Amor Submerso

20 Capítulo 20: Piratas


Notas iniciais
Quase que não posto, ta sem revisão nenhuma. Hoje ainda tem um novo para compensar o domingo sem.

O meu sangue pareceu circular mais rápido dentro de meu corpo. Aquela ruiva seria de algum povo que ainda desconhecia?! Institivamente meu corpo ia para a frente do de Dianna para servir de escudo. Como ela sabia que ali estava um lugar que deveria ter algo? Eu tinha ficado tensa, olhando para todos enquanto meu fluxo começava a correr mais rápido. Mas nem mesmo isso impediu o que aconteceu a seguir. Escutei o grito de Dianna atrás de mim e por instinto virei meu corpo a tempo de ver que um homem baixo e careca usou uma espécie de chicote para enlaçar a cintura de minha morena e puxá-la de vez para perto dele.

-Solte ela! Agora mesmo! – exigi furiosa.

-O que temos aqui? Um casalzinho? – provocou a ruiva rindo em deboche – Mas que ponto fraco mais óbvio. Você deveria ser mais esperta, o amor só vai te deixar fraca, loirinha.

-Solte. Ela! – falei devagar sem conter a minha ira.

-O que humanas normais podem fazer? – riu um dos homens mais altos, percebi que lhe faltavam um dente ou outro.

-Se bem que já é surpreendente que já tenham encontrado essa caverna – completou a ruiva, seu sorriso apenas piorou – Acho que vou levar a morena comigo para o navio e questioná-la de uma maneira pecaminosa.

Naquele momento meu sangue ferveu a minha cabeça. Não era ciúme, mas sim o mais puro ódio. Ninguém tocaria em minha garota, ninguém ousaria fazer mal a ela enquanto eu estivesse por perto. Assim que tentei avançar, o homem que a tinha por perto tirou uma faca sabe Deus da onde e apontou para o pescoço de Dianna pressionando a pele perigosamente. Congelei no lugar imediatamente.

-Sem gracinhas – a ruiva ameaçou – comece a falar ou eu vou o deixar fazer o que quiser com a sua garota.

-Não tinha nada lá! – gritei quando ele ameaçou a lamber o pescoço de Dianna – Pode revirar nossas mochilas, mas não tinha nada lá!

-Impossível, esse é o local, diga-nos! – a mulher falou finalmente perdendo o ar de brincadeira para ficar zangada.

-Eu estou falando a verdade, a solte agora, nos deixe ir! – pedi zangada, mas no fundo estava implorando.

Dianna deixou escapar um grunhido e meus olhos viraram para ela novamente. Aquele bruto estava tocando a barriga dela por debaixo da blusa! Mas assim que focalizei, Dianna olhou para baixo de um jeito sério. Segui o seu olhar e vi a garrafa de água em sua mão. Não pensei duas vezes, estiquei minha mão esquerda, murmurei a magia e minha palma logo foi coberta pelos traços que denunciavam o uso de meu fluxo. A água fez a garrafa explodir e em forma de uma bola bem densa acertou em cheio na face nojenta daquele homem, o jogando para trás. O movimento fez com que a faca cortasse levemente a pele do pescoço de Dianna, mas ela não gritou ou se pronunciou, apenas virou o corpo e acertou um belo de um soco de direita no homem que tentou segurá-la. Não parei para admirá-la em sua coragem, pois ainda manipulando a água acertei no que estava do outro lado dela na boca do estômago e no meio de suas pernas o fazendo ajoelhar em pura agonia e dor.

Corri em direção a ela, peguei em seu braço e saímos em disparada sem nem pensar duas vezes. Tudo aconteceu muito rapidamente, podia escutar os gritos furiosos da ruiva dando comandos que eu não entendia, porém não importava! O que queria era apenas sair dali e tirar Dianna das mãos imundas daqueles homens e do alcance da ruiva insana. Corremos por uma boa distância, minha respiração estava fraquejando e meus músculos ardendo pelo esforço repentino. Já havia gastado minha energia mais do que esperava, o desespero sempre me fazia consumir mais do que o teria feito concentrada. Estava focada em manter o mesmo ritmo de Dianna quando algo enrolou em minhas pernas me fazendo cair de frente ao chão, batendo a cabeça em uma raiz de uma árvore.

