Amor X Preconceito
2 Capítulo Um.
Notas iniciais
O início do capítulo já estava pronto, mas eu achava que estava faltando algo a mais... Sabem? Enfim, vou explicar só algumas coisas o que eu acho que vocês já entenderão por conta própria... Enfim, a parte que está em Negrito e Itálico é o passado de Renné e Charlie, e as outras partes é os dias atuais. Eu sei que fica chato esse negocio de flash black em meio a fic, mas foi realmente necessário para vocês entenderem a vida de Isabella, espero que gostem tanto quando eu do capítulo.
Se não gostarem culpem o Tom por ter deixado eu postar ele. -q
Era um dos verões mais quentes da capital alemã, Berlim. A população se preparava para o inverno mais rigoroso de todos os anos, as roupas das vitrines eram aos poucos modificadas, ganhavam volume o que fazia com que aquecesse a todos.
Um jovem rapaz vestido com um paletó preto surrado e barato corria com uma pequena caixa nas mãos, a maior parte das pessoas o fitavam com ar de superioridade, jeito típico dos alemães da época, mas ele não se importava, nada mais importava para ele. Um casal de senhores olhava para uma vitrine com roupas de luxo, o rapaz se aproximou deles e de forma gentil sussurrou:
- Boa tarde.
A mulher de aparência mais velha olhou para o rapaz seus lábios se curvaram em uma careta de nojo. Suas roupas nada arrumadas fez com que o homem pigarreasse, mas nenhum dos dois teve a humildade de responder o rapaz que estava com mãos sujas de graxa.
- Boa tarde. – A voz suave de uma jovem moça de corpo volumoso surpreendeu não só o rapaz como o casal que estava ali presente.
Ela possuía um largo sorriso nos lábios e portava em uma de suas mãos uma pequena sombrinha o que fazia com que o sol não queimasse sua pele pálida.
- O que pensa que está fazendo Renné? – sussurrou a mulher com ignorância.
- A mesma coisa que a senhora e o papai deveriam ter feito. – seu sorriso aumentou e continuou a falar. – O que o senhor... – o resto da frase adquiriu tom de pergunta.
- Charlie, me chamo Charlie. – ele sorriu de lado recompondo-se.
- Tudo bem, o que o senhor Charlie deseja? – A moça jovem tinha aparentemente dezessete anos, possuía cabelo castanho avermelhado e seus lábios tinha um tom levemente vermelho. – Me chamo Renné. – continuou a falar após perceber a timidez do garoto.
Rapidamente estendeu a mão em sua direção ignorando as mãos sujas do mesmo. Ele olhou em direção aos pais da garota que o encaravam com um olhar carregado de raiva. Era claro que ele conhecia aquela família, ela era uma das mais influentes na Alemanha, aquela garota deveria ser a filha do casal que acabara de voltar de um intercâmbio na Inglaterra.
As lembranças invadiram com tudo a cabeça da pobre senhora. Seus curtos cabelos negros estavam molhados por conta da chuva. Renné puxou com força o grosso pano que cobria seu marido, Charlie, e se cobriu com ele, sentou na beirada da calçada e tentou enxergar a lua, mas nada via. Todo céu era negro. Essa era uma das poucas desvantagens de Forks, a chuva em abundância e o frio ainda pior.
- Senhor e Senhora Müller. – Sussurrou fazendo uma pequena reverencia ao se aproximar do casal. Ele respirou pesadamente em busca de força. – Quero pedir a mão de Renné.
Os olhos da dama da alta sociedade se arregalaram, o misto de surpresa que existia no rosto de ambos fez com que o homem ficasse ainda mais nervoso.
- O que você disse jovem homem? – pigarreou o homem afastando os braços de sua mulher que estavam mantidos ao redor dos seus, levantou-se sem dificuldade alguma e em seguida olhou para o jovem com ar de soberba.
- Quero me casar com Renné. – Repetiu decidido. – Eu a amo.
- A ama? – gargalhou a senhora de forma debochada. – O que você tem a oferecer a ela? Uma casa digna? Uma família rica?
- Senhora... Eu a ofereço amor. – olhou para baixo. – O meu amor.
- Sinto muito rapaz, mas amor não enche barriga nem paga as contas. – disse o homem friamente.
- Eu sei senhor. – sussurrou. – Estou cursando direito, em breve irei me formar, vou ter dinheiro o suficiente para sustentar não só eu como Renné também.
