Amor X Preconceito
18 Capítulo dezessete.
Notas iniciais
Um certo bloqueio de criatividade anda me atingido. Criei a primeira parte desse capítulo há um tempão, mas cadê a criatividade para termina-lo? Enfim consegui. Não ficou lá essas coisas, mas espero que vocês gostem. Nos vemos nas notas finais...
– Poderíamos matar Bella e os bebês. Nos livraríamos de dois problemas de uma vez só.
– Não vão matar os bebês. – sussurrou Edward.
– Como? – Emmett e Jasper perguntaram quase que no mesmo instante.
– Apesar de tudo eles são meus filhos. – suspirou. – Vamos esperar que eles nasçam, só depois veremos o que iremos fazer com Isabella. Até lá, pra todos os efeitos o filho é de Carlisle.
– Tem certeza? – Jasper se intrometeu. – É uma jogada muito arriscada.
– Está decidido. Ninguém tocará nos meus filhos.
Era um dia frio em Forks como todos os outros, mas diferente dos dias comuns poucos raios solares penetravam lentamente no quarto de Isabella.
Já passava das sete da manhã e ela permanecia encolhida em seu cama com os braços ao redor de seu corpo e suas mãos em seu ventre. Seu pensamento vagava por vários lugares, poderia estar em vários lugares, menos no presente.
Apesar de ter acordado cedo permanecia deitada em sua cama por ser conveniente a si mesma.
Há algum tempo conseguiu se convencer que ali era o único lugar que se sentiria verdadeiramente segura, ou melhor, era o único lugar que dava a falsa sensação de segurança. Desde criança preservava o costume de acordar cedo, tinha o prazer de todos os dias sem exceção observar o nascer do sol.
Constantemente levantava-se cedo da cama e caminhava por toda a casa, mas ultimamente aquela vontade havia desaparecido completamente. A única coisa que fazia ao acordar era abrir os olhos, se encolher ao máximo na cama e fitar o teto presa em seu próprio mundo com seu turbilhão de pensamentos.
Há exatos três dias ela havia admitido tudo para Edward, a verdade sobre os seus filhos que estavam em seu ventre, devidamente seguros, mas isso não mudava o fato de querer ainda mais distância dele e de seus amiguinhos odiosos. O lado bom era que desde o acontecido ele preferia manter distancia dela. Ele havia “esquecido” de sua existência, literalmente.
O engraçado é que ela não conseguia mais temê-lo de forma alguma, na verdade, sentia-se cada vez mais segura na presença dele. Apesar de saber que aquilo era uma coisa completamente sem cabimento.
Edward não parecia ser do tipo de homem que é formado por princípios, o que ela esperava dele, na verdade, era a rejeição.
Durante quase a semana inteira eles não se viam. Carlisle fez questão de comprar uma casa perto dali apenas para ele e sua namorada. E quando ele voltava para casa apenas encarava Isabella.
O ódio e a expressão de nojo que apareciam toda vez que ele se aproximava continuava presente. A única diferença é que ele não fazia mais questão de maltratá-la.
Um suspiro alto escapou por seus lábios e seu olhar foi direcionado para um pequeno calendário que ficava na parede do quarto. Ali marcava, dia 13 de maio, dia das mães. Quase que automaticamente seu corpo se virou para o lado onde estava uma pequena cômoda e em cima dela estava a única lembrança que lhe restara de seus pais.
A foto foi tirada há certo tempo. Seus pais ainda estavam na Alemanha. Renné tinha uma aparência jovem e matinha um sorriso largo nos lábios, atrás dela estava Charlie que trajava um paletó nada sofisticado. Seus braços estavam ao redor do corpo dela e Charlie também sorria. Seu coração se apertou mais uma vez. Ela sabia que estava fazendo algo errado, não poderia simplesmente deixar que Edward e seus amiguinhos saíssem impunes.
Eles arrancaram dela as pessoas por quem tinha um amor inexplicável. Seus pais eram sua vida. Fonte da sua felicidade.
Quando enfim tomou coragem levantou-se lentamente da cama, coçou seus olhos e ergueu sua cabeça. Trocou de roupa rapidamente e saiu do quarto.
Tânia havia voltado para Nova Iorque para ver sua mãe. Todos os Cullen estavam em casa e aparentemente, todos dormiam.
Respirando fundo, desceu as escadas da grande casa praticamente correndo e caminhou em direção à cozinha que estava como sempre, impecavelmente arrumada.
Um suspiro escapou por seus lábios, ela caminhou em direção a geladeira e de lá pegou uma garrafa com água, com cuidado, despejou o liquido dentro do copo.
No dia anterior...
O céu estava mais escuro do que o normal. Várias nuvens negras pairavam pelo local. O clima frio de Forks era o sinal de que uma forte chuva estava por fim. Mas quem realmente ligava para isso quando tinham assuntos mais importantes para resolver? Uma chuvinha boba com toda certeza não iria atrapalhar os planos “infalíveis” de Edward.