-Nanda! – Dianna escorregou quando parou sua corrida, mas logo veio para o meu lado.

-Foge! – gritei para ela – Eu posso me virar, mas você não, corre!

-Nunca.

Dianna levantou e avançou. Girei o corpo sentando, finalmente vi que uma espécie de corda com pesos estavam enroladas em meus tornozelos. Escutei um grito masculino e ergui meu olhar com o coração falhando uma batida. Um deles havia se aproximado correndo rapidamente e Dianna não se afastava!

-Dianna! Vai! – implorei para ela.

Mas ela fez completamente o contrário, posicionou-se como se estivesse lutando kickboxing ou qualquer outro tipo similar. O homem veio com uma adaga pronto para atacar, ele tentou cortar a barriga da morena, mas Dianna desviou para o lado e aplicou um belo chute de calcanhar na junta traseira do joelho o fazendo cair e tão rapidamente girou o corpo acertando outro chute na cabeça dele. Desde quando ela sabia lutar?!

-Não fique ai parada! – Dianna reclamou, correndo para pegar a adaga do homem e vim cortar a corda de minha perna.

Entretanto, dois deles apareceram e Dianna foi obrigada a largar a adaga e ir a batalha. Peguei a arma e me pus a cortar aqueles fios grossos e trançados da corda, mas meus olhos teimavam em tentar acompanhar a luta. Dianna ia muito bem, mesmo que um deles quase tivesse dois metros de altura. Ela era ainda menor que eu, mas movia-se rapidamente e sabia como aplicar os golpes, apesar de ter recebido um soco no rosto e uma joelhada na boca do estômago. Quando consegui cortar as cordas ela havia derrubado com uma sequência de socos na barriga, pescoço e cabeça o grandão. Mas assim que eu levantei, estávamos cercadas novamente.

-O que inferno está acontecendo aqui? – a ruiva chegou esbravejando – Como você de repente está lançando magia como se fosse uma... Esse colar!

Em meio aquela confusão toda, minha concha que estava sempre escondida debaixo da blusa, havia ficado do lado de fora. O olhar de surpresa dela se fixou na peça como se fosse algo amaldiçoado. Dianna pegou em minha mão como se estivesse se preparando para tirar-me dali a qualquer custo. E eu pensando que seria eu a protegê-la.

-Você... Não pode ser... – a ruiva de repente estava acuada, recuando um passo e outro – Você é filha dele! Você sobreviveu!

-Enlouqueceu de vez?! Deixe-nos ir ou isso aqui vai piorar mais ainda! – ameacei aparentando uma bravura que sinceramente eu não possuía no momento.

-Você é filha de Pedro Fontaine– a ruiva continuou – filha da princesa sereia. Você... viva!

Meu corpo ficou ainda mais tenso, apertei a mão de Dianna com mais força que o necessário e comecei a recuar. Como ela sabia de meu pai? Como sabia de minha mãe? Meus instintos não confiavam nela e eu aprendi que geralmente eles estavam certos!

-Abaixem suas armas seus panacas! – ela ordenou e ergueu as mãos em paz – Começamos errado, não vou machucar você... Qual seu nome?

-Isso não importa – Dianna falou ríspida, continuando a recuar comigo.

-Desculpe pelos meus modos. Precisávamos do que está lá dentro para encontrar o segredo que Pedro deixou. Eu conheci o seu pai garota – a ruiva continuou fitando-me de modo intenso, sem nenhum resquício de escarnio – Também conheci sua mãe, mas nunca nos demos muito bem.

-Como? O que é você? QUEM É VOCÊ? – eu estava ficando realmente agitada.

O que estava acontecendo? Que malditos segredos eram aqueles? Porque ninguém nunca podia me contar uma história completa para não me surpreender daquela forma? Dianna olhou-me pelo canto dos olhos e também segurou minha mão forte como se dissesse que estava ali, do meu lado. Apenas isso e somente isso me impediu de surtar.

-Eu sou Scarlet, capitã de um navio pirata. Sou humana, apesar de tudo, faço parte da Irmandade dos Caçadores – a ruiva se apresentou abaixando as mãos finalmente – Seu pai foi um grande amigo meu, sem querer por causa de uns problemas que eu causei por descuido ele descobriu que sua mãe é uma sereia. Vamos dizer que eu e ele éramos... como os jovens dizem hoje em dia? Ficantes. Por isso eu e sua mãe não nos damos muito bem.

