Amor Verdadeiro
1 A Mudança
Notas iniciais
– Cala sua boca Robert – Grito jogando uma pequena pedra na direção do menino de olhos verdes.
– Ei, Ei – Minha mãe chega gritando — Podem parar com essa brincadeira.
– Josh vai sentir falta de Clary — Robert diz para me irritar — Sinceramente eu achei que vocês formavam um lindo casal — Ele diz sorrindo.
– Depois eu bato nele e vocês me perguntam o por que? — Falo com minha mãe com meu pai que guardam as últimas malas.
– Vocês dois são iguais cão e gato — Meu pai diz sorrindo enquanto fecha o porta-malas.
– Eu sou o gato claro — Robert diz me encarando.
– Idiota — Falo baixinho.
– Eu escutei isso — Robert fala.
– Ah sério — Finjo estar impressionado.
– Ninguém merece — Sophie chega perto de mim e me abraça — Vocês dois são uns babacas.
Para falar a verdade o clima na minha casa sempre foi o melhor, meus pais são descontraídos, animados, não ficam pegando no nosso pé, sabe, agradeço por ter pais assim. Mas ter Robert como irmão não é uma das melhores coisas, somos completamente diferentes, enquanto ele faz de tudo para agradar a todos eu já não me importo, não sou obrigado a agradar todos. Sophia e eu somos mais grudados, posso dizer que entre todos ela é a que mais me entende, ela é a mais velha de nós, responsável, dedicada, sempre cuidou de mim desde pequeno.
– Vamos — Meu pai grita entrando dentro do carro, todos entram e eu fico ali, tenho esperança que ela ainda apareça.
Quando fecho a porta do carro vejo ela, está correndo em minha direção, saio do carro e a abraço.
– Pensei que você não viria — Digo a abraçando forte, posso sentir os dedos dela passando por minhas costas.
– Eu tive alguns imprevistos — Ela diz sorrindo e mexendo no meu cabelo — Mas não pude deixar de vir, afinal — Ela diz sorrindo e vejo as lágrimas se formando — Somos melhores amigos.
– Melhores amigos — Digo sorrindo.
– Meu Moreno dos Olhos azuis — Ela diz sorrindo — Promete que não se esquece de mim.
– Prometo — Digo sorrindo — E só uma perguntinha, Como está seu relacionamento com James?
– Melhor impossível — Ela diz — Graças a você.
Meu pai buzina e abraço Clary pela ultima vez, vou sentir saudades dela, sempre estudamos juntos, fizemos bagunça juntos, fugíamos da escola juntos, éramos muito grudados, e agora estou deixando ela para trás.
– Vai me visitar nas férias? — Pergunto a olhando, seus lindos olhos verdes brilham e ela dá um sorriso incrível.
– Vou pensar no seu caso — Ela diz me dando um beijo na bochecha — Agora vai — Ela diz apontando para o carro — Seu pai está esperando por você.
– Obrigado por tudo — Digo indo em direção ao carro, entro no carro e abro a janela, meu pai da a partida no carro e vejo Clary cada vez mais longe acenando para mim.
A viagem demora mais ou menos umas duas horas e meia, quando chegamos no condomínio meu pai conversa com o homem do portão principal e nós entramos, todos estão dormindo, exceto eu e meu pai.
– Como está se sentindo? — Meu pai me pergunta.
– Sinceramente — Digo olhando para ele pelo retrovisor — Muito mal.
– Você sabe por que tivemos de fazer isso — Ele diz.
– Eu sei — Digo — " Por que vocês acham que a mudança pode me ajudar e que talvez eu conhecendo pessoas novas eu poderia sair mais de casa e começar a viver a vida como uma pessoa normal" — Falo do mesmo jeito que meu pai e minha mãe me disse alguns dias antes.
– Chegamos? — Sophie pergunta tirando a cabeça do meu ombro e se espreguiçando.
– Sim — Digo sorrindo olhando no olhos verdes de Sophie.
– Por que só você nasceu com o olho azul — Sophie pergunta me encarando — Nossos pais, Eu e Robert temos olhos verdes.
– Sei lá — Digo sorrindo tentando esconder a raiva que se acumula dentro de mim, essa mudança não irá me fazer bem.
Meu pai estaciona o carro em frente a uma casa super grande.
– Caramba!! — Robert diz olhando a casa — Isso aqui é Perfeito — Ele diz — Eu amo Boston — Ele grita várias vezes.
– Amanhã é o primeiro dia de aula de vocês — Meu pai diz — Eu sei que vocês não devem estar nada animados, mas vocês irão amar a escola.
– Amar a escola — Digo ironicamente e vou em direção a casa.
"Não sei se essa mudança irá ajudá-lo" escuto minha mãe dizendo baixinho para meu pai, "Vamos ver, se não der certo, a gente interna ele" escuto ele respondendo baixinho.
– Vou ficar com o quarto maior — Robert sobe a escada correndo e Sophie vai correndo atrás.
Deixo minha malas jogadas ali e vou para os fundos da casa, me sento perto da piscina e coloco os pés na água.
– Você está bem? — Minha mãe pergunta se sentando ao meu lado.
– Estou Ótimo — Digo forçando um sorriso.
– Que ótimo — Minha mãe diz me dando um beijo na testa e se levantando.
Até agora não expliquei o por que que estou quase indo para um internato, sabe, de um tempo para cá eu prefiro ficar sozinho, sem ninguém por perto, estou me estressando facilmente, e meus pais acham que devem me internar se eu ficar pior.
Decido correr pelo condomínio, preciso espairecer um pouco, tiro a camisa e deixo ali perto da piscina, pego meu celular. plugo o fone de ouvido e saio dali, começo a correr pelo condomínio, o lugar é bonito, grande, casas muito grandes, é o lugar ideal para quem quer conforto e se sentir seguro.
Aumento a música enquanto corro, está tocando Hear Me dos Imagine Dragons, guardo o celular no bolso e corro mais rápido, quando vou virar a esquina bato de frente com uma menina. Até o exato momento eu desconfiava de amor a primeira vista, mas acho que não custa mudar de opinião.
– Me Desculpe — Digo me levantando de cima da menina, seus cabelos loiros ficaram bagunçados com a queda, seus olhos azuis me encaram.
– Tudo bem — Ela diz e eu estendo a mão para ajudá-la, ela sorri, o sorriso mais incrível que já vi.
– Eu sou um Desastrado — Digo sorrindo enquanto a menina arruma os cabelos em um rabo de cavalo.
– Não precisa se desculpar — A menina diz me olhando de cima em baixo — Você é Josh.
– Exatamente — Digo sorrindo — Em carne e osso.
– Sou Megan — A menina loira diz sorrindo — Eu estava indo na sua casa — Ela diz — Dar as boas vindas.
– Se quiser eu te levo até lá — Digo.
– Eu aceito — Ela diz mas não escuto, pois não consigo tirar os olhos dela.
– Aceita o que? — Pergunto.
– Que você me leve até lá — Ela diz.
– Ah sim — Digo sorrindo.
– Seja Bem-vindo — Ela diz me abraçando.
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