Um carro prata luxuoso estava estacionado em um local nada convencional. Ele chamara a atenção de qualquer pessoa que passasse pelo local, se pelo menos ali não fosse um lugar completamente deserto.
O barulho pulsante de um coração que bata freneticamente podia ser ouvido por todos do carro, mas era facilmente ignorado. A curiosidade era algo muito maior do que aquilo, todos estavam buscando um motivo que tivesse pelo menos um pouco de coerência para estarem ali.
Cinco pessoas estavam no carro. Edward era o motorista e Emmett o seu “braço” direito. Jacob, Jasper e James estavam no banco de trás do carro e quando a porta traseira foi aberta cada uma saiu nessa respectiva ordem.
– Tem certeza que irá contar isso para eles? – A voz de Jasper não passou de um baixo sussurro em meio à escuridão. – Podemos simplesmente esquecer tudo isso e seguir nossa vida em frente.
– Não temos essa opção. – Edward deu de ombros respondendo no mesmo tom. – Se aquela garota resolver bater com a língua nos dentes é melhor que todos nós estejamos preparados.
– Lembra-se do que fizeram da última vez? – murmurou Emmett.
– Era diferente. – Edward tentou se defender ao entrar no balcão. – Não podíamos confiar nela.
– E por que acha que podemos confiar em Isabella? Apenas por que ela é grata ao nosso pai?
– Antigamente isso aqui tinha um cheiro melhor. – disse Jacob interrompendo a conversa pensativo.
– Queremos privacidade, não queremos? É apenas um preço a pagar. – assentiu James.
– Digam logo o que querem. – Bufou Jacob após alguns minutos em silencio.
Edward olhou para o irmão e depois de alguns segundos suspirou pesadamente.
– Isabella está grávida. – Sussurrou.
– Não vejo o que isso tem a interferir na nossa vida... Pensando melhor, isso chega a ser uma ótima notícia. – James deu de ombros. – Podemos acabar com dois ao mesmo tempo e isso vai fazer com que nossos pontos aumentem.
– Esse é o problema... Ninguém irá tocar nela. Pelo menos não enquanto os bebês estiverem lá.
Um riso estrondoso escapou pelos lábios de Jacob.
Era óbvio para todos que era um riso regado de ironia.
– O que? Você por acaso foi tocado pelo anjo da caridade? – revirou os olhos. – Fala sério Edward! Temos que acabar com isso tudo de uma vez. Ainda mais se forem os bebês.
– Não faremos nada. – disse de forma calma e compassada, mais parecia com uma ameaça ou quem sabe até um aviso.
Onde Edward estava com a cabeça quando renegou seus “ditos” semelhantes por uma simples garota e dois bastardos que nem mesmo deveriam estar no ventre da garota.
– Você está ficando louco! – vociferou James. – Só porque é o seu irmão não significa que é diferente de todos os outros, que é diferente dela!
– Não é por ser meu irmão. É diferente por ser meu filho. – sussurrou de forma rápida e ríspida.
A revelação não abalou com nenhum dos rapazes que estavam ali presentes.
– O fato dela estar grávida de dois garotos que são “seus filhos” não muda nada. – rebateu Jacob. – Estamos acostumados com isso não estamos? Sabemos dos riscos e mesmo assim optamos por acolhê-los.
– Edward... Ele tem razão. – sussurrou Jasper temendo a repreensão de seus amigos.
– Você deve matá-los assim que tiver oportunidade. – resmungou James. – Lembra-se de Victória? Ela também engravidou de mim. Exatamente como no seu caso e eu fui obrigado a acabar com a gravidez e com a vida dela.
– Te demos o direito da escolha. Você sabe disso James. – Emmett disse demonstrando sua superioridade. – Se você não foi homem o bastante para arcar com as consequências meu irmão será. E se não der certo ele irá assumir toda a culpa. Não sobrará nada que incrimine nenhum de nós. É isso que pessoas da nossa família faz. É isso que verdadeiros seguidores de nossos princípios fazem... – Emmett olhou para James de cima a baixo. – Oh, me desculpe. Me esqueci que você não sabe nada sobre nós que você pode ser facilmente substituído assim como Tom.
– Nosso superior saberá disso.
– Boa sorte, a partir de agora seguiremos nossas próprias regras.
Notas finais
Agora uma novidade... Eu estava com uma baita preguiça de fazer isso, mas enfim fiz. Criei um blog para postar os spoilers de TODAS as minhas fics... Pois é. q
O Link é: http://julycarter-fanfics.blogspot.com.br/
Ainda ta desarrumado e pretendo deixar assim até eu aprender a mexer com essas coisas. q
Se tiver alguém que saiba mexer com html, layout, essas coisas de blog e queira me ajudar... Pode mandar uma MP, to necessitada. kkkk
Ah, antes que eu me esqueça. A ask vai continuar funcionando. Quem tiver qualquer dúvida sobre a fic ou qualquer outra coisa pode perguntar por lá. Irei responder TODAS as perguntas.
Nos vemos na quinta... Eu acho. q
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