Amor, Um Sentimento Confuso
26 Conflitos Maiores!
Notas iniciais
Depois de alimentados Alaric decidiu que seria hora de partir, Edward não gostou nada, mas não protestou.
Ângela apoiou-se em Jacob para conseguir andar, sua perna estava horrível, em um tom roxo escuro e muita inchada, aquelas marcas subiam até um pouco abaixo do seu joelho.
–Você consegue Ângel? – perguntei me aproximando dela assim que começamos nossa caminhada.
–Acho que sim, não sei por quanto tempo, está doendo muito, mas vou tentar! – Falou determinada.
Começamos nossa caminhada, algo me dizia que seria longa.
Jacob começou a contar para nós as histórias dele e seu avô nas florestas da reserva, de quando eles matavam as cobras grandes, Ângela riu quando ele mencionou o que faria com a cobra que picou ela.
–É sério, eu mataria ela, e nem precisaria de uma arma, seria a pau mesmo!
–Ah para Jacob! – Instantes depois todos já prestavam atenção nas histórias dele.
–Teve uma vez que encontramos um lobo do mato!
–Um lobo? – perguntei duvidando.
–Sim, um lobo! – Exclamou me olhando serio – Ele estava matando as galinhas da reserva, todas elas, fazendo uma limpa, e não era raposa não, era um lobo cinzento, enorme, matamos ele a tiro!
–Está se achando o herói Black? – perguntou Edward o desafiando.
–Não estou não Edward, se algum de nós fossemos heróis teríamos tirados todos daqui no mesmo dia que nos perdemos! – Falou Jacob deixando Edward sem respostas.
–Conte mais Jacob! – Pediu Alice entusiasmada.
–Meu avô costumava me levar todos os fins de semana para a mata. Lá caçávamos o que dava, eu adorava os fins de semana até que...
–Até que? – perguntou Rose curiosa, falando pela primeira vez.
–Meu avô faleceu.
–Ah sinto muito – Respondeu ela se arrependendo de ter perguntado.
Depois de horas não estávamos mais aguentando andar.
–Estou cansada Alaric! – Reclamou Tania!
–Podemos descansar um pouco? – pediu Ângela olhando Alaric por um momento.
–Tudo bem, mas não pode ser muito, temos que achar algo antes da noite!
–Achar algo? É isso mesmo? Você acha que vamos achar uma saída daqui da noite para o dia? Acha que vai acontecer um milagre? – perguntou Edward extremamente irritado.
–Fique na sua Cullen! – Falou Jacob.
–Temos que ter esperanças Edward! – Falou Alaric sentando-se ao meu lado na areia.
–Esperanças? Deus? É isso que quer dizer? Pois esse Deus anda meio ocupado com outras coisas não acha?
–Cala a boca Edward! – Falou Alice totalmente decepcionada com o irmão.
–O que foi Alice? Vai defender ele agora? – Perguntou ele olhando raivoso para todos.
Levantei-me e andei até ele.
–Calma Edward!
–Que calma o que? – gritou ele – Não aguento mais ter que seguir as regras desse monte de nada aí! – Falou apontando para Alaric!
–Não fale assim! – Pedi calmamente.
–Ah você também? Vai para o inferno Isabella! – Falando isso ele me deu as costas, indo em direção a floresta, me deixando sem palavras e com o coração quebrado. Como se eu tivesse acabado de receber um tapa na cara, senti tudo formigar e meu olho encher de lágrima, por que ele havia falado de tal forma comigo? Por que ele estava tão irritado? Enxuguei a lágrima que insistiu em rolar e voltei a me sentar ao lado de Ângela e Alaric.
–Não fique triste Bells, ele não merece sua tristeza! – Falou Jacob passando as mãos em meu cabelo e os bagunçando mais que já estavam, sorri sem vontade e tentei esquecer o ocorrido.
Depois de um tempo Edward voltou, sem nada falar e todos tomaram um gole de água, sim, apenas um gole, e seguimos andando, até o sol se por no horizonte azul a nossa esquerda.
–Será que conseguimos pescar algo nessa região? – perguntou Jacob a Alaric depois de um tempo sentado na areia, em mais um tempo de descanso.
–Realmente não sei!
–Vamos tentar! – Insistiu ele, tirando da mochila a vara feita de um galho de árvore com um ferro na ponta.
Os dois foram até o mar e lá começaram a tal ¨pesca¨.
Ficamos por mais ou menos duas horas parados, Alaric e Jacob deixaram da pesca sem sucesso e seguimos mais uma vez nossa caminhada.
Ângela não conseguia mais andar, mas não falou isso pra ninguém, só gemia de dor toda vez que o vento da noite batia em sua perna, as lanternas já começavam a falhar e os celulares estavam à maioria sem carga.
Estava quase amanhecendo quando paramos mais uma vez, o sol surgia ao longe, Alice se alongava e os outros deitavam na areia para uma soneca, Jacob começou a correr em círculos em aquecimento.
–Vai correr maratona Jacke? – perguntei rindo.
–Tenho que estar preparado pro acaso não é!
–Tudo bem né!
Logo ele se cansou e sentou-se novamente, deitou-se na aria e estendeu o braço para Ângela, que estava ao seu lado deitar. Ela aceitou sua proposta e se deitou, instintivamente procurei por rose, ela estava olhando, fez uma careta nada agradável e desviou o olhar. Por que eu achava que o romance dela e de Jacob não havia acabado?
Depois de um tempo sentada, olhando de um em um, sentindo o sol nascer ao longe o sono começou a me pegar, deitei-me na areia pegajosa e logo adormeci. Dormi sem sonhos e quando despertei o sol já nos banhava, todos riam de alguma piada e comiam algo.
–Huum, comida! – Exclamei me espreguiçando.
–Acordou dorminhoca! – Zombou Jacob – E com fome é? – Todos gargalharam com minha cara.
Fui até eles como estômago doendo e consegui pegar um pedaço do peixe assado na fogueira improvisada que eles fizeram após Alaric conseguir pescar algo.
Peguei um pedaço e gemi de alegria, meu estômago roncou e devorei em segundos, Jacob e Emmett gargalharam e me deram mais um pedaço.
–Come esfomeada! – Falou Emmett dividindo seu terceiro pedaço comigo.
Depois de todos terem comido e bebido água Alaric nos incentivou a prosseguir com a caminhada.
Devia ser perto do meio dia de acordo com o local do sol, mas o celular de Alaric me disse que eu estava errada com as direções, eram duas horas da tarde já.
–Você não aprendeu as direções Isabella? – perguntou ele rindo, será que todo mundo iria zombar de mim naquele dia?
–Não querido professor, não aprendi, mas aprendi como usar palavrão com pessoas insuportáveis! – Falei o fazendo rir mais ainda, depois fechar a cara, fingindo-se de serio.
–Lá fica o leste e lá o oeste, falou mostrando a região que o sol surgia e a que ele desaparecia, então lá é o norte e lá o sul!
–Alaric, eu sei muito bem onde o sol nasce e onde ele se põe!
–Mas é bom ter certeza né! – sorriu de canto seguindo com nossa caminhada.
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