Amor Submerso

39 Capítulo 39: Cidade Submersa


Notas iniciais
Sei que demorei, mas o tempo ta mesmo difícil para mim. Eu to voltando acabada da faculdade, cheia de trabalhos para fazer e não conseguindo nem terminar todos! Mesmo assim, peço perdão e deixo claro que não estou abandonando a fic nem nada parecido!

PS: Prestem atenção a um detalhe. O que está com o tracinho na frente (-) é uma fala e o que está entre aspas é um pensamento, mesmo que "falado".

POV Diana

Eu não sei quando minha consciência havia apagado. Talvez no impacto com o mar, talvez quando entrei em desespero. Mas soube que havia algo extremamente errado quando finalmente despertei. Busquei ar em meus pulmões, mas não foi isso que adentrou minha via respiratória. Era uma sensação que eu já conhecia e até mesmo havia me acostumado, uma de estar debaixo da água e não estar me afogando. Abri meus olhos bruscamente, ficando ainda mais assustada quando notei que realmente ainda permanecia submersa... E não estava só. Meu coração disparou contra meu peito como se gritasse para fugir de alguma forma, afinal em meu cérebro havia guardada a informação de que a presença de outra sereia que não Lynn e Fernanda era extremamente perigoso. E ali estava a minha frente uma garota que aparentava ter seus dezoito anos, com cabelo loiro escuro atingindo a altura do ombro. Seu olhar era azul, um azul similar ao de Nathan.

Por puro instinto recuei, o que foi similar ao nadar desengonçadamente para trás. Porém minhas costas bateram em algo e o ar contido em meus pulmões escapou de minha boca em forma de grandes bolhas. Virei meu corpo para deparar-me dessa vez com um tritão, um garoto também jovem de cabelos negros e olhos esverdeados, corpo magro e uma cauda de peixe completamente verde. Eu estava cercada? O que deveria fazer? Não tinha nenhuma arma para me defender!

“Fique calma!” – falou a menina sereia em minha mente, com um ar divertido ao observar a minha reação desesperada – “Eu salvei você, está segura”.

“Não por muito tempo” – o tritão falou sem a gentileza da sereia.

“Onde estou? Quem são vocês?!” – exigi saber tentando esconder o medo na “voz” do meu pensamento.

Finalmente olhei ao redor. Havia aprendido arduamente que por muitas vezes o que vai te salvar é o conhecimento sobre o ambiente onde você estava. Qualquer coisa pode virar uma arma ou um item útil em momentos desesperados. Porém eu encontrava-me em uma espécie de caverna com pinturas na parede que iluminavam o lugar como faria uma lâmpada no teto. Havia uma grande abertura na frente e a minha lateral esquerda uma espécie de cama de coral. Era um quarto?

“Perdoe meu companheiro, ele é muito conservador” – a sereia pediu lançando um olhar de reprimenda ao tritão, ele bufou baixo e cruzou os braços como uma criança birrenta – “Mas me chamo Katreen e...”

“Katreen” – repeti a cortando sem querer, mas minha mente deu um estalo e meus olhos se arregalaram – “A irmã mais nova de Lynn?!”.

Dessa vez a sereia loira que ficou surpresa e poderia jurar que sua pele empalidecera. Porém foi o tritão a reagir primeiro, nadando rapidamente em direção a “porta” da caverna e a fechando com uma pedra. O lugar ficou iluminado apenas pelas pinturas tribais na parede, naquele momento, naquela situação eu me senti repentinamente claustrofóbica.

“Eu sabia! Eu sabia que tinha de salvar você! Anfitriti nunca erra em suas mensagens!” – a sereia repetia admirada com a informação que recebeu.

“Ela é uma humana!” – o tritão quase gritou – “E conhece a traidora!”