-Está dizendo que já ficou com meu pai? – repeti aquele absurdo.

-Longa história que eu teria um prazer de contar a você. Não estou pedindo para confiar em mim, mas é importante que me conte o que aconteceu lá dentro e eu contarei uma parte da história – Scarlet pediu em um tom lento para que não restassem dúvidas sobre o que estava falando.

-Não – Dianna negou firme – Prove primeiro. Deixe-nos ir agora.

-Gosto de sua confiança, seria uma ótima caçadora, conseguiu derrubar dois homens meus – Scarlet sorriu marota – Mas tudo bem, podem ir. Porém amanhã à noite estarei esperando em meu navio, a cinco quilômetros ao norte desta ilha. Se duvidar sobre quem eu sou, pergunte a sua mãe seja lá onde ela estiver. Diga a ela que eu tenho informações sobre o que aconteceu com Pedro depois de ter sido capturado.

Meus olhos se abriram e meu coração saltou para a garganta. O que aconteceu com meu pai depois dele ter sido pego pelo Povo das Sombras? Minha mãe teve de se esconder, logo nem mesmo ela saberia o que aconteceu de fato. Scarlet fez um comando com a cabeça e ela e seus homens desapareceram na mata. Minhas pernas fraquejaram deixando que todas as emoções tomassem conta de meu corpo. Medo. Raiva. Temor. Tudo se misturava dentro de mim fazendo uma tempestade sem fim. Dianna segurou-me firme, passando um braço por minha cintura e fazendo com que o meu passasse por seu ombro.

-Acalme-se, eu estou aqui. Vamos para casa – ela murmurou incrivelmente gentil.

-Você me salvou – falei também baixo, fechei os olhos por um tempo.

-Você também me salvou. Então estamos kits – Dianna sorriu um pouco e começou a andar – Sereias. Monstros. Agora piratas.

-E você lutando como um agente secreto disfarçado de treinadora de baleias e golfinhos – completei tentando distrair minha mente.

-Eu te contei que meus pais me colocaram em vários treinos para aprender a me defender.

-Uma coisa é defesa pessoal, outra é parecer a Jackie Chan de saias.

Ela riu fraco. Mas apenas aquele som, aquele timbre, aquele cheiro que era natural dela... Ah, aquela garota me acalmava por apenas existir.

{...}

Quando voltamos para a casa de praia de Luana eu estava bem melhor. Ao menos não estava parecendo que iria desmaiar a qualquer minuto. Era noite, por volta das oito horas e não havia ninguém na casa. Provavelmente haviam saído para alguma boate ou festa para aproveitar. Jogamos as coisas em qualquer lugar da sala e deixei que Dianna me levasse até o banheiro, estava estranhamente sem forças. Mas foi ali, debaixo de uma forte ducha morna, que eu finalmente parei para por minha cabeça em ordem.

O que eu sabia sobre meu pai? Se chamava Pedro Fontaine, trabalhava pelo litoral brasileiro sendo um dos melhores na área de oceanografia. Tio Saulo sempre disse que ele era curioso, gentil e divertido, sonhador e com princípios que muitos já haviam esquecido. Minha mãe havia se apaixonado por um humano assim, abandonado tudo para viver com um homem ordinário sem poderes nenhum. Meu pai protegeu-me ao me deixar com tio Saulo e tia Rita, mas foi capturado pelo Povo das Sombras. Ai então entrava Scarlet, uma pirata irritante, mas que tinha informação sobre um homem que eu mal sobre e chamava de pai. Demorei quase uma hora ali, pensando nessas coisas e refletindo sobre o que deveria fazer.

Ao sair do banheiro vestia um short e uma blusa folgada. Estava cansada, meus ombros doíam apesar de sarar cada vez mais rápido por causa do contato continuo com a água. Segui a passos arrastados para o quarto, porém ao adentrar o cômodo descobri sobre a cama um pequeno jantar. Dianna terminava de ajeitar os pratos usando aquela camisola provocante. Parei ali para observá-la, não me arrependia de mais nada, da mesma forma que sabia que nunca abriria mão daquela mulher novamente.

-Queria estar na água para saber o que está pensando – Dianna falou, ah esse timbre de voz forte e arrastado que ela tinha!