- O salário de um jovem advogado não é muito. – Deduziu a senhora e em seguida olhou para Renné. – Nem eu e nem seu pai apoiaremos esse casamento.
- Não precisamos de seu apoio. – levantou-se Renné. – Eu o amo, mesmo que eu passe dificuldades sei que ele nunca me abandonará. Se dinheiro é a fonte da felicidade, você deveria ser mais feliz, não é mamãe? – murmurou ironicamente. – Me casarei com Charlie. – completou decidida.
- Iremos te deserdar. – O senhor Stewart falou em tom baixo, porém decidido.
- Faremos da sua vida um inferno. – completou a mãe de Renné.
- Você está bem meu amor? – sussurrou o homem, Charlie Swan, o rapaz que lhe prometeu uma vida digna e nada lhe deu a não ser o dito amor.
- Não. – falou friamente se sentando ainda coberta pelo grosso tecido. Ela dirigiu o olhar para a filha deitada sobre o chão duro da calçada e suspirou pesadamente. – Isabella já tem dezesseis anos e nunca deitou-se em uma cama, nunca teve uma casa. Você disse que iria se formar, iria me dar uma vida, mas não deu nada Charlie.
- Ainda somos jovens, iremos conseguir dá uma vida digna a ela.
Renné sorriu cinicamente.
- Você era jovem há vinte anos. Quando meus pais acabaram com nossa vida tivemos uma chance de ter uma vida de verdade e você a ignorou.
- Eu queria crescer por meus próprios esforços.
- Que esforços Charlie? Você continua o mesmo fracassado de sempre.
O clima frio dominava Berlim há semanas.
Aquele inverno era sem sombra de dúvidas um dos piores desde muito tempo. Mais de quinhentas pessoas já haviam morrido, e o maior medo de Renné era que ela e seu marido fossem os próximos a serem acrescentados naquela lista.
A noite era escura, a chuva grossa caia sobre o rosto de Renné que estava ainda mais pálido por conta do frio. Seus cabelos estavam ainda mais escuros, ao seu lado estava Charlie, seu marido.
A mulher baixa apertou-se contra a pele fina do casaco de couro que vestia, mesmo assim o frio não cessou. Ele continuava a dominando, enquanto ela ficava se afundando cada vez mais em suas lembranças, se soubesse que sua vida seria assim nunca teria voltado da Inglaterra, talvez, hoje estivesse casada com algum milionário. Enfim, ela mordeu os lábios tentando fazer com que seus dentes parassem de se contrair.
– Você está bem? – a voz calma do homem que estava ao seu lado fez com que a mulher desse um meio sorriso. Ela tinha medo de abrir os lábios e deixar que a voz escapasse, caso isso acontecesse, sem sombra de dúvidas ela faria algo que magoasse o marido.
O casal andou mais um pouco em direção a um grupo de moradores de rua que se encontravam ao redor de uma pequena fogueira. Renné contraiu os olhos, os fechando com força. Seu corpo inteiro doía por conta do frio.
– Isso me assusta. – sussurrou Renné desesperada. – Eu quero voltar para minha casa.
Renné não sabia o quanto doeu para Charlie ouvir aquelas palavras, seus olhos se fecharam e ele soltou um pesado suspiro, puxou o corpo de sua mulher contra o seu e encostou seu queixo contra seus ombros.
– Vamos dar um jeito nisso. – prometeu Charlie puxando-a para seus braços, ele tentava de todas as formas fazer com que sua mulher se sentisse a vontade ao seu lado. Ele tentava entender o lado de sua esposa, mas não conseguia deixar de ficar magoado com as suas ações.
Charlie se aproximou do pequeno grupo deixando a mulher um pouco de lado, murmurou algumas palavras que Renné não conseguiu entender e depois voltou a se aproximar da esposa. Ambos sentaram-se em frente à fogueira. Charlie puxou o corpo da mulher contra o seu e a fez olhar para o seu.
– Está vendo Renné? – murmurou em seu ouvido. – A noite está bela somente para nós dois.
– Eu quero voltar para a casa dos meus pais. – voltou a falar em baixo tem.
O homem afastou-se de Renné, em seus olhos toda a sua dor era visível. Ele olhou nos olhos da mulher tentando esconder tudo o que sentia naquele momento.
– Tem certeza? – perguntou baixinho e ela apenas assentiu. – Te levarei amanhã, assim que o sol nascer esteja acordada. – murmurou em um tom frio, ele se levantou dali deixando Renné sozinha.