“A traidora é minha irmã mais velha e ainda é princesa!” – o jeito superior da garota era inerente a um membro da realeza, seu poder natural fez o garoto recuar e a olhar criticamente, mas nada mais fez – “Nada mais nobre e romântico do que desafiar todas as regras por um amor! Já falei isso com você Aaron”.

“Poderiam deixar para discutir a relação depois?” – pedi com certo sarcasmo, algo que se adquiri depois de conviver tanto tempo com Scarlet – “Você é uma das princesas sereias. Você me salvou e falou de Anfritite, lembro que me contaram que você tem sonhos reveladores como a...”

Minha voz travou assim como meus dentes. Nunca que falaria da Fernanda para eles. Meu corpo ficou automaticamente tenso ao saber que quase havia feito uma grande besteira.

“Igual a quem? Meu dom é tão especial que dizem que apenas um ser submesso pode ter por geração” – Katreen não ignorou meu ato falho – “E você conversou com minha irmã? E com o Nathan? Como eles estão? Por favor, acredite em mim, eu não quero machuca-la!”

Recuei o suficiente para dessa vez bater na parede rochosa. Minha mente tentava controlar meus pensamentos já que eles estavam expostos a magia sereiana. Olhei de um para outro ponderando sobre minhas possibilidades e vi a princesa sereia suspirar captando a minha falta de confiança.

“Tem de me dar essas informações, eu não posso tirá-la daqui, não tenho poder suficiente para isso. Mas Lynn talvez tenha, na verdade, eu sei que tem!” – Ketreen falou e eu podia sentir sinceridade em seu pensamento e voz, seus olhos brilhavam em angústia demais para que fosse uma simulação.

“Onde estou?” – perguntei novamente.

“Na Cidade Submersa” – o tritão, aparentemente chamado de Aaron, respondeu com um tom ríspido até mesmo para um pensamento.

“O que?!” – dessa vez não me controlei, se havia um outro lugar pior para estar naquele momento além no cativeiro de Dante, era a cidade natal de Lynn e Nathan – “Não é possível!”.

“Desculpe, eu não tive alternativa! Eu não tenho magia de cura e Aaron é um guerreiro, eu tive de trazê-la para cá para que fosse curada ou morreria” – Katreen explicou encolhendo um pouco como a alguém que sentia culpa – “Papai ficou enfurecido, só o convenci porque disse que era o desejo de Anfritite”.

Engoli em seco. A deusa estaria protegendo a mim também? Afinal eu tinha uma ligação com a sua escolhida para a guerra. Pousei as mãos sobre meus olhos tentando absorver tudo o que tinha acontecido, refazendo todo meu percurso até ali para manter minha mente sã, mesmo sabendo que eles poderiam escutar alguns fragmentos desse pensamento. O que mais eu deveria fazer? Eu queria tão desesperadamente Fernanda aqui, queria que ela me salvasse que eu já não me importava em ser, por alguns momentos, a donzela indefesa.

“Lynn está bem” – falei ainda hesitante – “Assim como Nathan. Eles devem estar a minha procura ainda, junto com Scarlet e Fernanda”.

“A pirata?! A princesa se aliou a esse tipo de humano?” – o desprezo e preconceito não era nem ao menos velado no pensamento de Aaron.

“Ela fez muito mais do que vocês que são um povo orgulhoso e prepotente, escondidos no fundo do mar sem saber o caos que está lá encima!” – defender Scarlet foi algo tão automático! Ela poderia ser muita coisa, mas no seu dever ela era exemplar.

“Aaron, fique quieto!” – ordenou Ketreen e novamente mais um resmungo do tritão – “Eu posso fazer contato com eles, eu SEI que você tem de sair daqui e tem uma grande missão, Anfritite não protegeria a uma humana a toa. Mas preciso que tenha algum objeto importante consigo, que nos conecte a eles. Qualquer coisa!”.