-Que eu nunca mais vou deixar que escape de mim – respondi e me aproximei – Afinal, sou do tipo assaltante, não é?

Ela sorriu abertamente e me puxou para sentar ao seu lado. Comemos em silêncio, recuperando nossas energias e aproveitando aquela paz de estarmos em segurança, uma do lado da outra. Depois fomos deitar na cama, o melhor de ficar ali era que nossos corpos ficaram coladinhos, eu estava praticamente deitada sobre ela, com a cabeça repousada sobre o seu ombro recebendo aquele carinho gostoso no cabelo.

-Gosto de suas pontas pintadas – Dianna disse enrolando alguns fios azuis nos dedos.

-Bom que gosta de azul, é a cor de minhas outras pernas – comentei fazendo uma careta – Foi tão estranho aquilo!

-Ainda acho que foi lindo – apesar de não olhá-la sabia que sorria, mas então respirou fundo e parou o carinho – O que vamos fazer? E não ouse pensar que vai sozinha ver aquela ruiva louca.

-Parece que meu pai tem um gosto muito peculiar por mulheres diferentes – comentei franzindo o cenho – Se bem que eu estou namorando uma ninja que acha linda a minha parte metade peixe.

-Você ficou deslumbrante, não tem como discutir isso – Dianna afirmou convicta, dessa vez seus dedos começaram a acariciar meu braço, mal roçando suas pontas em minha pele, era tão gentil que causava arrepios.

-Estava pensando em meu pai, que nada sei sobre ele. Há uma magia de comunicação no livro de minha mãe, mas estou cansada para fazer um verdadeiro interrogatório com ela. Amanhã perguntaremos a ela sobre isso – respondi a pergunta dela sobre o que fazer, movi meu corpo ficando ainda mais sobre o dela, porém era apenas para poder fita-la – Você tem de ser muito louca para querer ficar comigo sabendo dos perigos.

-Não sou uma mulher do cotidiano – Dianna sorriu largo atraindo minha atenção para sua boca – Mas eu não conseguiria resistir a você mesmo que fosse uma simples estudante de biologia, com um jeito atrapalhado, desinibido e ainda assim fofo.

-Viu, como eu disse, é louca – murmurei sorrindo completamente boba.

Dianna revirou os olhos e levou a mão até minha nuca, puxando-me para cima até que nossas bocas se encaixassem. Beijamo-nos em um ritmo lento, carinhoso e que mesmo sem a impetuosidade de um beijo selvagem, deixava-me completamente entorpecida e derretida. Sem desprender os lábios dos dela, fui me aproximando até ter noção de que meu corpo estava deitado sobre o dela, minhas pernas no meio das delas. Apoiei-me melhor, inclinei meu rosto dando um novo encaixe a nossas bocas e dessa vez concentrei-me completamente nos movimentos de minha língua ao redor da dela, tocando, envolvendo, chupando, dançando uma valsa íntima e sem pudores. As mãos de Dianna adentraram minha blusa pra acariciar minhas costas, tocando-me por vezes apenas com os dedos, outras com a mão espalmada pressionando minha pele. O beijo parou apenas quando não tinha mais como prosseguir sem respirar direito.

-Fernanda – Dianna murmurou com uma voz rouca enlouquecedora.

Nossos olhos se encontraram, intensos, escuros e espelhando um desejo assustador de tão grande. Em minha mente o resquício de razão ponderava se ainda era cedo, afinal não tínhamos nem mesmo duas semanas completas juntas. Porém vendo ali, aqueles olhos verdes em uma tonalidade que revelava um desejo tão forte por mim o tempo não parecia importar. Dianna sorriu e de uma forma súbita apertou meu bumbum e me roubou um beijo rápido e forte. Se eu tivesse dúvidas, aquilo as apagou completamente. Ri contra seus lábios e deixei que uma de minhas mãos descesse pela lateral do corpo dela até alcançar a coxa. Apertei aquela carne lisa e definida, sorrindo mais ainda ao senti-la estremecer em meus braços. Dianna ergueu um pouco a perna que eu segurava, fazendo a camisola descer. Em resposta posicionei melhor ainda minha perna entre as delas, roçando e pressionando minha coxa no sexo dela. Um gemido baixo e longo escapou de Dianna ao mesmo tempo em que sua calcinha começava a ficar molhada.

