Amor Virtual

16 Furias as nove da manhã


Notas iniciais
Oioioioi...
Novo capitulo.
Tadinha da Jovana,era apenas nove da manhã e já começava seus estresses se bem que na maioria das vezes ela já estava meio estressada mesmo.rsrsrs
Bem eu queria agradecer a MissPolly,que me deu uma ótima força para poder escrever esse capitulo,foi muito legal rimos bastante enquanto escrevíamos, principalmente a parte em que a mãe da Jovana começa a fofocar com a Cida.
Espero que gostem,assim como foi um prazer escrever.E não se esqueçam deixem seus comentários.

–Como é que é? Perguntei surpresa a minha mãe que terminava de abrir aporta do apartamento quando estávamos chegando do hospital. Ainda eram 9:0 da manhã e minha mãe soltava aquela bomba em cima de mim? Não,ela só podia estar brincando comigo.

– É isso mesmo que você ouviu Jovana. Disse ela com um pouco de dificuldade para passar a bolsa pela porta.

–Nos vamos embora amanhã. Ela continuo.

Olhei para Camila que fez uma cara desanimadade .

-Que pena amiga...

–Mas mãe...eu tentei argumentar indo atrás dela. Porém ela me interrompeu virando-se para traz e me encarando.

– Você mesma semana passada estava pirando pelo telefone querendo voltar para casa, dizendo que suas férias tinham acabado,que aqui estava um saco,quase me deixando maluca.E agora de repente assim do nada você quer ficar?Filha as vezes eu não consigo te enteder.Disse minha mãe colocando a mão em meu ombro e olhando atentamente.

– Não sei o que te prende aqui.Falou minha mãe olhando para mim com um ar de interrogação.

Então uma vozinha dentro da minha cabecinha perguntou :

– É mesmo Jovana... -O que te prende aqui? Por acaso é o Scott? Ou o bom beijo?

– Não,claro que não,eu estou ate feliz pois me livrarei dele de uma vez por todas.Respondi para mim mesma.

– Mas a grande pergunta é você quer se livrar dele?

Aquilo ficou soando em minha cabeça...

Mas dentro de mim eu continuava a negar tudo o que minha querida consciência(Se é que eu tinha uma) me dizia.

Tentei argumentar mais alguma coisa,mas minha mãe já havia se afastado,então pude ouvir Camila perguntar.

–Jovana será que você pode me ajudar aqui?

Olhei para ela e coitada...pude ver que ela segurava uma grande caixa que Cida havia pedido que ela pegasse.Que quase era maior do que ela.

Como passe de mágica, Oliver apareceu em nossa frente e disse:

– Deixe que eu faço isso para você Milla – E lhe aliviou o peso.

Vi o olhar trocado entre os dois, minha mãe já havia entrado e eu realmente estava sobrando ali. Pude ate ver os coraçõeszinhos subindo e se estourando no ar saindo dos dois,bem em cima da cabeça deles.

Então eu realmente não queria segurar vela para os dois e afirmei.

–Parece que minha mãe esta me chamando ali sabe...

Percebi que Camila e Oliver nem se quer notaram quando entrei.

Fui ate cozinha ,minha “querida”mãe estava ao lado de Cida e o assunto parecia bem interessante porque as duas não paravam de falar como se o mundo fosse acabar, infelizmente eu havia herdado aquilo da minha mãe então eu me perguntei:

– Meu Deus, como consigo fazer isso com tanta freqüência?

Precisando urgentemente terminar aquele assunto sentei me na bancada respirei fundo e chamei dona Elena pela primeira vez:

–Mãe.

Mas ela nem se quer me deu atenção,continuava naquele transe frenético da conversa e eu sabia que senão fizesse algo ela não iria me ouvir.

–Mãe!

Mais uma tentativa que na verdade foi um verdadeiro fracasso agora com certeza eu entendia como Camila se sentia quando tentava obter minha atenção.Pensei em algo que eu poderia fazer, enquanto isso mordia o canto dos meus lábios, sempre fazia isso quando estava nervosa ou pensativa. Então me lembrei que minha mãe tinha pavor de baratas e como eu precisava falar urgentemente com ela gritei bem alto do jeito mais alarmoso que consegui-

–Uma barata!

As duas começaram a gritar na hora.Cida subiu em um banco e minha mãe super assustada perguntando:

– Onde? Onde?

Segurando-me para não cair na risada disse

–Ah ... ela já foi.

Minha mãe olhou para mim com aquela cara, sim era a mesma do hospital.. poxa mais uma brincadeirinha como será que ela consegue?