Toquei meu anel assim que ela terminou de falar. Era uma ligação tão poderosa entre mim e Fernanda que tinha auxiliado a quebrar uma hipnose de um membro ardiloso do Povo da Floresta. Respirei fundo e retirei o anel do meu dedo, ficando com a sensação ruim de estar nua e desprotegida. Katreen aproximou-se e esticou a palma de sua mão, suspirei e depositei o anel com delicadeza.

“Não se preocupe, logo terá seu anel” – Katreen tranquilizou.

Fiz que sim com a cabeça, percebendo que confiava naquela loira, mas nem um pouco no tritão preconceituoso. Ele manteve-se quieto e um pouco afastado desde a discussão com a sereia. A sereia por sua vez não demorou a soltar o anel a sua frente, entre as palmas de suas mãos e a começar a recitar algum tipo de magia que eu mal compreendia. A sua voz era melodiosa, como se o encanto fosse quase cantado. As marcas de seu corpo começaram a brilhar levemente, pequenos filetes saíram da palma da mão e se condensaram em volta do anel. Por mais que eu já tenha visto a magia, sempre ficava surpresa e encantada, era uma reação natural a algo que você passou a vida toda vendo nos contos de fada e filmes da Disney. Ketreen abaixou a mão e recitou uma última palavra três vezes. Do anel um círculo maior se formou, como a um espelho que não nos refletia, mas a algum lugar. A imagem começou sem muita nitidez, mas foi tomando foco aos poucos e eu pude distinguir uma espécie de sala de reunião e corpos desconhecidos que iam tomando forma...

“FERNANDA!” – gritei em minha mente assim que a vi sentada discutindo embravecida com alguém a sua frente.

Incrivelmente ela pareceu me escutar. Ergueu o olhar para um ponto um pouco acima e saltou em choque, derrubando a cadeira atrás de si. Aproximei mais da imagem mais por necessidade de ver aquela imagem, ver a minha mulher e saber que ela estava bem. Mal notei Lynn e Nathan ao seu lado, logo aparecendo outras pessoas que eu mal conhecia.

-Dianna! – Fernanda exclamou e quase correu de encontro ao “espelho” tentando pegá-lo, mas sua mão apenas transpassou a reprodução de imagem a embaralhando por alguns segundos – Isso é magia? Dih, diga-me que está bem! Diga-me onde você está!

Era notório o desespero que vinha de sua voz, a saudade de seu olhar e o jeito que ela sentia dor pela separação de nossos corpos. Mas não da mente. Senti uma mão em meu ombro e olhei para Katreen, ela gentilmente me puxou para o lado finalmente aparecendo no campo de visão do espelho. Dessa vez foi Lynn e Nathan que se aproximaram.

-Irmã! – Lynn exclamou surpresa – O que faz com Dianna?

“Também senti sua falta” – Katreen reclamou e pareceu “respirar fundo” debaixo da água – “Se essa garota é importante parece que temos problemas. Eu a encontrei e tive de trazê-la para a Cidade Submersa”.

-Por Poseidon! – Nathan não escondeu pela primeira vez a sua extrema preocupação, passando a mão pelo cabelo.

“Eu consegui escapar deles depois de... Fernanda eu irei mata-la!” – a raiva tomou conta de mim superando qualquer lógica de importância das coisas.

-Oi? Eu estou indo te salvar! – Fernanda nada compreendia, obviamente.

“Como você ousou beijar aquele demônio?!” – eu gritei em extrema fúria – “Você não presta! Como pode fazer aquilo?!”

-Era pra saber onde você estava! – Fernanda prontamente estava se defendendo, podia escutar uma risadinha de Scarlet ao fundo e ver um olhar sinistro da Lynn em sua direção, a fazendo ficar séria novamente – Sinto muito se foi a única forma de conseguir uma pista que fosse. Eu faria tudo para ter você de volta, qualquer coisa Dianna Rowell Alencar!

-Parem vocês duas – Lynn ordenou em um tom absoluto, mas sem nenhum tipo de alteração em sua voz – Estamos com sérios problemas para resolver. Se Dianna está na Cidade Submersa será praticamente impossível tirá-la de lá de dentro sem um plano muito bom.