Não resisti mais, ter aquela morena tão entregue assim aos meus toques deixava-me extasiada, invadida por uma onda poderosa da mais pura luxúria. Era exatamente o que precisava para desligar minha mente de qualquer outra coisa que não fosse ela. Então eu a beijei, tomando para mim aqueles lindos lábios com ímpeto e volúpia. Dianna retribuiu puxando-me ainda mais contra seu corpo, pressionando cada parte nossa que estava colada, envolvendo meus lábios e língua em uma dança alucinante. Minhas mãos desceram as alças finas da camisola pequena que enrolava no corpo dela, de forma ousada não hesitei em deixar que meus dedos deslizassem pela pele macia até alcançarem o seio esquerdo. Toquei traçando o contorno do mamilo até espalmar minha mão e pressionar de uma forma a arrancar gemidos baixos. Meu fluxo estava mais rápido do que jamais esteve, era difícil controla-lo... Mas quando Dianna capturou minha língua e a sugou longamente, todo o meu bom senso esvaiu de mim. A beijei ainda mais, apalpei com mais força e pressionei mais meu corpo deixando que minha energia transpassasse para ela sem governo algum. Dianna contorceu o corpo, elevou seu dorso e arranhou minhas costas com força, meus sentidos sensíveis captavam cada reação dela, cada gemido, cada toque, cada sabor... Tudo nela me envolvia muito mais do que qualquer outra e me tornava mais louca, mais apaixonada, mais excitada a ponto de estar completamente tensa de tesão.

-Fernanda! – Dianna gemeu quando minha boca separou da dela – Isso... Isso é loucura, eu estou... Estou...

-Tremendamente excitada – respondi por ela com a voz rouca, logo depois capturando o lábio inferior e o chupando forte deixando que um pouco de energia escapasse. Dianna segurou meu cabelo pela raiz e o puxou enquanto sua calcinha se tornava ainda mais molhada – Deus, eu quero te devorar a noite toda, sem parar nem um segundo. Quero te deixar cansada, ofegando, gritando meu nome.

Dianna ofegou alto, eu escutei seu coração disparar tão rápido e forte que parecia estar ao lado de meu ouvido. Sorri grande e levei meus lábios até o pescoço dela para dar mordidas e chupões, não medi intensidade deixando várias marcas por aquela delicada área. Pressionei ainda mais minha perna no sexo dela, recebendo em respostar tudo o que eu precisava para saber que Dianna estava entorpecida pelo mais puro e enlouquecedor prazer. Ela começou a movimentar o quadril, roçando e pressionando ainda mais aquela parte em mim em uma busca desesperada por mais atrito e prazer. Ela gemia, as vezes alto, as vezes baixo e longamente. Enlouquecia-me com aquele som tão delicioso e provocante, sensual e que denunciava o seu prazer.

-Não faz assim, eu... Eu estou... Enlouquecendo! – Dianna gemeu ao pé de meu ouvido.

-Não meu amor – murmurei maliciosa – Não vou parar.

E como que para provar, levei minha mão até a calcinha dela e rasguei o tecido, deixando que o sexo dela tocasse a pele de minha coxa e recebesse mais energia ainda. Dianna quase gritou e continuou a empurrar o quadril ali, puxou meu cabelo com força e arranhou minhas costas com sua outra mão. Gemi junto com ela, a dor parecia apenas acrescentar um bônus ao prazer que estava sentindo em deixa-la assim. Voltei a por minha mão em seu seio o massageando e apertando alternando na pressão, ora fraco e lento, ora forte e intenso nos movimentos. Minha boca mordia, lambia e chupava o pescoço, ombros e colo dela, não parando um segundo de tocar alguma parte do corpo dela. O orgasmo dela veio forte, de repente, a fazendo erguer o corpo e chocar contra o meu. Dianna agarrou-se em mim e afundou a boca contra meu pescoço para abafar o seu grito.

Longos segundos se passaram até o corpo dela relaxar na cama, ainda em torpor prazeroso. Dianna abraçou-me forte e buscou minha boca para um beijo calmo. Escutei o coração dela diminuindo o seu ritmo ficando também mais calmo a cada batida. Quando o beijo acabou, de uma maneira delicada a ajudei a ajeitar a camisola. Deitei ao seu lado com o sorriso mais bobo do mundo.

