Capítulo dezoito.


Notas iniciais
Bom gente, não curti muito esse capítulo... Escrevi e reescrevi várias vezes e foi isso que deu. Esse capítulo ia chegar na parte Beward, mas como não estou com cabeça para escrever e se eu fosse esperar escrever para postar ia demorar mais. Então, coloquei um continuazinho no final. Se tudo sair como planejo postarei até quarta.
Me perdoem gente, estou mesmo sem tempo por isso fico enrolando um tico. -q

- Você deve matá-los assim que tiver oportunidade. – resmungou James. – Lembra-se de Victória? Ela também engravidou de mim. Exatamente como no seu caso e eu fui obrigado a acabar com a gravidez e com a vida dela.

- Te demos o direito da escolha. Você sabe disso James. – Emmett disse demonstrando sua superioridade. – Se você não foi homem o bastante para arcar com as consequências meu irmão será. E se não der certo ele irá assumir toda a culpa. Não sobrará nada que incrimine nenhum de nós. É isso que pessoas da nossa família faz. É isso que verdadeiros seguidores de nossos princípios fazem... – Emmett olhou para Emmett de cima a baixo. – Oh, me desculpe. Me esqueci que você não sabe nada sobre nós que você pode ser facilmente substituído assim como Tom.

- Nosso superior saberá disso.

- Boa sorte, a partir de agora seguiremos nossas próprias regras.

Algumas semanas depois...

Uma leve garoa caía pelo jardim da casa dos Cullen o que atraía o olhar nervoso de Alice, porém a atenção e os pensamentos das noivas estavam distantes. A tristeza e a frustração tomava conta do seu corpo a assustava. Como precaução Alice tinha mandado cobrir grande parte do jardim evitando assim que a chuva acabasse com a cerimonia que aconteceria ali daqui a poucas horas.

A decoração do jardim era impecável, Isabella já estava vestida. Um longo suspiro escapou por seus lábios ao fitar-se no espelho, sem pronunciar uma palavra sequer saiu do quarto e caminhou apressadamente em direção ao jardim, ao passar pelo tapete vermelho aos poucos as luzes foram se apagando deixando a luminosidade do local sob a responsabilidade das velas artificiais que haviam sido programadas para aquele momento tantas vezes ensaiado.

Tudo estava em seu perfeito lugar e ela agradeceu Alice por aquilo. A decoração não era chamativa, estava até meio simples, mas aquilo foi uma exigência dela.

Isabella suspirou e abraçou o próprio corpo, inevitavelmente seu olhar foi direcionado até a aliança que parecia pesar em seu dedo.

Um suspiro escapou por seus lábios, finalmente a ficha estava caindo, ela estava a poucas horas de se casar com o homem que não amava e não conseguia encontrar um modo de não ficar chateada com aquela situação.

De um modo inusitado a ideia de casar-se com Carlisle embrulhava seu estômago. Não que Carlisle fosse uma má pessoa, está longe disso, para ela, Carlisle era quase como um pai. O pai que justamente lhe faltava naquele momento.

Talvez o fato de estar casando com ele apenas para se “proteger” e concluir sua vingança fazia com que aquilo pesasse como uma bomba em seu colo. Aquilo não lhe parecia nada romântico. Carlisle não merecia aquilo. Ela tinha a maioria certeza que a maioria das mulheres se matariam para casar com um homem como Carlisle. Apesar da idade, ele não aparentava passar dos trinta anos.

Estranhamente ela riu com aquele pensamento e o fato de sua risada soar estranha até para si própria a assustou. Há quanto não ria? Se perguntou quase que imediatamente.