–Que foi? Perguntei a ela me fazendo de inocente- Eu não tenho culpa se ela já foi.

Fingindo acreditar em mim ela voltou a mexer o molho de cachorro quente que ela estava fazendo. Aproveitei a oportunidade e continuei nossa conversa de alguns minutos atrás.

–Mãe como assim ir embora amanha?

Ela olhou pra mim e de um jeito bem simples respondeu:

–Indo oras, pegando sua bolsa e nossas coisas depois indo para o aeroporto e assim por diante

–Mãe,a senhora sabe muito bem do que estou perguntando.

Agora falando serio ela respondeu.

–Filha eu tenho que trabalhar já faltei 3 dias de serviço para poder vim ver como você estava e cuidar de você pessoalmente,deixei a Meggue na casa do vizinho com os cachorrinhos dela, não podemos mais ficar aqui.

Cidaolhou para mim e continuou a conversa:

–Isso mesmo Jovana e outra coisa,estou pensando em voltar com os meninos amanhã também, porque já tem bastante tempo que vocês estão aqui eu estava com medo de vocês ficarem muitos cansados, entendeu?

Não! gritei para mim mesma. Não entendi! Porque agora? Porque justo agora? Que saco! Que saco!

Ainda com uma cara de decepção,olhei para a minha mãe e disse ela;

–Mãe o Scott me convidou para sair com ele hoje será que a senhora deixa?

Pude ver o rosto da minha mãe se iluminar na mesma hora em que escutou o nome dele, então eu pensei –Ai tem coisa.

–Sair com Scott? Ela me perguntou muito,muito,mas muito interessada.

–É mãe, com ele mesmo.Disse dando um belo e falso sorriso.

Como Cida não podia deixar passar a chance de bica a conversa perguntou quando já havia saído de cima do banco.

–O garoto do hospital?

–É ele mesmo Cida.

–Claro que pode.Disse minha mãe dando a maior força,vocês sabem para que...

Eu tinha a leve impressão de que eles haviam conversado algo,enquanto eu dormia no hospital,mas deixa que isso eu resolveria mais tarde com ele.

–Então já vou.Disse descendo rapidamente da banca.Porque sempre que minha mãe deixava eu fazer algo,tinha o famoso...

–Mas...Ouvi ela dizer,e me virei-me lentamente para poder fita-la e ver aquele famoso dedo indicador apontado para mim.

–sIm,mamãe.Falei em uma doçura longe de sentir.

–Ele tem que te pegar aqui e te trazer de volta.

–Só isso...?Perguntei fazendo aquela cara mais surpresa,porque geralmente só faltava ela pedir para eu escalar o monte Everest.

–Só,porque ele já me pediu para te levar.Ela afirmou sentando-se em uma cadeira que ficava de frente para mim.

–Que sorte hem Jovana.Cida disse em um tom eufórico.

–Porque?Indaguei olhando para ela com meus olhinhos curiosos de quem não entendia nada.

–Ele é um gatinho...Se é que me permite.

–Não é?Minha olhou para ela e ambas começaram a falar sobre nós dois,que ia dar um lindo casalzinho.olha o termo que elas usaram...”Casalzinho”...Falá serio.Pensei.

Legal...A conversa desenvolveu tanto que minha mãe já falava em casamento,meu Deus,era apenas um encontro,não um noivado.

Coloquei os dedos da minha mão levemente em minha testa,e vagamente fechei os olhos.E sussurrei...

–Porque mães são assim? Para elas é tudo tão fácil...Onde esta a famosa tese dela sobre...Gaviões que ronda o céus,sei lá.

Ainda sorrindo minha mãe disse:

–E não se esqueça minha filha...Seja legal com ele.antes que eu pudesse responder minha mãe já estava fofocando novamente com Cida...

–Achei tão bonitinho quando ele pediu para sair com ela...Não pude negar.

Eu não acredito nisso...Assim que eu ve-lo me lembrarei de estrangulá-lo com minhas próprias mãos.Pensei com toda raiva e vergonha que sentia.

Então Camilla chegou me puxando pelo braço,me tirando daquele belo momento em que eu tramava a bela morte de Scott.(Brincadeirinha).

Meus olhos se abriram assustadamente,enquanto Camilla falava.

–Preciso falar com você agora,era urgente.

Não tive escolha a não ser segui-la,mas ainda pude ouvir minha mãe dizer:

–Não demorem pois o lanche já esta quase pronto.

Notas finais
E ai o que acharam?:)