-Isso foi injusto – Dianna falou virando o corpo para mim – Você não tirou nem a roupa, não considero isso uma noite de amor.

-Ah não? E o que seria? – indaguei arqueando minhas sobrancelhas.

-Um quase abuso – ela respondeu fingindo-se de séria – Eu nem tive controle sobre meu corpo!

-Te garanto que ele me respondeu de uma forma deliciosa, me comuniquei muito bem com seus gemidos.

Dianna mordeu meu braço como punição ao meu atrevimento, gemi um “ai” de dor e comecei a rir. Mas como toda lei natural das coisas, tudo o que era bom acabava rápido demais. Estava em minha plena felicidade quando a porta do quarto foi aberta abruptamente e nela apareceu uma Luana agitada.

-Júlia estava bêbada e acabou contando para Eric que vocês estavam aqui – Luana disparou a notícia – Ele deve estar chegando em algumas horas.

Foi como um balde da água mais fria caísse sobre meu corpo. Todo o momento feliz por alguns segundos assumiu uma culpa maior do que qualquer sentimento que tive durante aquela noite. Dianna percebeu meu estado, eu podia senti-la vacilante, mas quando pegou meu rosto entre suas mãos delicadas e fitou-me novamente determinada.

-Ele iria saber de um jeito ou de outro – Dianna murmurou.

-E se ele te levar de mim? Dih eu não posso te perder, eu não posso enfrentar tudo aquilo sozinha, eu não posso...

-Shh – Dianna pousou um dedo sobre meus lábios – Ele não poderia, porque eu já sou tão sua que não tem mais volta. Não depois de hoje, não depois da primeira vez em que me beijou.

-Se ele vier a tentar algo, poderei bater nele? – perguntei ainda insegura.

-Não muito forte – Dianna sorriu fraco.

-Mas eu vou matar a Júlia! – exclamei quando comecei finalmente a me acalmar em relação a Eric, saltei da cama enfurecida – Onde ela está?!

-Apagou – Luana deu de ombros – Thiago conseguiu trazê-la até aqui, mas também dormiu assim que caiu na cama dela. Ela não teve culpa, eu que fui descuidada em deixar meu celular com ela. Ao que parece eles estão preocupados o suficiente para ligarem para mim Nanda, já que vocês duas desligaram os celuares.

-Temos de resolver isso rápido. A noite... Talvez tenhamos que ir até aquele lugar – Dianna ponderou pegando em minha mão – E você tem de descansar.

-Descansar como?! Olha quanta coisa está acontecendo! Se não é aquilo, é a parte normal de minha vida entrando em colapso! – passei a mão livre em meu rosto temendo surtar novamente – Porque as coisas não poderiam ser mais fáceis uma vez na vida?

-Porque você é uma filha da puta azarada – Luana explicou como se dissesse o óbvio.

Suspirei e balancei a cabeça, cai de costas na cama e apenas escutei a porta sendo batida. Luana foi embora dando espaço para que Dianna me abraçasse apertado.

-Eu não vou sair do seu lado – ela disse.

-Mesmo que ele faça de tudo para te tirar de mim? – perguntei olhando para ela.

-Nada vai me tirar de você e nem você de mim, você é minha menina. Minha namorada.

-Namorada? – sorri sem querer.

-Sim. Minha namorada, ou estava pensando em ficar sem compromisso?

-Não, eu... Aceito o seu pedido de namoro.

-E quem disse que eu estava pedindo?

Acabei rindo. Aquela garota tinha mesmo uma mágica especial, apenas dela. Em um momento estava tensa, no outro me deixava perder no cheiro e nas palavras de Dianna. Ela sorriu satisfeita e me aconchegou ainda mais em seu corpo. Não conversamos mais, apenas esperamos que o sono viesse em um embalo lento. As horas seguintes seriam complicadas, talvez as mais difíceis de minha vida. Seria o momento em que iria apunhalar o meu primo pelas costas, assumindo ter roubado a mulher da vida dele.

Notas finais
Desculpem se ficou uma sequência muito rápida das coisas. Mas enfim, espero que gostem mesmo assim. Está sem revisão e aposto que tem alguma coisa sem nexo, to morrendo de sono pra poder rever as coisas t.t