-E quase impossível – complementou Nathan mais sério.

“Nós poderíamos...” – Katreen começou a falar.

Porém a sereia nunca concluiu sua frase. Uma pequena explosão fez a pedra que servia de porta desfragmentar em pequenos pedaços. O susto me fez nadar para trás, mas nada foi pior do que ver ali um tritão evidentemente poderoso, sua cauda era a maior que eu já tinha visto e de uma cor vermelha. Seu cabelo era grisalho e seus olhos eram azuis de um tom frio que quase congelou a minha espinha com um único olhar. O peitoral era largo, cheio de músculos e cicatrizes a amostra. Em sua mão havia um tridente feito de ouro, mesmo sendo uma mera humana eu podia sentir o poder que irradiava daquela arma.

“Majestade, eu tentei impedi-la!” – Aaron prontamente se curvou.

Majestade. O rei. O pai de Lynn e Katreen. Minha mente processava o quão ferrada eu estava naquele momento. O tritão rei adentrou a caverna e o ambiente de repente ficou extremamente menor. Ele olhou em direção a transmissão e eu pude ver Lynn com um jeito defensivo que eu nunca havia visto antes.

-Olá, papai – ela o cumprimentou sem nenhuma emoção na voz.

Ele nada respondeu, mas ficou extremamente tenso. Seu peito inflou e seus ombros enrijeceram, sua face ficou ainda mais carrancuda se é que isso era possível. Ele olhou de mim para Katreen, que estava acuada perto de mim, só então virou lentamente o rosto para fitar a sua filha mais velha.

“É bom que apareça em duas horas para que finalmente possa ser julgada pelos seus atos, Lynn” – o rei ordenou no mesmo tom que foi usado pela filha – “Se não chegar nesse prazo, a humana será julgada como uma invasora em pleno Coral Central”.

“Mas fui eu quem a trouxe!” – Katreen ousou argumentar.

“É a minha decisão!” – o rei a cortou veemente – “Lynn deve ser julgada por tudo o que causou ao desrespeitar nossas leis e atacar a um membro da família real”.

-Escuta aqui seu velho ranzinza! – Fernanda falou alto em um tom de ameaça claro – Encoste um dedo em minha mulher e eu coloco essa cidade abaixo!

-Fernanda! – Lynn recriminou.

-Dianna, eu estou indo busca-la, espere só mais um pouco.

Antes que mais alguém pudesse argumentar mais alguma coisa, o Rei mirou a ponta do tridente na direção do espelho e disparou um raio de energia que quebrou a ligação e fez meu anel ficar flutuando. Meu impulso foi de pegá-lo, mas dessa vez o tridente foi mirado em minha direção e uma espécie de corda mágica envolveu meu corpo prendendo-me dos ombros até a cintura.

“O que vai fazer papai?!” – Katreen tentou nadar para perto dele.

“Levá-la para a prisão. Você me desapontou filha, quantas vezes tenho de dizer que Lynn já não é mais dessa família? Ela escolheu o seu próprio caminho e agora tem de sofrer as consequências” – o rei disse e dessa vez estava diferente, como se estivesse... magoado.

“Ela só escolheu o amor!” – rebati quase sem pensar, literalmente.

“Essa sereia escolheu aos humanos, a raça que vem destruindo o oceano e a natureza” – o rei tornou a ficar carrancudo novamente – “Isso é traição do pior tipo, não amor”.

“E quem você pensa que é para dizer que o amor é errado ou certo para um tipo de raça? Isso não passa de discriminação, de uma mente fechada que não consegue sair do conforto de crenças ultrapassadas”.

“Humana insolente, você está na frente de um rei!”