A mulher encolheu-se no chão deitando ali, a mesma caiu em sono profundo, mal sabia que em breve viveria um pesadelo.
Charlie respirou pesadamente, por mais que não quisesse admitir sua esposa tinha razão. Estava na hora de tentar mudar de vida.
- Fique tranquila. Amanhã irei atrás do Sr. Cullen e aceitarei o emprego que ele me ofereceu em sua casa. Agora se cubra e durma. – Levantou-se e caminhou em direção ao outro lado da rua. – Procurarei algo para comermos amanhã.
Renné encolheu no chão e fechou os olhos com força. Tinha esperanças de que amanhã seria um novo dia e finalmente sua filha teria uma chance de ser alguém.
Enquanto Charlie se afastava um grupo de jovens que mantinham seu rosto escondidos atrás de máscaras escuras observava suas ações. Um dos jovens, alto com cabelos de uma estranha cor dourada, apontou para o homem que caminhava pelas ruas escuras encostado pela janela das casas. O jovem deu um meio sorriso e apontou para direções diferentes.
- Jacob! – falou em tom autoritário. – Você irá pela direita e eu vou para esquerda. Emmett, Jasper e James, vão ver se há outros desses. Vamos exterminar essa raça de uma vez.
Os rapazes assentiram de forma rápida. Jacob seguiu as ordens do rapaz e ambos se aproximaram do homem. Os olhos do senhor de rua se estreitaram.
- O que fazem aqui? – Charlie sussurrou enquanto se afastava dos rapazes.
Charlie já havia ouvido boatos de um grupo de rapazes que andavam pelas ruas de Seattle fazendo uma “limpa” nas ruas. Ele temia que essa praga viesse para Forks, mas parece que suas preces não estavam sendo ouvidas.
- Cale-se. – a voz dura fez com que Charlie desse dois passos para trás. Seu único pensamento era de virar-se e volta para o lado de sua esposa e de sua filha, e assim fez, correu o mais rápido que pode, mas já era tarde demais, a única coisa que seus olhos conseguiram enxergar era um pequeno monte de panos negros sendo queimados como se fosse lixo, sua filha, Isabella, encarava do outro lado, o homem mais forte mantinha sua boca coberta com as mãos.
Os gritos de horror e dor de Renné eram ouvidos pelas ruas escuras, mas ninguém teve a coragem de aparecer. O jovem mais alto, com aparência de ser o “líder”, cuidou de Charlie. Sua perna agilmente atingiu as do senhor que caiu com brutalidade contra o chão. Ele tentou esquivar-se dos golpes direcionados contra si, mas era em vão. Em questão de minutos ficou igual a sua mulher, queimava em um dos becos de Forks como apenas mais um pedaço de carne.
Um sorriso frio surgiu nos lábios do rapaz que mantinha a máscara no rosto de forma inútil.
- O que faremos com ela? – A voz de um dos rapazes do grupo estava repleta de adrenalina. Seu olhar sobre o corpo da jovem era de cobiça.
- Façam o que quiserem, aproveitem a noite. Só levem essa mulher imunda daqui.
O terror tomou conta do rosto de Isabella, suas unhas cravaram-se em torno dos braços do homem, todas as tentativas de livrar-se daquele pesadelo estavam sendo em vão, ela estava condenada assim como seus pais.
Notas finais
Lembrando: Eles não foram nada bons com Bella e isso vocês verão no próximo capítulo. Não vou prometer postar logo, porque eu realmente quero escrever um capítulo longo e bom. Mas, se vocês gostaram do capítulo comentem, por favor, vou confessar uma coisa: Adoro quando chega no meu e-mail uma mensagem dizendo " Você recebeu um novo review em Amor X Preconceito". -q
Se não for pedir demais, eu sei que ainda está no inicio, mas eu amaria de verdade uma recomendação. Então, se vocês estão morrendo de tédio e acaba de ler o capítulo, não perca tempo, mate seu tédio recomendando a fic. -qqqq
Só mais uma coisinha e paro de falar aqui, eu juro.
Quem quer que as cenas do que vai acontecer com a Bella seja bem detalhada acrescenta no comentário um: Eu quero.
Como eu sei que muitas pessoas não respeitam a facha etária o que pode acontecer com a Bella pode ser muito pesado para algumas pessoas, até para mim pode ser muito pesado, mas enfim...
Mais uma coisa. -q
Feliz dia da mulher atrasado para as garotas que acompanham a fic.
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