Com o passar do tempo ela começou a sentir um carinho especial por Carlisle e Alice, o que era algo inevitável já que tanto o pai como a filha possuíam uma personalidade encantadora. Às vezes sentia-se culpada por tentar fazer algo de ruim contra os dois, passava a maior parte do tempo tentando achar uma maneira de ferir apenas Edward e os rapazes deixando assim de lado aquelas duas pessoas. Nesse momento desejou sentir algo a mais do que a gratidão por Carlisle, ao mesmo tempo sentia-se encurralado porque sabia que ele a amava de verdade e no fundo ela estava apenas o iludindo ao invés de agradecê-lo por tudo que fez desde o inicio, afinal, ela estava viva graças aquele homem...

Aos poucos ela se aproximava do altar, seu olhar foi focado na imagem de Jesus Cristo que ficava no templo improvisado. Ela parecia encara-la de alguma força.

Seus lábios se curvaram e um soluço escapou por seus lábios.

Ela teria que ser forte para não sair correndo dali antes mesmo de se casar. Aos poucos ela se aproximou da imagem e se ajoelhou com cuidado em frente a ela.

- Me perdoe... – sussurrou ainda encarando a imagem, algumas lágrimas jorravam por seu rosto. – Sei que estou errada, mas também sei que não posso deixá-los impune para sempre.

De longe um olhar frio a encarava. O olhar tão conhecido e ao mesmo tempo tão amedrontador para ela. Aos poucos ele foi se aproximando até conseguir ouvir o que a garota falava. Ela estava tão presa em suas próprias confissões que não conseguiu sentir sua presença. O que era do agrado dele.

Ele queria assustá-la. Parecia que tinha a esperança de ouvi-la sussurrar que o filho não era dele.

Uma esperança inútil.

- Então... A santinha está buscando um colo para se apoiar? – Edward perguntou em tom irônico pegando-a pelo braço e a levantando com facilidade. Ao sentir o contato da pele do rapaz com a sua um calafrio percorreu pelo corpo de Isabella. – Está confessando suas mentiras? Sabe que não acredito nesse negócio de redenção. – Seus lábios se aproximaram da orelha de Isabella. – Só pelo fato de ter nascido já se tornou uma pecadora.

Isabella reprimiu a vontade de gargalhar e virou-se ficando de frente para o capaz. Queria gritar-lhe dizendo que se há um pecador naquele lugar era ele, mas ao invés disso deu um meio sorriso quase tão frio como o dele, ergueu a cabeça e o encarou nos olhos.

- Pecador maior é o que tem a coragem de desejar matar todas as pessoas que não são iguais a ele. – Seu olhar foi desviado para o outro lado. – Agora com sua licença, tenho que terminar de me arrumar.

Com facilidade ela se afastou de Edward e caminhou em direção a casa.

Um sorriso quase que confiante surgiu em seus lábios, ela estava feliz por ter conseguido mostrar pelo menos um pouco de força para o “opressor”. Ver a expressão de raiva nos olhos do rapaz lhe deu um animo a mais para continuar com tudo...

Continua (...)

Notas finais
Perguntas: http://ask.fm/JulyCarter
Spoiler: http://julycarter-fanfics.blogspot.com.br/
Queria pedir pra quem tiver um tempinho passar na minha one com a jujuba_lov. Faith.
Sinopse: Aos poucos aquilo foi o possuindo feito uma verdadeira praga que o corroía de dentro para fora. Roubava sua vida aos poucos e a falsa sensação de estar no controle da situação não durou por muito tempo. Agora, tudo lhe escapava por seus dedos e a única coisa que lhe restou foi seu corpo, que talvez ficasse em repouso. Um repouso eterno. Edward havia chegado no fundo do poço e Isabella não podia fazer nada quanto a isso. Foi uma escolha inteiramente dele, ela sempre tentava se convencer.
A única coisa que lhe restava agora era a fé. A fé de que um dia ela teria o prazer de ver seus olhos verdes abertos novamente.
Uns tomam éter, outros cocaína. Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Manuel Bandeira
https://www.fanfiction.com.br/historia/227113/Faith.
Obrigada pela atenção e pelos últimos comentários. Apesar de não respondê-los leio TODOS eles.