“Estou na frente de um pai que perdeu a sua filha para o cara que ele não escolheu. Na frente de alguém que julga uma raça inteira pelos erros de algumas centenas, quando tem milhares que luta pelo amor, pela paz, pela solidariedade. Você está tão magoado que não percebe que exilou a própria filha por ela ter seguido seu coração? Que tipo de raça é essa que tira o livre árbitrio?!”

“Cale-se! É uma ordem! Aaron, a leve para a prisão, senão eu a jogarei para as serpentes marinhas!”

O rei saiu da caverna transtornado. O que deu em mim para agir daquela forma? Katreen aproximou-se e pousou uma mão em meu ombro tentando consolar-me, mas logo Aaron apareceu e me puxou pela corda. Assim que saímos da caverna, meu queixo caiu prontamente. A Cidade Submersa era inefável, nenhum tipo de descrição que eu pensasse em aplicar não parecia fazer jus ao que eu via. Havia corais gigantes, construções de pedras marinhas e nenhum tipo de corredor ou ruas, pois todos os seres tinham liberdade de subir e descer dentro da água! Havia iluminação, mesmo que por algas iluminadas ou por desenhos fluorescentes. As sereias e tritões nadavam tranquilos, brincando, perturbando com comportamentos comuns aos dos seres humanos. Havia grupos ou alguns montados em cavalos marinhos e tartarugas gigantes, ou sendo puxado por golfinhos. Porém, não vi toda a cidade, pois Aaron começou a puxar-me para baixo, um dos recantos mais escuros da cidade.

“Perdoe meu pai, tem sido difícil desde que Lynn partiu” – Katreen nos acompanhava – “Nascemos ouvindo falar que os humanos não prestam e por um tempo a própria Lynn pensava assim”.

“Da mesma forma que não foi a toa que ela mudou de ideia” – argumentei e observei um olhar de descrença de Aaron.

“Papai não é mau, só intolerante com questões aos outros povos. Ele sozinho vem reinando e fazendo nosso povo prosperar, sendo respeitado” – Katreen continuou como se visse necessidade em defender o pai – “Mas muitas coisas estranhas vem acontecendo, alguns animais marinhos com comportamentos estranhos, algumas tempestades debaixo da água... E até mesmo ataques de seres marinhos do Povo das Sombras. Perdemos muitos guerreiros e guerreiras”.

“Está acontecendo ataques aqui também?” – perguntei surpresa – “Mas nunca ouvimos falar disso lá encima”.

“Está acontecendo ataques lá também?” – dessa vez Aaron mostrou-se curioso – “Para nos afastarmos dos humanos cortamos o máximo possível à comunicação com o mundo emerso. Poucos sabem de nós, pouco sabemos deles”.

“Scarlet está certa” – acabei pensando mais comigo mesma – “Se a situação lá encima não for controlada, o Povo Submerso estará em grande perigo. Há uma guerra e vocês não sabem”.

Aaron parou em uma formação rochosa com grades que protegiam cavernas, um verdadeiro presidio. Ele abriu uma porta... Mas não fechou, porém também não me desamarrou.

“Conte-me o que você sabe” – ele pediu um pouco receoso.

Olhei dele para Katreen. Das chances que eu tinha, a probabilidade deles acreditarem em mim eram poucas. Mais ainda deles se tornaram aliados... Entretanto não era impossível. Então apenas sentei naquele chão meio lamento e me pus a pensar e a mostrar imagens do que tinha ocorrido comigo e do que eu aprendi, mesmo sendo difícil controlar meus pensamentos que desejavam que Fernanda chegasse logo. Não pensei no que aconteceu no cativeiro de Dante, ou como descobri quem era o verdadeiro inimigo. Aquela informação não poderia vazar daquela forma, era muito perigoso. Era nesses momentos que eu entendia porque os espiões eram tão temidos ao obter informações confidenciais.

Era angustiante a espera e a expectativa. Duas horas pareceram ser uma verdadeira eternidade.

Notas finais
Sem muita correção, tenho de correr pro estágio o/