Amor Surreal - Cobrade
2 Capítulo 2 - O Reencontro
Notas iniciais
Amanhece, um dia novo, uma nova história pra contar. Jade acorda mais cedo que a mãe e decide fazer um café da manhã bem gostoso para recompensar o dia anterior. Quando ela já está sentada tomando café, sua mãe acorda e aparece na cozinha:
— Jade o que é tudo isso ? — diz Lucrécia surpresa com tanta coisa gostosa na mesa.
— Ah mãe, fiquei mal por ontem e decidi fazer um café da manhã bem bonito e gostoso pra senhora, gostou ? — disse Jade se desculpando.
— Ta tudo maravilhoso, muito obrigado filha — disse Lucrécia com um belo sorriso, o que fez Jade ficar feliz e abraçá-la fortemente. Jade se despede da mãe e desce as escadas, pois Lírio já estava a sua espera pra ir para Ribalta.
Chegando na praça em frente á Ribalta, Jade desce do carro: — Muito obrigada, Lírio!
— Ué, só isso Jade — disse Lírio achando pouco o agradecimento da garota.
— Só, já estou te agradecendo pela carona, ta de bom tamanho. O que mais quer de mim ? — disse achando que aqui bastava.
— Não mereço um abraço, pelo menos, vai Jadezinha só um !? — disse Lírio com esperança.
— Tudo bem Lírio — Jade disse, enquanto dava um abraço no garoto. Jade para de abraçar Lírio quando vê que Cobra está se aproximando :
— O que você quer ? —diz Jade, lembrando do que tinha acontecido na noite anterior.
— Nada gata relaxa, eu não mordo — disse Cobra dando o risinho malicioso.
— Some daqui garoto, a Jade não é pro seu bico! — diz Lírio a defendendo.
— Oh garoto, não tava falando com você não, tava falando com essa bela dama — disse Cobra tirando Lírio da conversa.
— Tudo bem Lírio, eu sei muito bem como tratar um vagabundo! Pode ir — então Lírio foi pra Ribalta com Joaquina — Agora me diz o que quer comigo ? — disse Jade com ar de curiosidade.
— O que eu quero com você !? Não é bem o que quero com você, é o que quero em você — disse Cobra, o que deixou Jade confusa: — Como assim ? O que você quer de mim, garoto ?
— De você, bem, eu quero tudo será que é possível !? — disse Cobra dando meio que uma cantada na garota. O que fez Jade achar o rapaz interessante, a sua audácia: — Você é um cara muito esperto, pra um vagabundo, pra vim mexer logo comigo, não sou uma garota tão fácil de lidar e ainda sou uma dama, como você bem disse — Jade fez uma cara de que estava interessada nos investimentos de Cobra.
— Pensa que me ofende me chamando de vagabundo, eu tenho consciência disto, minha dama — então Jade percebeu que não podia ser vista conversando com um garoto daqueles, pois sua mãe já estava para chegar e não gostava de rapazes do tipo do Cobra:
— Bom, vagabundo, eu preciso ir espero não ser mais incomodada por você, se não você pode sofrer várias conseqüências — disse Jade virando de costas e andando em direção á Ribalta, o que fez Cobra a puxar pelo braço e dizer em seu ouvido: — Quem disse que eu ligo para as conseqüências, minha dama — ele sola o braço dela, e a garota vai embora.
A aula começa e Jade não para de pensar em Cobra, talvez ela estivesse gostando dele, ou talvez ele fosse só mais um garoto que chamou sua atenção. A aula acabou e era dia de festa na Ribalta. Jade foi para casa e não encontrou Cobra enquanto saia e nem na Academia do Gael.
São exatas 21 horas e Lírio chega para buscar Jade, os dois vão para Ribalta e a mãe de Jade fica em casa, pois decide não ir a festa. Os dois chegam na Ribalta e dão de cara com Bianca e Karina, e Jade não perde a oportunidade de implicar com as garotas :
— Nossa que linda você está em Bianquinha — diz Jade com ar irônico.
— Muito obrigada Jade, mesmo eu sabendo que você não queria dizer isso — disse Bianca, confirmando o pensamento de Jade.
— Ainda bem que sabe disso. E você em Karina, saindo de casa pra vim em uma festa quem diria, mas milagres acontecem, né — disse Jade com implicância.
—Não enche Jade— Karina diz com raiva e estresse.
— Vamos, Lírio e Joaquina, hoje a noite deve ser aproveitada — disse Jade indo e deixando Bianca e Karina para trás.
Jade chega no auditório onde está rolando a festa, e pede logo para Lírio ir pegar uma bebida, e Joaquina o acompanha. Então Jade começa a dançar embalada com a música, e então escorrega e quase cai, mas alguém a segura:
— Cuidado dama, você pode se machucar — disse Cobra levantando a garota.
— Muito obrigada pela ajuda, mas você por aqui ?
— Sim, não posso curtir uma festa assim como você ?
— É claro que pode, só achei que você não gostasse de ninguém daqui.
— Ah, os caras lá da academia do Gael são legais e a Karina também, mas do pessoal da Ribalta eu não gosto muito não, só de você.
—Então você é amiguinho da Maria Macho ? — disse Jade dando uma risadinha básica
— Quem é Maria Macho ? A Karina ? Não chama ela assim ta bom, ela só tem esse jeito dela marrento, mas é muito bacana — disse Cobra defendo a garota.
— Hum, bacana sei —Jade disse meio desconfiada — Não vou criticar, você conhece ela melhor, tudo bem.
— Ta, vamos esquecer ela, e pensar em nós ! — Cobra disse com um sorriso malicioso.
—“ Nós”, quem disse que existe nós ? — Jade disse rindo do garoto convencido.
— Eu disse que existe nós — Cobra diz isto no ouvido dela, o que a deixa arrepiada, mas tenta não parecer abalada com o que ele diz :
— Isso não me causou nada, vagabundo — diz Jade
— Tem certeza Jade ? Acho que você gostou — diz Cobra com uma voz convencida.
— Tenho plena certeza disso — diz Jade também querendo ser convencida
— E disso, aposto que você vai gostar —diz Cobra dando um beijão na dama, o que fez ela ficar sem fôlego e se afastar dele para recuperar oxigênio :
— Você ficou louco Cobra, alguém pode nos ver e contar pra minha mãe — disse Jade agoniada.
— Eu não to nem aí pra sua mãe, você gostou ? É isso que importa ! — disse Cobra dando uma simples risadinha.
— E se eu não tiver gostado, hein vagabundo ? — disse Jade com desafiador ao vagabundo, querendo ver o que ele iria fazer depois disto, aliás Cobra gostava daquilo, daquele joguinho, no qual ele queria ser o vencedor e não queria ficar por baixo. Então ...
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